Inocência Ultrajada

11 Capítulo 11 O OVO DA SERPENTE


Notas iniciais
Então, aí estam mais dois capítulos. Espero que gostem!Bjs e boa semana!

Aiolia!

Ele ouviu seu nome sussurrado em meio à escuridão e abriu os olhos. A respiração acelerada acompanhou seu despertar e seu coração batia tão forte que parecia querer sair do peito.

Levantou-se da cama e, imediatamente, olhou pela janela aberta vendo movimentação e uma luz tremeluzindo na direção dos estábulos. Colocou as calças e vestia a camisa quando seu nome parecia soar novamente, porém não era fora de si, mas dentro da sua cabeça:

Lorde Aiolia, socorro!

Antes de sair do quarto, pegou sua espada e desceu correndo pelas escadas, encontrando Kamus que já estava no salão, indo em direção à saída.

- Ouviu isso, Kamus? Alguém está chamando o meu nome. O que será que está acontecendo?- perguntou Aiolia, visivelmente, alterado.

- Eu não estou ouvindo nada, milorde. Temo que o cansaço o esteja colocando em estado de alerta. – disse Kamus tentando evitar que Aiolia descesse até o pátio.

Olhando para a expressão calma de Kamus, Aiolia cogitou que pudesse ter sonhado e levou a mão aos cabelos. Observando ao seu redor, via que a luz dos archotes já estava fenecendo e reinava uma calmaria por todos os cantos da enorme fortaleza.

- Tem razão... Estou cansado. Mas, eu... ouvi a voz. Parecia do garoto que veio comigo e... foi tão real. – disse ele num tom mais brando.

- Armadilhas da mente, milorde. Por favor, volte e descanse. Creio que teremos um dia cheio, daqui a algumas horas.

- E você? Por que ainda está acordado? – perguntou Aiolia.

- Tenho insônia. Então, aproveito para verificar se tudo está em seu devido lugar. Faço uma excursão pelas ameias, depois vou ter com os soldados que fazem a guarda. Só após ter a certeza que estamos em segurança é que me recolho e espero que o cansaço me vença.

Reticente, Aiolia assentiu com a cabeça e antes de retornar para os seus aposentos, resolveu para na porta do quarto de Shaka. Colou o ouvido à porta de madeira maciça e escutou. Nada. Nenhum ruído estranho. Suspirou em meio ao silêncio e resolveu aceitar o conselho de Kamus e voltar a dormir.

Um suspiro de alívio percorreu todo o corpo de Kamus e ele tratou de sair rápido, quase correndo. Já estava atrasado para o encontro com Ikki e os outros. Um problema entre os criados havia lhe tomado tempo demais, porém, o atraso tinha sido providencial, pois evitara que Aiolia percebesse a movimentação no pátio central e descesse para verificar. Abriu a porta pesada e tratou de apagar o archote que a iluminava, depois, seguiu firme em direção ao pátio.

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Mu aproximou-se pela esquerda e Afrodite pela direita. Ikki ficou frente ao menino, enquanto Milo e Máscara da Morte vigiavam a entrada e Aldebaran olhava a cena atônito, totalmente perdido. Kagaho olhava, fixamente para os dois homens que o cercavam, desprezando os demais. Fora Mu e Afrodite que podiam vê-lo como realmente era, os outros viam uma criança assustada, pequena e indefesa.

“Se tocarem em mim, serão execrados por todos e considerados assassinos e, além disso, vão mostrar aos outros quem, realmente são!”

A voz deKagaho, em meio a uma risadinha infantil, era ouvida na mente de Afrodite e Mu, enquanto ele se esgueirava pelo feno.

Os dois guerreiros se olharam, tentando chegar num consenso, porém o menino tinha razão. Aos olhos do homem comum, ele era, apenas um ser indefeso. Se o ferissem ou matassem, seria considerado um ato bárbaro a não ser que ambos desfizessem o encantamento, o que revelaria as suas, respectivas, identidades. E, pelo que ele havia percebido, tanto um quanto o outro fazia questão de ocultar suas origens. Melhor para ele e seu mestre...

Afrodite inspirou e Mu e colocou seu punhal na bainha. Ikki percebeu a tensão e hesitação e resolveu agir.

- Muito bem, não vamos fazer uma cena por causa de uma criança. Venha comigo, menino. Perdoe os meus homens, eles acreditam que podem usar crianças para nos espionar e encontrá-lo aqui, afastado dos demais os aborreceu. Venha, tem minha palavra que estará seguro. – disse Ikki estendendo-lhe a mão.

Kagaho estreitou os olhos e depois aceitou, completando sua atuação ao fungar e limpar o nariz na manga esfarrapada. Por um lado, o changeling estava dividido entre arrumar uma grande confusão e usufruir da camaradagem que lhe era oferecida.

