Notas iniciais
Oi pessoas que amo! Hahaha. Sim, eu amo vocês, sintam-se divos... hahaha. Aqui está um capítulo novo. Eu estava lendo a história novamente, editando a história mesmo não tendo coragem, e percebi que eu faria muita coisa diferente... É, faz parte. Mas como já estamos aqui, vamos ver no que vai dá. Espero que gostem desse capítulo, é nele que começa, podemos dizer, uma nova fase na história, algo mais concreto. Vocês irão entender. Beijos.
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=UmWeLpRazvY - Janet Devlin - Your Song By Elton John. PS°: Quem preferir a original, na voz dele, é só procurar. Eu amo as duas, mas a voz dessa garota é de anjo gente. Perfeita.

Capítulo 31 – Your Song



Pov. Thalia*



Não foi nada fácil ficar com Percy, Annabeth e Tritão no mesmo cômodo, mas nada era pior que a irritante Lavínia enquanto íamos para o mundo inferior. Nico teve a ousadia de rir de mim dizendo que eu era igual a ela. Eu estava amável esses dias, vociferei a ele. Eu não era daquele jeito, aquela garota era além do insuportável.

– Thalia acho que já está bom! – Nico disse quando eu reclamei novamente. Bufei e fiz careta para ele. Eu tinha que ter me oferecido para ir com ele? Na hora, pareceu uma boa idéia. E sinceramente, eu não ia deixar mesmo meu namorado junto com aquela garotinha.

– Olha aqui Di Ângelo. Cala a boca e se aquieta. – Lavínia se virou para nós e sorriu. Ela tinha parado de falar besteiras, o que era bom. Mas esse sorriso era irritante demais para mim.

– Tudo bem, já está pronta? – Estávamos de frente para o palácio. Hades deu a permissão para que nós entrássemos no mundo inferior na mesma hora em que falamos que tínhamos o antídoto para Perséfone.

– Sim. Minha mãe me disse o que fazer. – Nico a guiou pelo corredor. Eu observei tudo ali. Eu já tinha ido ao mundo inferior, somente uma vez com Nico e Percy, mas eu nunca tinha parado no castelo de Hades, e nem parado para observar. Na última vez estávamos correndo em uma missão.

Nico apareceu depois de alguns segundos e me pegou ainda no salão de entrada.

– Apolo está lá. Lavínia disse que ela ainda tem chances. Apolo vai ajudar ela. – Consenti. Nico pegou minha mão e sorriu fraco, ele parecia cansado. Eu também estava.

– Quero ir para casa.

– Eu pensei que podíamos passar a noite aqui. Meu quarto está desocupado. – Um frio percorreu pela minha espinha quando o sorriso de Nico se espalhou pelo rosto quando fez aquela oferta. – Annabeth e Percy não se importariam, nem meu pai. Você fica comigo. – Eu mordi meu lábio.

– Eu não acho uma boa idéia Nico. – Eu acho que ele percebeu minha hesitação.

– Thals. Nós não vamos fazer nada demais, só descansar. Eu farei tudo o que você quiser e nada, além disso, eu prometo. – Ele beijou minha mão e eu revirei os olhos. – Eu só quero tomar um banho e descansar. – Eu assenti.

– Tudo bem. Um banho seria uma ótima idéia. – Ele me puxou em direção a escadaria. Eu toquei na parede preta e me agarrei ao corrimão de madeira. Nos corredores tinham quadros de Hades e algumas flores nos cantos.

– Perséfone. – Nico comentou quando me viu olhar as flores.

Passamos por um corredor e paramos em uma porta azul escura. Nico abriu e me deixou passar primeiro. Era o quarto dele.

– Se você não se sentir bem aqui. Tem o quarto de Bianca ao lado... Meu pai fez. Mas ela não teve como usar ele. – Eu olhei para Nico e tirei minha bota enquanto analisava o quarto.

– Está tudo bem para mim. – As paredes eram repletas de CDs. A cama era pequena, de solteiro, tinha caixas espalhadas pelo chão, armas em um baú. Um guarda roupa e nenhuma janela. Não era tão ruim.

– Eu vou tomar banho primeiro? – Perguntei.

