Inocência
28 Seven Nation Army
Notas iniciais
Espero que todos possam gostar deste capítulo. Tem só um pouquinho de Nicalia, mas tem... hahaha.
Capítulo 27 – Seven Nation Army
Pov. Thalia*
Meus instintos estavam todos em alerta. Eu desde que tinha entrado naquela loja tinha me sentido mal, um sentimento estranho tomou conta de mim, era diferente. Eu acho que também era uma energia diferente que habitava aquele local, por isso o desconforto. Só que eu tinha algo em minha cabeça que me fazia achar que nada poderia acontecer ali. Estávamos na presença de Hécate e eu tinha o olhar grudado nela. Alguma coisa não estava bem, mas mesmo assim eu estava alerta e tranqüila. Poder extremamente forte, conclui.
A luz apagou e ouvi Hécate suspirar. Percy apertou minha mão de um lado e Nico fez a mesma coisa. Nico se moveu e logo sua boca estava em meu ouvido dizendo:
– Alguma coisa está errada! – Sim, seu idiota. Você está me fazendo perder o resto de concentração que eu estou tendo. Oh, meu Deus. Eu tinha que me concentrar, mas com aquela boca macia, carnuda e o suspiro fraco de Nico ali tão perto de mim, era difícil.
– Sim. Mantenham-se alertas. Annabeth... – Minha voz saiu fraca e Percy apertou minha mão.
– Lady Hécate? – Percy perguntou e eu vi uma luz fraca. Uma vela. E logo Lady Hécate estava na nossa frente com um sorriso. Ela colocou o candelabro sobre a mesa devagar e eu pude olhar ao redor da loja agora. Não vi Annabeth em nenhum lugar e Percy percebeu a mesma coisa. Ele se levantou em um sobressalto e disse:
– Annabeth... Annabeth... Onde você está? – Eu olhei para Lady Hécate e ela encarava Percy.
– Você está chamando a menina loira? Neta de Athena? – Percy olhou para ela com os olhos semicerrados. Puxei Aegis e Lady Hécate sorriu sentindo minha presença.
– Lady Hécate, o que está acontecendo? Onde está Annabeth? — Ela sorriu batendo as mãos e veio na minha direção.
– Thalia Grace, filha de Zeus. Seu pai a ama? – Engoli em seco com a pergunta. Ela olhou para Nico e riu fraco. – Nicolas... Filho de Hades. – Se virou e olhou a Percy por último. – Percy... Filho de Poseidon... Os filhos mais preciosos dos três grandes. – Ela parou e passou a mão pelos cabelos. – Os objetos perfeitos para se ganhar uma guerra. – O segundo seguinte foi arrepiante. Eu ativei Aegis no mesmo segundo, mas Hécate só deu uma risada. Percy no mesmo estante estava ladeando minhas costas, assim como Nico. Nós três estávamos prontos para tudo.
– Como assim começar uma guerra? – Nico perguntou apontando sua espada para Hécate. Tinham diversos deuses que nós temíamos, mas essa em especial, era muito poderosa para ser temida.
– Nicolas, essas palavras parecem tão inocentes saindo de sua boca. Alguém como você que já conheceu quase todos os tipos de demônio, ou de guerras em sua vida. – Um arrepio subiu minha espinha.
– Onde está Annabeth? Fale logo! – Ela riu e estalou os dedos.
– Estou cansada de brincar. Está na hora de vocês dormirem crianças! – Quando senti Percy e Nico caírem da mesma forma que eu, no caso para frente, senti o ar sair de meus pulmões e respirei com dificuldade. Uma escuridão se apoderou de nós e eu antes de fechar os olhos disse para Lady Hécate:
– Você... Você... Fez aquilo com Perséfone. Você irá pagar.
– Ah minha criança. Aquilo foi somente o começo de algo maior do que você pode imaginar.
– x -
Eu não sei quando tempo passei desacordada. Tentei abrir os olhos, mas meu corpo todo se sentia fraco, eu não conseguia nem abrir os olhos. Eu não estava ferida ou algo do tipo, eu podia sentir, era somente uma fraqueza que me dominava. Voltei a tentar a abrir os olhos para ver onde eu estava. De primeira eu não consegui, mas depois de tentar diversas vezes os abri lentamente. Ouvi a voz de Nico assim que fiz isso.