Nunca tinha convivido com seres humanos tão cheios de intensidade. Seu mestre era frio, cruel e muito poderoso. Todos que o serviam, curvavam-se às suas ordens e as obedeciam integralmente. Eram todos patéticos! Pensou, enquanto continuava quieto e de cabeça baixa. Para ele, receber a atenção daqueles homens também era uma experiência excitante, mesmo que a sua natureza tivesse sido moldada para fazer o mal...

Afrodite e Mu ficaram olhando, mas nada disseram.

- Sir Milo, leve este rapazinho para a cozinha e lhe dê uma caneca de leite quente. Depois, leve-o para o nosso alojamento e cuide para que durma em um ambiente adequado.

A leve ênfase na palavra adequado fez Milo compreender que era para vigiar o garoto. Assentindo com um movimento de cabeça, Milo também estendeu a mão para Kagaho e tratou de deixar o estábulo. Máscara da Morte permaneceu escorado na porta, enquanto Ikki olhava para Afrodite e Mu com uma expressão séria.

- Bem, homens, creio que temos que ter uma conversinha em particular! – disse ele encarando os dois.

- Prefere que eu saia, milorde? – perguntou Máscara da Morte.

- Sim, quero que veja se Kamus apenas se atrasou ou se temos mais algum problema a resolver. – respondeu Ikki.

Após a saída de Máscara da Morte, Ikki sentou-se num monte de feno e inspirou fundo. Depois tornou a encarar seus homens e falou:

- Muito bem, quem vai começar a esclarecer o que está acontecendo aqui? E antes que tentem pensar numa desculpa esfarrapada, aconselho que me digam a verdade, seja ela qual for.

Afrodite suspirou e Mu mordeu o lábio inferior, ambos reticentes. Porém, após um tempo, foi Mu quem quebrou o silêncio:

- Bem, milorde... Sabe que tenho algumas habilidades e que elas me permitem... ver além das aparências e...

- E?

- A verdade, sir Ikki é que tanto Mu, quanto eu, possuímos uma sensibilidade maior que nos permite ver certas coisas. Coisas que estão num plano mais sutil. Satisfeito? — disse Afrodite num tom que mostrava sua vontade de encerrar o assunto.

- Planos sutis... Vamos ver se eu entendi bem, isso está relacionado à magia? É isso?

- É.

- E o que o garoto tem a ver com isso?

- Bem, ele...É um changeling. – disse Mu.

- Um o quê? – insistiu Ikki.

- Um changeling, uma criatura mágica que segundo a tradição é filho de uma fada. Se ele nasce deformado, ela o troca por uma criança humana e saudável deixando-o no lugar dela ou... oferece a pobre criatura a um mago negro que lhe confere uma aparência humana e, em troca aumenta a longevidade e o poder da fada. – respondeu Afrodite com um suspiro aborrecido.

- Esperem aí, vocês dois estão me dizendo que aquele menino é uma criatura mágica que povoa as lendas irlandesas? Não acredito que... Ah, não! Vocês acreditam mesmo nisso!

- Se era para fazer esta cena, não devia ter perguntado. Você mesmo sentiu algo estranho no ar, lá fora, antes de entrarmos no estábulo. – resmungou Afrodite.

Ikki franziu o cenho. Afrodite estava certo, ele não tinha visto nada de excepcional, mas sentira algo frio e pegajoso no ar. Mesmo que fosse apenas a bruma que se elevava na madrugada, seus instintos diziam que era algo mais...

- Muito bem e, o que fazemos com um... changeling?- perguntou Ikki elevando as mãos numa atitude de “vocês venceram”.

- Era melhor tê-lo matado. Ele é de uma espécie perigosa. Pela aparência perfeita, ele foi moldado por um mago negro de grande poder. Ainda é jovem, mas pode trazer muitos problemas. – respondeu Afrodite.

- Ele veio com lorde Aiolia. Se o tivéssemos matado, haveria mais conflito entre nós e a desgraça se espalharia. Acredito que é esta a intenção de quem o infiltrou aqui. Precisamos ficar atentos e não permitir que ele nos manipule. – disse Mu.

- Então, agora me digam... Quem são vocês? Não pensem que eu caí nessa história de sensibilidade especial. Você, Mu. Enxerga mais longe que qualquer um de nós e as armas que conserta, ficam mais afiadas e leves. Sim, eu percebi isso, mesmo que nunca tenha tocado no assunto. E você, Afrodite... ninguém com tantas informações e segurança no que diz, é apenas um sensitivo. E tem mais, aquela história com a criada enlouquecida me deixou com algumas dúvidas sobre a participação real de Máscara da Morte, visto que só você estava na cena.

Mu tornou a olhar para Afrodite admirado da expressão impassível que ele continuava a exibir, como se Ikki estivesse falando sobre amenidades.

