Ino Enchanted
21 Capítulo 21
Uma onda de adrenalina me invade, consigo me soltar do loiro, e corro desesperada em direção aos dois, eu sabia.. que poderia levar um tiro. Mas naquele segundo, eu não me importei com mais nada.
—Ino!—Eu pude ouvir alguém me chamar, mas ignorei.
Corri até o corpo imóvel do meu pai, já com lágrimas nos olhos...
—Pai? Papai?—Eu chamava balançando o corpo dele. Nenhuma resposta.
Em seguida, vou na minha tia, que não dava nenhum sinal de vida, fico mais apavorada...
Levanto a cabeça para ver Izumi , ela olhava assustada para mim... parecia pedir socorro ... mas antes que pudesse falar, o tal ruivo atira em seu ombro, fazendo com que ela desmaiasse.
Nesse momento ... eu já estava chegando no meu limite, estava tudo girando... eu via pessoas correndo, fotógrafos tirando fotos, pessoas gritando, pessoas no chão... tudo ao mesmo tempo. Foi demais pra mim. Logo minhas vistas começaram a ficar escuras , eu me rendi e cai no chão desmaiada.
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Antes de abrir meus olhos, eu escutava um noticiário, num idioma que eu se quer conhecia... que irritante. Então, resolvi abrir meus olhos... estava num quarto de hospital, tomando soro na veia. Estava sozinha.. mas do meu lado, havia um radinho falando coisas que eu não entendia. A primeira coisa que fiz foi desligá-lo... com muita dificuldade , mas o fiz.
Me ajeitei na cama e comecei a lembra do ocorrido, fico nervoso.
—Enfermeira? Alguém?—Eu chamo, na esperança de alguém aparecer.
Por sorte, um homem de jaleco branco vem ao meu encontro.
—Esta tudo bem?—Ele pergunta, colocando a mão na minha testa.
—Eu... quero dizer, o que houve?—Pergunto nervosa.
—Sua pressão baixou..—Ele informa.—E você desmaiou , em meio aquela tragédia...
—O que aconteceu?—Eu insisto em saber.—Meu pai? Cadê ele?
Ele fica me analisando.
—Vou te dizer em que ala ele pode estar, se me prometer não ficar nervosa, pelo bebê.—Ele diz sereno.
Então minhas suspeitas estavam certas... eu realmente estava grávida.
—Tá.—Eu concordo com a cabeça.—Eu prometo.
—Certo... vejamos..—Ele pega uma prancheta que estava na cômoda ao meu lado.—Yamanaka...
—Inochi.—Eu digo.
—Hum... lamento, mas ele não está nesse hospital...
Sinto uma dor na espinha. Ele... ele... se foi? Não.. não pode ser...
—Por quê nos separaram ?—Perguntei.
—Este hospital é para acidentes mais superficiais.—Ele diz calmo.
Afundo a cabeça no hospital , encaro o teto... definitivamente não estava bem. Eu precisava ver meu pai... ver minha tia ... ver Izumi... saber se estavam bem. O tempo passou tão rápido, que nem vi o médico sair do quarto.
Ouço batidas na porta, e logo ela se abre. Era Deidara... a última pessoa que eu queria ver ... afinal, ele e seus ‘capangas’ arruinaram o casamento de Izumi...
—Ino hm.—Ele diz , vindo ao meu encontro.
Eu não digo nada, apenas o encaro.
—Eu queria ver se estava bem hm.—Ele diz sem jeito, percebendo que eu não iria falar. –Não precisa ficar séria hm.
Reviro os olhos.
—Lamento hm.
—O que faziam lá?—Pergunto.
—Hm?
—Você foi porque te convidei... mas e seus companheiros...?—Perguntei ríspida.
Percebo que ele ficou tenso.
—Você sabia que isso iria acontecer?—Continuo o questionamento.
Ele desviou o olhar dos meus.
—Responde!—Eu digo trincando os dentes.
Ele poderia ser o pai do meu bebê, ser o cara com quem eu me apaixonei e ser meu melhor amigo, mas ... naquele quarto de hospital, eu deixei tudo isso de lado e o encarei como um criminoso. Afinal, ele feriu minha família.
