Insane
4 Properly excited ... or not.
Notas iniciais
Ok, desculpem-me os erros, já tô podendo usar a mão direita pra digitar... mentira, mas eu tô usando de teimosa mesmo, porém nem revisei, relevem os errinhos. eowieow
Ah, boa leitura.
Andei até a praia com os ombros caídos.
Johnny estava sentado no lugar de sempre, junto a algumas garrafinhas verdes e pronto para colocar o aparelho telefônico no ouvido.
– Não precisa ligar de novo, já cheguei. — Falei jogando-me ao seu lado e já pegando umas das garrafinhas.
– Onde caralhos vocês tava, cara? — Ele ralhou observando-me virar metade da garrafa goela abaixo rapidamente. — Qual foi a merda dessa vez?
– O que? — Desgrudei os lábios do gargalo para perguntar.
Johnny ergueu as duas sobrancelhas como se fosse óbvio o que ele queria dizer.
Balancei a cabeça e voltei a beber, dessa vez, sendo acompanhado por ele.
– Onde você foi? — Perguntou antes de fungar.
– Esqueci meu celular no colégio e fui pegar. — Dei de ombros. — Encontrei a Brooke lá. — Sussurrei. Mais um longe gole.
Senti Johnny cuspir a bebida que estava em sua boca.
– Cara, você ainda tá nessa? Pensei que esqueceria essa garota logo. — Falou.
– Tem algo de errado nela, Johnny. Sério, algo de muito estranho... Eu sinto necessidade de descobrir. — Rebati.
– E então? Vocês conversaram e vivaram amiguinhos? — Supôs sorridente. Johnny sempre fora o mais fraco para bebidas de todos nós.
Ri amargamente.
– Ela me deu umas respostas sem sentido. — Joguei a garrafinha vazia e peguei outra, começando a beber rapidamente. — Quer dizer, sem sentido pra mim.
Johnny jogou a cabeça pra trás e gargalhou.
– Deve ser engraçado, porque, até agora, vocês são meio que parecidos. — Interrompi um dos goles e o olhei cético.
– O que você disse?
– Vocês — ele riu debilmente — Se parecem — Completou.
– Pelo amor de deus. — sussurrei. — O quanto você bebeu antes que eu chegasse? — Indaguei.
Johnny juntou o indicador ao polegar, sinalizando que fora pouco.
Revirei os olhos, coloquei um dos braços em seu ombro, balançando em seguida.
– Criança... — balancei mais — Seu gambá do caralho. — Dei um meio sorriso o ouvindo resmungar coisas sem sentido.
– James — Chamou-me.
– O... — Minhas palavras foram interrompidas por um leve pressionar em meus lábios.
Johnny afastou-se e riu.
Fiquei boquiaberto alguns segundos antes de balbuciar algo.
– Johnny, seu gay! — Acusei. — Você me beijou? Foi isso mesmo? — Ele gargalhou. — Eu, hein. Eu gosto de peitos. — Ralhei.
– Eu tenho peitos. — Ele colocou as mãos na frente da blusa.
– Peitos femininos. — Ri, caindo na brincadeira daquele idiota. Passei a mão com força na boca. — Não sei nem onde você passou essa boca, seu gay do caralho.
– O pior lugar que eu coloquei a minha boquinha, foi na sua. — Ele riu. Soquei seu ombro e ele agarrou-se a mim.
– Jimmy, eu te amo, cara. — Falou.
– Porque você tá tão viado hoje? — Perguntei, fazendo-o me devolver o soco.
– Não sou gay, seu gay. Mas eu te amo, sério, você é tão... foda. — Falou.
– Você também, cara. Te amo. — Dei tapinhas em suas costas. — E você sabe que eu vou te zoar pelo resto da vida por isso, não é? — Ele balançou a cabeça.
– Estou contando com sua embriaguez. — Embolou-se ao falar.
– O bêbado daqui é você, fracote.
(...)
Matt explodiu em gargalhada ao meu lado.
Apenas fiquei com a boca entreaberta, sendo vencido pelo sono.
– Mas que merda tu fez no teu cabelo, Brian? — Matt perguntou em meio aos risos.
Brian tinha chegado um tanto... ruivo, digamos assim.
– Cala a boca. — Mostrou-lhe o dedo do meio. — Agora essa bosta vai ficar assim.
– Nossa, cara, que merda. — Zacky disse, sua cara vermelha por segurar o riso. O que não era novidade, ele estava sempre vermelho. — Agora, cadê o puto do Wendt? Se ele faltar o ensaio de hoje... — Ralhou.
– Er.. Então, será que dá pra cancelar o ensaio de hoje? — Perguntei.
Todos na mesa viraram-se pra mim instantaneamente.
– Como é que é? — Matt perguntou seriamente. Não consegui discernir se era raiva pelo cancelamento do ensaio ou surpresa. — Mas você nunca cancela. Tá doido?
– Hm, estou cancelando hoje. — Olhei para os lados rapidamente. Passei reto o olhar por Brooke, que escolhia o que comer, mas fiquei ciente de que ela estava ali, e alerta. — Pode ser? — Mordi o lábio.
Matt suspirou.
– Tudo bem. — Ele disse.
– Valeu, cara. — Bati em sua mão.
