Inocência Mágica
2 Mudanças na Vida
Notas iniciais
O garoto pálido estava extremamente assustado e sem em tender nada do que estava acontecendo, o que houve com sua roupa? Onde estava? Quem são elas? E o mais importante, o que elas queriam dizer com Garota Mágica?
– Você disse alguma coisa, fedelho? – A garota de vermelho, agora intitulada de Luna, pergunta de relance para Felipe.
– D-desculpe mas... – Felipe juntou toda a coragem que ele não tinha e disse. – Eu não estou entendendo nada, p-poderiam me explicar o que está havendo aqui?
– Bem, é difícil de explicar, mas deixe-me tentar... – A garota de verde, agora intitulada de Amanda, comenta. – Eu e Luna somos Garotas Mágicas, meninas que possuem poderes mágicos e lutam contra o mal para manter o planeta Terra em paz e harmonia entendeu?
– Então vocês são como super heroínas? Como a Mulher Maravilha e a Super Girl? – Os olhos de Felipe brilharam neste instante.
– Não seja idiota! – Luna interrompe o vislumbre do garoto. – Não somos super heroínas que caçam bandidos por aí. Não é contra esse tipo de coisa que lutamos, e a mim, não dou a mínima se esse povo vai assaltar bancos, matar pessoas ou seja lá o que for. Nós lutamos contra espíritos e contra os Nêmesis.
– Mas o que são os Nêmesis, e o que eu tenho haver com isto tudo? – Toda vez que elas explicavam algo, outras dúvidas apareciam.
– Bem, deixe-me explicar tudinho para você garoto. – Diz Amanda se aproximando de Felipe e pegando no colar que ele usava. – Está vendo este colar? Bem, a pedra que está como pingente nele é uma pedra mística criada no início dos tempos por algo que nenhum de nós entende muito bem, e que dá às garotas... e à você, poderes. Estes poderes são variados existindo o que nós chamamos de duas classes principais. Que são Ofensivo e Elemental. Nós três fazemos parte da classe Elemental, que usam os poderes dos quatro elementos da natureza como fonte de poder. Este orbe que estão nas pontas do cajado, a cor de suas roupas, e seus olhos quando nos transformamos, diz qual é o nosso elemento.
– Por exemplo eu, que sou do elemento do fogo, e por isto, possuo estas coisas que a Amanda falou em cor vermelha – A outra interrompeu Amanda.
– Você, que possui o azul, faz parte do elemento da água, e eu que possuo verde, uso o elemento da terra. Sim, eu também não entendo o motivo de terra ser verde e não marrom, mas continuando. Na nossa classe ainda temos o elemento do ar, que não conhecemos ninguém com este elemento ainda, e quanto às outras classes, não sabemos muito, afinal, nós somos as únicas Garotas Mágicas daqui, e não é muito costumeiro aparecerem novas garotas a menos que um novo fragmento escolha alguém, como este pequeno fragmento o escolheu. – Amanda é interrompida mais uma vez.
– O que ainda não faz sentido, sendo que só garotas são escolhidas, a menos que você seja um garoto tão boiola, mais tão boiola que a pedra tenha te confundido. É, vendo que com esta roupa você até parece uma garota, não duvido que isto tenha ocorrido mesmo – Luna da um sorriso gozador, o que faz com que Felipe fique extremamente corado.
– Não dê ouvidos ao que a Luna diz, ela é como um gato, a língua é áspera mas é muito fofo – A garota do fogo fica vermelha ao ouvir aquilo.
– Não fique dizendo essas coisas por aí! Idiota!
– Deixe-me ver se entendi... Vocês são Garotas Mágicas, meninas que possuem poderes para lutar contra o mal, e esta pedra que eu encontrei me transformou em um de vocês. Ou seja, agora eu vou ter que me juntar a vocês e lutar também? Sem chance! Eu não faço este tipo de coisa! Eu sou só um garoto normal que vive a vida normal e que gosta de ir ao jardim botânico aos fins de semana! Não me coloquem nesta! – Felipe disse com lágrimas em seus olhos, ele estava realmente assustado com tudo isto.
– Agora além de baixinho, com cara de menina, ainda é medroso? Eu é que não vou lutar ao lado de um garoto bicha igual a este, por que tínhamos que morar no Sul? Maldita população viada que temos por aqui. – Luna já estava nervosa com tudo isto.
– Ei! Eu não sou gay! Sou só um garoto introvertido! Nada além disto está ouvindo? – O garoto da água diz nervoso.