—Ino...—Ele disse rude.—Eu já te falei uma vez, evito falar de trabalho com você hm.
—Bem eu acho que podemos ignorar esse detalhe, quando seu trabalho envolve a minha família.—Eu retruco.
Ele respira fundo antes de falar.
—Você tá certa hm.
Aquela resposta me pegou de surpresa.
—Vai me contar tudo?—Pergunto por fim , impaciente.
—Bem...hm.—Ele começou, mas parou , pois o médico voltou pro quarto.
—Muito bem, hora de tomar seu medicamento...—Ele parou de falar, quando viu Deidara.—Ah, desculpe mas se não for da família... o horário de visita já acabou.—Ele informa, olhando pro relógio de pulso.
—Ele...—Eu começo a dizer, mas paro.
—Certo hm.—Ele se levanta e caminha até a porta.
—Muito bem mamãe , vamos começar com essas vitaminas...—Ele me entrega uma bandeja com alguns comprimidos.
Percebo que Deidara ficou imóvel na porta. Ele se vira e me encara surpreso, caminha lentamente até um banco e se senta.
—Acho... que sou da família hm.—Ele diz, ainda perplexo.
Ele ficou em silêncio , enquanto o médico me examinava. No meu ponto de vista, aquilo tudo era um exagero... afinal eu nem tinha uma semana de gravidez...
—É que os primeiro dias, são decisivos.—O médico disse por fim quando terminou.—Aparentemente vocês estão bem. Vou deixá-los a sós agora.—Ele logo sai.
Deidara ainda parecia em choque, o que me deixou desconfortável.
—Vai me contar?—Pergunto inquieta.
—Não acha que deveria ter me dito isso hm?—Ele perguntou , se levantando e ficando próximo de mim.
—Eu... eu...—Sinto um nó na garganta.—É que tantas coisas aconteceram... eu mal tive tempo de respirar.
Ele me analisava.. ah como eu odeio quando ele faz isso.
—Ino... hm.—Ele fez uma longa pausa.—Você poderia ter me dito...
Sinto um pingo de arrependimento, sim eu deveria ter contato sobre minha suspeita mas... isso não vem ao caso.
—Isso não vem ao caso agora!—Eu digo fazendo careta.—Você estava prestes a me dizer....?
Assim como eu, ele também faz careta e logo se senta. Percebendo que não iria ganhar nenhuma resposta minha, ele começa a falar.
—Eu sabia sim sobre o ocorrido , afinal ... todo o estado estava eufórico para esse estúpido casamento hm.—Ele faz um gesto para um jornal que estava também na cômoda, que tinha a manchete anunciando a chegada de Sai na cidade..—E como qualquer bastardo, não poderia perder a oportunidade de lucrar em cima disso hm.
Então, ele estava admitindo que foi o autor daquilo tudo? Eu não fazia ideia do quão frio ele era.. é este meu melhor amigo?
—Você bolou tudo?—Pergunto , tentando parecer civilizada.
Ele me olhou fundo nos olhos.
—Não hm.
Ele dizia a verdade... eu ... simplesmente sabia.
—Então... aquele ruivo, foi ele?—Pergunto.
Novamente, ele me encarava sério.
—Não hm.
—Foi um dos seus companheiros? Que droga, me fala!—Eu estava perdendo a paciência.
Ele mordia os lábios, queria ganhar tempo.
—Se não dizer...—Eu precisava ameaçar.—Peço que saia desse quarto, e nunca mais nos veja.—Eu digo colocando uma mão na barriga.
Parecia que eu havia chamado realmente sua atenção.
—Não foi de nenhum de nós... foi da sua prima , Izumi hm.—Ele diz, por fim.
Solto uma risada baixa. Como ela poderia ter bolado levar um tiro ? Fazer seus familiares se machucarem? Não... não pode ser. Além do mais, ela precisaria de meses para bolar isso... o que claro, não faz o estilo dela.. pra no final, sair machucada?
—Para, me fala a verdade.—Eu digo quando paro de rir.
Ele permaneceu sério.
—Baixinha...hm.
