Inside Of You

6 O passado volta //


Notas iniciais
Digam-me se gostaram ou não :)) Okaay?


Anteriormente em Inside of You:

–Sim... Skylar é irmã da Laurel e quase foi morta esta noite. — contei e ele olhou-me surpreso pela parte da "irmã", eu ignorei — Vanch nunca teria descoberto nossa ligação se o Lance não tivesse mentido.
–A lição é que confiar cegamente pode ser perigoso. — disse Dig, olhando-me.

Dizer "adeus" a Skylar foi a minha melhor decisão, tenho a certeza. Mante-la longe é a escolha mais acertada e mais responsável. Sei que ela vai ficar segura de qualquer maneira, pois agora sei que ela tem uma familia, sempre teve... apenas mentiu.

Atualmente em Inside of You:


~dia seguinte~

Pov. Quentin

Oliver entrou na sala gigante da mansão Queen , aparentemente ótimo.

–Que está a acontecer?- perguntou ele confuso.
–Onde estava? Estou a tentar ligar-te durante a noite toda! — exclamou Moira Queen.
–Estava na boate. Não tem rede lá. — explicou Oliver, quando nos aproximamos dele.
–Talvez deva investir num telefone fixo. — aconselhei sorrindo sínico e depois acrescentei — A sua mãe foi ataca a noite passada.

Ele olhou-me surpreso e confuso.

–Pelo vigilante... — completei.
–O quê?! — exclamou Oliver.
–Ele veio atrás de mim no escritório. — explicou a mãe ainda nervosa.
–Magoou-te? Estás bem? — perguntou ele preocupado.
–Ela feri-o. Atirou à queima-roupa com uma arma escondida no escritório. — expliquei melhor.
–Isso deve ajudar na investigação. — disse ele e estava certo, muito — Conseguiu alguma evidência, uma amostra de sangue...

Moira olhou-me, para que falasse e eu olhei para Oliver.

–Houve uma confusão no laboratório. — respondi irritado , por isso.
–Que pena. — disse Oliver Queen.

Eu olhei-o analisando-o, como sempre. Continuo a não gostar dele.

–Entraremos em contacto. — informei Moira e retirei-me silenciosamente.
–Obrigada! — exclamou ela.
–De nada! — retribui e sai da mansão.

Pov. Skylar

–Thea! — exclamei rindo.
–Deixa-me pagar! — exclamou de volta, tirando o dinheiro e entregando ao vendedor.

Ela deu uma dentada e fez cara do tipo "Mnhaaam" e eu ri, fazendo o mesmo.

–Quem diria que comida de rua podia ser tão boa? — perguntou ela sorrindo.
–Senti que precisavas dar um tempo para o escritório. — expliquei e ela riu concordando, enquanto continuávamos a andar — Hank foi o meu primeiro cliente. Impedi o filho dele de ser preso por um assalto que ele não cometeu.
–E como isso não lhe garantiu cachorros-quentes para sempre? — perguntou Thea.
–O CNRI dá às pessoas de baixa renda acesso ao sistema legal. Sem eles o filho dele podia ter ficado preso para sempre. — respondi.
–Eu poderia ter ido para a prisão também. — avisou Thea.
–Ele não podia pagar um conjunto de advogados dos sonhos.- informei.
–Então, devo me sentir culpada por ter sorte o bastante de ter uma familia rica, Sky? — perguntou ele confusa.
–Não. — respondi — Tu tens sorte. E espero que o CNRI te mostre isso, Thea.

Nós sorrimos uma para a outra, mas fomos interrompida quando um encapuzado roubou a mala de Thea e começou a correr.

–Ei! — gritou Thea, correndo atrás dele, assim como eu.

Um carro atravessou à frente dele, atrasando-o, mas ele continuou pouco mais à frente que nós. Até que parou diante de uma grade e eu estava quase a apanha-lo , quando ele parou encurralado e virou-se.

–Entregue a bolsa e não prestamos queixa. — avisei simpática, ele sorriu irónico e ele trepou pela madeira, passando a grade.

Eu apenas olhei-o abismada. Ele olhou para nós, do outro lado e depois, correu para onde quer que ele fosse.

