Notas iniciais
Olá minhas Jujubas? Como vocês estão? Bom, desculpem a minha demora. Mas agora eu somente postarei aos fins de semana, pois a semana está meio lotada sabe? E ontem eu meio que não estava passando bem. Espero que vocês entendam! Bom, aqui um capítulo. Espero que gostem.Beijos

Capítulo 8 — Nanny Fish

Pov. Autora*

Annabeth se soltou de Percy e ele sorriu. Annabeth se sentou novamente em sua cadeira e começou a rabiscar diversas vezes o “a”; Percy sorriu, tinha arranjado uma aluna aplicada. Ele ouviu batidas na porta e foi atender. Logo viu sua prima o olhando curiosa.

– Como anda a aula? Não está tentando fazer nada, não é? — Percy rolou os olhos, ele já esperava essa atitude vinda de Thalia e de todos ao seu redor. Ele não era confiável pra eles e o mesmo concordava com isso. Ele fechou a porta devagar e olhou pra morena.

– Se aquiete prima, meus hormônios não estão à flor da pele. Não vou atacar Annabeth! — Thalia semicerrou os olhos e disse:

– Tudo bem, mas mesmo não acredito em você! Deixe-me olhar com meus próprios olhos e ver como ela está se saindo e se você está se comportando! — Percy assentiu abrindo a porta. Thalia entrou e viu Annabeth concentrada a rabiscar o “a’ na folha. Annabeth sorriu assim que viu Thalia e a chamou Rapidamente.

– Está muito bonito! Tenho certeza que logo estará fazendo todas as letras e lendo perfeitamente. Sua coordenação motora é ótima!

– Sim, é! — Percy concordou vendo a prima ajudando Annabeth a fazer às outras vogais.

– Acho que só isso por hoje basta. Você já aprendeu todas as vogais e sabe identifica-lás. Amanhã aprenderemos as consoantes. — Annabeth ergueu os olhos.

– Não! Eu não tenho nada pra fazer mais tarde! — Percy suspirou e olhou pro relógio.

– Percy! Você também não tem nada pra fazer! — Thalia sorriu pra Annabeth. — Vocês podem estudar pela parte da manhã e pela parte da noite. Eu queria que me ajudasse no almoço agora, você pode me ajudar? — Annabeth se levantou e sorriu assentindo.

– Sim. Posso. Mas como ficam as aulas? Eu não tenho preguiça, e quero aprender tudo rapidamente! — Thalia olhou pra frente ao mesmo tempo em que ouviram outra batida na porta, mas dessa vez não esperaram ir atenderem pra que ela se abrisse. Tritão colocou a cabeça pra dentro da sala e assim que viu Annabeth, sorriu para a mesma. Annabeth fez a mesma coisa, ela largou o lápis e Percy olhou pra Thalia. Annabeth foi até a porta e pegou Tritão pela mão. Ele sorriu pra ela.

– O que aprendeu hoje? Eu fiz meus deveres o mais rápido que pude pra vir te ver! — Tritão disse enquanto era arrastado pra mesa por Annabeth. Ela pegou o caderno e amostrou pra ele.

– Muito bonito. Você é tão talentosa!

– Não se esqueça de dar os créditos ao professor, irmãozinho! — A voz de Percy ecoou pelo quarto. Tritão se virou pra ele e sorriu falsamente.

– Quem diria que alguém como você estivesse fazendo algo que se aproveite, não é? — Ele se virou pra Annabeth e pegou no rosto dela, acariciando a bochecha da mesma. — Mas acho que não é o professor que merece os créditos, e sim a aluna. — Thalia vendo que a situação ali não ficaria boa, tratou logo de separar os irmãos. Eles dois no meio ambiente, nunca acabava em uma coisa boa.

– A aula já acabou. Tritão, você pode levar Annabeth lá pra fora. Poderão conversar melhor. — Tritão assentiu e ele pegou na mão de Annabeth.

– Você não ia precisar de ajuda com o almoço?- Thalia assentiu.

– Sim, mas ainda temos tempo. Então, não se demore tudo bem? — Annabeth assentiu. E logo nem Tritão e Annabeth não estavam mais na sala. Thalia olhou pra Percy e disse:

– Você não cansa de implicar com seu irmão?

– Ele é todo tempo tão bonzinho, tão... Argh! — Percy disse irritado enquanto levantava as mãos pro alto.

– Thalia sinceramente, eu sempre tive raiva desse idiota. Eu no inicio fui legal com ele e tentei fazer amizade com ele. Mas ele sempre me tratou como o idiota bastardinho, e eu odeio isso. A partir desse dia eu nunca fui com a cara dele. Então não me julgue Thalia, você não sabe nem da metade de razões por trás disso. — Percy saiu irritado da sala e Thalia colocou a mão na testa. Ela sentiu depois de alguns minutos um toque quente em seu ombro.

– Eu não sabia disso! Pra mim, era somente implicância mesmo!

– Thalia! Alguma vez você já parou pra escutar ele? Eu não quero defender o mesmo e dizer que ele é o coitadinho da família. Pois Percy é estúpido, mas ele tem suas razões. Sempre teve. -Thalia assentiu enquanto via Nico se abaixar ao seu lado e disse:

– Isso vai ser mais complicado do que eu imaginava — Nico assentiu rindo.

– Que tal irmos cortando algumas coisas e deixando tudo preparado pra Annabeth?- Thalia riu.

– Pelo menos isso, eu sei fazer e não vai ser um desastre.

...

Pov. Annabeth*

Era um sentimento louco e de euforia que tomava conta de mim, sim, eu achava que era isso. Meu coração palpitava só de me lembrar da aula de hoje. Começar a aprender foi maravilhoso e eu não sabia como descrever aquela sensação. Tritão apertou minha mão enquanto caminhávamos pra fora de casa e eu sorri vendo seu gesto de carinho e afeto comigo. Com certeza eu estava com um sorriso bobo na cara, mas eu nem me importava.

– Foi mesmo tão bom assim? — Ele me perguntou quando sentamos no jardim encima da grama mesmo.

– Sim, você já começou a aprender também não? — Ele assentiu.

– Sim, mas eu era menor e devo confessar, eu achava muito chato. No inicio até que é legal, mas depois de um tempo fica... — Ele não soube encontrar palavras e eu ri.

– Mas creio que comigo vá ser diferente! Eu nunca tive isso, entende?

– E você é neta de Atena, com certeza não irá se cansar. Sempre que tiver e adquirir mais conhecimento, você sempre vai querer mais. — Tritão sorriu pra mim e eu disse:

– Como é ser filho de Poseidon? Ter tantas responsabilidades? Sabe, eu queria sair um pouco daqui em breve, andar por aí. Olhar novos lugares que nunca vi ou tive oportunidade de conhecer. — Tritão apertou minha mão.

– Vou pedir a meu pai e te prometo, sairemos juntos qualquer dia desses. Vou te levar ao central Park, ou então, ao Empire State pra admirar a vista lá de cima. -Tritão riu.

– Eu já estive lá, mas eu subi. Nem tive tempo de admirar! — Eu me lembrei do dia em que fui ao Olimpo, aquele lugar sim, era deslumbrante.

– Irei cobrar! — Eu disse batendo devagar meu ombro em Tritão.

– Que tal irmos para a arena? Lá é bem legal!

– Eu não sei lutar! — Tritão se levantou e me ajudou a levantar.

– Não se preocupe. Você vai se divertir, e eu vou te ensinar tudo bem? — Olhei pra casa, não sei por que, mas estava hesitante em deixar Tritão me ensinar.

– Eu não posso. Tenho que ajudar Thalia com o almoço. Mas que tal outra hora? — Tritão sorriu de lado, mas assentiu.

– Tudo bem. Então vá. Depois eu voltarei tudo bem? — Ele beijou minha testa e se foi. Eu entrei em casa e fui pra cozinha. Sorri quando vi Thalia e Nico a risadas enquanto cortavam legumes. Sentei na bancada de frente pra eles e suspirei a pensar. Eu pensei em Tritão, em nosso casamento. Casamento? Juntar-me a uma pessoa que eu nem conhecia direito e quando eu ainda estava conhecendo as coisas, começando a aprender era assustador. Eu sinceramente nunca me senti tão frustrada, acho que posso dizer isso. Eu já estava com a idéia formada na cabeça, essa coisa de casamento estava convicta, intacta, nada poderia me chatear, mas, eu não queria isso. Passei a mão pelos meus cabelos nervosa e suspirei. Nunca pensei que começar a estudar, começar a descobrir tudo, poderia me fazer mudar de idéia. Annabeth você ainda não o conhece, ele pode te ensinar mais coisas ainda e você não irá perder nada. Tritão é legal, agradável e gentil, ele parece que pode te fazer feliz. Além disso, você somente o conhece há um dia, e ainda não sabe nada sobre ele. Não se preocupe com isso, não pense em casamento. Isso. Tentei me convencer mentalmente.

