Ino e Gaara - Totalmente Sua
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Se separam a fim de buscar ar. O ruivo a observava de maneira desconfiada, talvez ele tivesse usado força demais para encosta-lá no box, talvez.
Ino respirou fundo quando o ruivo a soltou. Suas costas doíam com o impacto no box de vidro.
Os machucados doíam um pouco.
– Melhor iremos pra banheira. — o ruivo observou que ela, talvez, não conseguisse se manter de pé para uma "chuveirada".
Ino concordou com a cabeça.
– Estou cansado... — Ele comentou com a loira enquanto abria as torneiras douradas certificando-se de que a água estava em uma temperatura ideal.
– Quer uma massagem? — Ino questionou carinhosa enquanto observava as costas largas do ruivo.
– Não será necessário, um bom banho de sais com você será o suficiente para libertar meu corpo. — Ele concluíra enquanto a abraçava por trás a loira que agora se encontrava completamente nua.
O riso contido de Ino pela sensação de ter a barba rala do ruivo passando sobre o seu pescoço o fez sorrir.
Com a experiencia de anos Gaara foi até o pequeno armário pegando os sais de banho de morango com chantili enquanto o despejava sobre a água. Após isso o ruivo procurou seu celular no quarto deixando a loira sozinha no banheiro.
As paredes brancas e o chão de mármore negro entravam em contraste no teto havia luzes de led e o imenso lustre de cristais. Havia ali também o box que resguardava a banheira e um pequeno chuveiro as paredes de vidro escondiam a pequena cascata que iluminada com a luz de led azul davam um ar especial ao banheiro.
O espelho encostado a parede aonde ficava a banheira ao canto do banheiro se tornava o centro das atenções.
Pela primeira vez Ino conclui que a casa do ruivo era mais bela e mais luxuosa do que o caríssimo hotel que haviam ficado na Alemanha.
O ruivo voltou com o aparelho em mãos ele digitava uma mensagem para depois colocar o aparelho em um lugar qualquer.
Sem muita paciência para esperar a água atingir a um nível alto Gaara adentrou a banheira fazendo com que o nível da água atingisse sua cintura. Ino vendo a inciativa do ruivo o seguiu sentando em meio a suas pernas.
O silencio se instalou no comodo durante alguns instantes, e logo após ouve o ruido da torneira em contato com a mãos do ruivo enquanto o mesmo a fechava.
O rosto dele estava escorado nos ombros de Ino enquanto ele a agarrava pela cintura.
Ficaram naquele momento tão precioso por longos minuto até terminarem o banho. O ruivo levantou-se primeiramente pegando um par de toalhas que se encontravam sobre a pequena bancada de granito.
Entregando uma a loira e ficando uma consigo ele caminhou para fora do banheiro tendo apenas a cintura enrolada pela toalha de algodão chegando em seu closet o ruivo tratou de pegar uma de suas calças de dormir e uma blusa de moletom. Sem ter tempo para escolher a cor da cueca ele pegou a primeira que havia em sua gaveta.
Ino entrou no quarto do ruivo com a toalha enrolada como um vestido. Agora sim ela podia observar o quarto dele.
O local era grande com os moveis muito bem distribuídos. Havia um closet enorme que no momento se encontrava aberto dando a clara visão a Ino das roupas totalmente alinhadas, os ternos, camisas e calças eram separados exatamente por cor seguindo do tom mais escuro para o tom mais claro, os relógios e as gravatas seguiam a mesma ordem porém dentro de suas devidas caixas. Tudo completamente alinhado assim como o ruivo.
A cama king size era coberta por um edredom no tom de cinza que combinava perfeitamente com a parede que havia por trás da cabeceira da cama. O conjunto de molduras com fotos em branco em preto dos mais variados lugares do mundo estavam expostos a parede e deixavam aquele local ainda mais aconchegante.
O chão era de madeira laminada porem próximo a cama havia um tapete alto de pelos na cor de cinza prateado, na parede havia uma imensa televisão de led que tornava aquele ambiente como o de um filme de hollywood.