–É, estás certa. Realmente sinto-me com sorte, Skylar. — disse ela irónica, enquanto eu me aproximava da grade ainda abismada.

Notei preso na grade a corrente que tinha lá ficado quando ele saltou, então peguei-a.

–Isto ficou preso quando ele pulou a cerca. — expliquei a Thea — Parece uma corrente da carteira dele.

Então lancei-a para Thea, que apanhou no ar a corrente.

~mais tarde~

Pov. Thea

–Vi na internet que vende uma corrente de carteira. — falei para o telemóvel — com uma bola oito nela. Pensei se podia dar o nome de um dos clientes se eu der a descrição.

Eu olhava para a tela do computador, onde estava a corrente que o homem vendia.

–Tudo bem. Pode me ligar de volta. — disso eu — Igual a todas as lojas de couro e roupas usadas que liguei hoje.

Desliguei, notando Oliver parado à minha frente.

–O que houve? — perguntou ele curioso.
–Qual é a da elegância? — perguntei , também curiosa.
–O quê? — perguntou Ollie confuso.

Eu olhei-o de cima a baixo, insinuando. Ele sorriu percebendo e fechou o casaco.

–Tenho um encontro. Apesar das opiniões contrárias, tenho uma vida. — explicou ele.
–Porque estás tão nervoso? — perguntei, piscando o olho.
–Está tão obvio? — perguntou ele , olhando-me abismada.
–Sê charmoso e ressentido. — respondi sorrindo — As garotas parecem gostar disso.
–Esta garota é diferente. — respondeu Ollie — Ela me conhece de antes da ilha, antes de eu...
–É o CNRI. Tenho de atender. — avisei, pegando no telemóvel que tocava — Estou em um caso importante de roubo de mala.
–Certo! — exclamou ele e saiu .

Atendi o telemóvel e o homem deu-me a o nome dele, após eu dar a descrição.
Então liguei para Skylar.

–Oi, Sky. O teu pai ainda gosta de prender pessoas? — perguntei sorridente.
–A sério? Descobriste, Thea? — perguntou ela curiosa.
–Achei o idiota, pois. O nome dele é Roy Harper! — exclamei sorrindo, ainda.

~algumas horitas depois~

Pov. Skylar

–Roy William Harper Jr. — disse o meu pai entrando na sala de interrogatório, enquanto eu e Thea ficamos na sala a observar.
–Onde está o pai? — perguntou Quentin.
–Cemitério Norris. — respondeu Roy seco.
–Sinto muito em ouvir isso. — lamentou o meu pai, sentando-se de frente para ele.
–O detetive e um exército de agenciadores. — corrigiu o ladrão — Posso ir?
–Não. — respondeu o detetive — Foi identificado como suspeito de um roubo de mala. É uma ficha em tanto. Pequeno furto, invasão, roubo, pequeno furto, carro roubado, é bom mudar de vez em quando, e pequeno furto. Tem algo contra bancos?
–É difícil correr com um nos seus braços. — respondeu Roy.
–Talvez aprenda novas habilidades na prisão! — exclamou o meu pai.
–Olhe, não quero roubar. — respondeu o rapaz — Não tenho outra escolha. A minha mãe... ela tem um problema.
–Sim, o filho é um idiota! — exclamou irónico o meu pai e eu suspirei.
–Não! — exclamou Roy — Vertigo. Ela viciou em vertigo no ano passado. Ela venceu o vicio, mas acho que ela usou tanto que... ela ficou doente.

Olhei para Thea, que baixava a cabeça e eu aproximei-me colocando o meu queixo no seu ombro.

–Ela não tem sido a mesma. -continuou ele — E as despesas médicas... Estou apenas a ajuda-la a sair dessa. Não somos privilegiados o suficiente para ter o que as outras pessoas têm. Tudo bem?
–Tudo bem. -respondeu Thea, olhando para ele e eu sorri.

Afastei-me dela e voltei a sorrir. Ela olhou-me.

–Deixe-o ir. — pediu Thea — É apenas uma mala.

