Innocent Blood

2 Capítulo 2-Vida Atormentada


INNOCENT BLOOD

Capítulo 2-Vida Atormentada

(Valley, 05 de julho, 07:40h, Rua Groove)

(Mariana e Nicolas descem da viatura da polícia e andam até o fim da Rua Groove. Era uma rua que aparentava ser a mais calma da cidade, não era possível observar nem mesmo um inseto que seja andando por ela. Também era conhecida como Rua do Silêncio)

—Essa rua é realmente calma, hein(diz Nicolas, de forma calma e observando o céu com os olhos quase fechados por conta do Sol)

—Sim, não é de se espantar de sequestrarem uma criança(replica Mariana, enquanto abria seu pequeno bloco de notas)

(Nicolas e Mariana batem na porta 79, no fim da Rua. A casa era de aparência assombrosa, mas era a mais neutra possível em beleza, já que o bairro era mal visto por ser de um lado pobre da cidade. Uma mulher que vestia um vestido vermelho cheio de listras nas bordas abre a porta)

—Ah graças a Deus!!(grita a mulher ao se ajoelhar perto de Mariana)

(Nicolas e Mariana se olham sem terem o que dizer a mulher que começara a chorar)

—Olha, não se preocupa. Vamos achar seu filho, ok?(pergunta Mariana, enquanto ajudava a senhora a se levantar do chão)

(15 minutos se passam)

(Mariana andando devagar pelo quarto do garoto sequestrado, começara a analisar o quarto do garoto)

—Então você acha que ele foi sequestrado por essa janela?(indaga Nicolas, num tom de não acreditar se aquilo era possível)

—Sim(diz a senhora com dificuldades, por conta do choro que ainda se apossava nela)

—Mas olha senhora...-

—Marineth(diz a senhora, limpando as lágrimas de seus olhos)

—Bom, o sequestro com certeza foi planejado já que o garoto não deu gritos(conclui Nicolas, enquanto olhava a prateleira do garoto que possuía vários bonecos do Homem-Aranha)

(Mariana anda em direção á janela na qual acham que levaram o garoto. A janela levava a um quintal com um chão cheio de musgos e vazio. Era como um pequeno terreno vazio, com muros altos)

— É muito impossível um sequestrador fugir por aqui(diz Mariana, analisando melhor o quintal da senhora) O muro é muito alto para um sequestrador fugir enquanto segura uma criança, ainda mais sem a ajuda de alguma árvore ou escada. A senhora não tem escada, não é?

—Não tenho(responde Marineth, enquanto olhava também para o quintal)

Como essa criança foi sequestrada???(pensava Mariana, andando pelo quarto do garoto procurando alguma evidência)

—Irei interrogar alguns vizinhos. Tire fotos do local(diz Nicolas á Mariana, enquanto anda em direção a porta principal da casa)

(As perguntas sem resposta tomavam conta da atenção de Mariana mais e mais, a fazendo perder a exímia paciência da ruiva)

Merda!! Merda!!(eram as palavras que dominavam a mente de Mariana) Esse crime é impossível!!

—Ei...(diz Marineth, colocando uma de suas mãos no ombro de Mariana, a assustando) Você ta bem?

—Hã...sim, sim, estou. Me perdoa, tava imaginando uma coisa-(responde rapidamente Mariana, pulando a janela do quarto que dava direto para o quintal)

(Mariana começara a olhar pedaço por pedaço daquele chão de musgo do quintal. O quintal aparentava ter uns 28 m², possuía apenas um varal fino que ia de um lado do muro para o outro, com 3 camisas brancas ensopadas penduradas)

—Não há pegadas, não há objetos jogados, nem mesmo marcas nos muros(conclui Mariana, olhando para os lados)

(Mariana mesmo de costas para onde a senhora Marineth estava, ouvia-se o início do choro da senhora de cabelos grisalhos)

—Por favor...encontre meu neto Jonas(dizia a senhora, com dificuldades) A mãe e o pai dele morreram num acidente de carro, ele era(um soluço intenso cortava a frase dela) er- era...única família para mim(o seu choro se tornara mais intenso)

(Mariana desviava seu olhar para baixo, antes de seus olhos serem tomados de pequenas lágrimas, ela vira para trás e diz)

—Vamos achar seu filho, não seu preocupe(sorri Mariana, de maneira esforçada para não demonstrar tristeza)

(10 minutos depois, Mariana e Marineth se dirigem para fora da casa, perto da viatura em que vieram. Nicolas já estava dentro do carro a esperando)

—Eai, alguém viu alguma coisa? Algum suspeito?(pergunta Mariana, enquanto entrava no carro)

—Não, nadinha. Todos tem álibi e ninguém viu ou ouviu nada(refuta Nicolas, guardando seu bloco de notas no porta-luvas)

(Mariana retira do bolso de sua jaqueta jeans fina, seu celular. Sua mão estava trêmula demais para não repararem)

—Que foi?(indaga Nicolas, sem imaginar o que ela faria)

—Ligar para o meu filho Peter(responde Mariana, discando rapidamente para o número da casa de sua mãe)

(Após muitos segundos, atendem o telefone)

—Alô, Peter??!

—Olá filha, é a Sofia(diz Sofia, com uma voz calma)

—Onde está o Peter, mãe?