– Annabeth! Annabeth! — Olhei pra Thalia e ela me olhava com atenção.

– Desculpe, eu estava com o pensamento longe.

– Vamos, nos ajude a fazer a comida! — Eu pulei da bancada e disse:

– O que vocês querem que eu cozinhe? — Nico olhou pra mim largando os tomates.

– Macarronada e não sei... Mas tem que ser algo bem reforçado! Falamos com Poseidon e ele deixou irmos ao acampamento. Percy irá conosco também, Thalia! Só pra constar. — Ela respirou fundo, e depois deu de ombros.

– Não sou babá de peixe, e nunca serei. Então se ele fizer as besteiras dele, eu não terei nada a ver com isso! — Eu fui pra perto da panela e me preparei pra fazer a massa.

– Thalia, desculpe a pergunta, mas Percy não parece esse tipo de pessoa problemática que você tanto fala. Qual é o problema dele? — Nico olhou de soslaio pra Thalia e eles trocaram um olhar.

– Não é nada, Annabeth! Percy só é meio...

– O que tem eu, Thalia? — Ele lançou um olhar assustador a ela. Eu vi seus olhos brilharem, mas eu sabia exatamente porque brilharam. Thalia bateu com a faca na mesa e disse:

– Ele é meio cafajeste. Idiota e estúpido, Annabeth. Só isso! — Percy sorriu e pegou um pedaço de maçã que tinha em cima da mesa. Sorriu pra mim e eu sorri de volta.

– Não é nada disso, Annabeth! Thalia gosta de falar besteiras só porque sei aproveitar a vida. — Eu não falei nada e eles também não. Virei-me pra voltar a fazer minha macarronada e só depois quando já estávamos na mesa, eu puxei assunto com Nico. O único que parecia não estar fuzilando outras pessoas. Percy e Thalia não paravam de se encarar.

– Como é o acampamento meio-sangue Nico? — Ele se virou ainda de boca cheia e começou a falar do acampamento. Falou tudo. Do Oráculo, dos chalés, do diretor e dos campistas.

– Teve um tempo que era mais complicado os filhos serem apresentados pelos deuses como seus próprios filhos, mas isso mudou há um tempo. O que deixou o chalé de Hermes bem melhor. — Eu assenti.

– Então, quando acabarmos aqui, podemos ir? — Nico acenou e eu voltei a comer minha comida.

...

Vesti uma roupa confortável e coloquei algumas coisas na mochila. Pois Thalia disse que poderíamos ficar pra fogueira e talvez pra jogar um jogo que ela disse que adorava, acho que era caça a bandeira, um nome assim. Mas eu estava bastante animada com a idéia. Quando acabei de me arrumar, ouvi batidas na porta.

– Sim?

– Sou eu. Vamos Annabeth! — Thalia colocou a cabeça pra dentro do quarto e quando eu sorri pra ela, ela entrou.

– Olhe! — Ela estendeu uma blusa laranja pra mim. Na blusa tinha escrito Acampamento Meio-sangue.

– É sua. Você faz parte da nossa família agora! — Eu sorri e tirei minha blusa jogando a jaqueta rapidamente também na cama. Vesti a blusa laranja e joguei a jaqueta por cima. Thalia pegou em meu braço e me puxou pra fora do quarto. Batemos na porta dos meninos e eles logo saíram. Quando saímos, eu esperei.

– Como vamos? Quer dizer... Eu não sei onde é... — Eles riram. Nico pegou na minha mão.

– Vamos pelas sombras! — Eu me lembrei daquela sensação e repliquei na mesma hora.

– Nico! Aquilo é ruim!

– Depois da segunda vez a gente se acostuma. E você vai gostar de ver a nossa convidada!- Percy sorriu e logo um que parecia ser um portal -ele era igual ao de Nico- se abriu. Meu coração parou na mesma hora. Um cachorro saiu do mesmo, ele era enorme. Dei um passo pra trás.

