Notas iniciais
Ponto de vista do Arthur.
Boa leitura!

Alfred estava estranho.

O americano era agitado de natureza. Parecia ter formigas na calça — não conseguia ficar parado, muito menos calado. E entrava num monólogo — sim, monólogo, pois nem meu irmão conseguiria pegar o ritmo de Alfred — por qualquer motivo.

Mas naquele dia, Alfred estava inquieto de uma forma estranha.

Não falava nada, mas andava pelo quarto sem parar. Depois de duas horas andando em roda e calado, desisti e chamei-o para vir.

- Idiota, venha logo. Vai acabar abrindo um buraco no chão.

Eu me deitei e ele veio para o meu lado, se deitando. Apagamos as luzes dos abajures e eu me cobri, virando para o lado oposto de Alfred.

Ele começou a virar na cama.

- Chega, o que você fez? — Eu me sentei, acendendo a luz do meu abajur e gritando com ele.

- Iggy, me desculpa… É que eu preciso te perguntar uma coisa. — Ele se sentou, me olhando com aqueles olhos de cachorro abandonado.

- Ande logo, eu quero dormir, imbecil.

- É que… Você me ama? — Droga, ele me pegou desprevenido. Tenho certeza que estou vermelho.

- Você realmente é um idiota. Alfred, você sabe que sim. Infelizmente, eu amo um idiota como você. — Me deitei novamente — Podemos?

Ele abriu um sorriso e me deu um beijo, se deitando do meu lado e me abraçando.

- Eu também te amo. Boa noite, Iggy.

Não acredito que aquela inquietação toda era por causa de uma dúvida ridícula como essa.

Notas finais
Reviews, sim?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!