– Você pode, eu posso tomar banho no do lado. – Eu concordei. Nico me deu uma toalha e disse que eu poderia pegar uma de suas blusas quando saísse do banheiro. Tomei um banho, eu estava realmente cansada depois dessa missão. Fiquei frustrada porque outras pessoas tiveram que salva-lá, mas no final fiquei feliz por agora estar tudo bem. Acabei de tomar meu banho e fui ao guarda-roupa de Nico. Olhei para as blusas ali e como esperado, tudo era preto e tinha bastante couro. Meu namorado tinha estilo, mas esse não era meu objetivo agora. Algo confortável e leve. Mexi até achar algo colorido. E felizmente, achei o que eu queria. Uma blusa do acampamento enorme e que chegava aos meus joelhos. Penteei meus cabelos e a porta do quarto se abriu. Nico veio na minha direção sorrindo, uma calça folgada e uma blusa bem ecológica, onde tinha escrito, Salve o mundo. Ergui uma sobrancelha.

– Perséfone. – Eu ri dele. – Ela gosta de me fazer deixar de usar roupas pretas.

– Você nunca me disse nada sobre a sua relação com ela quando vinha passar alguns meses aqui.

– Não é fácil nossa relação, mas eu gosto dela. E de vez em quando ela é tão agradável... – Eu sorri para ele. Ele parou e me olhou de cima abaixo.

– Você está uma gata! – Ele veio em minha direção e passou os braços envoltos de mim, acho que eu tinha corado com o elogio.

– Como ela está?

– Ela ficará bem. Apolo e Lavínia já fizeram tudo que podiam. E ela acordou, mas ainda está cansada e pálida. Ela logo ficará bem, só precisa de repouso. – Ele me puxou par a cama e nos deitamos juntos. Enrosquei nossas mãos e isso foi o suficiente, o toque dele e a sensação do seu corpo sobre o meu, me acalmava. Ele beijou o topo de minha cabeça, em um gesto terno, não reclamei.

– Boa noite Thals.

– Boa noite. – Eu respondi antes de adormecer.



...



Pov. Autora*



Percy, Annabeth e Tritão voltaram para casa. Percy foi o primeiro a entrar em casa. Ele simplesmente não queria passar mais um segundo sequer com aqueles dois. Já não suportava mais repetir as cenas anteriores de Annabeth com Tritão, era simplesmente repugnante para ele. Além disso, lembrar daquilo, só o fazia se sentir pior. Tritão já estava feliz, ele estava pensando que seu irmão tinha algo com Annabeth e ela com ele, mas com os atos dela se provou o contrário. Eles se sentaram na frente da casa e Tritão passou os braços ao redor de Annabeth. Ela estava cansada, então, sua cabeça caiu no colo dele. Annabeth fechou os olhos e sentiu por um segundo em paz, mas isso era tudo que ela não sentia desde que decidiu que seria honesta com Tritão.

– Tenho algo para te falar. – Annabeth reuniu toda a coragem que tinha em seu ser. Ela sabia que podia ser o fim da sua estadia naquela casa, mas desde que eles vieram para aquele lugar, à culpa a corroia tão intensamente que ela não conseguia mais se conter. E se ela fosse fazer aquilo acontecer, teria que ser na base da honestidade. Só o que ela hesitava em contar era à noite com Percy. Ela devia contar? Não. Definitivamente não. Isso seria demais.

– Me fale amanhã. Você quase não se agüenta de tanto sono. Venha eu vou te ajudar a ir para sua cama. – Annabeth sentiu os braços dele em volta dela, e logo ela estava atravessando os aposentos no colo dele.

– Tritão... É sério. Eu preciso te falar isso. – Annabeth falou quando ele a colocou na cama. Ele parou.

– Tudo bem, fale. – Annabeth mordeu os lábios e fechou os olhos.

– Eu nem sei como... Mas, Percy e eu... Nós nos beijamos. – Ela não quis abrir os olhos. A respiração de Tritão mudou. O moreno recebeu a noticia como uma facada em suas costas. E concluiu que era sobre aquilo que Nathan tinha falado a ele, na verdade, era óbvio. Uma raiva tremenda de seu irmão se fez em seu peito.

– Ele sempre que tomar o que é meu! – Ele disse baixo, mas tinha tanta raiva que Annabeth se encolheu. – Você... – Annabeth parou e abriu os olhos.

– Você gosta dele? – Annabeth não esperava essa pergunta. Sua honestidade iria para o ralo agora. Mas ela mordeu a língua.

– Eu gosto... – Tritão parecia que mataria qualquer um que passasse na sua frente naquele segundo. – Mas não é do modo que deve estar pensando. Foi um deslize. Eu o conheço o suficiente bem para saber que foi uma brincadeira dele. – E em parte era verdade o que Annabeth dizia. Annabeth pegou na mão de Tritão. – Isso nunca mais vai se repetir. Eu serei sua esposa em breve, e eu não quero magoar você. Nunca mais. – Tritão não conseguia formular uma frase direito. Mas conseguiu dizer:

– Você não ficar aqui de nenhum jeito. Não quero você perto dele, nunca mais. – Annabeth sentiu sua garganta secar, mas ela fez o que tinha que ter sido feito, então, se calou.

– Amanhã, eu virei aqui e esteja com as malas arrumadas. Eu te darei até seis horas da tarde. Amanhã você não dorme mais na mesma casa que ele. – Ele sibilou e falou ele com nojo. Mas do que nunca Tritão sentiu vontade de matar o irmão somente por ter tocado em Annabeth. Annabeth suspirou fechando os olhos, o cansaço lhe pegando aos poucos. Se somente por ter contado sobre o beijo ele tinha ficado daquele modo, não quis imaginar saber como ele ficaria quando soubesse que ela já tinha sido de Percy e que não era mais virgem. – Agora descanse. – Annabeth sentiu o sono chegando e logo adormeceu ainda sentindo a mão de Tritão afaga — lá.



Annabeth acordou sentada em cima de grama, ela passou os dedos sobre a massa verde abaixo de seus dedos e arrancou um pedaço, colocou-o na frente de sua visão e sentiu um vento quente passar por seus cabelos. Olhou para seu corpo, e ao redor. Ela vestia um vestido branco, de renda, seus cabelos estavam arrumados em cachos modelados. Ela parecia estar em uma praia, pelo menos era o que parecia na sua frente, onde deixava de ser grama e vinha ser areia. As ondas batiam e o sol estava em um tom alaranjado, refletindo na água e fazendo com que o mar parecesse que estava cheio de sangue. O que não era normal. Annabeth se levantou e abaixou as mãos. Em uma delas havia um colar em formato de coração, vermelho. Ele piscava. Annabeth encarou aquilo e chamou:

– Percy? – Ela não sabia por que o nome fora o primeiro que saíram de seus lábios, mas mesmo assim não parou. – Percy... Percy... Percy... Meu amor... Pelo amor dos deuses. – Ela correu entre as águas. – Venha até mim. Diga que ainda está vivo! – Annabeth no sonho começou a chorar. As lágrimas de verdade, salgadas, se misturando com a água no mar. Annabeth afundou-se no mar e disse:

– Eu não queria ter feito o que fiz. Tudo deu errado, eu fui estúpida. Desculpe-me. Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo certo. Tritão não teria...

– Annabeth, já chega. – Annabeth ouviu uma voz suave e conhecida nas suas costas. Uma mão tocou-lhe seu ombro e ela viu os olhos de sua mãe. – Ele já se foi querida. Poseidon não queria vir aqui, me desculpe. Ele me mandou...

– Vovó...

– Sinto muito minha querida. Tudo acabou.

– Eu fiz tudo errado.

– Não. O destino quis assim. Não era para ser. Sempre soubemos disso.

– Eu poderia... Poderia...

– Nada do que você fez ou deixou de fazer resultou nisso. Não foi culpa sua. Contente-se. Vamos! Você tem coisas a se preocupar agora. – Atena se abaixou e puxou Annabeth. Annabeth virou seu olhar para o mar novamente e por entre as margens pareceu o ver, sorrindo para ela, do mesmo jeito idiota que ele fez quando se conheceram.

– Tudo isso é culpa minha! Tudo! Tudo!



Annabeth acordou suando frio na manhã seguinte. Seus olhos se abriram e um grito saiu de sua garganta. Uma mão tocou-lhe na testa e ela sentiu o cheiro de mar com quem tinha sonhado. Jogou-se nos braços de Percy sem ao menos hesitar. Ele a abraçou, confuso, mas a abraçou.