– Essa é a senhora O'Leary! — Percy disse acariciando a cachorra. Eu somente engoli em seco e subi hesitante quando eles me ajudaram a subir. A sensação foi estranha, não sei dizer se foi melhor ou pior que a última vez. Mas acho que foi pior somente por saber que eu estava em cima de uma cachorra enorme. Quando eu pude abrir meus olhos novamente e respirar regulamente, vi que estávamos em uma floresta. Thalia me guiou e eu avistei uma colina, uma casa rústica à frente.

– Onde estamos Thalia?

– Você não achou que deixaríamos o acampamento tão visível aos olhos humanos não é? — Nico disse enquanto atravessava um tipo de arco, acho que era isso, nunca tinha visto nada igual. Era deslumbrante. Eu passei também e então arfei. Ainda estávamos em cima da colina, mas eu vi com perfeição o que os olhos humanos não podiam ver. Era mil vezes melhor do que Nico descrevera. Era lindo.

– Bem vinda ao acampamento meio-sangue, Annabeth!

– Acho que vou gostar daqui! — Eles correram ladeira abaixo e eu vi um pinheiro, algo brilhoso ao seu lado. Logo me lembrei do que Nico dissera àquilo era o que protegia o acampamento.

Eles me arrastaram até a casa e chamaram por Quíron, o que eles falaram ser o líder do acampamento, e também era um centauro. Quando o vi ultrapassar a porta em o que eu achava ser sua verdadeira forma não consegui desviar o olhar. Ele me olhou quase paternal.

– Quíron, como é bom ver você! — Todos falaram a ele e ele sorriu a todos. Ele olhou pra mim e disse:

– Você deve ser Annabeth. A neta de Lady Athena e filha da Atena? — Eu concordei.

– Espero que se divirta por aqui. Ah, seus tios estão loucos pra conhecer você.

– Eles vão te encher e muito Annabeth. Eles adoram falar de monumentos e besteiras! — Eu revirei os olhos. Aqueles três eram preguiçosos. Eles se despediram de Quíron e o mesmo disse que eu poderia ficar no chalé da minha avó. Os meus tios não iriam se importar.

Fomos até o que os meninos chamavam de pavilhão e todos estavam lá, reunidos. Quando entramos a algazarra que estava formada se dissipou rapidamente. Eu não sabia por que todos olhavam pra nós. Thalia ficou tensa ao meu lado e eu olhei para os três. Eu não sabia se era a aura de poder que eles emanavam que deixava o pavilhão assim, pois como eles tinham explicado eles eram o trio mais poderoso de semideuses do acampamento, já tinham entrado em diversas missões e em todas tinham vindo vitoriosos e eles eram filhos dos três grandes. Eles podiam ter suas diferenças e sempre brigarem, mas em uma batalha eram mortais e companheiros.

– Eu não sabia que ele estaria aqui! — Thalia falou baixinho e eu não entendi. Nico e Percy continuaram com a expressão séria no rosto. Thalia olhou pra mim e meu viu confusa.

– Depois te explico! — Assenti e olhei um loiro, cabelos cor de areia, atlético e lindo se levantar do meio de diversas pessoas. Ele andou devagar até onde estávamos e olhou para nós quatro, seus olhos se demoraram em todos. Para mim ele deu um sorriso de lado, pra Thalia era um olhar intenso. Pra Nico também foi intenso, mas eu senti raiva. E por último, Percy. Um olhar completamente competitivo. Sorriu e disse:

– Sejam bem vindos ao acampamento meio-sangue... — Ele disse olhando rapidamente pra mim. Olhou para os três e disse: — Novamente. — Percy manteve sua expressão e disse em um tom ameaçador.

– Obrigada Luke! — O ódio era palpável naquela frase. A cada segundo que eu passava do lado daqueles três eu sabia mais distinguir seus lados, eu estava começando a ler todos rapidamente, e sinceramente aqueles três tinham tantos segredos, dava pra se ver de longe. Eu sinceramente não sabia onde tinha me metido, mas creio eu que não era em um lugar fácil.

Notas finais
No próximo: A fogueira, a caça bandeira...cara eu nunca fiz um caça bandeira..também eu só escrevo universo alternativo. Experiências novas, sempre são boas. Ansiosos? Alguém tem Skype? Adicionem-me que tal?? O meu é anyele.sousa... Podem me adicionar, que eu aceito, só basta dizer que é do Nyah!*-*. Bom, o que acharam do capítulo? Bom, comentem, favoritem, recomendem...que tal?Beijocas. Com carinho Anyele Sousa