Entretanto, interiormente, Afrodite sentia medo que as revelações mudassem seu estilo de vida. Então, com um sorriso sardônico, o belo cavaleiro rebateu:

- Me deve um favor, milorde... Lembra-se?

Percebendo a manobra, Ikki franziu o cenho. Afrodite tinha conseguido interromper o jejum prolongado de Shaka quando chegara à Fortaleza e, em troca, ele ficara lhe devendo um favor.

- Sim, lembro. – respondeu Ikki contrariado.

- Pois bem, estou cobrando esse favor agora. Aceite que tem dois homens com certas habilidades. Só isso. Não tente saber mais para a sua própria segurança. – completou Afrodite.

- É muito hábil, milorde... e tem a coragem de usar a minha palavra contra mim. Milo tem razão, você é o rei dos manipuladores! Pois bem, não vou insistir neste assunto, por enquanto... Mas que fique bem claro que sou seu comandante e que, em determinado momento, exercerei o direito de saber tudo a respeito dos meus comandados. Essa é a lei e sei que um cavaleiro da sua estirpe a conhece muito bem. – disse Ikki num tom que Afrodite e Mu souberam que não era uma ameaça, mas uma concessão temporária. – Agora vamos, temos que reorganizar nosso plano inicial.

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Milo andava com Kagaho pela mão quando encontrou Kamus. A madrugada já ia alta e podia-se ouvir o som de uma coruja, piando ao longe.

- Sir Kamus! — disse Milo sorrindo.

- Sir Milo. E... você? Como é mesmo seu nome, garoto? – disse Kamus retribuindo a saudação.

- Kagaho, milorde. – respondeu o menino cabisbaixo.

- Bem, aconteceu algo de novo, sir Milo? Estou realizando a última vistoria da noite... – falou Kamus esperando que Milo desse um sinal sobre o que havia mudado no plano original.

- Aconteceram certas coisinhas e sir Ikki resolveu que devemos conversar novamente. Agora, minha missão é levar este mocinho para a cozinha, dar-lhe leite e colocá-lo para dormir. – disse Milo passando a mão na cabeça do menino e desalinhando seus cabelos lisos.

Kamus ficou observando a forma calorosa como Milo tratava a todos. Parecia tão natural em sua personalidade que despertava a vontade de usufruir daquela disposição e daquele calor. No entanto, ao olhar nos olhos de Kagaho ele sentiu um brilho esquisito, muito diferente do olhar franco e límpido de Milo. Instantâneamente, sentiu necessidade de ficar por perto, como se um perigo invisível estivesse rondando aqueles dois.

- Eu os acompanho. – disse ele, apressado.

Milo gostou da atitude do ruivo. Sorrindo, aproveitou para colocar o braço por cima do ombro de Kamus e entabular uma conversa, enquanto seguiam juntos em direção à cozinha.

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Dormindo, a beleza de Shaka parecia ainda mais etérea. Na penumbra do quarto, sua compleição muito clara contrastava com o lençol escuro. Seus olhos moviam-se depressa e, após uma noite de intenso prazer, ele sonhava...

... Havia uma enorme piscina de pedras muito escuras e ele estava perdido, procurando por Ikki que estivera ao seu lado e depois sumira no ar, como se tivesse se transformado numa espiral de fumaça.

Entrando na piscina, Shaka viu um homem recostado nas pedras, o rosto oculto pelas sombras, o corpo à vontade, como se estivesse esperando por ele.

“Ikki!” Chamou ele sorrindo.

O rosto se revelou, mas não era Ikki e sim, Saga exibindo o peito nu brilhando nas águas ondulantes... Os olhos dele faíscavam e o sorriso que se abriu nos lábios bem feitos o convidava a partilhar daquele momento, como se fosse no tempo em que tinham sido amantes.

Porém, Shaka sabia que aquele tempo havia passado e que o homem à sua frente não significava mais nada para si, além de alguém que lhe tinha causado muito sofrimento...

De repente, a cena transformou-se e Shaka estremeceu de terror quando se percebeu à frente dele, também nu...

“Aproxime-se...Venha...” Dizia Saga estendendo a mão em sua direção, enquanto Kanon parecia formar-se a partir de suas costas e sair de dentro dele, ajoelhando-se ao seu lado e beijando-lhe as têmporas, enquanto lhe acariciava os mamilos.

Shaka continuava sentindo uma terrível tensão, a respiração em suspenso, o corpo paralisado... Kanon, agora beijava Saga na boca, enquanto ele continuava com os olhos abertos e fixos em si...

“Não!” Disse Shaka e sua voz estava presa na garganta.

Ele podia ver a língua de Kanon buscar a do irmão, enquanto Saga continuava com olhar fixo em seu corpo e, cada vez que aprofundava o beijo, era como se o tivesse tocando...

