Innocence
32 Outtake II - Peace
Notas iniciais
Edward POV.
Eu sabia que ainda era cedo demais para levantar, que eu tinha mais uma hora, mas simplesmente não conseguia mais dormir. Suspirando pesadamente, levantei-me, partindo para o banheiro.
Tomei um banho rápido, ciente de que estaria muito adiantado para o trabalho hoje, e me arrumei, colocando as mesmas roupas brancas de sempre. E antes de sair do quarto, sorri como bobo ao olhar a Bella, toda espalhada ali, os olhos fechados, a respiração saindo suavemente por seus lábios entreabertos. Com a certeza de que ela havia ficado com a Claire até tarde, desativei o despertador, e saí do nosso quarto, levando a babá eletrônica junto comigo.
Eu passei no primeiro quarto, o de Thomas, e abri a porta – porque ele já era um homem, palavras dele, e podia dormir de porta fechada –, encontrando-o totalmente encolhido na cama, ainda dormindo profundamente. Não querendo incomodá-lo, não demorei muito por ali, porque ele e Sophie ainda tinham uma hora de sono. Então, fui para o quarto da Sophie.
E a encontrei exatamente como Bella, totalmente espalhada pela cama, a mão na barriga exposta, e os cabelos castanhos espalhados pelo travesseiro. Feito um bobo, eu tornei a cobri-la e deixei a porta entreaberta – ela não gostava quando nós a fechávamos.
Um barulho na babá eletrônica me fez sorrir, sabendo que Claire, nossa pequena filha de cinco meses, havia acordado. Direcionei-me para o quarto dela e vi seus grandes olhos – também verdes – abertos. Ela sorriu quando me viu, fazendo os barulhinhos que me enchiam de um amor e de um orgulho tão grandes, que eu tinha vontade de pegar meus três filhos, trancá-los no quarto e ficar ali com eles e com Bella para sempre.
Infelizmente, eu não podia fazer isso.
- Bom dia, bonequinha. – Peguei-a no colo e a apertei em meus braços. – Como vai minha caçulinha hoje?
Ela resmungou em meus braços, querendo morder minha camisa e fazendo com que eu risse. Peguei seu mordedor no berço e entreguei a ela, rindo ainda mais enquanto ela mais babava que mastigava.
Sentei-me na poltrona que havia no quarto dela e fiquei ali, com ela, sabendo que a qualquer momento Bella apareceria para amamentá-la.
Claire era uma cópia perfeita de mim. Olhos verdes, cabelos acobreados, o formato da boca, do nariz. Só que por dentro ela era toda Bella, até agora pelo menos.
Eu ainda me lembrava de quando ela tinha nascido e Emmett disse que minhas filhas iriam arrasar corações. E eu não podia imaginar isso, porque elas ainda eram tão novas, tão dependentes de mim, que eu não me imaginava deixando um marmanjo aparecendo e tirando minhas filhas de mim.
- Você promete para o papai que namora só depois dos trinta anos? – sussurrei, sabendo que, por mais que eu quisesse, aquilo era inevitável.
Então, escutei a risada de Bella, e como se achasse engraçado também, Claire riu, erguendo os braços para a mãe.
Bella já estava vestida e tinha prendido os cabelos em um rabo de cavalo. Ela se sentou em meu colo, com Claire nos braços, e eu ajeitei as duas ali, vendo Bella amamentá-la.
- Não é muito cedo para pensar em namorados, Edward? – indagou-me, rindo.
- Estou agindo feito um ciumento, não é? – suspirei.
- Não, amor... – Ela sorriu lindamente para mim, dando um beijo no meu queixo. – Você está agindo feito um pai.
Eu sorri e fitei as duas, sorrindo quando Claire desgrudou a boca do mamilo de Bella, enquanto seus olhos fechavam lentamente.
- Mãe? Pai? – Nós dois rimos quando o grito de Thomas ecoou pelo corredor.
- Pode deixar que eu vou. – Bella disse. – Fica com a Claire aqui um pouquinho, enquanto eu dou um banho nas crianças.
Ela me entregou a Claire, que suspirou e apoiou a cabeça em meu ombro, me fazendo sorrir ainda mais.
Era incrível o que uma família, uma esposa e filhos podiam fazer com a gente.
Bella POV.
