Notas iniciais
Bem, o que dizer? Eu realmente fiquei pensando sobre isso. O que dizer dessa experiência tão gostosa que eu vivi? O que dizer? Eu não tenho palavras. Obrigada eternamente a vocês que comentaram, que leram e favoritaram. Vocês foram toda a inspiração que eu precisei naqueles momentos em que pensei em desistir. Pois eu pensei sim em desistir. Muitas e muitas vezes, porque nada mais me agradava. Obrigada, a você, Yasmin. Porque, de leitora fiel, você se tornou minha amiga e foi um dos motivos de eu ter continuado com isso. Obrigada também a todos que eu não citei. Vocês estarão eternamente em meu coração. Enfim, sem mais delongas. Eu vou chorar outra hora, porque finalmente acabou, comemorem. Não nos veremos em Insano Desastre, mas, em alguma outra história, tanto minha quanto suas, nos veremos sim. Capítulo revisado.

Epílogo

Byakuya piscou algumas vezes. O sono estava ótimo, mas, como não é possível que tudo seja sempre perfeito, alguma coisa tinha que atrapalhar. Fato. A luz solar parecia querer e gostar de encrencar eternamente com o pobre Kuchiki, machucando seus olhos claros, mesmo que eles estivessem fechados. Sem sentido. Sentou-se na cama, o lençol escorregando do peito e cobrindo apenas da cintura para baixo, deixando parte de sua nudez exposta. Byakuya nem se incomodava mais. Por favor, Renji já o viu nu tantas vezes que até perdeu a vergonha. Há muito tempo.

E por falar em Renji... Ele estava dormindo como uma pedra, nenhuma surpresa até aí. Também, pudera... Se Renji estivesse acordado e disposto depois do que fizeram na noite anterior até a madrugada (Byakuya está corando enquanto pensa nisso, tadinho), acharia que ele certamente não é normal. Não que ele seja lá muito norm... Ah, você entendeu. A sombra de um sorriso passou pelo rosto de traços finos e bem feitos do Kuchiki. Sinceramente, Renji é tão bobinho... Às vezes, sem querer, esses tipos de lembranças vinham lhe atormentar. As lembranças, isso quando não era desejo.

E o pior é que, quando começava a lembrar, começava a desejar também. A desejar ficar mais perto de Renji, sentindo seu cheiro de sabonete e suor (Byakuya mais uma vez ficou vermelho), seu sabor, a textura de sua pele. Começava a desejar mais dos sons eróticos que vinham apenas quando estavam a sós, entretidos em nada mais além do outro. Começava a desejar Renji de todas as formas. Sob ou sobre si. Dentro ou ao redor. Mesmo que sob e ao redor fossem realmente boas opções... 'Tá, Byakuya parece o Sr. Pimentão Vermelho agora. Porque esse pensamento foi muito pervertido. Sério, muito mesmo.

O moreno foi tirado de seus pensamentos pelo som de Renji bocejando.

– Já acordado, taichou? – Ele fez uma expressão preguiçosa, mas também sentou, de qualquer forma. Não que tenha sido prudente. Assim que ele o fez, o peitoral largo e bronzeado ficou a mostra. Byakuya não tinha a intenção, sério, mas, sem querer seus olhos ficaram presos ali. Quem vê até pensa que ele tem agora a mesma inocência de quando começou com essa história que parecia ter nada de futuro. Incrível! – Taichou? – Bem, certas coisas nunca mudam, como, por exemplo, a lerdeza de Renji. Ela continua exatamente igual.

– Eu já te falei sobre isso. Quando estivermos a sós, eu quero que você me chame pelo meu nome.

– Eu sei, desculpa. Força do hábito. – Ele se aproximou, abraçando o outro por trás. Aquele peitoral largo e bronzeado estava colado nas costas de Byakuya. O que era quase um chamado... O Kuchiki se obrigou a parar de pensar nisso. Credo, parecia até um tarado. Por que será que ficou assim?

Pergunto-me o porquê.

– Tudo bem, apenas tente se acostumar.