Eu assenti orgulhosa e ela saiu da sala.
Fui avisar o meu pai para o deixar ir, pois Thea retirava a queixa.
Eu sabia que Thea voltaria a vê-lo, mas dessa vez porque queria, realmente.

~dia seguinte~

–Parabéns! -exclamei abraçando Tommy e, depois, beijando o rosto de Laurel.
–Obrigada! — disse Tommy sorrindo e eu entreguei-lhe o presente — Não era preciso...
–Era pois! — exclamei ofendida e entrei na casa, começando uma conversa animada com os dois.

A campainha tocou e Tommy foi abrir.

–Que lhe vais dar de prenda? — perguntei, piscando o olho.
–Surpresa para ele! — exclamou Laurel rindo e eu acompanhei-a.

Oliver entrou na sala com a tal McKenna que trabalha com o meu pai na esquadra. Laurel acabou de arranjar a mesa e dirigiu-se até eles, eu fiz o mesmo quando acabei de colocar o guardanapo.

–Ollie. Oi! — exclamou a minha irmã abraçando-o.
–Oi. — retribuiu Oliver sorrindo.
–Boa noite! — saudei educada.
–Boa noite, Sky! — disse Ollie e eu sorri para a mulher que o acompanhava.
–Laurel e Skylar, esta é... — nós interrompemo-lo.
–McKenna Hall. — completamos eu e Laurel ao mesmo tempo.
–Conhecemo-nos do tribunal. — explicou Laurel, eu mantive-me calada.
–Como estão advogadas? — perguntou ela sorrindo divertida.
–Estou bem detetive. — respondi.
–Ótima! -exclamou Laurel.
–Vou abrir a garrafa. — avisou Tommy.
–Entrem! — exclamou Laurel, referindo-se à sala de jantar.
–Ótimo apartamento. Tem muito espaço. — elogiou a mulher.

McKenna começou a andar pela sala, até parar em frente a uma fotografia. Eu e Laurel caminhamos até ela, então pude ver melhor a foto: era Sara naquela fotografia. Sorri involuntariamente.

–É adorável! — exclamou ela — Quantos anos tinha?
–Essa é a minha irmã, Sara. — respondeu Laurel.
–Sinto muito. — lamentou McKenna e eu afastei-me um pouco.
–Está tudo bem. — respondeu a minha irmã — Não sei porque o meu pai comprou o canário. Ele piava o dia todo. Deixou-nos loucos.

Eu ri baixo, lembrando-me vagamente.

–Um brinde! — exclamou Tommy.

Dirigimo-nos as três para perto de Tommy e Oliver. Eles ofereceram-nos os copos cheios de champagne e eu agradeci a Oliver sorrindo.

–Ao primeiro aniversário que aproveito em muito tempo. — comemorou o namorado de Laurel — Tenho o meu melhor amigo de volta. Uma cunhada. E percebi o porquê os poetas existem há mais de mil anos.
–Feliz aniversário, querido. — disse Laurel e beijou Tommy.
–Obrigado. — agradeceu ele sorrindo largamente.
–Saúde! — exclamamos todos brindando e seguidamente, bebendo.

Tocaram à campainha.

–Deve ser a comida! — exclamei rindo animada.

Laurel assentiu e dirigiu-se à porta.

–Graças a deus ela não cozinhou! — exclamei aliviada.
–Amém. — disseram Tommy e Oliver e rimos.

Laurel voltou para a sala de jantar com o pai de Tommy.

–Oliver. — saudou ele.
–Sr. Merlyn. — saudou Oliver de volta.
–Senhoras. — voltou a repetir.
–Sr. Merlyn, boa noite. — saudei e McKenna sorriu.
–Tenho tentado falar contigo. — avisou olhando para Tommy.
–O que fazes aqui, pai? — perguntou ele sério.

Merlyn apresentou uma caixa pequena embrulhada.

–Feliz aniversario, Tommy! — exclamou ele .
–Deem-nos um momento. — pediu Tommy , olhando para nós.

Nós assentimos e eles saíram do apartamento.
McKenna começou a falar com Laurel sobre algo que eu não quis saber.