Não demorou muito e logo Thomas, Sophie e Edward estavam se despedindo de mim e Claire. Eu ficaria de licença até que ela completasse seis meses, então Edward quem levava as crianças para o colégio e enquanto Esme ficava com Claire, eu as buscava.
Esme estava sendo um anjo em minha vida. Ela tinha se aposentado, então agora se dedicava para os netos; mesmo quando negávamos, ela estava ali, insistindo para que deixarmos que ela cuidasse deles.
E eu tinha certeza absoluta que meus filhos teriam tios e avós para estragá-los.
Eu passei a manhã de forma tranquila no apartamento. Tínhamos uma empregada então acabava que eu só ficava por conta de Claire.
Eu a amamentei quando ela acordou e dei um banho nela – e acabei tendo que tomar um também, porque a Claire amava bater as mãozinhas na água.
Camily, nossa empregada, tinha pedido para sair mais cedo hoje, porque tinha que levar o filho ao médico. Então, eu mesma arrumei a cozinha, depois de ter comido qualquer coisa, enquanto Claire tirava o cochilo da tarde dela.
Ela costumava acordar lá pelas duas da tarde e Esme costumava chegar duas e meia. A aula das crianças acaba as três, então como ainda era cedo – passava das uma –, sentei-me no sofá e fiquei assistindo TV. E estranhei quando a campainha tocou; eu não estava esperando ninguém.
Quando olhei no olho mágico, franzi o cenho, não reconhecendo aquela mulher parada ali. Mas ela era bonita... E me lembrava alguém.
- Boa tarde – murmurei, assim que abri a porta. – Posso ajudá-la?
- Olá, Isabella. – Seus olhos me avaliaram de cima a baixo e ela sorriu gentilmente para mim. – Sou Irina, mãe da Tanya. Podemos conversar?
Eu engoli em seco.
- Claro, entre.
Eu pedi que ela se sentasse e servi um café para nós. Sentei-me, perguntando-me o que a mãe de Tanya queria comigo.
- Eu sei que parece estranho eu aparecer assim, do nada. – Ela riu. – Mas é que eu tenho visitado Tanya na clínica psiquiátrica e ela pediu para eu vir aqui...
- Aconteceu alguma coisa? – perguntei, mais querendo ser educada do que qualquer outra coisa.
- Bom... – suspirou. – Ela disse que tem algo importante para lhe dizer e como não pode vir aqui... Tanya quer que você vá até a clínica onde ela está...
- Eu... Eu não sei se é uma boa ideia...
- A Tanya errou muito, querida, e eu sei disso. – Olhando nos olhos daquela mulher eu senti meu coração se apertar; deve ser horrível passar por isso que ela está passando agora. – Mas ela está indo tão bem, tem mudado tanto. Eu só te peço que vá lá e converse com ela. Por favor.
- Eu vou pensar... – sussurrei.
- Obrigada, Isabella. – Ela se levantou. – Eu tenho que ir. Ela pode receber visitas nos sábados e nas quartas... Se puder ir no sábado de manhã, eu ficaria muito grata.
Eu a acompanhei até a porta e fui pega de surpresa quando ela me deu um abraço.
- Obrigada mais uma vez, querida.
Fechei a porta e voltei para o sofá, ainda perdida com o que ela havia falado.
O que Tanya poderia querer comigo? Faria tanto tempo desde que ela estava naquela clínica; anos, na verdade. Por que, agora, ela iria querer falar comigo?
Escutei os resmungos de Claire pela babá eletrônica e levantei-me, ainda atordoada.
Eu fiquei com ela um pouquinho, apenas brincando, porque ela queria amamentar. Esme logo chegou e a pegou de meu colo.
- Pode ir buscar as crianças, querida – sorriu.
- Ok – sorri. Dei um beijo em Esme e em Claire e saí.
Eu sempre tinha que ficar esperando uns minutinhos antes de o sinal tocar e eu poder pegar as crianças, mas gostava de chegar mais cedo. Entretanto, talvez pelo que acontecera naquele dia, os minutos que eu fiquei ali pareceram ter durado segundos e logo eu vi Sophie e Thomas correndo em direção ao meu carro.
- Não corram! – Eu ri.
Eu os coloquei no carro, distraindo-me por alguns momentos. Eles me contavam, animados, de como havia sido o dia.
Quando chegamos em casa, Sophie se apressou em descer do carro, sem esperar que eu a ajudasse. Resultado: mais um tombo.
