Inocência
22 Lição Extra
Notas iniciais
Capítulo 21 — Lição extra
Pov. Annabeth*
Eu não queria, não podia e não disse não. Ele tinha razão, eu não tinha dito que não queria, tinha dito que era errado, pois era. Mas eu queria tanto estar com ele apesar de todos os meus medos que quando olhei em seus olhos verdes a me olharem tão intensamente e só daquele jeito que ele sabia fazer, eu assenti. Percy me puxou para seus braços e eu fui, fiquei com medo de que Thalia ou Nico aparecerem ali, mas não os vi. Percy pegou em minha nuca e me deixou ser levada por um beijo. Ele me levou por entre os corredores e não sei como mais logo chegamos em meu quarto. Ele fechou a porta com o pé e veio comigo para a cama. Deitei-me junto com ele e passou suas mãos por todo meu corpo. Apertando-me quando chegava à cintura ou fazendo um carinho delicado quando chegava ao meu rosto. Eu queria tanto descobrir tudo que se passava na cabeça dele. Descobrir porque ele não desistia de brigar com o irmão e ser o melhor que ele podia ser. Passei a mão pelo cabelo dele e nos separamos em busca de ar. Eu queria só descobrir um pouco mais dele, então falei:
– Percy... — Ele me olhou e esperou eu continuar.
– Não vai desistir não é? — Eu neguei, e ele sorriu.
– Eu queria saber de verdade a razão por trás da implicância com seu irmão? Não é possível que você tenha raiva dele por um orgulho que seu pai vem acumulando de diversos anos atrás, até mesmo antes de você nascer. Não seria mais fácil se você somente tentasse fazer o melhor que pode? Não que ficasse tentando deixar seu irmão para baixo para poder...
– Acho que você está entendendo tudo errado, Annabeth. Além disso, o que você tem a haver com isso? — Eu vi que ele tinha ficado na defensiva e eu fiquei cautelosa.
– Eu só quero ajudar Percy. Eu acho toda essa situação tão ruim. Principalmente para mim, que estou no meio disso tudo. Olhe como estou me arriscando por causa desse desejo insano que temos. Se seu irmão sabe disso, eu nem sei do que ele seria capaz de fazer comigo, e seu pai? Eu não sei se devo mesmo me arriscar, principalmente por sua causa, você vale à pena? Você é sempre tão calado, às vezes só acho que se impulsiona pelo próprio prazer... — Ele tocou meus lábios quando eu comecei a dizer o que eu realmente achava daquela situação.
– Eu não sou só impulsionado só pelo prazer, Annabeth. Eu realmente gosto de você, desse seu jeito inocente, desse jeito meigo que cobre você e do modo como às vezes você pensa mais nos outros do que em si mesma.
– Eu só não sei se vale à pena arriscar talvez uma vida sólida pela frente com seu irmão e com tudo que ele me oferece, para ficar com você. — Eu estava com esse medo desde que ele falou que me deixaria quando Tritão e eu nos casássemos, ele disse que me largaria e eu me senti mal por esse sentimento. Eu sabia quais os sentimentos que eu sentia por ele, só não queria amar sozinha, não ser correspondida, então decidi mentir e por mais que eu não fizesse isso com freqüência, ou na verdade, que quase eu nunca tenha feito, eu tinha que mentir, e assim o fiz. — Eu estou confusa e você não me deixa pensar direito, só acaba me confundido ainda mais. E eu não sei quais sentimentos eu sinto de verdade por você para arriscar. — Ele me analisou com seus olhos verdes e assentiu se levantando da cama. Levantei-me junto com ele.
– Eu vou embora! — Puxei ele de volta quando ele falou isso. Olhei em seus olhos e eles estavam meio desfocados. Ele tocou meu rosto e eu beijei sua boca, esquecendo do que eu queria saber. Ele me deitou de volta e tocou-me, primeiro pela minha cintura, depois levantou minha blusa devagar e tocou minha pele até chegar à bunda, a apertando em seguida gentilmente. Soltei um suspiro. Percy me olhou e disse:
– Você disse sim, então não tem mais volta. — Eu assenti concordando que não tinha e resolvi me arriscar, eu viveria esse desejo louco, tentaria tirar ele da minha cabeça aos poucos e quando chegasse a hora de ficar realmente com Tritão, só com ele, eu o deixaria e com certeza já teria me livrado disso. Eu estava um pouco cansada de tentar fugir de um desejo que era maior do que eu, mas ao mesmo tempo determinada a acabar com ele. Minha mãe uma vez me disse como eu era e como as outras pessoas eram. Eu era inocente, pois não tinha contato com o mundo, o mundo fazia a gente perder a linha, ser aquilo que está enterrado no lugar mais profundo de nosso ser, ele era um lugar onde procuramos o que nos dá prazer, o que nós passamos a amar, desejar, e o meu mundo era diferente, é quando se tem poucas coisas e você convive com aquilo e acaba achando que está certo, mas quando seus horizontes se expandem ou acham algo melhor, você quer aquilo e não liga mais para que você achasse que era o certo. E estava acontecendo isso comigo, meu coração não via mais tudo como antigamente, estava tudo mudando aos pouquinhos e isso começou com Percy, e assim que saí de casa, nada era igual à antigamente, talvez por isso eu o quisesse mais que tudo, eu gostava do que ele fazia comigo, eu sabia que ele podia me mostrar muitas coisas quais eu nunca tive acesso e eu gostava da sensação que ele me fazia sentir, ele me passava à sensação de que eu era muito desejada.