– Você acordou gritando. Teve pesadelo? – ela não conseguiu produzir nenhuma palavra. – Com certeza. – Ele concordou a soltando. Ela não queria, mas quando olhou no rosto dele, o fez. Ela se analisou, ela ainda estava com a mesma roupa desde que saíram de missão. Ela precisava urgentemente de um banho e roupas novas.

– Percy, eu queria falar com você... – Ela foi interrompida.

– Não temos nada para conversar e, além disso... – Ela agora o interrompeu.

– Percy, eu falei para Tritão que nós nos beijamos. – ele parou em estado de choque.

– Você falou? – ela assentiu. – Enlouqueceu?

– Ele merecia saber a verdade.

– Mas não toda a verdade? – Percy constatou sarcástico. Vendo em questão que ele ainda estava vivo e não tinha morrido enquanto dormia o irmão com certeza não tinha sabido que ele teve uma noite com a princesa dele.

– Eu não pude falar... Seria arriscado.

– Mas ele um dia vai saber!

– E eu espero estar casada com ele quando isso acontecer. Eu quero começar a fazer tudo do modo certo.

– Vai esquecer tudo o que aprendeu comigo? Jogar nossos momentos fora pela janela? Como se fosse nada?

– Foram nada! Você sabe disso! – não se sabe em quem doeram mais essas palavras. Em Annabeth por ter pronunciado ou em Percy por ter ouvido. Mas foi o bastante para Percy perceber que não havia chance para eles. Ela não gostava dele, e achava que ele a repugnava. Que era só mais uma brincadeira. Mas ele podia se culpar, no inicio era essa a intenção, agora ele não podia chorar pelo leite derramado – Não brinque comigo ainda mais do que já fez. Você usa essa sua expressão, mas eu sei que é tudo uma brincadeira. Você mesmo disse que só era atração, nada mais.

– Eu sei o que falei, mas...

– Já chega. Estou fazendo o certo.

– Você mudou bastante! – constatou.

– Eu não mudei, eu perdi o foco do que era certo na minha vida.

– Não! Nada disso que você quer é certo! Você está deixando de ser quem você é... Você está mudando sim. Eu conheci uma garota simples, inocente, ótima cozinheira, que queria descobrir tudo que esse mundo e o mundo mortal tinham a oferecer, uma garota aventureira, que não tinha medo de se arriscar, que sabia ter felicidade nas coisas poucas da vida. – Annabeth sentiu seus olhos lagrimejarem. – Mas eu estou vendo alguém fraco, incapaz de pensar por si mesma, que está tendo sua vida agora programada para outra pessoa, que não é capaz de lutar pelo que deseja. Eu nem falo por mim, falo por você!

– Eu só não posso! Eu não tenho nada, além disso...

– Isso é o que você pensa. – Percy disse batendo a porta, mas Annabeth não ouviu sua última frase. E se tivesse ouvido, alguma coisa teria mudado?



Notas finais
Gente!! Pelo amor dos deuses quem viu o Mar de monstros? Eu pirei no inicio, foi tipo perfeito, mas o final, foi aí... Uma porcaria... hahaha, sério. Mas no final, eu agradeço mesmo achando isso. Teve partes que eu amei. Cabeça de algas... quem não pirou naquela parte? E do Luke dizendo pro Percy não pisar no teto dele... Oh, Gente, toda vez que o Jake abel entrou em cena, eu pirei demais!! Tá muito, muito gato!! SENHOR!! E devo dizer que me surpreendi com a Clarisse, ela não era e nunca foi o que eu imaginava, mas cara, eu adorei, ela deu a dose de humor que precisava, mesmo eu não querendo que viesse da parte dela. Digam, as partes PERCABETHS não foram F****? Ah, eu não consigo falar do filme e não usar essa palavra. Tá, última coisa que eu falo. Logan no primeiro já parecia criança, nesse então, incorporou mesmo né? Ah, o Chris? Gente... Muito, muito gato. Abana! Tá, acabei!! Falem para mim, o que vocês gostaram, quais as cenas que mais odiaram e amaram... hahaha.
Só deixem comentários e só para vocês verem como eu estou animada eu finalizo assim.... ONE DAY FOR THE CITY OF BONES!!! Ah, e me sigam no Twitter, sigo de volta ;) Link do TT: https://twitter.com/anyele14_sousa
Beijos