- Oh, meu amor... – Eu a coloquei no colo, vendo que seu joelho sangrava, e a levei para dentro junto de Thomas.
Mais tarde, naquele mesmo dia, me encontrava sozinha com meus três filhos. Thomas e Sophie – que tinha, agora, um curativo em seu joelho esquerdo – já haviam tomado banho e assistiam a algum desenho. Claire apenas ficava olhando, parecendo mais encantada pelas cores do que pelo desenho em si.
Eu ouvi o barulho da porta se abrindo e sorri; Edward havia chegado.
Edward POV.
Eu abri a porta de casa e a fechei, esperando pelo momento que ouviria o grito de meus filhos. E sorri imensamente assim que ouvi.
Thomas foi o primeiro a aparecer. Abaixei-me e o abracei, beijando sua bochecha.
- Como foi seu dia, garotão? – perguntei.
- Foi bom – sorriu. – A Sophie caiu, papai. E machucou o joelho.
- Sério? – murmurei. – Onde ela está?
- Lá em cima, com a mamãe. Ela quis correr para ver o senhor, mas a mamãe não deixou.
- Vamos lá, então?
Nós subimos e nos dirigimos até o meu quarto.
Bella estava deitada, com Claire apoiada contra ela. Sophie estava sentada, voltada para a porta, e sorriu quando me viu. Seu joelho tinha um curativo.
- Oh, meu bem. – Andei até ela. – Você se machucou?
- Tô bem, papai – riu. Ela tinha a mesma mania de Bella. Mesmo quando se machucava, achava que tudo estava bem. – A mamãe cuidou de mim.
- Tenho certeza que sim – sorri. – Só não fique correndo, ok? Por favor.
Voltei-me, então, para as outras duas mulheres, e dei um beijo em Bella, enquanto pegava Claire no colo.
- Ei, pequenininha – ri. – Como foi seu dia?
Ela resmungou, mordendo minha camisa.
Percebi que Bella parecia um pouco distante, mas deixei para que conversássemos depois.
Quando estivéssemos a sós.
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Depois de as crianças irem dormir, nós seguimos até o quarto, ambos em silêncio. Deitei-me, puxando Bella comigo, e a aconcheguei em meu peito.
- O que aconteceu? – murmurei.
- Nada, por quê?
- Você está estranha...
- Só preocupada... – Eu podia jurar que ela não estava contando toda a verdade, mas sabia que ela me contaria quando estivesse pronta. – Eu não sei o que vai acontecer quando tiver que voltar a trabalhar... A Claire é tão pequena...
- Você sabe que não precisa – sussurrei, beijando sua testa.
- Eu sei, mas sinto falta disso...
Nós conversarmos durante alguns minutos e embora eu soubesse que Bella também estava preocupada com o fato de ter que voltar a trabalhar logo, eu sabia que havia algo a mais.
Só me restava esperar, porém.
Bella POV.
- Tem certeza de que não quer ir conosco? – Edward perguntou pela milésima vez.
- Tenho, sim – sorri. – Você sabe que a Claire fica irritada se passar muito tempo fora de casa...
- Tudo bem – suspirou.
- Até daqui a pouco. – Dei-lhe um beijo.
- Até – sorriu. – Eu te amo.
- Eu também.
Edward estava levando nossos filhos até um parque, junto de Emmett, seus filhos e Rose. Eu não quis ir, porque como a Claire ainda era nova, ela ficava irritada quando passava muito tempo longe de casa.
E seria a minha chance, também.
A chance de conversar com Tanya, de descobrir o que ela queria, sem Edward para me impedir. Porque fora por isso que eu não contara nada a ele.
Eu sabia que ele não me deixaria ir.
Liguei para Esme, pedindo que ela ficasse com a Claire. Menti para ela também; eu sabia que era errado, mas sabia, também, que Edward entenderia.
Deixei a Claire com Esme e segui até a clínica psiquiátrica, onde Tanya ficava. Todos os meus pertences ficaram na recepção.
Fui guiada até uma sala e eles me pediram para esperar, enquanto traziam Tanya.
E ela logo entrou. Ainda bonita, mas um pouco mais apagada do que ela costumava ser, outrora.
- Olá, Bella. – Ela sorriu um sorriso tão grande e tão sincero, que, de fato, aquilo me pegou desprevenida.
- Tanya... – Acenei. – Eu... fiquei surpresa, de verdade, quando sua mãe disse que queria falar comigo.