– Certo... – Renji se aconchegou mais no outro, tendo os sentidos invadidos por aquela essência perfeita. – Certo... – Ele puxou os cabelos escuros para o lado e beijou-lhe o ombro, parando com os lábios ali.

– Renji, o que você está fazendo? – Byakuya parou de falar para gemer. O Abarai subiu a boca pelo pescoço, passando a língua. Foi pura covardia, afinal, ele sabia que o Kuchiki era sensível ali. – Pare... – ele suspirou. – Nós vamos nos atrasar.

– Não tem problema. Uma rapidinha, só... – E o golpe baixo foi o golpe final. Ele sabia bem que Byakuya se excitava todo com sussurros ao pé do ouvido.

– Rapidinha?

– Sim...

– Quinze minutos?

– O tempo que o sen... que você quiser.

– Certo.

E o que veio a seguir foi uma deliciosa confusão de membros (em todos os sentidos, criatura mente suja). As bocas esmagavam uma a outra em fúria e desespero. Cada mínimo toque íntimo era recebido com sons lascivos e reações próprias. Já fazia tanto tempo desde que começaram uma relação, que conheciam muitíssimo bem o corpo um do outro. Sabiam onde cada ponto em especial dava prazer.

A confusão que a luxúria do momento trouxe foi tanta que nem perceberam como pararam ali. Byakuya no colo de Renji, o beijo cada vez mais profundo e selvagem e incontido, o lençol de alguma forma cobrindo a intimidade de ambos; mas não cobria a visão dos movimentos feitos pelos quadris. Byakuya gemeu um tom mais alto e jogou a cabeça para trás quando aquele seu ponto certo foi atingido. E, naturalmente, foi instigado a tentar mais e mais atingir lá. Renji nem controlava a voz como o outro. Os gemidos eram soltos e despudorados, como ele próprio perto do Kuchiki.

Os rostos dos dois estavam vermelhos pelo esforço. As sobrancelhas de Byakuya mais franzidas que o normal. Era evidente que eles tentavam prolongar a sensação, mesmo que disseram ser apenas uma rapidinha. Era assim com eles, sempre foi. Sexo era muito mais que alguns minutos de satisfação física; era íntimo e sinônimo de confiança. Não que isso anulasse ou aliviasse o prazer, pelo contrário. Era sempre melhor. Logo um orgasmo arrebatador chegou, sujando o abdômen de Renji e preenchendo o interior de Byakuya.

Uau, isso foi realmente intenso. Eles respiravam com dificuldades, sentindo o corpo ainda sensível. Byakuya poderia ter falado algo, mas preferiu dizer todo o que queria, não em palavras, mas com um beijo. Um beijo demorado e cheio de significados.

– Agora vamos. Estamos atrasados pelos quinze minutos que viraram meia hora.

– Desculpe. – Ele estava com a cabeça encostada no peito do outro, que ainda estava em seu colo, ouvindo os descompassados batimentos do coração. O cheiro de Byakuya era afrodisíaco, só pode. Ele beijou o queixo e a boca do Kuchiki, que logo correspondeu, finalizando com uma única mordida. – Vamos. – Eles se levantaram e foram direto ao banheiro, afinal, fazer esse tipo de coisa realmente desgasta.

– É a primeira vez que vai se atrasar? – Renji perguntou por perguntar, lavando os cabelos rubros e espessos.

– Que eu lembre.

– Eu não vejo problemas. Você é o capitão, no fim das contas.

– Eu vejo problemas. É culpa sua. – Byakuya falou meio brincando, meio sério. Não que Renji tenha percebido. Nem você perceberia, foi muito surreal.

– E por que isso?

– Porque você me fez te querer, te desejar, retribuir os sentimentos mais idiotas e ilógicos. – Renji ficou surpreso. Não esperava isso nem em mil anos.

– Hein?

– Apesar de a sua inteligência ser falha.

– O senhor poderia ter parado ali. – ele resmungou. – Mas isso é bom... Acha que vão sentir nossa falta no esquadrão hoje?

– Provavelmente. Eu sou o capitão.

– Sim. – Renji o abraçou. – O capitão que eu amo. O meu capitão.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!