Inocência Roubada
13 Capítulo - Le Triomphe. Avec des Gouttes de Sang
A luz do sol estava fraca devida os fortes ventos de inverno, Ange caminhou na direção do quarto onde estava Adeline, um estranho prazer apoderou-se do frágil corpo de Angelique.
Podia sentir-se modificada como se estivesse aderindo a certo poder que envolvia a dor dos demais, assim como o Conde.
A pequena cantarolava uma antiga canção francesa de ciranda, o vestido no tom creme ressaltava a palidez de sua pele e o laço que circulava sua cintura era azul turquesa em contrate com seus belos olhos.
- Au Clair de la lune, Mon ami Pierrot, Prête-moi ta plume. Pour écrire un mot. Ma chandelle est morte, Je n'ai plus de feu, Ouvre-moi ta porte. – sua suave voz ecoava pelo imenso corredor.
Parou e observou que a porta estava aberta, pelo menos nao teria que bater e pedir licença para entrar. Detectando o som abafado de gargalhadas de Angelique, ela firmou os joelhos, enquanto uma gota gelada de suor lhe escorria pelas costas toda cortada devido ao açoite. Adeline até parecia um felino acuado no canto.
-Seu pequeno demônio, eu te amaldiçôo sua puritana sem alma, há de arder no fogo do inferno. – praguejou em alto e bom som
Os pequenos lábios de Ange curvaram se em um sorriso sombrio, caminhou lentamente na direção da criada.
- Aprenda onde é seu lugar, Adeline. – ameaçou.
Era evidente que aquela menina inerte em sua frente não era a mesma que a dias tinha chegado com medo estampado nos olhos azuis. Endireitou a espinha e deu um passo à frente, mas seus olhos se voltaram para um canto vazio do quarto.
- Poderia ser minha amiga, mas escolheu me infernizar, não é Adeline?
A criada encarou-a tentando segurar sua fúria, mas a odiava desde que colocara seus pezinhos no castelo do conde.
-Sua bruxinha, isso não irá ficar assim. – ameaçou a de volta.
Ange tentou parecer entediada. Não era uma tarefa fácil, mas aprendera bem com o Conde e pelo fato de que seu coração fora arrancado do peito pelas maldades de seu esposo, estava se tornando fria.
Desprezara uma centena de vezes, agora era sua vez de desprezar Adeline.
A menina virou-se lentamente e caminhou para fora daquele quarto escuro e bagunçado, um sorriso estranho parecia brincar em seus lábios rosados.
Estava cansada das afrontas de Adeline, mesmo depois de ter açoitado-a com severidade.
Sabia o que pediria ao Conde em troca de suas vontades nada puritanas.
- Au Clair de la lune, Mon ami Pierrot, Prête-moi ta plume. Pour écrire un mot. Ma chandelle est morte, Je n'ai plus de feu, Ouvre-moi ta porte. — cantarolou.
Assim que adentrou ao salão principal do castelo, observou atenta a imensa escadaria e o lustre de cristais gregos pendurados no centro do local, mas voltou sua atenção na direção dos degraus, prosseguiu seu trajeto.
Ao terminar os vintes degraus virou-se na direção esquerda da escadaria e com passos rápidos seguiu até o escritório do conde. Parou bruscamente tentando refletir, mas deu um passo e agarrando a maçaneta, mal conseguira abrir sabendo que ficaria frente a frente com o Conde.
Mas ela preferiria sofrer as torturas do inferno a admitir que uma criada continuasse a lhe dizer ofensas como as de Adeline. Bateu de leve na porta, sentiu seu coração acelerar dentro do peito ao ouvir a voz rude do Conde Lefebvre.
- Minha adorável esposa fazendo-me uma visita? A que lhe devo essa honra, minha cara? Creio que deseja algo de mim. — disse Theodor cruzando as mãos repousadas sob a mesa do escritório enquanto observava Angelique com curiosidade.
