Notas iniciais
Mais um :D
O dia amanhecia e Carlos abriu seus olhos com preguiça. Olhou Kathe dormindo em paz do seu lado e sorriu, pensando no quanto era bom ter ela de novo. Ele passou a mão em seu cabelo e ela acordou sorrindo

Oi Carlitos- ela disse e se levantou, beijando ele. Olhou para baixo e viu um ponto ressaltado no meio do lençol.- Vai com calma que a gente acabou de acordar, seu safado.

É que só de ter você de verdade perto de mim, eu fico mais feliz.

Bom, acho que a gente pode falar sobre isso. Mais tarde- ela piscou e Carlos encostou a cabeça na parede. Ela se levantou da cama e se vestiu. Carlos a olhou enquanto ela se arrumava e tentou disfarçar sua "animação".

Eles estavam com uniforme de novo e conversavam sobre como havia sido o tempo que ficaram separados.

Um enfermeiro passou de quarto em quarto dizendo que todos os internos deveriam ir para o jardim para conhecerem o novo diretor.

Kathe e Carlos andaram de mãos dadas pelos corredores e chegaram ao lindo jardim que fica em tons de terra graças à chegada do inverno.

Carlos assistiu seu irmão subir em um dos bancos e se apresentar como dr. Antonio Pena, novo médico chefe do st. Meredith e contra o uso de choques.

Todos o aplaudiram, a não ser o casal, que ficou parado ao ver ele. Antonio chegou perto dos dois

Na minha sala, agora- ele apontou para ambos, que o seguiram.- Então, como vão?

Bem- falaram ao mesmo tempo.

Aproveitaram ontem? Gostaram da liberdade?

Sim- Carlos disse.

Eu não poderia estar melhor.

Tenho uma novidade para os dois.

Então fala- Carlos disse pulando em sua cadeira.

Preciso fazer uns exames em vocês e provar que estão bem. Depois, vocês estarão livres.

Sério?- Kathe gritou e Carlos tampou a boca dela.- Você é o melhor cunhado do mundo- ela disse correndo para o outro lado da mesa e abraçando ele, que fez um sinal de "muito bom" para Carlos.- Mas para de olhar a minha bunda.

Ele a soltou e Antonio acompanhou eles até a porta

Aproveitem seus últimos dias aqui no st. Meredith- ele piscou e fechou a porta.

Kathe pulou em Carlos, o abraçando. Ele a segurava pela cintura enquanto ela beijava sua bochecha. Eles ficaram o dia todo sentados no jardim, lendo livros juntos e se olhando entre as mudanças de páginas, trocando olhares um tanto maliciosos.

De noite, Carlos dormia e Kathe procurou pela lista que o homem havia entregue para ela. O primeiro nome era Jules McDonnell. Segurança da porta. De madrugada, ele fica sozinho de guarda, então seria fácil pegar ele. Segundo da lista era o Cooper com seu sobrenome russo que era impossível de ser pronunciado. Ela não sabia onde ele estava então iria passar para o próximo. Kurt Richards. Um dos enfermeiros mais importantes. Ficava todas as manhãs no banheiro por quase duas horas, lendo o jornal.

O quarto era Ryan Greenwald. O policial que ela tanto odiava. Com certeza seria o primeiro a ser morto. Ela ignorou o resto dos nomes e foi atrás dele.

Kathe saiu do quarto, desceu a escadaria sem fazer barulhos e passou pelo muro do jardim com facilidade.

Ela correu para centro da cidade, viu uma viatura com Ryan dentro.

Kathe mudou sua expressão facial para medo e correu para perto de Ryan

Policial, por favor, venha comigo. Tem um cara na floresta perto do st. Meredith e ele tem uma arma e quer matar todos lá dentro. Por favor, me ajude- ela disse entre suspiros e sua respiração falhada.

Eles entraram no carro e ele a seguiu até onde Carlos havia deixado a pá

Não tem nenhum cara aqui- ele disse confuso, desconfiado de Kathe.