–É verdade, soube que és irmã da Laurel. — disse Oliver e eu olhei-o.
–Não gosto de mentir. — confessei — Mas na vida todos temos um segredo inconfessável, Oliver.
–Eu entendo. — disse ele sincero.

Eu olhei-o admirada.

–É que é tão difícil passar dia após dia sem podermos dizer a verdade a ninguém. Mas para protegermos aqueles que amamos é necessário mentir para eles. E... — desabafei, sem saber porquê.

Baixei a cabeça arrependida e confusa por lhe ter dito isto. Nunca disse a ninguém.

–E é como se vivêssemos com esse peso. De mentir-mos para quem amamos. — completou Ollie e eu olhei-o , assim como ele, durante bastante tempo.
–Vamos jantar Sky e Oliver!! — chamou Tommy, quebrando a tensão entre nós.

~dia seguinte~

Pov. Tommy

–Esse é um peixe frito grande. — comentei rindo, quando o homem pousou o prato na mesa.
–Foi-me dito que esse é o melhor restaurante chinês da cidade. — respondeu Oliver — Quero que o teu aniversário tenha a celebração que merece. Estavas muito tenso ontem.
–O meu pai roubou todos os sorrisos da sala. — confessei culpado.
–Ele foi lá e parecia querer agir como um pai. — avisou Ollie.
–Isso resume o pai. — respondi desconfortável.
–Sei que os dois nunca foram próximos, mas não foi fácil para ele depois da morte da tua mãe. — explicou ele.
–Acho que ele esqueceu que há duas pessoas nesse clube. — ironizei.
–Não estou a defende-lo, Tommy. Por tudo o que passei, pessoas que perdi... Sei o quanto difícil isso pode ser. — comentou Oliver e percebi que ele estava a ser sincero.
–Não deves lembrar-te disso. Tinhamos oito anos. Mas depois do funeral dela, ele desapareceu por dois anos. E quando ele voltou, ele estava... distante. — contei triste — Quase não falava. Por isso passei tanto tempo na tua casa. Do lado de fora, sempre pareceu um pai. Pagava-me as contas, livrava-me de problemas... Mas o teu pai levou-me para o meu primeiro jogo de Hóquei. O teu pai ensinou-me a pescar.
–Mas ele não era perfeito. — acrescentou Oliver- Ele cometeu erros. Nós não falamos sobre isso, mas tenho muita raiva dele. Mas eu daria qualquer coisa para tê-lo de volta, porque ... no fim do dia o teu pai... é o teu pai.

Eu assenti, sem saber o que dizer.

–Falei a sério ontem à noite. — avisei — Estou muito feliz por teres voltado, Oliver.

Oliver sorriu e eu continuei a comer.

–Tenho de ir à casa de banho. — avisou ele e eu assenti mastigando.

Ele levantou-se e eu voltei a comer descansadamente.
Hoje o Oliver está diferente... não totalmente diferente, mas há algo novo que ele demonstra no olhar, há um novo brilho. Parecia esperança.
Oliver voltou para a mesa e continuamos a comer e a falar animadamente.

–A conta por favor. — pediu Oliver, para o senhor.
–Que aconteceu, Ollie? — perguntei curioso.
–O quê? — perguntou ele confuso.
–Há algo diferente ... no teu olhar, na tua expressão. — tentei explicar.

Ele sorriu verdadeiramente.

–É bom encontrar alguém que saiba pelo que estamos a passar. — explicou Ollie e eu sorri entendendo.
–A McKenna e tu têm muitas coisas em comum? — perguntei interessado.
–McKenna? — sussurrou ele confusa.
–Sim, a tua ... namorada... — respondi.
–Ah! — exclamou percebendo — Sim!
–Está tudo bem? — perguntei estranhando.
–Perfeito! — exclamou levantando-se.

Eu seguiu para fora do restaurante, depois de pagar-mos.

~dia seguinte, à noite~

–Sei que tens trabalho. — disse Tommy — Prometo que ficarei bem.

Ele beijou-me e saiu do apartamento.
O meu telemóvel começou a tocar e eu fui até à mesa, pegando-o, mas nem queria acreditar em quem me ligava : mãe.
Respirei fundo e carreguei para ignorar.

