Inocência Roubada

21 Chapitre - Une Preposition Indécente


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"Todo anjo pode cair, desde que perca suas asas e quando um anjo cai, transforma-se em um demônio".


A música ainda tocava no imenso Salão de Festas da residência dos Point Du Lake e naquela noite Angelique era a dama que chamava a atenção.

Arrumara-se especialmente para aquela ocasião, com um vestido vermelho cor de sangue e o colar de rubis que havia ganho de presente de Theodor.

Cada vez que abanava-se com o leque negro nas mãos combinando com as luvas rendadas da mesma cor, seus olhos azuis e o loiro de seus cabelos contrastavam com a exuberância de suas vestes.

No meio do Salão, seus olhos encontraram com os esverdeados de Gerard enquanto no final do Baile, Theodor encontrava-se bêbado demais para reparar qualquer coisa que estivesse acontecendo ao seu redor enquanto prestava atenção no jogo em plena mesa de homens.

Não era exatamente um Baile como os Point Du Lake disseram, era mais uma festa para nobres se divertirem, completamente regada a bebida e jogatina.

Lady Josephine por sua vez também havia exagerado na bebida e contava casos para suas outras amigas Ladys enquanto a jovem Angelique aproveitou para caminhar com a desculpa de que necessitava de Ar, mas na verdade havia ido até o lugar onde os homens estavam jogando.

Sustentou o olhar do Lord Point Du Lake com firmeza por trás do leque e ao fechá-lo, sorriu-lhe com os lábios pintados de carmim e com um gesto utilizando uma das mãos, convidou-o a segui-la.

– Com licensa, já volto. — disse aos homens fazendo parecer que sairia da mesa para ir ao toillette, o que ninguém estranhou, pois devido a bebida era comum que toda hora um ou outro precisasse se ausentar para fazer suas necessidades.

Caminhou pelo imenso corredor onde a Condessa havia desaparecido até ouvir o som do farfalhar das saias contra o assoalho.

Um clima de mistério se fez presente e ele gostava daquilo, era quase como se a jovem Angelique estivesse brincando com ele.

Notou que ela adentrou um dos quartos do Castelo e tratou de entrar logo atrás dela, assim que a viu de pé parada enfrente a um imenso espelho, se pôs a fitá-la com curiosidade e desejo estampado no olhar.

A garota abriu o próprio espartilho rapidamente, sentia as mãos um pouco trêmulas com medo de que aquilo não desse certo e que Gerard na verdade fosse fiel ao amigo e contasse tudo ao Conde, pois caso o fizesse estaria perdida, mas apesar do medo não desistiria, havia dado muito trabalho subornar um dos criados de Lady Josephine para que deixasse seu marido e a Lady bêbados naquela noite.

Deixou que o vestido caísse revelando apenas os trajes íntimos que vestia e eles eram negros como a noite, depois virou-se de frente para Gerard notando os olhares de desejo que lançou ao seu corpo.

Compreendendo muito bem o que a Condessa lhe oferecia, caminhou na direção dela puxando-a pela cintura para um beijo.

Não se importava se era ela a mulher de seu amigo ou não, Theodor nunca saberia disso e é claro que reconhecia que a jovem Angelique era um espécime raro o qual desejava provar ansiosamente.

Ela sentiu os lábios ávidos por prazer do Lord Point Du Lake e correspondeu ao beijo, como sempre fazia com o Conde, mas a diferença era que considerou os lábios de Gerard muito mais prazerosos e em seus braços sentia um calor especial, diferente em seu corpo.

Afastou-o por alguns segundos, ainda que estivesse surpresa pelo prazer repentino que sentira, coisa que nunca antes havia sentido com os beijos de Theodor.

– Espere, antes de me ter, tem uma coisa que quero de você. Ficaria muito feliz se pudesse me dar. — falou.

Naquela altura Gerard já estava completamente excitado, decepcionou-se um pouco ao saber que Angelique não queria ser sua amante de graça, mas não o suficiente para desanimar-se. Percebeu que seria capaz de fazer qualquer coisa só para experimentar aquela mulher com pele de boneca, rosto angelical com lábios sensuais e corpo juvenil.

– E o que deseja, Condessa? — perguntou segurando a mão enluvada e beijando-a como havia feito na primeira vez que a vira.

– Sei sobre a Cantarella e quero um pouco dela. Se me der poderá fazer o que quiser comigo, serei completamente sua, Gerard. — disse com olhar cheio de malícia.

Por um momento ele retesou-se, espantado com a revelação.

– Como soube sobre isso? Josephine abriu a boca? — perguntou, duvidava que Theodor tivesse dito alguma coisa, pois sabia que o Conde não confiava certos assuntos á jovem esposa.

Percebendo que precisava de um ardil, a Condessa ajoelhou-se enquanto começou a abrir as calças de Point Du Lake.