Atrás de você- ela gritou e ele se virou. Kathe pegou a pá e acertou Ryan na cabeça. Ele caiu no chão e sua visão foi ficando embaçada até escurecer completamente. Kathe pegou a arma de seu bolso e deu um tiro em seu peito.

O número quatro estava fora. Kathe guardou a arma consigo e o próximo era Jules. Ela chegou na entrada do st. Meredith

Boa noite Jules- ela sorriu e ele a segurou pelo braço.

Você é uma interna. O que estava fazendo fora?

Tomando um ar. Que não cheire à seguranças suados e pessoas mortas.

Acho que precisa de um leve corretivo- ele a arrastou para o subsolo. Estavam proibidos de usar aquela sala mas ele ignorou a ordem. A jogou na cadeira e se virou de costas. Kathe pegou a arma enquanto ele se dirigia ao painel de controle e ao se virar, percebeu o que tinha na mão dela

O dr. Pena havia proibido que usassem essa sala, esperto- Kathe riu e Jules deu um passo para trás. Ela se levantou e foi até ele

Pelo que me consta, foi alguém muito mal com seus internos aqui... Chegou a hora de pagar por isso- ela atirou nele e ele caiu no chão, perto de uma poça de sangue. Ela o chutou para longe, guardou a arma novamente e se voltou para o quarto, escondendo sua companheira em algum lugar que Carlos não encontrasse para se deitar ao lado dele.

"Ela corria por um campo florido com um sorriso no rosto. O sol brilhava e seus cabelos ficavam com reflexos dourados. Então, tudo ficou escuro e ela parou. O homem que havia feito ela respirar de novo apareceu. Seu olhar parecia satisfeito

Olá Katherine. Vejo que começou a fazer sua tarefa e começou muito bem! Dois em uma noite, é algo que eu nunca iria esperar de uma garota pequena, frágil e tão nova. Não se assuste por eu estar aqui. Sempre que cumprir uma parte de seu dever, aparecerei em seus sonhos. Gostaria de lhe dar os parabéns por isso. Eu fiquei impressionado. Confesso que quando lhe propus aquilo, achei que iria desistir. Mas o que a vontade de fazer seu queridinho feliz não faz com uma garota inocente... Enfim, espero que essa sua sede pela vida continue. Os próximos estão por vir e quero que me impressione.

Kathe começou a voltar. Andou para trás e aumentava sua velocidade conforme o homem tentava se aproximar. Então, ele se transformou em chamas. E quando elas se apagaram, nada dele restou. O céu estava limpo de novo e o campo havia ressurgido. Carlos apareceu perto dela e sorria de uma forma incomum. Então ele ficou mais e mais pálido até seu rosto perder totalmente a cor. Seus olhos estavam roxos e ele caiu no chão. Atrás dele estava um homem. Ele parecia uma versão mais velha de Carlos. Provavelmente seu pai. Ele olhou para o chão com nojo e riu

Pobre Carlos, achou que você o faria feliz mas você quem o matou. VOCÊ MATOU O MEU FILHO.

Kathe negou com a cabeça

Eu não fiz nada. Eu amo ele. Nunca iria o machucar.

Pode não ter feito isso por si própria, mas a morte dele será culpa sua. E sabe disso. Saia de perto do meu filho agora, antes que ele sofra as consequências pelos seus atos. Deixe ele em paz, Katherine. Deixe ele em paz...- ele desapareceu e Carlos continuava no chão. De várias formas, Kathe tentou acordar ele. Nada funcionava. Ela viu algo reluzir entre os galhos de flores fixos no chão. Uma faca. Ela a pegou e a colocou em seu próprio peito, caindo ao lado de Carlos."

Kathe acordou com falta de ar e quase pulou da cama. Colocou a mão em seu peito e não havia nada. Carlos se levantou e segurou sua mão. Kathe estava gelada

Amor, o que aconteceu?- ele disse e ela olhou para ele. O rosto moreno e as bochechas rosadas estavam quentes. Ela o abraçou e engoliu seco. O dia começava a clarear novamente e eles ficaram acordados.

Notas finais
Katherine do mal u.u
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.