Olhei para Percy no segundo em que ele me atacava de novo, sua boca esmagou-se contra a minha e eu só pude emitir ruídos cheios de desejo. Sua boca deixou a minha boca e desceu pelo meu pescoço, era como na biblioteca, só que agora estávamos no quarto e nada iria nos interromper. Ele deixou mordidinhas e eu ri um pouco pelas cócegas que me proporcionava. Percy trouxe sua mão até meus seios e os apertou, me tirando um suspiro exagerado, na verdade surpreso. Percy me olhou nos olhos e vi algo diferente, seus olhos estavam de um verde escuro que nunca vi antes.
– Quero você. Ah, como quero. — Ele me tinha ali, entre nossos beijos apaixonados eu estava ali com ele. O que ele mais poderia querer? Peguei em seu cabelo e o puxei para mim, mas não falei nada. Mas eu sabia que existia muito além daquelas palavras. Lembro-me que ouvi mamãe falando um dia sobre algo com a cozinheira em casa, e até mesmo como o papai, e só de pensar de novo naquilo sinto-me corar da cabeça aos pés, e será que era? Corei e tossi devagar quando Percy apertou meus seios novamente. Ah, meu Deus. Um pânico me invadiu.
Fazer bebês, um ato de amor, nove meses. Pode parecer estranho, mas essas palavras ficaram em minha cabeça e me deu vontade de correr dali, parar Percy, mesmo que eu esteja me derretendo por dentro por causa de suas caricias. Ele desabotoou minha blusa e olhou para meu sutiã, em seguida ergueu os olhos e senti minhas pernas ficarem bambas, não soube o que fazer. Um pânico percorreu meu corpo. Senti que se falasse iria gaguejar, mas mesmo assim senti obrigação, eu estava curiosa e louca de vontade, mas o medo também fazia parte.
– Percy... Eu... Nunca fiz nada do... — Eu não precisei completar, assim que ele olhou para meus olhos e para minhas bochechas possivelmente completamente coradas, vi um clarão se passar por seus olhos e com certeza aquilo queria dizer que entendeu o que eu quis falar.
– Calma meu anjo. Eu lhe explicarei tudo, tolinha. — Ele sorriu. Subiu para alcançar minha orelha e ali deixou um beijo molhado, logo em seguida uma mordida. Estremeci. — O que sabe? — Engoli em seco.
– Mamãe sempre contou lorotas. A cegonha, pedido, alguns meses de espera, mas eu não cai nessa depois que cresci.
– Você é inteligente demais! — Percy riu.
– E eu escutei algumas de suas conversas atrás da porta. — Nessa hora senti meu rosto queimar mais ainda. — Mas não era nada esclarecedor. — Percy riu tocando meu rosto, parecendo se divertir com a situação, se tivesse um buraco por aqui e se Percy não apertasse minha cintura, já terei corrido e me enterrado nele, pois vontade não faltava.
– Começamos pelo inicio, como seu professor te darei a teoria e depois a prática. — Ele riu fraco. — Quando se gosta de alguma pessoa ou sente desejo por ela é necessário que saiba que o corpo sente desejos loucos, desejos para ter a outra pessoa consigo. Só que existe um termo mais adequado para esse ato, é chamado de sexo. Onde duas pessoas que se amam ou não, que são do mesmo sexo ou não o fazem juntos para obter prazer. É unir seus corpos em um só. — Eu ruborizei tentando imaginar aquilo e pelo pouco que eu sabia, eu já tinha imaginado e concluído algumas coisas.
– Você já conseguiu entender um pouco, não é? — Eu assenti, mas estava com medo.
– Não se preocupe. Deixe-me esclarecer a próxima parte. Quando duas pessoas fazem sexo não é necessário que a mulher engravide, pois hoje em dia existe algo chamado camisinha. — Ele tirou algo do bolso e agitou para que eu visse. — Que protege tanto o homem como a mulher de diversas formas. — Assenti. — Então, foi por água abaixo a teoria da cegonha, não é? — Rimos.
