Inocência Roubada

2 Chapitre - Demande de Mariage


Depois do formoso baile de oferecido, lorde Le Blanc recebera algumas propostas de casamento, mas a que lhe chamara mais a atenção era do Conde Theodor Lefebvre, um homem muito rico e influente na corte. A principio Isabelle fora contra a proposta do Conde por ele ser velho demais para sua jovem filha.

-Ora meu marido, Conde Lefebvre é velho para nossa doce Ange. — resmungou com desdém.

Os olhos de George se arregalaram com as palavras tolas de sua mulher, esse era o costume da sociedade, dava se em casamento sem questionar a idade o pretendente, mas sim seu dote.

-Querida Isabelle, nossa pequena Ange recebeu uma proposta irrecusável, imaginas um dos homens mais influentes na corte Francesa querendo a mão de nossa preciosa filha. — disse enquanto beliscava um aperitivo — E outra Ange esta passando da idade de se casar.

Isabelle levantou-se indignada com as palavras de seu marido, mesmo ele sendo cinco anos mais velho que ela, ainda discordava da proposta do Conde.

-Vejas o melhor para nossa Ange, minha querida esposa, ela terá uma bela e pomposa fortuna para um futuro promissor, e gozará de uma vida de luxo. — disse.

Os olhos amendoados de Isabelle pousaram sobre seu velho marido, já não entendia, mas o significado do amor, se é que ele existisse em sua realidade, um dos serviçais, mas antigos da mansão interrompeu a conversa intima do casal, para anunciar a chegada do Conde de Lefebvre.

-Milorde e milady, o Conde de Lefebvre os aguarda na sala de visitas. — disse formalmente.

Os olhos do velho Lorde Le Blanc se encheram de brilho de felicidade, com apenas um gesto ordenou que o serviçal mandasse entrar, sem demoras o Conde adentrou a sala privada da mansão, era uma bela com os afrescos na parede.

-Milady. — disse beijando a mão da anfitriã da casa.

- Conde Lefebvre. — disse com um gesto clássico.

Em seguida cumprimentou o anfitrião da casa que ostentava um largo sorriso no rosto todo enrugado, lady Isabelle ordenara ao serviçal que lhe trouxesse alguns aperitivos para o convidado, assim que se sentaram o Conde encarou George nos olhos com uma expressão serena no rosto.

-Como sabem, interesso-me por sua jovem e bela filha, vim propor meu dote pessoalmente. — disse formalmente.

George sorriu satisfeito enquanto Isabelle permaneceu calada com os olhos baixos.

-Deves saber que me orgulho de sua atitude Conde.

- Proponho que em troca da mão de sua filha, receba cinco hectares de terra e uma quantia de quinhentos mil Escudos. — disse.

Os olhos do lorde Le Blanc se encheram de luxuria, era um dos dotes mais caros que havia recebido pela mão de sua jovem Angelique, e para desespero de Isabelle, era uma oferta irrecusável.

- É uma honra aceitar sua proposta, Sr. Conde. Mandarei que comecem os preparativos para a festa de noivado o mais rápido possível. — disse o Lord para a tristeza de sua esposa que se viu sendo obrigada a dar a notícia á sua jovem filha.

Angelique encontrava-se no jardim brincando com sua irmã mais nova e dois pequenos cães da raça poodle que as jovens tinham em casa sob a supervisão de Lenore em uma bela manhã ensolarada após o baile quando Isabelle se aproximou com expressão abatida no rosto.

- Lenore, chame Angelique pra mim, sim? Diga a ela que a aguardo na biblioteca. — disse Lady Le Blanc e a criada balançou a cabeça mantendo os olhos baixos em sinal de respeito a sua senhora.

- Ange, sua mãe deseja falar com você. Vamos arrume-se, parece que se trata de algo importante. — disse a ama, conhecia bem Isabelle o suficiente para saber que algo sério havia acontecido e Lenore já imaginava o que poderia ser.

Ao adentrar a imensa biblioteca da casa dos Le Blanc, a criada pôs-se atrás da menina enquanto Isabelle tentava parecer o mais neutra possível, pois sabia que se demonstrasse seu desgosto com aquele casamento poderia ser pior para sua jovem filha que se sentiria mais amedrontada com a novidade.

- Angelique, o motivo para eu chamá-la é que tenho novidades. Ontem a noite depois do baile você recebeu uma proposta de casamento. — informou Isabelle.

Angelique arregalou os angelicais olhos azuis em uma expressão de espanto. Seu pequeno coração bateu mais acelerado e ela apertou a boneca contra o peito. Em sua mente logo veio a imagem do homem que a chamara para valsar durante o Baile. Ele segurara em sua mão enquanto a girava por aquele salão e ela ainda era capaz de se lembrar de seus olhos que havia um sentimento estranho que ela não sabia identificar, mas que a assustava.

Pelo fato de estar todo vestido de negro e ter cabelos daquela mesma cor em contraste com a alva pele e os olhos azuis que diferente dos seus, eram gélidos, Angelique não pôde deixar de associá-lo á imagem de algum anjo negro frio e que queria levar alguma coisa dela que naquela época não pôde dizer o que era, não possuía malícia para conhecer tal coisa.

- Quem fez a proposta, mamãe? — perguntou com inocência.

- O Conde Lefebvre. Ele ofereceu um dote irrecusável e seu pai aceitou a proposta. Seu noivado será daqui a alguns dias, quando ele lhe trará o anel. — disse Isabelle.

Uma sensação estranha como uma brisa fria passou pelo coração de Angelique e ela soube naquele momento que estava com medo.

- Mas mamãe, estou medo. Não me sinto pronta para o casamento. — questionou a filha.

Isabelle envolveu sua pequena em seus braços e a olhou nos olhos.

- Eu sei querida. Mas é a vontade de seu pai. Ele acha que já está passando da idade de se casar e o conde fez uma boa proposta. Não há nada que possamos fazer a respeito, por isso só nos resta ensiná-la a ser uma boa noiva e esposa. — explicou a mãe.

- Não é tão ruim assim, Srta. Angelique, o casamento é a realização para muitas mulheres e tenho certeza de que o Conde é um bom homem. Faz parte da vida e depois de um tempo verá que o que está recebendo é uma benção. — disse Lenore tentando tranqüilizar a jovem.

Notas finais
Boa Leitura!