- É Adeline, meu senhor. Tem me perturbado novamente. Creio que o castigo que demos não foi suficiente. — explicou a menina um pouco sem jeito, não sabia ao certo qual seria a reação de seu marido.
Um sorriso malicioso brotou dos lábios de Lefrebve, seus olhos brilhavam com a idéia de que Angelique viera novamente pedir algo e claro que ele mostraria a sua pequena que haveria um preço.
- O que deseja fazer com ela? Gostaria de castigá-la novamente? — perguntou o Conde.
- Não acho que adiantaria, Adeline é insolente e prometeu vingança. O que eu realmente gostaria era que ela fosse embora. Deve haver outra ama que possa ficar no lugar dela. — Ange atreveu-se a manifestar seu desejo de nunca mais voltar a ver aquela criada.
- Bem, posso conseguir isso, mas claro que dessa vez haverá um preço, como eu disse. Está disposta a pagá-lo? — questionou-a.
Angelique não fazia idéia de qual preço seria, mas naquele momento sentia-se disposta a fazer qualquer coisa para livrar-se de Adeline, sua presença lhe era extremamente desagradável, não mais do que a do Conde é claro, mas quanto a isso não havia nada que pudesse fazer.
- Sim, meu senhor. — respondeu.
- Então aproxime-se de mim e ajoelhe-se. — disse Lefrebve.
Ninguém nunca havia pedido a Angelique que se ajoelhasse, aquilo não era algo que uma dama de sua classe social costumasse fazer, mas obedeceu ao marido aproximando-se dele e colocando-se de joelhos de frente para ele.
Theodor só olhava para aqueles lábios rosados e finos enquanto desabotoava a própria calça exibindo seu membro para a jovem Condessa.
- Beije-o, Angelique. — ordenou.
Não era a primeira vez que ele lhe pedia algo assim, havia tentado fazer aquilo logo depois que haviam se casado e depois nunca mais havia lhe pedido que fizesse aquilo até aquele dia, mas Angelique não protestou, ainda que seu coraçãozinho batesse acelerado.
Aproximou os lábios daquela parte que Theodor tanto gostava de colocar dentro de si e beijou.
- Muito bem, Angelique, agora quero que coloque-o todo na boca, sem usar os dentes. Sugando-o. — Lefrebve explicou como queria.
Ange envolveu o membro de seu marido com os lábios começando a sugá-lo sentindo o gosto estranho e desagradável, mas pelo menos ele não lhe pedira para fazer nada que doesse ou que a machucasse. Theodor empurrava o membro contra ela que se sentiu engasgar um pouco, mas ele continuou segurando-a por seus cabelos finos enquanto movimentava-se na boca da menina de forma que seu membro ficava cada vez maior tamanho era aquele prazer que aprendera com prostitutas francesas quando era mais jovem.
Os movimentos tornavam-se mais rápidos até um momento em que a Condessa sentiu sua boca ser preenchida por um líquido cujo sabor era o mesmo do membro do marido, só então Lefrebve retirou-se de dentro dela.
— Deve engolir. – disse e a menina obedeceu sentindo o sêmen descer por sua garganta reconhecendo que aquele era o mesmo líquido que o Conde deixava dentro de si toda vez que usava seu corpo de noite.
Sem dizer uma palavra ele fechou a própria calça e levantou-se da cadeira, saindo daquela sala sem que Angelique soubesse para onde ele estava indo ou se cumpriria sua parte naquele trato.
O Conde adentrou o local onde Adeline ainda estava amarrada após seu castigo. A criada tinha a cabeça tombada para o lado exausta após tantas horas ali pendurada quando viu seu Senhor entrando.
Primeiro uma faísca de esperança passou por seus olhos ao imaginar que seu castigo finalmente estaria chegando ao fim, mas então viu o que Theodor tinha em suas mãos: sua espingarda de caça.
— Não, por favor! – pediu, mas foi em vão, pois o Conde mirou a arma na direção de seu peito e disparou ali.
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