Notas iniciais
Formatei e configurei esse capítulo ouvindo 'Next Day' loucamente algumas milhões de vezes seguidas.

Seria mais fácil se eu não conseguisse me lembrar de nada.
Do dia em que eu te conheci
E me apaixonei, tudo isso.
Enquanto eu fico doente fazendo tudo isso novamente.
Minha mente apenas me lembra de você
Meu peito quer apenas abraçar você.
Sem estar pronto para dar um passo sequer à sua frente.
O que eu deveria fazer?
O que eu deveria fazer?

Next Day — Big Bang (SeungRi Solo)

Já fazia uma semana desde que eu contara para o Daesung sobre o motivo da minha insônia, e eu ainda não conseguia dormir sem remédios, pelo menos eu a tinha visto duas vezes nessa semana.
Estava andando na rua, era sábado e eu não precisaria acordar cedo na manhã seguinte. Já eram duas da madrugada, apertei os olhos e suspirei, nem mesmo finais de semana eu conseguia dormir, então quando cansei de tentar dormir me agasalhei e resolvi caminhar, gosto de sentir o vento gelado no rosto, é como se me reanimasse e levasse embora minhas frustrações, por alguns momentos é como se eu sentisse que não existiam mais problemas.

A rua estava calma, as árvores balançavam com o vento e vez ou outra algum carro passava veloz por mim sem nem mesmo me notar. Eu já devia estar caminhando há mais ou menos uma hora, estava próximo ao meu prédio novamente, caminhava pensando em voltar para o apartamento e procurar alguma coisa na TV, mesmo achando que a essa hora eu só encontraria pornografia... E assim distraídamente eu caminhava e não percebi uma pessoa próxima a mim e esbarrei nela, tão forte que ela se desequilibrou, me curvei para segurá-la antes que chegasse no chão. Foi então que eu vi seus olhos verdes... Levei um choque tão grande que quase a soltei no chão. Mas na verdade eu não sabia o que fazer, congelei e fiquei ali curvado sobre ela com os braços em volta de sua cintura a aparando enquando ela estava curvada pra trás somente com meus braços de apoio. Meus olhos grudaram nos dela e eu não tenho certeza de quanto minutos se passaram enquanto eu fiquei perdido naquele mar verde e brilhante de seus olhos e ela me olhava com mesma intensidade. Depois de um tempo me lembrei da posição embaraçosa e nada confortável que estávamos, desviei meu olhar do seu e a soltei devagar enquanto ela se equilibrava novamente. Em vão tentei desembaralhar minha mente, que estava uma bagunça me deixando tonto, e tentava formular as palavras certas para pedir desculpas. — Me d-desculpe... Eu e-estava tão distraído que... V-você não se machucou? — Oh não. t-tudo bem. Eu também estava distraída, me desculpe. — Tudo bem, imagina, eu que quase te derrubei... — Não se preocupe, não me machuquei, você está bem? — Estou sim, não se preocupe. Fiquei admirando-a, ela tinha um rosto tão mais bonito ainda quando era visto tão de perto, a luz que iluminava a rua clareava seu rosto não por completo e lhe dava um ar misterioso.
— Meu nome é Lee SeungHyun. — Estendi a mão em sua direção, ela hesitou um pouco mas aceitou o cumprimento.
— Meu nome é River Nicole. — Meu coração batia loucamente em meu peito quase saltando pra fora, recolhi minha mão rapidamente antes que ela percebesse o quando eu estava tremendo.
O silêncio tomou conta enquanto eu pensava em algo pra dizer... Mas depois de quase um minuto inteiro em silêncio ela foi mais rápida que eu.
— Humm... Posso perguntar o que faz na rua a essa hora Lee SeungHyun?
— Só respondo se me chamar só de SeungHyun, srta River.
— Só te chamo assim se me chamar somente de Nicole. — Preciso explicar o quanto meu coração estava quase saindo pela garganta nesse momento?
— Tudo bem Nicole.
— Tudo bem SeungHyun. — Eu sorri pra ela antes de começar a falar.
— Eu tenho problemas com insônia, então gosto de caminhar durante a noite. Mas e você?
— Humm, não tenho insônia... Só não conseguia dormir mesmo. — Ela sorriu de um jeito fofo que me deixou mais ainda encantado. Foi quando eu senti uma gota d\'água cair em minha nuca, depois outra no braço, no ombro, e a quantidade foi aumentando rapidamente. Eu segurei seu braço e corri com ela até a cobertura em frente ao prédio onde eu morava, em questão de segundos a chuva caía como se estivesse chovendo há horas.
— Acho melhor ir embora. — Ela comentou.
— Você quer sair nessa chuva?
— Tudo bem, moro na rua de trás, não posso passar a noite aqui.
— Bom, podemos entrar e você espera a chuva passar em meu apartamento.
— Você mora aqui? — Ela perguntou meio espantada.
— Sim, eu estava voltando pro apartamento da minha caminhada quando encontrei você.
— Humm, muito gentil, mas acho melhor não, eu nem te conheço...
— Eu sei, eu sei, mas não quero deixar você sair nessa chuva, muito menos a essa hora. Eu prometo que não vou te fazer nada.
— Eu não sei...
— Venha, eu faço algo quente pra bebermos enquanto você espera.
— Não quero incomodar...
— Eu tenho insônia, não vai incomodar.
Ela ainda estava hesitrante mas acabou aceitando. Tomei cuidado para nem encostar nela no elevador, não queria que ela tivesse uma imagem errada de mim.
A conduzi até a cozinha e já estava me arrpendendo por tê-la convidado a entrar, não tinha a mínima idéia do que falar ou fazer. Coloquei água na chaleira e acendi o fogo do fogão.