—Deidara.—Eu o interrompo.—Eu sou forte, me fala.
Ele se levanta e fica próximo de mim. Continuava sério.
—Estou falando e você não acredita hm.
Eu começo a ficar nervosa. Ele nunca falou comigo daquela maneira.
—Como...? Quero dizer... ela levou um tiro, eu vi!
—Fazia parte do plano hm.—Ele informa.
—Mas por quê se ferir?
—Pra fingir uma morte hm.
Ela não faria...
—Assim estaria livre, não é mesmo hm?
Ela não faria...
—Mas e minha tia...?
—Aparentemente elas não tinham um bom relacionamento hm.—Ele dá de ombros.
Ela não podia ser tão fria...
—E meu pai?—pergunto.
Deidara não responde. Ele não precisava .. meu pai era um dos alvos também... mas , e eu? por quê eu não levei um tiro também?
—Como...—Eu começo com dificuldades.—Como vocês iriam lucrar com isso?
Ele vai até a janela do meu quarto e fica observando o movimento lá fora.
—Ameaçando o noivo dela, arrombando a casa dela.. kusou Ino, tem tantos jeitos hm.
Parecia que tinha algo além daquilo que me disse...
—Meu pai... ele está...?—Eu não conseguia terminar a frase.
—Em coma hm.—Ele responde, ainda sem me olhar.—Mas sua tia... morreu hm.
Eram tantas informações pra se digerir...
—E... e a Izumi?
—Ela está no mesmo hospital do seu pai hm.—Ele informa.
—Eu quero vê-lo.—Eu digo, me sentando na cama com dificuldades.—Me leva lá...
Deidara rapidamente se aproxima de mim, mas ele me impede de levantar.
—Você não recebeu alta hm.—Ele diz.
—Eu estou bem.—Eu digo, tentando me soltar de seus braços, mas era inútil.
—Baixinha hm.—Ele começa.—Quando ficar melhor, vai vê-lo hm.
Desisto de me soltar de seus braços... estava exausta.. em todos os sentidos.
—Certo...—Eu me deito na cama de novo.—Certo...
Ele parecia mais calmo.
—Me diz uma coisa?—Pergunto encarando o teto.
—Diz hm.
—Aquele ruivo, ele é o cara que Izumi se apaixonou?—Eu pergunto.
Izumi disse que havia se apaixonado por um cara, mas ela não me disse nada.. então pra levar um tiro daquela forma, ela precisava confiar bastante no seu atirador... então...
—É hm.—Ouço o loiro responder.
Mordo meus lábios. Ás coisas aos poucos ficavam claras pra mim. Ela bolou isso , pra ficar com ele... mas por quê fazer essa atrocidade com a mãe?
—Como ele se chama?—Pergunto.
—Sasori hm.
Sinto uma dor no estômago, ao perceber que eu poderia facilmente ir a policia e contar o ocorrido... e fazer com que ela apodreça na cadeia.
—Não tem medo de eu contar pra polícia isso tudo?—Pergunto, ainda olhando pro teto.
Ouço ele se aproximar de mim.
—Não hm.
—Por quê?—Eu o encaro.
—Porque se contar, não só sua prima vai pra cadeia, eu e todos os meus parceiros iremos também hm.—Ele diz.—Todos estamos por trás disso hm.
Fico assustada.
—E se descobrirem por outro meio?—Pergunto, tentando parecer calma, mas no fundo eu queria chorar...
—Não vão hm.—Ele diz convicto.
Devo admitir que estava com medo daquele homem que estava na minha frente... eu não conseguia ver meu melhor amigo ali.
—O que fará, se caso descobrirem?
—Ficarei fora da cidade hm.—Ele diz indiferente.
—Por quanto tempo?
—Tempo suficiente hm.
—Suficiente para me deixar?
Ele percebeu aonde eu queria chegar. Sua expressão muda, e ele segura minha mão.
—Entende por quê eu não gosto de falar sobre meu trabalho hm?—Ele parecia sereno, apesar de tudo...—Pra não se preocupar comigo hm.
Essas palavras não me convenceram.. eu continuava magoada, com tudo e todos.
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