—Está dormindo no meu quarto. Eu fiz alguns bolinhos de chocolate para ele comer, e depois foi assistir desenhos no meu quarto e acabou dormindo. Aconteceu alguma coisa?(questiona Sofia, não entendendo o desespero de Mariana)

—Ah que bom. Não, nada não. Tenho algumas coisas aqui. Tchau mãe, beijos(desliga rapidamente Mariana)

—Ele ta bem?(pergunta Nicolas, olhando de forma assustada para Mariana)

—Sim, ainda bem. Ele ta dormindo(responde Mariana, enquanto se acostava melhor no banco de passageiro, suspirando intensamente) Vamos para o escritório, já tirei as fotos do local

—Alguma ideia do que pode ter acontecido?(pergunta Nicolas, ligando o carro dando meia-volta na Rua Groove)

—Não, nenhuma. Foi com certeza um sequestro, mas...tem algo estranho em tudo isso(conclui Mariana, olhando para frente com um olhar vazio e desatento)

—A gente vai descobrir ainda(diz Nicolas, dando um sorriso verdadeiro olhando para Mariana, que retribui com outro sorriso)

(No escritório do Departamento de Detetives de Valley, 09:35h)

(Mariana arrumara algumas pastas azuis dentro da primeira gaveta de sua mesa, enquanto Nicolas fazia um relatório de investigação no computador ao lado)

—As fotos já estão aqui, detetive Mariana(diz Mercy, uma das policiais estagiarias do departamento)

—Muito obrigada(diz Mariana, com um nervosismo enorme percebível em sua voz)

(Mercy coloca o bloco de fotos do local do crime em cima da mesa de Nicolas)

(Alguns minutos depois, do escritório de Mariana e Nicolas, ouve-se gritos. Eram gritos femininos)

—POR FAVOR! ME DIGAM ONDE ESTÁ MEU FILHO!! ELE JÁ DESAPARECEU FAZ 2 MESES E VOCÊS NADA! ESSE DEPARTAMENTO, ESSA PAÍS É UMA PIADA!!!—AAAHH, ME SOLTA!!(param-se os gritos)

(Nicolas olhara para Mariana, que estava com suas pernas e ombros muito bem acolhidos com um olhar desanimado e desesperançado)

(Garagem de Mariana, 17:57h)

(Mariana pega em seu bolso as chaves da porta, mas logo percebe que a porta da sala já estava aberta e se assusta)

—Jodie??!(pergunta Mariana, enquanto olhava atentamente para a sala. Ao desviar seu olhar para o curto corredor que dava para a cozinha, ela vê Jodie com uma panela na mão)

—Oi amor! Que estranho, não me ligou pra eu ir te buscar?(responde Jodie, colocando a panela que segurava na mesa da cozinha)

—Nossa, que susto. Ah sim, é que quis vir de ônibus, assim teria mais tempo pra pensar numa coisa do trabalho

—Não vai me dizer que outro sequestro aconteceu?(indaga Jodie, que mudara sua expressão feliz para assustada)

—Sim, dessa vez um garoto chamado Jonas, da Rua Groove. Um sequestro impossível, sem testemunhas, sem evidências, nem nada(responde Mariana, bufando de estresse e se sentando no sofá da sala)

—Amor, tome um banho e daí vamos jantar, não gosto de ver você brava com o trabalho(diz Jodie, num tom suplicante e com uma tristeza implícita em seu olhar)

(Após alguns segundos de silêncio vindo de Mariana, ela desvia o olhar para Jodie e dá um sorriso esforçado e diz)

—Ok

(Mariana se levanta do sofá e segue o corredor da cozinha para seu quarto)

—Mas eai, cadê o Peter?(pergunta Mariana, enquanto ainda se dirigia á seu quarto)

—Eu busquei ele faz uns 15 minutos depois que sai da academia. Ele ta no quarto dele, disse que tem lição de matemática e me pediu ajuda antes de jantar, haha(diz Jodie, de forma alta e clara lá da cozinha)

—Ai que bom, pois to muito cansada hoje, hahaha(enuncia Mariana, enquanto se sentava na cama para tirar seus sapatos)

(Pelo seu cansaço, Mariana acostava-se mais para trás na cabeceira no meio da cama, e apoia os pés em cima da cama, enquanto aconchegava melhor suas costas na cama)

(Mariana ouve um barulho de pratos caindo, mas o som parecia ser mais distante da cozinha)

—Jodie??(pergunta Mariana, com uma entonação confusa) Caiu algo ai??

(Mariana se levanta da cama descalça, andando calmamente até o corredor que levava á cozinha. No meio do corredor, a porta do quarto de Peter estava entre abre. Esse detalhe foi o mínimo para que Mariana se preocupasse e milhões de coisas ruins passassem por sua mente. Lentamente ela estica a mão e abre a porta do quarto de Peter rapidamente)

(O que Mariana vira naquele exato momento, chocaria qualquer um. Havia marcas de sangue em formatos de mãos pequenas pela cama, travesseiro, janela e na parede. Havia uma mensagem com sangue escrita na parede: ‘’QUANTO É UMA DESGRAÇA+ UMA INÚTIL??’’

(Mariana arregala os olhos, e sua boca se abre automaticamente em choque. Um arrepio pesado e demora tomara conta de sua espinha. Sem ao menos raciocinar, Mariana corre para o fim do corredor, chegando a cozinha. Suas pernas estavam pesadas e bambas de medo. Na cozinha ela avista Jodie, com uma faca enfiada em seu lado esquerdo do peito da forma mais profunda possível. Jodie não se mexia)

—J-J....JODIIEEEEEEE!!!!!!!!

(Duas mãos seguravam os braços de Mariana, mas não a impedira de cair da cama)

—Ei, Ei!! Calma, você estava tendo um pesadelo, não é?(diz Jodie, de forma doce tentando acalmar Mariana, que logo a abraça com toda força possível, começando a cair em lágrimas)

—Por favor!! Não!!!(gritava Mariana, chorando muito naquele momento enquanto abraçava Jodie)

—Calma, calma...(cochichava Jodie, acariciando os cabelos ruivos de Mariana)

—--CONTINUA...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.