Innocence

25 Capítulo 24 - Trials


Notas iniciais
Desculpem pela imensa demoras, amores. Falo com vocês na n/a ;*.

Bella POV.


- Ta-tanya – gaguejei. Eu imediatamente me levantei, me colocando a frente do carrinho dos meus bebês. – Não sabia que agora você freqüentava o Central Park.

- Eu venho aqui sempre. – Ela riu, depois me avaliou. – Você está ótima para quem acabou de ter gêmeos, Bella.

Corei.

- Obrigada – suspirei. – Então... O que faz aqui?

- Estou dando uma volta – deu de ombros. Seus olhos, então, dispararam para o carrinho, ao mesmo tempo em que os bebês começavam a reclamar. – Posso vê-los?

Eu me agachei, fingindo não ter escutado sua pergunta, e ajeitei os bebês. Conferi o relógio; Edward estava demorando demais.

Thomas estava sonolento. Seus olhos se fechavam e se abriram e sua boquinha formava um ‘o’ perfeito. Já Sophie olhava tudo com curiosidade, seus orbes iguais aos do pai olhando para tudo como se procurasse entender.

- Vocês têm dois filhos lindos. – Prendi a respiração por um momento, só então reparando que agora Tanya estava ao meu lado, olhando para os bebês. – O menino se parece mais com você, mas a menina é Edward.

- Sim – suspirei.

- Bella? Tanya? – Levantei-me e suspirei, aliviada, assim que vi Edward com os dois chocolates quentes nãos mãos. – Está tudo bem?

- Sim. – Tanya disse, antes que eu pudesse sequer abrir a boca. Eu só fiquei ali, incapaz de falar nada, porque parte de mim ainda queria acreditar que Edward amava a Tanya e que era doloroso para ele vê-la. – Só estava passando aqui e vi a Bella, com seus filhos. Eles são lindos.

- Obrigado. – Edward sussurrou, para então seus olhos se estreitarem. – Parece que você está em todos os lugares, como se estivesse nos seguindo.

- Não estou seguindo ninguém – riu. – Apenas passeando.

Ele assentiu.

- Bom, vou indo. Até mais.

Eu fiquei ali, vendo Tanya se afastar, até os resmungos de Sophie me chamarem a atenção. Percebi que Thomas havia dormido.

- Oi, bebê – sussurrei, tornando a me agachar. – Está carente, é?

Percebi Edward ao meu lado, sorrindo também.

- Parece que temos uma menina manhosa – riu. – Ela gosta de atenção.

- Sim – sorri.

Sophie logo se acalmou. Nós não demoramos lá. Edward e eu tomamos rapidamente nosso chocolate quente e resolvemos dar um passeio na casa de Esme e Carlisle. Carlisle estava trabalhando, mas Esme adorou a visita e acabou fazendo com que ficássemos lá para o jantar. Ela e Carlisle ficaram com nossos bebês nos colos, relembrando histórias de Edward, de quando ele era pequeno.

Não ficamos muito depois do jantar, porém. Os bebês estavam começando a ficar um pouco irritados, o que significava que queriam mamar e dormir. Assim que eu cheguei em casa, eu com a Sophie no colo e o Edward com o Thomas, fomos para o quarto deles e eu e Edward demos banho neles. Amamentei-os logo em seguida e os coloquei para dormir.

Como sempre, Edward e eu seguimos para o mesmo quarto. Eu tomei meu banho primeiro e me deitei, enquanto ele tomava o dele.

E antes de Edward voltar, eu já tinha adormecido.

Os olhos dela me encaravam como se estivessem rindo de mim.

E ela estava.

Eu podia ouvir sua risada em cada canto daquele quarto escuro e sombrio.

Podia vê-la, mesmo sabendo que ela não estava ali.

E nenhum de meus filhos estava.

- Você vai perdê-los, sabia? Eles são meus.

- Não – sussurrei, sentindo um aperto imenso no peito. – Não...

- Sim. Você sabe disso, Isabella. Sabe que ele vai voltar para mim.

- Por favor, não... – implorei. – Não... Não... Não...

- Bella? BELLA?

Eu abri os olhos, respirando rapidamente, para então, suspirar aliviada.

Fora só um pesadelo.

Senti os braços de Edward ao meu redor e aspirei seu cheiro.

- Está tudo bem? – sussurrou, parecendo preocupado.

- Sim – suspirei. – Os bebês acordaram?

- Não. Durma. Eles devem acordar daqui a pouco para mamar. Quer me contar sobre seu sonho?

- Eu me esqueci – menti. – Vou voltar a dormir.

- Tudo bem.

Eu voltei a dormir, sem sonhar dessa vez, e só acordei para amamentar Thomas e Sophie. Eles não eram de acordar muito a noite, principalmente Sophie; ela simplesmente apagava quando estava dormindo. Depois que eles estavam dormindo novamente, voltei para a cama e dormi quase que instantaneamente.

-

Conforme os meses foram se passando, os sonhos foram ficando mais frequentes, mesmo que eu estivesse tentando ignorá-los. Thomas e Sophie estavam com quatro meses e Rose estava com cinco meses de gravidez. