Notas iniciais
LEITORES DE " A Volta" E "Percabeth e Thalico/ A vida que eu sempre quis." PELO AMOR DE ALGUMA COISA, NÃO ME MATEM! Eu estou demorando muito para postar, eu sei, os caítulos estão em andamentó, mas é que eu estou em tempo de provas e trabalhos e tudo mais, me desculpem. Bom, quando eu postar os capítulos das outras eu explico melhor. Agora falando dessa one, adoro histórias de pai e filho, tipo, muito; são muito fofas e/ou arrasadoras :3 :'( Fazer o que, né?! Eu já tenho uma que é sobre Zeus e a Thalia se quiserem ler, está lá no meu perfil :D Boas músicas para ouvir lendo essa one (que eu, particularmente, gosto) são: Numb - Linkin Park Perfect - Simple Plan I Needed You -Chris Brown Espero que gostem ♥ *u*

Eles gritavam um com o outro a um bom tempo; não, não simples minutos. Anos.

Cada dia uma briga, cada dia um motivo diferente, mas esses motivos eram apenas desculpas para não chegarem a discutir sobre o principal; a causa de tudo.

O mais jovem não aguentava mais aquela pressão; não queria e não ia. Ele nunca gostou de seguir ordens, ou de ser comparado com alguém, ou saber que todos esperam que ele seja igual ao próximo, e quando chegar a hora, desaponta-los.

Expectativas. O que ele odiava que as pessoas criassem dele. Não queria ser o que o mundo queria que fosse, e não iria.

Queria ser livre, mas não podia, não deixavam.

Queria o apoio do pai, mas esse, ele não tinha. Queria a atenção do pai, mas também, não a recebia, e achava que, se não é dado livremente, não é verdadeiro.

Era demais pedir que o pai lembre-se do dia de seu aniversário? Ou pelo menos pedir que ele esteja em casa no dia de natal? Para não ter que passa-lo sozinho, com uma ceia enorme e uma casa completamente vazia? Já que os empregados (que também não tinham carinho por ele) estavam comemorando, felizes, com suas famílias.

Sentia saudades de ter alguém para brincar, de alguém para estar junto a ele quando precisasse. Ele tinha essas pessoas, mas as perdeu, ou para a morte, ou para uma distância incalculável.

E agora? O que faria? Já que está completamente sozinho (Não que não estivesse antes, mas agora, mais do que nunca)?

Seu sangue fervia. Colocava todas às mágoas e rancores para fora. A Adrenalina corria em suas veias.

Era o dia. O dia que tomaria uma atitude. O dia que iriam parar de tentar controla-lo. O dia que talvez se torne o maior arrependimento de sua vida e que encherá de perguntas sua cabeça.

Seu rosto estava vermelho de raiva, lágrimas quentes escorriam de seus olhos e os pulsos estavam cerrados.

Já o mais velho, estava na mesma situação, só que apontava para ele e não chorava. Ele o julgava, o criticava; como fizeram com ele há tempos.

Só que dessa vez era diferente. Seu filho o enfrentara diferente do que ele fizera na época; abaixar a cabeça e ouvir calado enquanto todos tomavam decisões sobre seu futuro.

Ele não acreditava como o mais novo poderia ser tão igual e tão diferente de si.

Pensava o que Maria faria se estivesse naquela situação. Conversaria calmamente com eles? Era bem a cara dela fazer isso; resolver tudo na maior calma possível, já que, segundo ela “Não se pode resolver nada de cabeça quente, feridas na alma não podem ser cicatrizadas”. E era isso o que ele fizera, feriu a alma e o coração do garoto. Assim como o garoto fez com o seu; mas será que era mesmo culpa de seu filho? Ou eram apenas consequências?

“Maria”. Como ele sentia falta de sua ex-esposa, agora falecida. Sabia que ela não teria orgulho do que fazia como filho, de obriga-lo a ser o que não queria. Ela teria nojo, e, obviamente, defenderia o filho. Mas ele esquecera e se tornara o que nunca pensou que um dia seria.

Agora quem sentia nojo dele, era o próprio. Como pode ser tão rude e duro como filho à vida inteira? Como pode quase deserda-lo? Era culpa dele o que o filho tinha se tornado. Aquilo era desumano. Ele fez o que o avô do menino fez com ele, o que ele não queria, mas obedeceu.

Seu filho não. Sabia que ele lutaria até o final pelo que queria e sonhava. E Hades sentia orgulho de ver isso no filho; mas não queria demonstrar. Queria que seu filho fosse seu reflexo, o que ele não queria nem para si mesmo. Mas lá estava ele, impondo ordens ao mais novo.

Não sabia por que fazia isso; algo no fundo de seu peito o dizia para parar, mas ele não conseguia. Mudaram sua mente; o fizeram ser o que ele não era e nem queria ser.

Os dois presentes no local não tinham mais controle de suas palavras; agora, era o coração quem ditava as ordens. A razão se perdeu e deu lugar a emoção.

E agora, os dois choravam compulsivamente. Querendo acabar com aquilo o mais rápido possível e se abraçarem. Pedirem desculpas por tudo e voltarem a ser uma família feliz.

Estavam fora da realidade; estavam fora de si. E só voltaram quando o ouviram o estrondo da porta sendo fechada pelo lado de fora.

Estava acabado.

Eles perderam tudo.

Notas finais
Gostaram? Comentem. Não gostaram? Comentem. Deem suas opiniões, são muito importantes e me ajudam muito :D espero que tenham gostado, até a próxima :3 Bjsss amorasticos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!