O burburinho da mesa pareceu ficar em segundo plano, enquanto eu apenas encarava Brooke de longe.
Senti Johnny dividir o olhar entre nós dois diversas vezes e depois se levantar. Não parei para olhar onde ele iria, não me interessava.
É, não me "interessava", no passado, porque passou a interessar a partir do momento que eu o vi cutucar o ombro da garota baixinha de cabelo azul.
Senti minha boca escancarar. Apertei as mãos em punhos e apoiei a testa numa delas.
– Não quero nem ver isso. — Sussurrei, falando sozinho. Inclinei a cabeça, de modo que a mão não ficasse na frente da minha visão e abri os olhos. — Não, eu tenho que ver. — Johnny falava gesticulando com as mãos e Brooke assentiu e deu um meio sorriso. Senti dar um salto na cadeira. Ela sorriu pra ele?
– Que... Merdinha. — Ralhei entredentes. Coloquei os punhos sobre as pernas e trinquei os dentes, observando-o voltar a seu lugar todo saltitante e sorridente.
Ignorei alguns olhares de quem estava na mesa e fuzilei Johnny.
– O que caralhos você disse? — Indaguei pausadamente.
Johnny riu e olhou as unhas curtas de umas das mãos.
– Por mais difícil que possa parecer, James... — Começou ironicamente. — Não falamos de você.
– O que você disse? — Perguntei inclinando-me para frente.
– Bom, eu a chamei para a festa do Ronnie, do primeiro. Porque, se você quer saber, eu realmente acho que tem uma maldição nessa escola, estou te livrando dessa também. É por isso que não consegui nada com a Mary Ann, mano. — Ele discursou. Revirei os olhos.
– Talvez você não tenha conseguido nada com a Mary Ann porque não alcança nem o ombro dela. — Rebati.
Olhei para onde estava Brooke, mas já não havia sinal dela.
O resto do dia escolar passou rapidamente. Como sempre, me mantive entre o pátio e a lanchonete. Fiquei ouvindo música com o fone ouvido quebrado, cujo só um dos lados estava pegando.
Depois, passamos na praia e bebemos um pouco. Eu saí mais cedo, usando a desculpa de querer dormir para aproveitar bem a festa, que também não demorou muito para chegar.
A casa estava repleta de pessoas. Cheguei relativamente cedo e já tinha gente vomitando no gramado.
Entrei sem olhar muito para os lados e fui direto para onde tinha se instalado um bar, sabia que estariam por ali.
Encontrei Brian e Johnny virando um dos milhares de líquidos oferecidos ali.
– Brooother — Johnny gritou quando me viu e abraçou-me. Brian apenas ergueu o copo seguinte, ocupado demais para falar algo.
Roubei a bebida que deveria ser de Johnny e a bebi em um só gole.
Balancei a cabeça rapidamente e sentei-me de costas para o bar, observando os corpos frenéticos.
– Wow, saca só aquilo. — Falei apontando para duas garotas que se beijavam e mexiam os quadris em sintonia.
– Eu ali no meio faria um estrago — Brian riu jogando a cabeça pra trás, acompanhei-o.
Johnny olhou e arregalou os olhos.
– Preciso mijar. — Murmurei, já me levantando.
– Er.. que tal ir lá pra fora antes? — Johnny se colocou na minha frente. Franzi o cenho. — Huh? Que tal? Dar uma tragada? — Sugeriu rapidamente.
– Depois que eu mijar, cara. Eu, hein.. Tá estranho. — O empurrei da minha frente e dei dos passos.
As luzes coloridas que deixavam o ambiente escuro mudaram para flashes claros, e foi aí que eu pude ver melhor as lésbicas gostosas.
Percebi que uma delas tinha o cabelo azul e volumoso.
Semicerrei os olhos, tentando ver melhor. Era idêndica a Brooke.
Passei a mão com força nos olhos, talvez estivesse vendo coisas... Mas quando tirei as mãos do rosto e abri os olhos, a imagem continuava a mesma.
A garota separou os lábios da outra e passou para seu pescoço.
Olhou-me provocativa.
Não era idêntica a Brooke, simplesmente era ela.
Esfreguei novamente as mãos nos olhos.
Brooke afastou o cabelo comprido da outra garota, sem nunca deixar de me olhar, e deu chupões e beijos em seu pescoço. Mordeu o ombro da maior e mexeu os quadris numa dança sensual.
Pela segunda vez, vi um pequeno sorriso em seus lábios. Na primeira vez em que um sorriso era dirigido à mim, esbanjava ironia.
Eu não podia estar mais animado.
Notas finais
Ah, CALM YOUR TITS, NÃO VAI VIRAR YAOI, OTEI? otei.
Hm, digam-me se acharem que eu tô indo devagar demais, rápido demais, ou, sei lá... se eu meio que não tô indo pra canto nenhum. eowieowe
Sério, galere, a participação de você é fundamental, então... é nessa caixinha aqui embaixo, viu? não demora nem cinco minutos, juro juradinho.
Bom, qualquer coisa, tô no ask (http://ask.fm/pokeb3lls) e se vocês quiserem qualquer outro perfil meu, tem no próprio perfil do nyah, é só colar lá. c:
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