- Eu sei. – Ela ainda sorria. – É só que, depois de todos esses anos, durante todo esse tempo que eu fiquei aqui, é que eu percebi o quão ruim eu fiz para todo mundo. Destruí minha vida, magoei meus pais... E eu queria pedir perdão, Bella.
Ofeguei.
- Pode ser tarde demais, mas eu precisava disso, sabe? – sussurrou. – E eu queria dizer uma coisa, também.
- O que? – murmurei.
- Aquele acidente de carro que você e a Rose sofreram... – Ela hesitou. – Bom, eu paguei um cara para fazer.
Eu fiquei ali, parada durante alguns segundos, sem saber o que falar.
- Por quê? – Consegui, enfim, falar.
- Porque eu queria aquilo. – Duas grossas lágrimas escorreram por seu rosto outrora perfeito. – Eu queria aquilo que você tinha e depois a Rosalie teria... Eu sei que deveria ter falado antes, Bella, e eu sinto muito por isso. Vou ganhar alguns anos a mais aqui...
- Tanya...
- Era só isso – sussurrou. – Eu me arrependo muito do que eu fiz, e, um dia, quando e se eu sair daqui, decidi que vou ser voluntária em uma creche ou algo do tipo. Não significa que só porque não possa ser mãe que eu não possa amar uma criança que não seja minha.
- Tudo bem – assenti.
- E eu desejo a você toda a felicidade do mundo, porque você merece. Você e Edward estão juntos até hoje, não estão? – Quando eu assenti, ela sorriu. – Bom. Vocês merecem isso. E os gêmeos? Como eles estão?
- Estão bem. – Sorri um pouco. – Nós tivemos outra filha... Ela tem cinco meses agora.
Tanya assentiu, seu sorriso não vacilando nem por um segundo.
- Como ela se chama?
- Claire.
- Mais uma vez, felicidades, Bella, e, mais uma vez, mil desculpas por tudo. Eu sei que isso não é o suficiente, mas espero que algum dia você e Edward possam me perdoar.
Quando eu saí dali, ainda um pouco atordoada, não conseguia parar de pensar no que Tanya havia me dito. Ela parecia tão arrependida...
E, sinceramente, eu não sabia o que fazer. Não sabia se algum dia seria capaz de olhar para ela sem pensar no que ela fizera, mas também não sabia se eu tinha algum rancor ou algo do tipo por ela.
Assim, dirigi para a casa de Esme e peguei Claire, indo para casa logo em seguida. Eu a amamentei e dei um banho nela. Depois segui até o quarto que eu dividia com Edward, e me deitei, com minha filha ali.
Os olhos dela estavam quase se fechando e eu me peguei acariciando seus cabelos e desejando que nada de ruim lhe acontecesse nunca. Tinha momentos em que eu queria me trancar com Edward e meus filhos em um quarto e não sair de lá nunca mais.
Só que eu sabia que filhos cresciam, que o tempo passava e que as coisas aconteceriam. Sophie e Claire – assim como Thomas, embora fosse menos provável para ele – se apaixonariam e se magoariam, assim como todas as garotas. E talvez não; talvez elas encontrassem alguém logo de cara e fossem felizes.
Independente disso, eu não queria que meus filhos crescessem, não queria que o tempo passasse.
Mas ele passaria.
Não sei quanto tempo se passou, mas foi tempo suficiente para eu dormir. Acordei sentindo beijos sendo espalhados por meu pescoço e sorri, ainda de olhos fechados.
- Olá, amores. – Edward sussurrou. Eu abri os olhos e vi que Claire tinha um sorriso enorme no rosto e seus olhos brilhavam.
- Cadê as crianças? – murmurei.
- Elas foram seqüestradas por um monstrinho chamado Alice. – Ele riu. – E eu vim para casa, ficar com vocês duas. Não se preocupe, Alice prometeu trazê-los dentro de duas horas.
- Tudo bem – sorri. – A gente precisa... conversar.
Ele assentiu.
- Eu sei, meu bem. Eu te conheço.
Eu engoli em seco, sem saber como começar.
- Eu vi a Tanya hoje.
Edward POV.
Eu congelei ao ouvir isso. Claire que estava em meus braços parou de rir no mesmo momento, esperando que eu voltasse a brincar com ela.
- Como? – sussurrei. – Tanya?