– Thalia! Thalia, você está bem? – Sua voz estava urgente. Abri os olhos ainda mais e consegui capturar algumas coisas ao meu redor. Estávamos dentro um quarto, completamente branco. Eu estava deitada em uma cama pequena e Nico estava ao meu lado, me olhando preocupado.
– Annabeth? Percy? – Eu consegui sussurrar. Mas foi mesmo que sentir minha garganta rasgar. Nico olhou para o lado e disse:
– Estão aqui! Annabeth está respirando, Percy está bem, se recuperando na verdade. – Eu olhei para ele. Ele parecia estar bem e eu respirei aliviada.
– Você está bem?
– Sim. Eu não sei o que aconteceu conosco. Eu só senti aquele poder todo e de repente estávamos os três aqui. Eu me levantei e vi vocês três deitados... Thalia... Você consegue se mexer?
–Não! – Nico me ergueu devagar e me fez ficar encostada em seu peito. – Me sinto fraca demais. Aquele poder... Era muito forte. O que pode ser aquilo Nico? – Eu me apertei a ele. E ele passou a mão pelas minhas costas.
– Nós temos que resolver essa situação. Ela quer...
– Uma guerra. – Eu completei. – Hécate não é uma seguidora de seu pai? Ele disse que ela era confiável. Se um dia eu pensei que poderíamos sofrer algo do tipo dessa missão não era vindo dela.
– Não podemos vacilar. Estamos aqui, pois demos mole em confiar nisso. Os deuses são trapaceiros, devíamos saber Thalia. – Eu assenti e ele se abaixou em minha direção. Ele tocou meu rosto e eu tentei chegar para mais perto dele. Seus lábios tocaram no meu de leve e logo sua língua adentrou em minha boca. Fiquei sem fôlego por um segundo e logo eu correspondia o beijo, senti aquele cheiro adocicado dele, a segurança e quase me derreti nos braços dele, mas ele se separou rápido demais. Eu fiz careta.
– Desculpa. Mas você está muito fraca. – Eu ri concordando.
– E nossa situação não está fácil. – Ele saiu debaixo de mim e me deitou.
– Descanse um pouco.
– Já tentou sair do quarto? – Eu olhei ao redor quando perguntei isso. Olhei Percy e Annabeth e logo em seguida todos os detalhes do quarto. Ele era branco, era espaçoso, quase parecia uma enfermaria. Tinha camas de diversos lados e só a porta no final do corredor.
– É protegido por magia. Muito poderosa. Tentei socar a porta. Tentei invocar soldados, mesmo ainda fraco, mas nada que eu fiz conseguiu abrir a porta. – Nico pareceu derrotado. Eu o entendia. Só estávamos ali ainda, pois não podíamos sair e claro, pela fraqueza no nosso corpo.
– Tudo bem. – Fechei os olhos e demorei somente dois minutos para cair novamente na inconsciência.
– x -
Pov. Nico*
Eu não sabia o que era mais frustrante e preocupante. Eu olhei para Thalia, Annabeth e Percy caídos naquelas camas quando acordei e me senti fraco. Só que não como eles. Eles estavam brancos feitos papéis. Parecia que todo o poder e força deles tinham sido arrancados. Era assim que Perséfone estava; só que quase a beira da morte. Eu tentei fazer alguma coisa, chutar a porta com toda minha raiva e minha força, mas de nada adiantou. Todo poder lançado, voltava para mim. Eu estava possesso de raiva, eu queria agora mais que nunca achar quem estava fazendo aquilo. Quem era o causador disso. Sentei ao lado de Thalia depois que ela voltou a dormir. E olhei para Annabeth e Percy. Eles estavam no mesmo estado. Exaustos, drenados. Coloquei a cabeça entre minhas mãos e suspirei. Depois de alguns minutos olhando eles daquele jeito e de pura frustração por não conseguir fazer nada ouvi a porta abrir.