E por fim havia uma vidraça imensa de vidro que estava coberta pela imensa cortina creme deixando com que a claridade adentrasse o quarto exibindo assim os mais minuciosos detalhes.
– Irei solicitar a Baki que amanhã pela manhã pegue seus pertences em sua casa. Por enquanto você pode usar meus moletons.- Gaara disse saindo do closet.
– Hun... certo, sem problemas. Aonde devo dormir? — A garota disse com tanta naturalidade que fez com que o ruivo arqueasse uma das sobrancelhas enquanto tinha um pequeno riso sobre os lábios.
– Como assim aonde deve dormir... Acha que te quero longe de mim? — Ele questionou irônico enquanto se aproximava dela.
– Eu não quero ser inconveniente, além do mais acredito que você queira seu momento de privacidade. — Com os olhos pregados sobre o corpo do ruivo que estava bem a sua frente.
– Pare com isso, sabe que te quero ao meu lado. E o tipo de privacidade que eu gosto e os outros que terão de dar a nos dois. — O sorriso malicioso no rosto de Gaara fora o suficiente para Ino entender a frase.
– Bem sendo assim acho que estamos alinhados.- A loira disse calma, com a cabeça baixa. O rosto corado.
Ino virou-se para o ruivo e percebeu em cima da cama cinza uma sacola vermelha.
Analisando a sacola vermelha que estava sobre a cama o ruivo riu consigo. Com certeza Baki tinha um ótimo gosto. Vestindo as calças ele se voltou a Ino que havia acabado de se voltar ao banheiro. A loira havia retirado a toalha de si e já estava se secando quando o ruivo surgiu entregando a loira uma de suas blusas e a sacola.
Analisando o conteúdo da mesma Ino sorriu desconfiada.
– De onde tirou isso? — Ela disse enquanto já pegava a peça de lingerie pronta para se vestir.
– Mandei uma mensagem a Baki antes de tomarmos banho.- O ruivo disse despreocupado enquanto secava os cabelos vermelhos sangue.
– Muito obrigada. — Ela disse já vestida com a calcinha e o sutiã vermelho. O ruivo a analisou da cabeça aos pés. Conclui que tinha a mulher perfeita bem a sua frente mesmo com os pequenos machucados já quase que totalmente curados.
– Não a de que, fique na cama irei buscar seus remédios e nosso jantar.- Ele disse autoritário enquanto saia do quarto deixando a porta aberta.
Após alguns minutos o ruivo se voltou com uma bandeja em mãos colocando-a acima da pequena criado mudo que havia no quarto.
– É hora do seu remédio, então o beba antes de jantar. — Ele disse maneando a cabeça para o copo de água que havia sobre a bandeja juntamente de um pequeno comprimido.
A loira atendeu imediatamente a ordem tomando a dose de remédio. Em seguida sentaram-se juntos na cama e se colocaram a degustar o jantar.
Exaustos ambos se deitaram após a refeição. A loira se manteve afastada do ruivo enquanto tinha sobre si um belo edredon. Porém como sempre Gaara não sabia o que era um não e ignorando os protestos da loira a abraçou durante toda uma noite.
"Vai ter volta" fora a ultima coisa que Ino pensou antes de dormir.
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Na manhã seguinte Ino acordara sozinha na imensa cama. O quarto ainda com as longas cortinas fechadas deixavam pouco para a loira vizualisar o comodo. Espreguiçando-se duas ou três vezes a loira acumulou a pouca coragem para ir atrás do ruivo.
Com os pés descalços a loira pisara sobre o chão laminado de madeira sentido a fria temperatura se apesar do mesmo. Com passos calmos quase que letargicos Ino caminhara timida sobre a casa.
Seguindo a voz do ruivo ela desceu as escadas até a cozinha.
Com as calças de dormir preta e um cabelo rebelde ali se encontrava o ruivo sentado sobre a mesa enquanto falava ao telefone.