– Só acredito vendo, bichinha. – Luna mostra a língua para ele.
– Já chega vocês dois! Luna, sabe que estamos precisando de o máximo de aliados possíveis com os Nêmesis ficando mais poderosos a cada dia. E você – Amanda aponta para Felipe – Eu ainda não sei seu nome, mas ganhar estes poderes não é uma escolha, tudo que você deve fazer é aceitar e ajudar a evitar que o mundo todo seja destruído!
Felipe ficou quieto por um tempo, não sabia o que responder, no fundo, ele estava feliz por ter recebido este “presente”, mas também estava com medo, não só do que teria que enfrentar, mas também de ter que se aliar à estas duas, já que ele possui um sério problema para se dar bem com as pessoas.
– Está... Está certo então, mas antes de tudo, me explique exatamente contra o que lutamos, pois eu ainda não entendi esta parte.
Amanda se acalmou e mais uma vez prosseguiu.
– Continuando, nós lutamos contra os espíritos, seres que são criados quando pessoas não aceitam suas mortes, e então, suas almas se transformam e começam a aterrorizar a população. Felizmente nosso território não possui muito disto, o que deixa as coisas bem calmas, claro, quando não estamos lutando contra os Nêmesis.
– E o que seriam os Nêmesis? – Felipe pergunta curioso.
– Seríamos nós! – Uma voz masculina vem ao fundo.
Felipe se vira para olhar e percebe que existem dois garotos ali, os dois com vestes similares à dele, mas eram pretas com certas partes rasgadas, e os cajados eram todos entalhados em forma de um dragão engolindo os orbes que por sua vez possuíam as mesmas cores dos de Amanda e Luna, mas em tons extremamente mais escuros, dando o sentimento de que eram sombrios.
– O que vocês dois fazem aqui? – Luna grita com uma séria raiva em sua voz com seu cajado apontado para eles.
– Não se preocupe docinho, não viemos para acabar com vocês como nós sempre fazemos. Viemos para ver quem seria a nova Garota Mágica, e parece que nós temos na verdade é um Garoto Mágico, que interessante. Não sabia que isto era possível, e você Bruno, sabia disto? – O garoto da orbe vermelha escura pergunta para o seu amigo.
– Não, mas se isto aconteceu, podemos ter certeza de que o próximo Nêmesis será uma garota, meu caro André. – O da orbe verde escura se pronuncia.
– Mas sabe Bruno, eu estou com inveja das meninas, elas tem um garoto tão lindinho com elas, eu quero ele pra mim. Quero aperta-lo, quero mordê-lo, quero fazer coisas e mais coisas com ele. – O garoto agora intitulado André fala com um olhar pervertido para Felipe, que por sua vez, ficava cada vez mais corado conforme ele falava.
– Muito bem, se vocês dois me deixarem, vou continuar minha explicação para o nosso novo integrante. – Amanda toma a palavra.
– Antes disto, qual seria o seu nome garoto? – O garoto agora intitulado de Bruno pergunta.
– Meu nome é Felipe... – O pequeno diz ainda corado com toda esta atenção voltada para ele.
– Felipe em? Gostei deste nome, André, depois teremos que decidir quem é que vai ficar com ele. – Bruno apenas da um sorriso e mais uma vez, Felipe fica corado.
– Parem de ficar falando viadagem aí e deixem a Amanda terminar de falar!
– Não vamos ficar mais, agora que nós já vimos o Fezinho, já vamos indo. Até quando formos lutar ou no mundo real Fezinho. – André acena para ele, e os dois garotos somem dali.
– Muito bem, agora que eles já se foram eu posso continuar. – Amanda respirou fundo e começou a falar – Aqueles garotos são Nêmesis, eles lutam contra nós por algum motivo que ainda não entendemos, e são o completo oposto de cada Garota Mágica, a não ser pela classe e elemento no nosso caso, mas suas personalidades são o oposto das nossas, o sexo e até mesmo a opção sexual, e por isto, que eles ficaram dando em cima de você, já que tanto eu quando Luna somos héteros, nossos Nêmesis por sua vez são gays.
– Então... a minha Nêmesis seria alguém confiante, séria e... lésbica? – Um olhar de dúvida se instalava na face de Felipe.
– Bem, se você for o contrário disto tudo, pode até ser, mas eu não posso dizer até ver como ela seria. – Amanda responde calmamente.
– Eu duvido que ela seja lésbica, você tem cara de quem da ré no kibe, você não me engana baixinho! – Luna caçoa do garoto.