Bella desviou os olhos dos meus, encarando o edredom e suspirou. Eu peguei um dos brinquedos da Claire e entreguei para ela e depois me aproximei de Bella, erguendo seu queixo para que ela olhasse para mim.
- O que aconteceu? – murmurei. Ela balançou a cabeça, deixando duas lágrimas caírem. – Me diz, Bella, por favor.
- Desculpe – soluçou. – A mãe dela veio aqui, disse que ela queria falar comigo... Eu tive que ir, Edward.
- Bella, por favor, me explica tudo.
E ela contou.
Ela contou de como a mãe de Tanya veio e lhe disse tudo... Contou que deixara Claire com minha mãe e como tinha sido a conversa com Tanya.
- Por que você não me disse? – Eu não estava bravo com ela, mas precisava saber por que ela não me disse nada.
- Porque eu fiquei com medo de você me pedir para não ir... – Seus olhos castanhos estavam tomados pelas lágrimas. – E eu nunca saberia o que ela iria querer comigo. Me desculpa.
- Está tudo bem. – Puxei-a para mim, tomando cuidado com Claire. – Só não faz mais isso, ok? Eu não confio na Tanya, não quero nenhum de vocês perto dela.
- Eu sei. – Ela sorriu um pouco. – Eu prometo.
Não demorou muito para Bella estar totalmente bem de novo, sempre rindo. Eu dei banho nas crianças assim que elas chegaram, enquanto a Bella amamentava nossa bebê mais nova e depois todos nós comemos alguma coisa. Assistimos a um filme infantil com nossos três filhos e logo eles tinham dormido.
A casa ficou no mais completo silêncio.
Bella e eu fizemos amor, lentamente, um olhando nos olhos do outro, e depois ela adormeceu nos meus braços, ressonando tranquilamente.
- Eu te amo tanto – murmurei, beijando sua testa.
No outro dia, quando acordei – cedo demais –, todos ainda dormiam. Eu cobri Bella e fiz minha mesma rotinha de quando acordava primeiro: olhei os bens mais preciosos que eu tinha na vida.
A confissão que Tanya fizera para Bella na noite anterior me deixava com uma sensação de paz grande... Ela ficaria naquela clínica até julgarem que ela estava totalmente bem e depois ainda passaria pela prisão. E o cara que a havia ajudado tinha sido preso.
Eu continuaria com minha família, certo de que ainda aprenderia muito. Aprendi com Bella, cresci com ela e queria que continuasse assim. Eu não acreditava em contos de fada, mas acreditava que Bella e eu ficaríamos juntos até bem velhinhos – para sempre.
Eu sabia que teria dores de cabeça ainda, afinal eu tinha duas filhas lindas, que um dia iriam crescer e – eu querendo ou não – iriam se apaixonar. Sabia que Thomas logo seguiria seu caminho também.
A vida era assim, porém.
Mais uma vez, o resmungo da babá eletrônica me fez sorrir, e eu logo estava no quarto de Claire, a erguendo no meu colo. Mais tarde, todos estavam na minha cama e de Bella – todos os nossos três tesouros. E eu não conseguia parar de sorrir, porque a cena era perfeita e guardaria comigo para sempre.
Bella estava ao meu lado direito, enquanto Claire estava deitada em cima de mim. Thomas estava sentado no colo de Bella e ao meu lado esquerdo estava Sophie.
Meus filhos, minha mulher.
E eu até peguei uma máquina e programei, voltando a me deitar com eles e tirando uma foto.
Uma foto que tanto eu quanto Bella colocamos em nossos consultórios, no hospital.
Às vezes eu me pegava somente olhando para ela, sorrindo só por vê-los. Eu os amava, eles eram minha família.
E não importaria o que acontecesse, eu iria sempre os amar.
- Edward? – Batidas à porta e a voz de Bella me tiraram de meus devaneios.
- Entra, amor.
Ela entrou, sorrindo, e se sentou no meu colo, beijando meus lábios de forma carinhosa.
- Vamos? – sussurrou. – Tem três pestinhas nos esperando.
Eu ri baixinho.
- Vamos. – Levantei-me, puxando-a comigo. – Eu te amo, Sra. Cullen.
- Eu também te amo, Sr. Cullen. – Riu. – Agora, vamos. Estou morrendo de saudades dos nossos filhos.
E nós saímos, prontos para ir para casa.
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