A loira erguera uma das sobrancelhas enquanto o via falar naquela língua tão... enrolada. Era estranho o ver falando aquela língua, principalmente por deixa-ló ainda mais serio. Afinal aquilo era o que russo?
Dando ombros a loira apenas permaneceu ao lado do ruivo o encarando com certa curiosidade. Não demorou muito para que a chamada acabasse e preguiçosamente o ruivo jogasse o celular sobre a bancada de mármore.
– Como foi sua noite? — Ele questionara de forma natural enquanto afastava um das cadeiras da bancada para que ela se senta-se.
– Bem, e a sua? — Ela o questionara com um meio sorriso enquanto o via passar as mãos sobre a barba por fazer.
–Eu estava com você, acho que isso já o suficente para você saber que foi boa. — A calma na voz demonstrava que o estado de espirito de Gaara estava em um de seus melhores momentos, já que normalmente o mesmo acordava pela manhã com um mal humor de dar medo.
O silencio se fez presente e a unica coisa que os dois faziam era se encarar.
Ele perdido em pensamento tentando a qualquer custo descobrir o que aquela loira tinha de tão interessantes, de tão atraente.
E ela?
Oh sim! Ela estava martelando em sua mente uma vingança para o ruivo. De forma alguma machucaria ele, mais por um instante, ela quiz o ver em sua pele. Afinal como ele reagiria ao ser usado?
– Irei te acompanhar no café, e logo após subirei até minha sala. Tenho de resolver algumas pendencias remotamente. — A voz rouca disse um tanto quanto desanimada, pelo visto o ruivo não acordara muito disposto a trabalhar.
– Sem problemas. — Com um riso cordial pregado sobre os labios ela dissera aquela frase da maneira mais doce possivel. Afinal ele mal sabia o que aconteceria naquela noite.
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Já passava das duas quando Ino foi até a sala do ruivo. Desconcertada ela o pediu para que deixasse Baki o motorista leva-lá até o centro comercial .
Gaara encarou aquela proposta de forma desconfiada, afinal Ino não gostava de sair sozinha, muito menos com Baki, seu motorista. Mais dando ombros ele apenas ligou ao senhor de meia idade o orientando a seguir as ordens dela.
Não se viram durante três horas. O ruivo já estava inrritado com aquela demora quando descidiu ligar para Baki.
– Sim senhor.
– Aonde Ino esta, Baki?
– Senhor ela esta em um loja feminina.
– Diabos, será que ela ira demorar?
– Creio eu que não senhor.
– Certo, caso ela demore mais vinte minutos a chame, diga que preciso falar com ela.
– Sem problemas, tenha um ótimo final de tarde.
O ruivo relaxou os musculos por um instante, ele estava exalsto. Passara grande parte da manhã verificando a contabilidade de suas empresas, tarefa que exigia concentração e raciocinio.
Desistindo de ficar mais uma hora confinado em seu escritório ele partira em direção a seu quarto afim de dormir um pouco.
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Acordará com um peso sobre sua cintura. Desnorteado pelo susto ele tentara erguer as mãos mas fora em vão.
Uma.
Duas.
Três vezes.
Mas que diabos era aquilo?
Focando sua visão a sua frente ele dera de cara com a Yamanaka. Com um sorriso sacana estampado sobre o rosto e com o corpo coberto apenas por um fina lingerie e uma cinta liga.
T-R-A-S-P-A-R-E-N-T-E-S!
Deus do céu, estaria ele sonhando?
Levantando suas mãos para a cabeceira da cama de madeira maciça ele observou com surpresa a algema trançada entre os vãos.
– Que porra é essa, Ino? — Ele questionara entre dentes e Ino rira abertamente enquanto rebolava sobre o quadril do mesmo.
– Isso é minha pequena vingança contra você, Sabaku. — O tom utilizado por Ino fora serio o bastante para que o ruivo entende-se que ela não estava ali para brincadeiras.
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