— Você gosta de chá?
— Uhum.
— Algum preferido? Tenho vários.
— Qualquer um, obrigada.
Peguei o primeiro chá que encontrei e esperei a água ferver.
— Vo-você trabalha no centro, não é? — Ela quebrou o silêncio parecendo um pouco nervosa.
— Sim. Como sabe?
— Eu já vi você pegar o metrô para o centro algumas vezes.
A xícara em minha mão fez um barulho estridente quando se chocou com o chão depois de cair.
— Droga! — Exclamei. Ela começou a juntar os pedaços. — Não, não, pode deixar comigo. — Falei tirando os cacos de sua mão.
— Eu te ajudo!
— Não precisa... AI! — Comecei a juntar tudo rapidamente mas na pressa senti um dos pequenos pedaços entrar na palma da minha mão.
— Aish, eu disse que ajudava! — Ela tirou os cacos de vidro das minhas mãos e os jogou na lixeira. Ela veio até mim, pegou minha mão gentilmente e a observou de perto. — Isso foi fundo.
— Não, acho que não.
— Digo que foi! Fique parado enquanto eu tiro o caco, se você se mexer vai doer e machucar mais.
Ela falou tão imperativamente e segura que nem pensei em contradizê-la. Ela segurou o pequeno fragmento e puxou rapidamente.
— AI! — Puxei a mão bruscamente e podia ver o fluxo de sangue aumentar.
— Nem doeu tanto, deixei-me ver a profundidade do corte.
— Nem doeu? Claro! Não foi na sua mão!
Ela rolou os olhos pra cima e supirou.
— Não vai me deixar ver?
Hesitei mas enfim deixei que ela olhasse.
— Foi fundo, mas não precisa de pontos. — Ela pegou o pano de prato molhou com água quente e depois com a fria para que o pano ficasse morno, passou no corte e eu senti uma leve ardência. — Agora segure firme pra estancar. Você tem alguma coisa de prontos socorros?
— Tenho uma caixinha no banheiro, vou pegar.
— Não, eu pego. Onde fica o banheiro? — E o seu olhar ainda não deixava que eu a contradissesse.
— Naquela porta a direita. — Apontei para o lugar e ela foi prontamente.
— Está onde?
— No armário abaixo da pia.
Ela logo voltou e sentou-se em uma cadeira em frente a minha.
— Me dê sua mão. — Eu o fiz.
Ela começou a passar uns remédios que ardiam e a limpar o sangue, e eu fazia tudo que ela mandava.
— Você é médica?
— Não. Enfermeira.
— Hum... Você é bem habilidosa.
— Obrigada. Prontinho.
Olhei minha mão, ela estava enfaixada impecavelmente e eu ainda podia sentir uma leve ardência.
— Muito obrigado.
Ela olhou pra fora pela janela e levantou-se.
— Parou de chover, melhor eu ir embora.
— Espera. — Eu levantei e segurei sua mão impulsivamente. — Eu... Eu quero te falar uma coisa... Eu... Eu também já te vi na estação de metrô.
— Hum, é mesmo?
— Sim... e eu... é...
— SeungHyun, está muito tarde...
— Mas, eu quero conversar mais com você. — Eu não podia me conter, ela estava ali, era uma oportunidade muito grande para perdê-la.
Foi então que ela fez algo que eu realmente não esperava. Ela desvencilhou suas mãos das minhas, as levou até meu rosto, se aproximou e, antes que eu pudesse ao menos piscar, seus lábios encontraram os meus.
Fiquei tão chocado que nem ao menos me mexi, ou mesmo pensei, não sabia o que fazer. Logo ela se afastou um pouco corada mas ainda consciente de seus atos, ao contrário de mim.
— Eu sei que você fica me observando. Então não esqueça, me encontre amanhã 18 horas na estação de metrô, não se atrase.
Ela se virou, caminhou até a porta e foi embora.
Eu fiquei ali parado exatamente onde ela me deixou, ainda podia sentir a textura de seus lábios nos meus, o toque suave de seus dedos em meu rosto, seus olhos verdes me olhando...
Depois de vários minutos eu finalmente entendi. ELA HAVIA MESMO ME BEIJADO! Sentei no sofá e comecei a rir feito uma criança enquanto abraçava a almofada... E mais... EU TERIA UM ENCONTRO COM ELA NO DIA SEGUINTE!!!
Nem nos meus sonhos isso acontecia, não que eu sonhasse muito já que eu não conseguia dormir ultimamente, é... Pensando bem, acho que não tive a oportunidade de poder sonhar com ela.
Eu deite no sofá não acreditando na minha sorte imaginando como seria meu encontro com a menina dos olhos verdes, não... Agora eu sabia seu nome... Como seria meu encontro com a Nicole... Fiquei pensando em onde iríamos, o que ela gostaria de comer, o que ela gosta de fazer... e em meio a tantos devaneios e pensamentos eu adormeci. Após tudo isso nós nos tornamos como a história da Branca de Neve, só que ao contrário, com seu beijo ela não me despertou mas fez com que eu finalmente pudesse descansar e dormir... E eu finalmente pude sonhar com a menina dos olhos verdes.
Notas finais
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E acabou xD

Nikki fiz pra você com muito carinho, e deu bastante trabalho ehuehuehhe

E é sério enquanto eu to formatando o capítulo eu to ouvindo 'Next Day' no repeat... Já devo ter ouvido quase 10 vezes xD Como a Nih falou que ouviu essa música enquanto lia o primeiro capítulo eu não resisti a colocar um fragmento dela aqui, é uma música linda então acho que todos vão gostar. E acho que combinou muito bem pra fic xD heuehueh

Okay, chega de enrolação...
Beijos e até a próxima fic :**
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!