Notas iniciais
Eu encontrei minhas fanfics antigas e me deu muita saudades de postar. Tenho muito carinho por essa fanfic, foi escrita em 2011 então apresenta uma fase antiga da série, dá para matar a saudade daquele Castiel ♥

É uma fanfic bem curtinha, espero que gostem e quem puder deixar um comentário, é sempre bom saber o que acharam sobre.

Obrigada :*

— Dean! – O anjo surgiu, com sua expressão serena, sem aviso prévio.

— Cas! – Gritou Dean recuando alguns mínimos passos com a mão no peito. – Você quer me matar? – Respirou fundo. — Mais uma vez... – completou girando os olhos. Apesar de ter se afastado, agora encostado na geladeira, ainda estava estranhamente perto de seu anjo. – O que já conversamos sobre espaço pessoal, Cas? – O anjo permaneceu sem se mover, apenas o olhando. – Por favor. – e então novamente sem aviso prévio, Castiel se afastou caminhando pelo estranho quarto de hotel com uma expressão curiosa e distante. – O que você tem hoje?

— Estão começando a me questionar sobre... Certas coisas que eu ando sentindo. E um anjo não deveria. – Dean riu alto, logo sendo censurado pelo olhar do anjo.

— Me desculpe, mas eu avisei sobre os filmes pornôs. – Fez uma careta tentando segurar o riso. – Ah! Por favor. Não é tão ruim assim, vai? Não tem nenhuma anjinha carente do seu lado da guerra?

— As coisas não... – fez uma breve pausa habitual — Funcionam assim...

— Agora eu entendi porque você anda agarrando demônias por aí – Fez uma falsa expressão preocupada e sentou-se na poltrona observando Castiel andar até a janela e fitar o nada. Era como se ele estivesse olhando além do que Dean jamais conseguiria ver.

— Aquilo foi só... Uma experiência... – parecia um pouco constrangido com a conversa. – Você achou que eu fui bem?

— Tirando a parte da demônia? – Dean ergueu uma sobrancelha. O anjo virou-se o olhando sem mudar a expressão. – Você mandou bem, seu gosto é que não é dos melhores. – Riu.

— Bem, eu queria saber como era, e você estava lá para ver. De qualquer forma, a iniciativa foi dela.

— Entendo – entortou um pouco a cabeça como se refletisse. – As atiradas são irresistíveis. – Riu como se lembrasse de alguma coisa.

— Então eu deveria ser mais atirado? – Perguntou confuso aproximando-se da poltrona onde Dean estava sentado.

— Prefiro que você não mude. – Cas cerrou os olhos com a expressão completamente confusa, Dean levantou ficando de frente ao anjo. – Cas, nós humanos somos desprezíveis, por mais que seja duro admitir. E eu já convivi bastante com anjos e demônios para saber que também não são muito diferentes – Cas entortou a cabeça tentando chegar a alguma conclusão. – Mas você é diferente, de qualquer coisa que eu já tenha conhecido.

— Como? – O anjo cerrou um pouco os olhos, confuso.

— Você é... Pacifico e ao mesmo tempo pronto para entrar em qualquer batalha pelos seus ideais... – se afastou um pouco seguindo até o parapeito da janela olhando as luzes pela rua. – É puro, verdadeiro, confiável, e ao mesmo tempo tem algo... fervendo dentro de você. – Apenas deixou as palavras saírem, depois o silencio se fez presente. Dean tentou ignorar a estranha sensação que ficou dentro de si e virou-se novamente para seu anjo parado na sala. – Mas por que veio até aqui hoje? Ultimamente você só aparece quando algo terrível acontece.

— Não é verdade. – Castiel despertou de suas reflexões. — Eu venho mais vezes, mas nem sempre você pode me ver.

— Por quê? Você faz falta, seu bastardo. Às vezes sinto até falta da época do apocalipse – riu de forma divertida lembrando-se de como era bom ter a companhia de Cas.

— Do apocalipse? – Assustou-se. – Porque sentiria falta de toda aquela desgraça?

— Eu não quis dizer isso. – riu sem graça, admirando Cas. – ‘Ta vendo, é por isso que eu gosto de você. – Um sorriso inocente escapou dos lábios do anjo. – Então, nenhum motivo especial por ter vindo aqui hoje?

— Dean, não andam me questionando por causa dos estranhos filmes que exibem em sua TV. Existem certos sentimentos que os anjos não conhecem, ou apenas não podem senti-los. Estar com você tem feito nascerem alguns deles dentro de mim. Como por exemplo: a saudade. Apeguei-me demais a você, e isso não é bom.

— Cas, você já foi expulso do céu, já matou anjos, já sentiu dúvida, se rebelou, lutou contra o apocalipse ao lado de humanos, entrou em um puteiro – riu. — Foi o único que teve a coragem, mesmo que em vão, de tentar encontrar Deus. Você bebeu, bateu em mim, voltou pro céu, é um dos chefões e está à frente de uma guerra. Já até viu filme pornô e beijou uma demônia. Você fez isso tudo e continua sendo o mesmo. Um anjo como você tem o direito de sentir... Saudades. – Castiel mais uma vez sorriu, sentia dentro de si uma revolução de coisas parecidas com sentimentos, mas não precisava entendê-los ou contestá-los agora. Contentou-se com a incerteza e contemplou o pouco tempo que ainda tinha ali.

— Eu volto... – Disse isso e sumiu, deixando Dean sozinho naquele quarto vazio de hotel. Mas de certa forma, Dean tinha companhia, a saudade.

Fim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!