Pov. Skylar

–De certeza? — perguntei , fingindo estar com medo.
–Ambos não temos nada para fazer e prometo que não te vou fazer magoar. — respondeu Ollie a brincar, mas algo me disse que havia algo sério no meio de toda a frase.
–Ok! — exclamei rindo e Dig guiou-nos durante todo o caminho.

Entramos dentro do que parecia um estabelecimento em obras e eu olhava tudo à volta abismada. É lindo.

–Gostas? — perguntou sorrido e eu assenti sem palavras.
–Está em obras? — perguntei confusa.
–Sim. — respondeu.

Eu olhei para trás e vi uma toalha no chão e olhei-o confusa.

–Sentamo-nos, não? — perguntou simpático e eu assenti.

Dirigi-me até lá e sentei-me numa ponta, assim como Oliver.
A conversa fluiu normalmente, sobre a discoteca que ela vai abrir.

–Aquilo é um palco. — disse ele, apontando para o fundo do Anfiteatro — Quase todas as noites teremos uma banda. Alguma boa. Fall Out Boy ainda é fixe?
–Eles separaram-se pelo que sei. E nunca. — respondi rindo.
–Então outra pessoa escolherá as bandas. — avisou ele sorrindo.

Ficamos a olharmo-nos e eu inclinei a cabeça, mas continuando a fixa-lo. Ele baixou a cabeça.

–Que te está a incomodar, Oliver? — perguntei curiosa. Ele olhou-me — Não negues, pois não precisa de mentir sempre.

Ele sorriu.

–Que foi? — perguntei mais uma vez.
–Há muita coisa a acontecer na minha vida. Trabalho. Amigos. — e apontou para mim — E estou a ter dificuldades em conciliar tudo isso, Sky.
–Tenho tido problemas com um pouco disso também. — confessei baixando a cabeça.
–Tens alguma boa ideia? — perguntou ele , olhando-me.
–Acho que, está na altura em que, temos de ser honestos sobre o que acontece nas nossas vidas, incluindo o nosso passado — respondi, largando algum pensamento que guardava só para mim — Achas que consegues, Oliver?

Ele ficou a olhar-me e eu neguei com a cabeça, baixando-a de seguida para conter as lágrimas. Eu não queria chorar. Então quando estava controlada, voltei a levanta-la, olhando-o.

–Eu não. — completei.
–Estou do teu lado. — avisou Ollie — Só no caso de não saberes.

Vi Diggle entrar no estabelecimento e dirigir-se a nós.

–Com licença, Sr. Queen. — pediu ele e nós olhamo-lo — O departamento de TI conseguiu o item que pediu.
–Um momento. — pediu Oliver e eu assenti.
–Claro! — exclamei.

Ele foi até Diggle e falaram algo que não entendi. Alguns segundos depois, ele caminhou até à toalha.

–Sky, ele vai levar-te para casa. — informou — Tenho negócios inesperados.

Ele baixou-se e olhou-me nos olhos.

–Falamos depois? — perguntou sorrindo.

–Sim... — respondi.

Ele beijou-me a testa, apanhando-me de surpresa. Levantou-se e saiu do estabelecimento.
Diggle ajudou-me a arrumar as coisas e depois levou-me para o carro , mas recebi uma chamada de Tommy.

–Alô?
–É o Tommy, o meu pai está no hospital, Sky. — avisou e eu arregalei os olhos — Não sei se queres saber..
–Sim, quero! Estou a ir Tommy. A Laurel? — perguntei.
–Não atende. — respondeu.

Desliguei a chamada e olhei para Diggle, que conduzia.

–Diggle , por favor, pode deixar-me no hospital. — pedi suplicante.
–Que aconteceu, Skylar? — perguntou preocupado, fazendo o que pedi.
–O Sr. Merlyn está no hospital. — respondi.

Ele não pareceu surpreso. Parou o carro no hospital e eu despedi-me, descendo. Ele arrancou e eu entrei no hospital, procurando pelo Tommy e pela Laurel.

–Estás aqui. — disse alguém, tocando-me no ombro.

Eu assustei-me e virei-me de repente, encontrando Oliver. Suspirei aliviada.


–Sim. — respondi assentindo.
–Acompanhas-me? — perguntou e notei que ele estava preocupado.
–Claro, vamos. — respondi e voltamos a andar , rápido.
–Ouve, Sky. — pediu ele e eu parei, olhando-o — Desculpa ter ido embora daquela maneira.
–Tudo bem. Pelos vistos, em cinco minutos eu também teria ido embora. — respondi triste.
–Ollie! — chamou alguém e nós afastamo-nos.

McKenna aproximou-se de nós, beijando-o.

–Estás bem , soube que estiveste lá? — perguntou ele a Kenna.
–Sim. — respondeu e olhou-me — Olá, Skylar.
–Olá , detetive. — saudei de volta e acrescentei — E com licença.
–Onde vais ?- perguntou Ollie.
–Ter com o Tommy. — respondi.

Voltei a caminhar, até chegar ao quarto do Sr. Merlyn. Bati à porta e seguidamente entrei. Vi Tommy sentado num banco confortável.
–Sr. Merlyn como está? — perguntei vendo-o acordado.
–A melhorar, obrigada...
–Skylar . — completei e ele sorriu agradecido.

A porta abriu-se, revelando a mãe de Oliver.

–Malcom? — chamou ela, para o pai de Tommy.
–Meninos posso falar com a Moira por um instante? — perguntou e nós assentimos, saindo do quarto.

–Ele vai ficar bem. — consolei-o.

Abracei-o e ficamos muito tempo assim , até sermos interrompidos.

–Tommy. — nós afastamo-nos.
–Ollie. — repetiu Tommy e eu percebi que queriam ficar os dois.
–Bem, vou andando. — avisei e caminhei para a saída do hospital.

Pov. Oliver

Aproximei-me dele.

–O meu pai vai ficar bem, graças a ti. — confessou ele.
–Graças a ti. — corrigi sincero.
–Eu perguntei o que tinha acontecido na ilha. Disseste: "Muita coisa". Mas isso não diz muito. Vi-te matar aqueles homens que nos raptaram quando voltas-te não?

Eu não sabia o que dizer, então fiquei apenas a olha-lo.

–Sei que tens muitas perguntas. — disse eu.
–Tenho, mas por enquanto tenho só uma. — respondeu e eu tive receio.

Ele olhou-me , com lagrimas nos olhos.

–Ias contar-me? — perguntou , apanhando-me de surpresa.
–Não. — respondi sincero.

Ele assentiu e eu senti que o desiludi. Ele desencostou-se da parede e caminhou... para longe de mim. Talvez seja o que todos devem fazer, ir para longe.

Pov. Laurel

–Estou a caminho Tommy! — exclamei, abrindo a porta.

Assim que visualizei a minha mãe parada no corredor, a minha fala acabou e fiquei paralisada.

–Olá, Laurel. — saudou ela.
–Mãe? — perguntei, ainda não querendo acreditar — O que fazes aqui?
–Preciso de conversar contigo. — respondeu ela, olhando-me bem.
–Sobre o quê? — perguntei , inacreditável.
–Sei que errei. — confessou e eu assenti.
–Sim, errou muito — concordei.
–Ouve tenho de ir. — avisei — Porque não me mandas um e-mail ou um postal?

Ela aproximou-se de mim.

–Preciso de falar sobre algo importante. — avisou ela e eu fiquei receosa.
–O que poderia ser tão importante depois de toda este tempo? — perguntei irónica. Ela aproximou-se mais.
–É sobre Sarah. — confessou ela e eu arregalei os olhos.
–O que tem ela? — perguntei confusa e receosa.
–Acho que ela está viva. — respondeu ela.

Olhei-a com lagrimas nos olhos, sem querer acreditar nisso.
Não podia ser verdade. E porquê vir ter comigo? Ela podia ter ido ter com a Sky... a menos que ela não saiba que a Skylar está na cidade.

Notas finais
Amanhã faço anos por isso façam-me a vontade e comentem , oook pessoal?