“Deus, não!” Gritou Shaka enojado.

Entretanto, mais um vez, a única voz que ouviu foi a de Saga falando numa língua estranha, enquanto uma dezena de braços emergia da água puxando-o para baixo.

Shaka tentou resistir, mas eram muitos e ele se viu sendo tragado para o fundo e foi com horror que ele constatou que o líquido escuro não era água e sim... sangue!

Seu corpo submergiu várias e várias vezes sob o poder daqueles braços sem corpo que o tocavam de forma obscena e obrigavam-no a banhar-se naquele lugar terrível.

Porém, quando ele parecia afogar-se em meio ao sangue, Saga surgiu e o tomou nos braços buscando os seus lábios.

“Você é meu, somente meu!” Veja o que acontece com quem tenta tirá-lo de mim...” Sussurrou Saga forçando-o a olhá-lo.

Foi então que ele viu Ikki flutuando sobre o sangue, os olhos vítreos e abertos numa expressão de agonia, o peito aberto e seu sangue mesclando-se ao da piscina...

“Não! Não!” – Gritou Shaka a plenos pulmões, enquanto Saga e Kanon o prendiam entre seus corpos e exploravam sua pele alva com garras animalescas num ritual de lascívia e dor...

O corpo, outrora relaxado, agora debatia-se em sofrida agonia. Os olhos moveram-se ainda mais rápido até que, finalmente, Shaka abriu-os, pestanejando e sentando na cama.

- Ikki...! – Gritou ele, estendendo os braços para frente.

Foi então que constatou que estava sozinho. Tinha sido, apenas um terrível sonho. Tocou o próprio corpo para certificar-se que estava ali e inspirou várias vezes para acalmar o coração e o tremor que sentia.

Olhou para o lado e tocou a marca do corpo de Ikki que ficara sobre os lençóis e só então viu, um bracelete de metal com a figura de uma ave gravada em baixo-relevo.

Pegou-o e sorriu triste, sentindo um misto de alívio e apreensão. Ikki tinha deixado seus aposentos para não causar nenhum tipo de constrangimento, mas deixara algo seu para que ele soubesse que o mantinha em seus pensamentos.

A ave, no bracelete, era a Fênix, o belo pássaro mitológico que se consome no fogo e renasce das cinzas... Um belo e simbólico lembrete. Pensou Shaka enquanto alisava com o indicador a figura imponente que protegia Ikki.

Apertando o bracelete contra o peito antes de colocá-lo no pulso como um talismã pessoal, Shaka inspirou e, antes de se lavar, preparou-se para deixar uma mensagem ao homem que amava.

O pesadelo, ao invés de amedrontá-lo só tinha aumentado a sua certeza: Com uma má escolha, ele havia atraído a desgraça para si e para outros e agora, com uma escolha consciente ele terminaria com aquele jogo pérfido que Saga e seu irmão haviam criado.

Algumas horas antes do amanhecer, Shaka deixou o quarto enquanto todos dormiam. O pátio estava vazio e silencioso com a bruma elevando-se em ondulações irregulares. Se ele tivesse descido, uma hora antes, teria encontrado Ikki dando as últimas instruções para seus homens e depois se recolhido ao alojamento, decidido a realinhar seu plano inicial que fora interrompido.

Olhou em volta constatando que apenas os dois guardas nas ameias estavam acordados. Entrou no estábulo e, ao invés de seu cavalo, escolheu uma égua jovem e um tanto arisca, mas veloz chamada Psique. Shaka montou-a e a virou na direção do portão principal. Não havia tempo para hesitação, pois logo os criados estariam acordados e os soldados também.

- Abra o portão! – ordenou Shaka aos dois guardas.

Um dos soldados olhou com surpresa para o senhor da Fortaleza e ousou questioná-lo.

- Milorde vai sair sozinho a essa hora?

Shaka o fitou com olhos límpidos e determinados.

- Apenas abra, soldado. – disse ele com voz firme. – Agora!

- S-Sim, milorde! – respondeu o soldado baixando os olhos.

A ponte foi sendo baixada lentamente e Shaka não esperou até a ponte levadiça tocar o chão. Aproveitando o ímpeto e jovialidade da égua, ele a fez atravessar veloz a ponte e saltar para alcançar a outra margem do fosso.

Em minutos, Shaka adentrou a escuridão tendo apenas a luz pálida da lua como testemunha do seu destino.

Notas finais
Agradeço a todos que lêem!!

SION NEBLINA e DEATHMASK obrigada pela recomendação. Vinda de vocês, ela tem um gosto muito especial!
LITHA_CHAN, SUPERCILIADF, KASSIMINHA, DDD, PANDORA HIEI e BELLE_PRINCESSE, obrigada pelo carinho, reviews cheios de entusiasmo e atenção de sempre!
Aos silenciosos, obrigada pela leitura.