– Isto não importa agora, nós precisamos sair daqui, vamos voltar para o nosso mundo.
– O que você e o garoto... acho que era André não? Quiseram dizer com nosso mundo? – Esta dúvida havia acabado de pairar sobre a cabeça de Felipe.
– Bem, existem dois mundo, o nosso, que é composto por pessoas e o dos espíritos, que é onde estamos agora e também para onde as pessoas vão quando morrem, e vivem em paz para sempre por assim dizer. E quando um dos espíritos não aceita a morte e começa a causar destruição aqui, nosso mundo sofre também e começa a ser destruído. Eles estão ligados, e por isto lutamos contra os espíritos que não aceitaram. E tanto nós quanto os Nêmesis, somos os únicos vivos que possuem permissão de entrar no mundo dos espíritos. – Mais uma vez, Amanda explica as coisas para o garoto.
– Entendi... e como saímos daqui?
– Basta tirar esse seu colarzinho que você volta para o nosso mundo. Mas faça isto em algum beco, pois se não as pessoas podem se assustar com um garoto aparecendo do nada no meio deles. Se bem que do jeito que você é baixinho, ninguém vai nem te ver se você aparecer.
– Eu não sou baixinho! – Felipe fica corado pela vergonha.
– Sua pele ficando vermelha diz outra coisa, sabe... é engraçado como por você ser pálido deste jeito, fique muito fácil dizer quando está com vergonha. – Luna parece adorar tirar sarro de Felipe.
– Pare com isto e vamos logo embora. – Amanda interrompe os dois.
As meninas e Felipe seguiram andando até um pequeno beco, onde parecia que as duas tinham certeza de que ninguém perceberia quando voltassem para o mundo real. Os três tiraram o colar ao mesmo tempo, e logo em seguida, aquela noite voltava a ser dia, o frio de quase congelar, melhorava levemente, as roupas de Felipe voltavam ao normal, e ele pode ver Luna e Amanda direito agora. Luna tinha um cabelo negro comprido e bem liso, olhos castanho claro e sua pele era branca, mas não era pálida como a de Felipe, ela usava uma blusa vermelha, uma calça jeans e um tênis comum. E Amanda, tinha os cabelos castanhos e levemente cacheados que chegavam até a altura do ombro, olhos azuis e uma pele morena e usava um tomara que caia verde, uma calça de jeans skini e um tênis jeans.
– Você é realmente fofo nos dois mundos Felipe. – Amanda sorri para o garoto, que por sua vez fica levemente corado.
– Infelizmente tenho que concordar, mas eu prefiro você com os olhos azul piscina do que com esse olho castanho. – Luna o elogia também e o faz ficar mais corado.
– P-parem com isso... – O constrangimento é interrompido pela pedra, que começara a brilhar e logo se transformava em um anel.
– Então a pedra decidiu se disfarçar de anel é? Que interessante. – Amanda da um sorriso agradável.
– Por que? O que isso quer dizer? – Felipe não conseguiu entender o que isto significava.
– Todas as outras pedras se disfarçam de par de brincos, como as nossas. – As garotas mostram os brincos para ele. – Mas a sua virou um anel, parece que a pedra não quer que você fique parecendo ainda mais gay do que já é...
– Eu... eu não pareço gay. Só sou levemente frágil... – Felipe diz corado.
– Muito bem, agora nós precisamos ir, nos encontre aqui amanhã à uma hora da tarde tudo bem Felipe? Nós duas precisamos lhe ensinar a usar seus poderes. Ah, e não retire o anel, pois assim que tirar você irá se transformar, e a menos que queria que todos te vejam vestido de uma Garota Mágica, ou Garoto Mágico... ainda preciso entender isto... você deve manter ele em seu dedo.
Felipe assentiu com a cabeça e então as garotas saíam dali. A partir de hoje, ele tinha um novo sentido para viver, e também novas amigas. Tudo parecia perfeito, mas não por muito tempo...
II
– Ei Bruno, como você acha que vai ser nossa nova parceira. – André pergunta com um sorriso em seu rosto.
– Não sei, mas eu sei que eu realmente quero o Felipe para mim, e vou causar muita dor se eu não o tiver. – Bruno o responde com um tom de seriedade.
– Mas eu também quero ele... já sei, o primeiro que conseguir beijar ele quem vai ficar certo? – André estende a mão para ele.
– Combinado então, o primeiro que o beija-lo – Bruno o cumprimenta.
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