– Não brigue com Josephine, ela sabe que eu não contaria a ninguém. Prometo manter segredo, mas quero a Cantarella. — pediu enquanto colocava-lhe o membro para fora da calça notando massageando-o, tinha quase o mesmo tamanho que o do Conde, porém era bem lisinho e avermelhado na ponta.

Massageou-o enquanto o olhava de forma suplicante fazendo biquinho.

Os olhos de Gerard enxeram-se de desejo, conhecia bem Lefrebve o suficiente para saber que provavelmente ele havia versado sua jovem esposa nas artes das mais cobiçadas perversões e por isso desejava provar Angelique.

Sentiu a boca da Condessa envolvendo-lhe o membro e acariciou-lhe os cabelos macios enquanto ela o sugava de uma maneira que sua esposa e metade de suas amantes jamais fariam de boa vontade.

Angelique escutou o som de um gemido escapando dos lábios do Point Du Lake enquanto aumentava o ritmo usando a língua para estimulá-lo sentindo um pouco do gosto de seu líquido escorrendo. Lambia tudo enquanto o olhava de maneira sensual, depois depositou um beijo na ponta do membro e foi subindo com a língua pela barriga do Lord até o momento em que o fitou nos olhos.

– Eu aceito o acordo, Condessa Angelique. — disse com um olhar malicioso enquanto a puxava pela cintura ansisando por sentir aquele corpo contra o seu, mas novamente ela o afastou.

– Primeiro traga-me a cantarella. Estarei esperando-o aqui. — falou enquanto caminhava para a cama que havia naquele quarto engatinhando sobre o colchão em uma pôse altamente sensual.

Gerard saiu daquele quarto atordoado, não sabia se a bebida estava fazendo efeito ou se era apenas o efeito da Condessa, mas precisava possuir aquela mulher. Pensar que ela o esperava naquela cama com aquela lingerie preta fazia seu membro pulsar.

Lembrava-se dele em sua boca e de como ela o fitava com aqueles belos olhos azuis durante aquela carícia tão íntima.

Desorientado, retirou o veneno do compartimento secreto que havia em seu próprio escritório bem próximo dali e em seguida foi o mais rápido possível para o quarto onde Angelique o aguardava ansiosa, ainda que não demonstrasse.

Ele estendeu o pequeno vidro que ela pegou com suas mãos enluvadas e logo em seguida o beijou, dando-lhe o que queria ali naquela cama.

Não era nenhum sacrifício beijar Gerard, ele era bem melhor do que Theodor, percebeu que cada toque dele contra sua pele fazia seu corpo se arrepiar e quando ele tomou um de seus seios com a boca sentiu que umedecia-se naturalmente entre suas pernas.

Apreciava a beleza do Lord cuja pele era macia e acariciou-lhe os cabelos enquanto fechava os olhos para sentir melhor o prazer que ele proporcionava.

Nunca pensou que pudesse sentir algo assim em toda sua vida.

Ajudou-o a despir-se e logo em seguida pôs-se nua diante dele.

Gerard olhava para o corpo feminino de Angelique com admiração e desejo.

Puxou-a para seu colo enquanto passava a língua pelo pescoço alvo da jovem decorado com rubis e encaixou seu membro na entrada apertada.


Ange gostou de ficar por cima do amante, começando a movimentar-se sobre ele vagarosamente para que ele fosse ainda mais fundo dentro de si.

Estava contente, alegre e extasiada, pois vingava-se do Conde primeiro traindo-o com seu melhor amigo.

Deitava-se com outro zombando dele em seu interior.

Cada vez que sentia aquele membro fundo dentro de si, sorria, pois não era o membro de Theodor que estava ali e cada vez que subia e descia, sentia como se fosse um passo para sua liberdade.

Não demorou muito para que Gerard chegasse ao ápice dentro de Angelique, preenchendo-a com seu líquido enquanto a fitava nos olhos, vendo-a em toda a sua glória.

Ao terminar aquele ato, ela levantou-se e caminhou na direção de onde havia deixado o vestido.

Lord Point Du Lake levantou-se procurando sua calça.

– Nos veremos mais vezes a sós, Condessa? — perguntou.

Ela caminhou elegantemente para perto dele e pondo-se na ponta dos pés, depositou um beijo em seus lábios.

– Claro, Gerard, sempre que quiser. — respondeu e em seguida saiu daquele quarto, pois precisava voltar para a festa que já chegava no final, onde estava Josephine e suas amigas.


Agora tinha um brilho especial no olhar cada vez que sentia o vidro de veneno contra seu peito.


– Onde estava, Angelique! Demorou muito pra voltar! — Lady Josephine observou enquanto ria, caminhando na direção da amiga com passos cambaleantes e segurando em sua mão, para que ela se juntasse ao grupo.


– Senti-me um pouco indisposta, mas já estou melhor. — mentiu Angelique e sentou-se.


A primeira parte do plano estava concluída e saiu mais prazerosa do que pensava.


Notas finais
Boa Leitura!