Vi Hécate sorrindo para mim. Avancei em sua direção rapidamente com toda a força que eu ainda tinha, mas ela era muito mais rápida e me pegou pelo braço. Eu estava sem minhas armas, então não tinha muito a usar se não meu corpo. Me senti inexperiente, burro. Abaixei-me e tentei chutar ela, mas ela era muito forte e sorriu debochada quando eu senti ela me tocar novamente. Um choque percorreu meu corpo . Aquilo me fez cair sentado, eu estava paralisado. Não consegui me mexer.
– Bem que ele disse que você poderia ser o único a não ser tão afetado. Você é muito poderoso Nicolas. – Eu passei a odiar o modo como ela falava meu nome. Ela fechou a porta e olhou para os outros. – Mas não o suficiente.
– Quem além de você está por trás disso? Meu pai confiava em você! – Ela riu.
– No meio dos deuses, ninguém pode confiar em ninguém. Somos deuses Nicolas, queremos poder, precisamos de poder cada vez mais. É um jogo Nicolas. Você ainda não entendeu isso?
– Você quer conduzir o Olimpo? É isso? Só porque é uma deusa menor e não tem tanto poder como nossos pais!
– Eu posso ser melhor que cada um deles. Minha magia é muito poderosa. Eu posso fazer de tudo. – Ela sorriu pegando em meus cabelos, queria me afastar, mas não consegui. – Eu posso ser a deusa mais poderosa do Olimpo. Quero que os mortais me adorem, quero que eles saibam que nós existimos; que nos temam. Coisa que esses deuses idiotas não querem. Mortais são para nos servir.
– Não é assim que funciona! Você é louca! – Eu disse entre dentes.
– Você pode falar o que quiser, mas nada vai mudar isso. Ninguém espera a guerra que está por vir. Os deuses vão ser pegos desprevenidos. Vocês estarão aqui. E o acampamento meio – sangue vai ser facilmente aniquilado. – Não pude conter a raiva que se apoderou de mim. Ela estava falando da minha casa, do meu lugar e de meus amigos. Lugar onde eu passei os melhores momentos da minha vida. Além disso, ela estava ameaçando matar e aniquilar tudo que eu amo.
– Você não vai se safar dessa, escutou? Nem que eu tenha que...
– Que fazer o quê? Você está indefeso, sem opção. – Ela atravessou o quarto e ficou entre Percy, Annabeth e Thalia. Meu corpo não se mexia, ela tinha me paralisado. Ela deu uma risada seca e pegou no rosto de Thalia e murmurou mexendo na bochecha dela. – É a filha de Zeus, aquela por quem você tem uma quedinha... O que você acha de ela sendo a primeira que vai morrer de vocês três? – Minha garganta secou e eu me senti indefeso.
– Não! Não! Não toque nela! – Eu gritei. Hécate sorriu.
– Isso! Peça por clemência. Essa luta está acabada semideus. Os deuses irão cair, e eu vou me erguer. E você vai assistir de camarote, enquanto acabamos com o mundo. – A porta se abriu e um garoto moreno, que aparentava ter no mínimo 22 anos passou pela porta. Ele usava roupas completamente pretas, tinha o corpo marcado por diversas tatuagens nas pequenas partes de seu corpo que a roupa não cobria. E tinha um sorriso estranho no rosto. Seus olhos eram de íris coloridas, mas a cor predominante era preta, um preto arrepiante. Ele olhou para mim e Hécate atravessou o quarto, indo em sua direção. Ele abriu os braços e ela entrou ao redor deles. Ele se virou para mim depois que a beijou e disse:
– É um prazer conhecer você, Nicolas... O filho preferido de papai e meu irmãozinho! – Ele se abaixou e Hécate o olhou. Eu a observei por um segundo. Ela parecia hipnotizada pelo moreno que se ajoelhou ao meu lado. Voltei meu olhar para ele e encarei seus olhos. – Prazer, Nathan.
Notas finais
PS°: Gostaram do pouquinho de Nicalia que teve?? Hahaha. Nico terá muitos pontos de vista pela frente, pois como vocês puderam observar, ele é o único que pode fazer alguma coisa... pelo menos agora.
Beijokas meus anjos, deixem comentários, recomendem... Me sigam no Twitter: anyele14_sousa
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