Ino Enchanted

11 Capítulo 11


—Oi.—Retribuo tímida.

—Quer um drink?—Ele pergunta fazendo um gesto para o bar.

Olho para as meninas e elas faziam um gesto para eu ir.

—Claro.—Digo por fim o seguindo.

Nos sentamos e começamos a conversar.

—Qual seu nome?—Pergunto quando nossa bebida chega.

—Chiaki.—Diz, virando seu copo.

Ele estranhamente me parecia familiar, mas não me recordo de onde o vi. Então eu o imito e viro meu copo.

—A mocinha não me disse o nome.—Ele me manda um sorriso safado.

Ao dizer “mocinha” sinto uma dor no estômago. Eu não sou mais uma garotinha... tenho vinte e dois anos! Fala sério.

—Ino.—Eu digo , lhe mandando um sorriso safado também, afinal eu não iria deixar que aquele comentário infeliz acabasse com minha noite.

—Vejo que está bem escoltada..—Ele diz.

O olho confusa, minhas amigas não são do tipo protetoras....

—Quê?—Pergunto.

Ele aponta para uma direção , e logo entendo por quê. Era Deidara, estava recostado na parede, perto da saída... com uns quatro caras ao seu lado. Todos pareciam olhar para nós, intrigados. Aquilo com certeza me deixou sem graça. Volto minha atenção pra ele , que bebia sua bebida tranquilamente.

—Não são minhas escoltas.—Eu digo em tom séria.

Ele solta uma risada baixa. Como ele sabia que eu conhecia Deidara?

—Sei.—Ele me oferece mais uma dose.

A princípio fico receosa de beber, parecia que o clima alí estava começando a ficar fúnebre. Mesmo com aquele som absurdamente alto.

—Não fique acanhada, é por minha conta.—Ele murmura no meu ouvido.

A mesma sensação que tive com o príncipe no quarto eu tive agora... e isso não foi nada legal. Então, para ficar menos tensa , eu tomo a bebida... me sentindo um tanto culpada... pois comecei a pensar sobre minha briga com Deidara. Eu deveria estar é furiosa com o jeito que ele me tratou, mas.... lá no fundo eu não estava...

Flash Back...

Estávamos em clima de formatura do ensino médio... e como seria algo sem graça, eu e minhas amigas decidimos fugir da escola e comprar bebidas no mercadinho ali perto e bebermos na praça.

Resultado, ficamos bêbadas na rua... foi o meu primeiro contato com bebidas... então eu era a pior das três. Quando ficou bem tarde da noite, decidimos ir pra casa da Sakura para dormirmos por lá, mas por ser a inexperiente do grupo , eu fiquei para trás, e elas nem sentiram falta da minha presença.

Lembro ter cambaleado até um banco e ter ficado por alí por uns bons minutos, eu deveria estar em pânico, pois uma garota de Dezessete anos não deveria ficar sozinha na rua, tarde da noite...mas eu não estava, por conta do efeito das bebidas...mas... foi ai que ele chegou.

—Você é aquela garota da minha classe hm.—Um rapaz loiro estava na minha frente.

A principio, eu não me lembrava dele, então apenas lhe mandei um sorriso.

—Yamanaka Ino, prazer.—Eu digo.

—Deidara hm.—Ele diz.

—Deidara de quê?—Pergunto.

—Só Deidara hm

—Legal.—Eu lhe mando outro sorriso.

—Você deveria pegar leve na bebida hm.—Ele diz, me olhando de cima a baixo.

—He he he.—Eu digo , sem graça.

—Vou indo hm.—Ele começa a caminhar.

Fico triste, pois alí, no meio de tantas pessoas, ele era o único rosto conhecido pra mim.

—Não vai...—Eu digo ficando de pé, com dificuldades, por sorte, ele me segura.

—Kusou.—Ele resmunga, olhando meu estado.—Que merda você bebeu hm?

—Não me lembro de te ver na festa de formatura...—Eu disse , levantando meu rosto, e o encarando.

—Não fui hm.—Ele diz , desviando o olhar dos meus.

—Por quê?—Eu pergunto, perdendo o equilíbrio... mas por sorte, ele me segurava com pulso firme.

—Não curto essas coisas hm.—Ele diz.

—Ah...

—Hey baixinha, onde você mora hm?—Ele perguntou por fim, quando viramos a esquina.

—Pra lá.—Eu aponto pra uma direção aleatória.—E pra lá.—Eu aponto pra direção oposta.... definitivamente eu não me lembrava onde morava.

Deidara e eu demos várias voltas pela cidade, até chegar no meu endereço certo.

—É aqui!—Eu digo animada, quando vejo o arranjo de flores que eu montei, na entrada da casa.

—Certeza hm?—Ele perguntou, depois de suspirar.

—Hai hai.—Eu lentamente me solto dele e fico o encarando com um sorriso.

—Então... tchau hm.—Ele me dá as costas.

Mas antes que ele pudesse ir, eu seguro sua mão e o faço me encarar.

—Espera... eu vou te ver de novo?—Foi a coisa mais lúcida que eu perguntei, a noite inteira.

Ele ficou bastante surpreso com minha pergunta.

—Não sei hm.—Ele diz por fim.

—Mas... eu quero lhe agradecer por hoje.—Eu digo, com voz de choro.

Ele suspira novamente.

—Pode me passar seu número hm.

—Yay.—Eu sorrio, mas de repente, eu não sabia qual era meu número.—Eu acho que é zero zero oito....

Ele me olha irônico.

—Aqui hm.—Ele pega meu braço e tira uma caneta do bolso, e começa a escrever.—Se você se lembrar de mim hm...—Ele solta meu braço.—Ta ai meu contato.—Ele me dá as costas e caminha.

—Arigato.—Eu digo.

Me viro, e entro em casa com dificuldades, por sorte, naquele dia meu pai estava trabalhando , então eu tinha a casa só pra mim. A primeira coisa que eu fiz, foi anotar o número dele num papel, pois eu não queria correr o risco de perder o contato dele. Em seguida eu cai no chuveiro e tomei um banho gelado, pra ver se a sensação de embriaguez passasse ... e logo , eu me joguei na cama e dormi.

Na manhã seguinte, as meninas me mandaram mensagens preocupadas com meu paradeiro, eu apenas respondi que fui pra casa pois não estava bem. E logo me lembrei do loiro que me ajudou a chegar em casa. Adiciono ele nos meus contatos e puxo conversa. E foi assim que nossa longa e eterna amizade começou...

—Aqui!—Eu digo, lhe entregando uma caixa decorada.

—O que é hm?—Ele perguntou.

—Uns doces que eu fiz, para agradecer por ter me ajudado..—Eu digo sem graça.

—Não gosto de doces hm.—Ele diz, ainda sem pegar.

—Ah..—Eu digo desapontada, levei a manhã inteira preparando aqueles malditos doces.

Notando minha expressão, ele pega a caixinha da minha mão e começa a caminhar, e eu caminho ao seu lado.

—Não deveria estar fazendo provas para entrar nas universidades hm?—Ele perguntou.

—Não farei... é muito caro.—Eu digo sem graça.—Mas minhas amigas farão , fico feliz por elas... e você?

—Não curto isso hm.—Ele disse tão vago.

Flash back