– Pois bem, a próxima parte só você vendo ou fazendo para entender, e eu prometo fazer devagar tudo bem? — Eu senti que ele me passou confiança, além disso — no caso a curiosidade — suas palavras despertaram um fogo em mim, que para mim era algo inexistente. Eu queria entender isso, e queria com ele.
Ele me ajudou a tirar minha blusa e pegou em meus seios soltando meu sutiã em seguida, quase cruzei meus braços para tapa-lós, mas Percy me segurou. Eu olhei para ele enquanto enterrava os dedos na colcha de cama e Percy sussurrou enquanto lambia meus mamilos e eu gemia:
– Somente relaxa. A prática é um ótimo meio de aprender. — E com isso apertou as pontas de meus seios, joguei a cabeça para trás, nunca tinha sentido tal sentimento. Percy tirou sua blusa e tirou meu short. — Lição extra agora.
Ele tocou-me lá, meu corpo todo se arqueou e eu olhei surpresa enquanto tentava fechar as pernas, ato inconsciente. Percy passou os dedos afastando a calcinha e eu comecei a arfar, minha respiração estava entrecortada, minha cabeça se perdia em um espiral de sensações que eu não consegui controlar. Tentei olhar para Percy, mas minha boca e meus olhos não faziam nada do que mandava. Ele estava me estimulando e parecia gostar daquilo.
– Percy...
– Você quer que eu pare?
– Não! — Eu consegui responder entre arquejos, minhas pernas começaram a tremer. Percy deslizou minha calcinha e sorriu.
– Eu ainda nem comecei a brincadeira e você já que chegar a seu orgasmo? Não. Ainda não! Não sem eu dentro de você! — Oh meu Deus, como ele poderia dizer essas coisas assim? Para mim? Mordi meus lábios e quando ele se abaixou entre minhas pernas e eu senti sua respiração naquele lugar, soube que iria gritar.
Ele me lambeu me chupou, e eu estremeci de desejo e de prazer. Meus dedos seguraram ainda mais a coberta e eu gemi o nome dele descontroladamente. O que era aquilo? Como era esse sentimento? Eu não sabia como explicar, não sabia. Percy estava me deixando fora de mim, como sempre.
Ele passou seu dedo pelo meu ponto sensível e logo o colocou dentro de mim. Ele segurou minha perna e disse:
– É assim que eu vou estar dentro de você, mas... — Ele parou e começou a mexer seu dedo dentro de mim. Eu sabia ao que ele se referia e o desejei loucamente. Olhei para seus olhos e por tudo que ele tinha me falado, fui ousada, tomada pelo desejo falei palavras que nunca pensei em pronunciar. Ou que há segundos atrás eu simplesmente não sabia o que significava.
– Quero você dentro de mim. Sinto que vou desfalecer nessa cama a qualquer segundo. — Falei entre arfadas. Percy tirou o dedo de mim e eu gemi em frustração, eu senti algo escorrer devagar de dentro de mim. Percy tirou sua calça e rasgou a embalagem que nos últimos minutos tinha mostrado, não quis prestar atenção, na verdade nem tive tempo, no segundo seguinte Percy estava posicionado na minha frente e pegava em meu rosto.
– Você é uma excelente aluna. Vai doer um pouquinho, mas não preocupe, passa. E você vai desfalecer em meus braços tomada por prazer. — E dito isso, entrou em mim. Senti toda a extensão dele. E naquele segundo eu sabia que poderia mesmo desfalecer em seus braços por causa daquela sensação doce, abrasadora e louca que eu sentia, nunca poderia explicar isso. Percy entrou devagar em mim, e eu senti uma ardência forte, que me fez querer chorar. Percy parou por um segundo e disse:
– Calma anjo. — Segundos depois ele se movimentou dentro de mim e eu deixei, aquela sensação foi boa, extasiante em comparação a dor, foi como um remédio que diminuía a dor, mas não aplacava.
Fiquei mais confortável e Percy começou a me beijar em todas as partes do corpo enquanto entrava e saia de dentro de mim, minhas pernas sentiram aquela sensação novamente e meu corpo quis gritar.
– Goze minha lindinha! — Percy disse e eu senti algo dentro de mim explodir quando ele entrou mais uma vez dentro de mim. Meu corpo se aquietou e eu sentir-me entrar em um tipo de mantra de paz e êxtase, era muito bom. Percy sorriu para mim saindo dentro de mim, mas se abaixou e me chupou devagar em minhas partes, eu não fiz nada, não queria e nem podia, meu corpo estava fraco.
– Isso foi seu primeiro orgasmo. — Procurei seus olhos e Percy murmurou: — Nós ainda vamos ter muitas lições meu anjo sobre essa matéria extra. Você foi magnífica! — Ele sorriu e beijou-me os lábios. Não soube o que dizer diante da nova descoberta, só posso dizer que estava realizada e relaxada, como nunca estive em minha vida.
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