Ino Enchanted
18 Capítulo 18
—O quê? Por quê?—Pergunto com os olhos cheios de lágrimas.
—Porque... sou um bastardo hm.
Eu não entendia.
—Eu não...
—Ino, você sabe o que sou... um criminoso... hm.—Ouço portas se abrirem.—E ... ás vezes pessoas vão atrás de quem me importo hm.
Um estalo veio na mente. Chiaki... ele foi diretamente em mim, quando estava com minhas amigas...ele me viu quando estava caminhando com Deidara... tudo fazia sentido agora.
—Mas...—Ele não precisava ter sido frio.
—Lamento hm, não posso te dar uma vida digna hm.
—Eu pensei que...
—Sim... eu tenho sentimentos por você hm.—Ele admitiu.—Mas prezo pelo seu bem estar hm.
—E vai ficar tudo bem eu beijar outro rapaz?—Pergunto ríspida, estava começando a ficar nervosa.
Ele não responde.
—Fala pra mim... que você não me ama, que eu nunca mais toco nesse assunto.—Eu continuo.
Novamente, ele não responde.
Ficamos na linha em silêncio por vários minutos, muita coisa rondava na minha cabeça... e tenho certeza de que na dele também.
—Não dá hm.—Ele disse por fim.
Então, eu não podia me relacionar com ele e com mais ninguém...?
—Quando estava no seu apartamento, você disse que eu te confundia... e agora é a minha vez de dizer isso.—Eu me levanto da banheira, coloco o telefone no viva voz e caminho em direção ao closet.—Você dá a entender que me quer e depois me deixa de lado.
—É complicado hm.—Ele disse.
Tudo é complicado, Baka.
—Bom... se dissesse que me amava, eu diria nesse exato momento, para vim aqui me ver no meu casamento de mentirinha... para que pudéssemos enfim fazer aquelas juras de amor bobas que os casais clichês fazem.—Eu não me contive, estava chorando.—Mas como não somos nada , eu vou dormir agora, boa noite.—Eu desligo o telefone e deixo em cima da cômoda.
Aquela conversa me cansou... estava chorando de nervosa.. aquele loiro idiota.
De manhã, eu só levantei com muita insistência da minha tia...
—Não quero ir..—Eu resmungava, enquanto caminhávamos pelos corredores.
—Ino, você precisa conhecer a família dele...
—Diz que estou doente.—Eu disse coçando os olhos, definitivamente não estava num bom humor.
—Seria muito feio da sua parte.—Ela disse me olhando feio.—Izumi nunca faria isso..
—Só que eu não sou a Izumi.—Eu disse revirando os olhos.
Trocamos olhares mortais, e continuamos a caminhar. Foi esquisito pois, não estávamos indo pra sala onde ficava a mesa do café, e sim aos fundos da casa. Chegando lá, percebi que iríamos ter um café da manhã ao ar livre...
—Senhorita...—Sai se levanta e vai até mim, forço um sorriso.—Devo dizer que está mais bela do que antes.
—Obrigada.—Eu digo.
—Quero que conheça mais formalmente minha família..—Ele faz um gesto para sentarmos.
Aquele de longe foi o pior café da manhã da história. Começando pela comida, tinha só coisas estranhas... que fui obrigada a comer, para agradá-los. Nem café “normal” eles tinham... e depois veio a conversa... eles falavam tão formalmente que eu mal entendia uma frase, então para disfarçar eu colocava algo na boca e mastigava por uma eternidade.
—Estamos tão empolgados para o grande dia.—A mãe dele disse.
—Sim.—Eu disse com um sorriso frio.
—O que acha, de fazer seu dia de noiva no resort da minha irmã?—Ela sugeriu.
Fico sem fala, eu não sabia o que dizer.
—Iríamos adorar...—Minha tia disse.—Fica em Konoha , não é?
—Sim, na área nobre.—Ela diz empolgada.
Ótimo. Eu iria pra cidade de novo... e pra piorar , seria na área do loiro idiota.. eu admito que não estava nada empolgada com isso.
—Não é legal?—Minha tia me cutuca.
—Sim, claro.—Esboço um sorriso.
O café da manhã, além de chato foi longo... depois de comer, tivemos de acenar pros paparazzis que subiam nas árvores para nos fotografar. Foi estranho... ficamos alí por umas duas horas.
—Bom... temos que ir.—Sai pega minhas mãos e as beija ternamente.—Até alguns dias...
—Até.—Eu digo seca.
Quando eles se foram, sinto que finalmente eu podia respirar. Mas esse alivio durou pouco... pois , ao passar dos dias.. da chegada da data do casamento , minha tia começou a ficar um tanto ranzinza... me tratava como se eu realmente fosse a Izumi... aquilo estava consumindo minha sanidade... a cada segundo que eu passava com ela, eu perdia minha essência .. menos Ino Yamanaka e mais Izumi Yamanaka... o que eu mais desejava era ficar no meu quarto sozinha, mas eu não conseguia pois.. ela me perseguia.... até eu pegar no sono! Foi horrível, eu mal tinha contato com meus familiares e amigos, pois ela me cortava... ás vezes eu tentava raciocinar com ela, mas a velha era difícil de se convencer.
—Estou tão empolgada...—Ela dizia, me olhando.—Vamos pro spa! Dia da noiva!
Só ela estava empolgada, parecia até que ela era a noiva... pois eu não tinha forças nem pra ficar de pé.
—Vou me arrumar.—Ela disse , me deixando finalmente sozinha no quarto.
—Ah...—Eu solto um suspiro de alívio , vou até o telefone e leio ás mensagens.
“Você ficou linda nos jornais..” Izumi mandou, com a imagem do café da manhã que tive com a família de Sai.
“Estou surtando aqui...” eu mandei “Sua mãe está me sufocando por conta desse maldito casamento...”
“Ela só pensa no dinheiro.” Izumi mandou.
Não a respondo, pois ... Deidara havia me mandando uma mensagem, que prendeu minha atenção.
“Baixinha... precisamos conversar”
Pensei que já tínhamos conversado... fico receosa.
“Estou indo pra um Spa na sua área... talvez consiga te ver por lá..” eu mandei, torcendo para que ele dê a desculpa de estar ocupado.
“Qual Spa?” ele mandou.
“Tem o sobrenome da família deles... Takahashi...”
Ele me mandou algo, mas não pude ler, pois minha tia chiclete já estava me chamando para irmos. Coloco o celular na bolsa e saio... eu iria ter três dias de spa... tudo isso para ficar maravilhosa no casamento... na qual estranhamente eu não iria entrar e sim Izumi... confuso , não?
Eu não conversava muito, mas notava que ela estava nervosa... nem me atrevi a perguntar, até chegarmos lá.
—Que absurdo...—Ela retrucou.—Pedi para ficarmos na mesma sala , mas não deixaram pois eu não sou a noiva..
Oba. Finalmente uma boa notícia.
—É uma pena.—Eu digo sarcástica, saindo do carro.—Pois passamos tanto tempo juntas que mal sobreviverei lá dentro sem você.
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