Insanidade

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oieee
esperamos que gostem dessa historia que surgiu após a proposta de redação da nossa adorada professora de português com 23 palavras chaves(e detalhe ela ADOROU)
nossa 1ª fic

Em um canto isolado de seu quarto encontrava-se Nate. Ele se sentia sozinho, abandonado, a saudade tomava conta de seu ser, esperanças já não tinha mais.

Imerso em pensamentos, olhava indiferente para a janela, onde aves voavam livremente. Ele gostaria de se sentir livre novamente, sem ficar preso a seu passado turbulento e obscuro. Um barulho de metal o tirou de seus devaneios, desviando seu olhar à porta que se encontrava do outro lado, parando por breves segundos em um ponto observando uma teia de aranha com seus complexos padrões, tão semelhante a sua vida que agora aparentava a um enredo tempestuoso de um livro.

A porta foi aberta, e por ela um enfermeiro lhe entregava sua refeição do dia: sopa de ervilhas acompanhada por suco de limão. Uma comida certamente divina, pensou Nate, tanto que nem se disponibilizaria a comer aquela coisa verde e sem qualquer indicio de sabor.

O som de carros e sirenes aparentava uma marcha fúnebre. Determinado a que esse som não lhe enlouquecesse, pegou seu fone, escolhendo uma musica qualquer em seu ipod contrabandeado, apenas como uma barreira entre o mundo lá fora e o seu próprio.

De má vontade, esticou-se para pegar um caderno, objeto esse que o lembrava de sua antiga escola, os jogos, os amigos, a diversão, tudo muito alegre. Tempos passados, infelizmente. Com um lápis, começou a rabiscar desenhos aleatórios e abstratos no papel, totalmente distraído.

As lembranças inconvenientes invadiam sua mente sem permissão, perturbando-lhe a pouca sanidade que lhe restava. A solidão e dor rasgavam-lhe o peito, como dragões ferozes famintos por sua alma, lançando chamas em sua alma, carbonizando seu coração. Mas nada podia fazer, procurara por aquilo, um ato inconstitucionalissimamente falho, embora com motivos nobres.

Em um momento de loucura, teve seu amado morto em seus braços, o sangue lhe cobria e ate hoje estava impregnado em seu ser. Existia dor pior que essa? Certamente não. No momento em que tudo fora tirado de si, sentiu como se a morte o abraçasse e carregasse para longe dele tudo aquilo que um dia tivera, que naquele momento jazia em seus braços gélido e imóvel. Mihael.

No amago de seu ser, amor não mais existia. Seu ser era preenchido apenas de solidão, dor, e loucura.

Poderia um amor justificar tal assassinato?

Notas finais
E ai o que acharam?
Bjos da Blondie-chan,da Lolli-chan e da Fujo-chan.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!