Notas iniciais
É, eu sei, eu sei. Sei que demorei muito...MAS PERDÃO, APAGUEM AS TOCHAS, POR FAVOR. oeiwoeiwoe Ok, galero, a desculpa é a de sempre: falta de tempo, escola, conservatório, trabalho, falta de inspiração, confusões com meu pai.... Enfim, o acúmulo de todos esse fatores resultou num capítulo do qual eu sequer consegui descobrir se ficou bom ou ruim, então eu conto com vocês nos reviews, ok? ok.

Eu ouvia um zunido em meus ouvidos, provavelmente pela música extremamente alta que vinha de dentro da casa.

Suspirei e revirei os olhos. Como se a maldita música alta fosse o meu incômodo.

Pelo canto do olho, vi Brian se colocar ao meu lado.

Puxei o lábio superior entre os dentes enquanto ele pegava um cigarro num dos bolsos. O roubei de seus dedos e depois capturei o pequeno objeto metálico que usaria para acender o mesmo.

- Cara... — Ele começou. Era nítido que não sabia consolar as pessoas.

- Nem começa — Adverti com a voz embolada pelo cigarro. — Sério, não piora as coisas. — Não me incomodei de soltar a fumaça pela boca, meu corpo a expeliria pelo nariz mesmo.

- Essas merdas... Elas, elas simplesmente acontecem. — Falou enquanto contornava meu ombro com um braço.

O olhei cético e me joguei no chão, tendo a queda amortecida pela grama. Brian se jogou ao meu lado.

- Ótimo conselho, amigão. — Soei irônico. — Eu deveria saber... — Lamentei balançando a cabeça.

- Mas que merda você está falando? — Ele ralhou. — Não se sabe essas coisas assim... E, além do mais, ela não precisa ser necessariamente lésbica. — Deu de ombros.

- Tá dizendo que ela pode ser bi? — Perguntei.

- É. Ou então ela só estava bêbada... Você sabe mais do que ninguém as merdas que alguém bêbado faz. — Ele disse sugestivamente.

- Hahaha, engraçadinho. — Falei cínico e olhei o nada.

Dei um meio sorriso involuntário, a ideia de Brian fazendo certo sentido em minha mente.

- De nada — Ele disse irônico. Semicerrei os olhos e murmurei um 'obrigada'.

(...)

Mais um dia árduo de ensaio havia se passado. Dessa vez, não acabamos em nenhum bar. Todos estavam cansados demais, mais eu ainda aguentava caminhar até em casa.

Esfreguei a mão no rosto, pedindo mentalmente que meus pais não estivessem em casa. Estava sem paciência para mais brigas, que eu sabia que seriam inevitáveis. Eu jamais aceitaria me mudar novamente.

Não agora que eu tinha encontrado um lugar onde me encaixasse, mesmo que não fosse totalmente. Eles não tinham o direito de me tirar aquilo.

A noite já começava a engolir a claridade e o calor, dando-me vontade de bocejar loucamente.

Os letreiros das lojas já cintilavam e muitas pessoas saiam de seus respectivos trabalhos rumo à mais uma parte de suas rotinas tediosas.

Minha barriga roncou e eu entrei na primeira lanchonete que vi.

A decoração parecia ser inspirada nos anos 70. Bancos de couro falso em azul claro e verde água, paredes em amarelo bebê e com alguns pôsters de bandas e pin-ups espalhados. No balcão vermelho-vinil, bancos altos e de aparência confortável.

Resolvi sentar num desses.

- O que vai ser? — Perguntou a voz feminina e rouca, aquela voz que eu tanto queria ouvir e que agora me fizera paralisar.

Abri a boca, ainda sem a olhar, não tinha certeza se deveria fazer isso.

- Ei, o que vai querer? — Insistiu.

Suspirei e levantei a cabeça finalmente.

O cabelo azul estava parcialmente preso, já que o comprimento não permitia tal coisa.

Brooke vestia uma calça e uma blusa azul e por cima, um avental vermelho com o slogan da lanchonete.

- Uma coca. — Falei baixinho, não tendo confiança em minha voz e repentinamente sentindo o estômago embrulhar.

- Só? — Perguntou impaciente.

- Só. — Balancei a cabeça.

Brooke mordeu o lábio inferior e assentiu antes de entrar no que parecia ser a cozinha.

Não demorou muito para que ela voltasse com a latinha vermelha e um copo de vidro.

Os colocou a minha frente e serviu. Dei rapidamente um gole, sentindo necessidade de me mexer.

Ela apoiou o cotovelo no balcão e usou a mão de apoio para o rosto. Fitou-me nos goles seguintes que eu dei na bebida. Não parecia se importar com o que eu estava pensando sobre sua atitude.

Suspirei colocando o copo no balcão novamente.

- Então... — Comecei enquanto circundava a borda do objeto de vidro com a ponta do dedo — Você trabalha aqui? — Perguntei, por mais idiota que fosse.

Mordi o lábio, esperando por mais uma patada.

Seu idiota, é óbvio que ela trabalha ali.

- Porque? O uniforme é discreto demais? — Ela perguntou. Me surpreendi ao notar que ela não carregava grosseria no tom de voz. Na verdade, ela parecia... divertida?

Ri fraquinho.

- Para um cego, talvez. — Falei. Ela riu sem mostrar os dentes, deixando-me bobo com o som de sua risada.

- Então você precisa de um oculista. — Falou, saindo de sua posição cativa e indo atender outras pessoas que sentavam nas mesas.

Suspirei aliviado e sorri para mim mesmo.

Meu estômago parecia ter sido livrado da sensação ruim, aproveitei para pedir um hambúrguer do mais gorduroso e o devorei rapidamente.

- Você acabou faz um tempo... — Brooke observou, voltando a ficar atrás do balcão. — Não vai embora? — Indagou. Seu tom não tinha nada de negativo, era apenas uma pergunta inocente.

Franzi o cenho.

- Você está diferente. — Sussurrei.

Ela abaixou a cabeça e coçou o queixo rapidamente.

- Estou limpa. — A ouvi sussurrar no meio de um suspiro. Levantou a cabeça e sorriu. — Posso fechar?

- Hein? — Perguntei sentindo-me tonto. Era a primeira vez que ela sorria pra mim. Um sorriso de verdade, sem estar carregado de cinismo ou ironias.

- A lanchonete. Já posso largar, sir? — Fez pose.

Levantei-me rapidamente.

- Claro, mademoiselle. — Fiz uma reverência dramática e saí sorrindo, como se fosse um reflexo da Brooke de hoje.

Notas finais
Desculpem qualquer coisa. (Sei que tá pequeno, mas foi o que saiu.)
Sei que estou indo lentamente, mas eu não quero nada repentino, quero que vocês também entendam essa obsessão do Jimmy, quero que você sintam. (gaaaaaaaaaaaaaaaay, eu sei)
Whatever, se vocês acharem que eu estou exagerando, enrolando muito... Bom, me digam nos reviews.
( E alguém aí tá afim de ser a primeira recomendação, huh? huh? huuuuh? -v- )
Ah, pra quem lê FLAME: No, no, no, no, baby. No, no, no, no (don't liiiiiiee). É, não sei quando sai o próximo capítulo.