Innocence

2 Colega de quarto


— Chegamos! — Anuncia minha Mãe comum gritinho agudo quando passamos pelos portões de entrada do campus. O lugar é tão bonito ao vivo quanto nas fotos dos folhetos e da internet, e fico impressionada com a elegância daqueles construções de pedra. Entre pais se despedindo de seus filhos com beijos e abraços, grupos de calouros vestidos dos pés a cabeça com roupas da WCU e um pessoal que não parece nem saber onde está, são centenas de pessoas reunidas ali. O tamanho do campus intimidador, mais com um pouco de sorte em algumas semanas já estarei me sentindo em casa.

Minha mãe faz questão de que ela e Noah me acompanhem ate a recepção ao calouros. Ela consegue manter o sorriso no rosto durante três horas a fio, e Noah escuta com bastante atenção , assim como eu.

— Quero ver seu alojamento antes de ir embora. Preciso conferir se esta tudo em ordem — Minha mãe diz quando a Recepção chega ao fim. Ela Examina todo o velho edifício com os olhos cheios de reprovação . Minha mãe tem o dom de achar defeito em tudo. Noah abre um sorriso só para amenizar o clima , mas ela fica ainda mais exaltada.

— Nem acredito que você esta na faculdade ! Minha única filha , uma universitária , morando sozinha. Simplesmente não acredito — Ela diz em meio ao choro , limpando as lágrimas com cuidado para não borrar a maquiagem. Noah segui atrás dela , Carregando minhas malas pelo corredor.

— É o B22... e estamos no pavilhão C — digo a eles . Felizmente vejo um B enorme pintado na parede logo a frente — É por aqui — Digo quando vejo minha mãe virar na direção oposta . Fico feliz por ter trazido apenas algumas roupas, um coberto e meus livros favoritos. Assim Noah não precisa carregar tanto peso , e eu não vou ter muito trabalho para desfazer as malas.

— B22 — Anuncia minha mãe ofegante. Ela está usando saltos escandalosamente altos para o tanto que precisa andar . No final de um longo corredor, enfio a chave na fechadura de uma velha porta de madeira, que abre em um rangido.

Minha mãe solta um suspiro alto. O quarto e pequeno , tem duas camas estreitas e duas escrivaninhas. Depois de um estante, meus olhos veem o motivo de surpresa da minha mãe: num dos lados do quarto está coberto de pôsteres de bandas de que nunca ouvi falar, com integrantes cheios de piercings e tatuagens. E há uma menina deitada em uma das camas , com o cabelo de um preto igual ao meu, toneladas de delineador nos olhos e os braços cobertos de tatuagens coloridas.

— Oi — Ela diz, abrindo um sorriso que achei até bem cativante, para minha própria surpresa — Sou Isabelle, mais pode me chamar de Izzy — Ela se apoia sobre os cotovelos, exibindo o decote profundo da blusinha, e eu tenho que cutucar o pé de Noah para ele desviar os olhos dos peitos dela.

— O-oi. Sou Bella — Respondo quase engasgando, esquecendo totalmente os bons modos.

— Oi, Bella. É um prazer. Bem-vinda á WCU, onde os quartos são pequenos e as festa sensacionais — A moreninha abre um sorriso ainda mais largo, joga a cabeça para trás e cai na risada quando vê as expressões incrédulas diante dela. Minha mãeestá completamente de queixo caído , e Noah não para de remexe os pés , todo sem graça. Izzy se levanta, vem até mim e envolve meu corpo com seus braços finos. Fico sem reação por um estante, surpresa pela demonstração de afeto, mas em seguida retribuo o gesto. Uma batida ressoa na porta no momento em que Noah larga as malas no chão, e eu não acredito oque está acontecendo bem diante dos olhos de minha mãe .

— Entrem — Grita minha nova colega de quarto. A porta se abre, e dois garotos entram antes mesmo que ela termine de fala.

Garotos no quarto de meninas logo no primeiro dia? Talvez as Washington Central não tenha sido uma boa ideia. Ou eu deveria tentado fazer uma triagem das minha possíveis colegas de quarto? Pela expressão de desagravo no rosto de minha mãe, ela está pensando a mesma coisa. A pobrezinha parece que vai desmaiar a qualquer momento.

— Oi, você é a nova colega de quarto de Izzy? — Um dos garotos pergunta. Seus cabelos castanhos estão penteados pata cima, e ele tem três mechas loiras. Seus braços são cobertos de tatuagens, e os brincos em suas orelhas são do tamanho de moedas.

— Hã... Sou. Meu nome é Bella — Consigo dizer.

— Sou Nate. Não precisa ficar tão assustada — Diz ele com um sorriso, estendendo a mão e tocando meu ombro. — Você vai gosta daqui- Sua expressão é afetuosa e amigável, apesar do visual agressivo.

— Estou pronta, meninos — anuncia Izzy, pegando uma bolsa preta da cama. Meus olhos se voltam contra o outro garoto, apoiado na porta.

Seus cabelos loiros, espessos e lisos estão penteados para trás, e tem piercing na sobrancelha e na boca. Meu olhar vai descendo para sua camiseta preta e seus braços, que também são cobertos de tatuagens, sem deixar nenhum espaço na pele. Ao contrario de Izzy e Nate, as dele parecem ser todas em preto e branco. Ele é não muito alto mais é forte, e eu que estou escarando de uma forma nem um pouco educada, mas não consigo desviar o olhar.

Fico esperando que se apresente, assim como seus amigos fizeram, mas ele permaneceu em silencio, revirando os olhos com impaciência e mexendo no celular que tirou do bolso da calça jeans preta e justa. Ele definitivamente não é simpático como Izzy e Nate. Mas, por outo lado, é mais interessante: Alguma coisa nele torna difícil tirar meu olhar de seu rosto. Percebo que Noah está me observando e me viro, fingindo uma expressão de choque.

E era por isso mesmo que eu estava olhando, não era ?

— A gente se vê, Bella — Diz Nate, e os três saem do quarto. Respiro fundo , Constrangedor era pouco para definir aquilo.

— Você vai trocar de quarto! — Esbraveja minha mãe assim que a porta se fecha.

— Não, não posso — Solto um suspiro — Está tudo bem mãe — faço meu melhor para esconder nervosismo. Não estou certa de que essa é a melhor opção, mais a ultima coisa que quero ver é minha mãe superprotetora daum escândalo no meu primeiro dia de aula. — Ela nã deve ficar muito tempo aqui mesmo- Digo tentando converser minha mãe e a mim mesma.

— De jeito nenhum, vamos trocar de quarto agora mesmo — Seu visual bem produzido contrastava com a raiva em seu rosto; os cabelos longos estavam caídos sobre um dos ombros, com todos os cachos absolutamente intactos — Vocênão pode ficar no mesmo quarto de alguém que deixa garotos entrarem desse jeito... e ainda garotos como aqueles!

Olho no fundo dos seus olhos cinzentos, depois olho para Noah.

— mãe, por favor, vamos pelo menos fazer um teste. Por favor — Não consigo nem começar a imaginas a confusão que ela ia causar tentando uma mudança de quarto àquela altura. Nem na humilhação que seria para mim.

Minha mãe olha ao redor mais uma vez, observando a decoração que Izzy fez em seu lado do quarto, e solta um suspiro dramático.

— Tudo bem — Ela responde, para minha surpresa — Mas vamos ter uma boa conversa antes de ir embora.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.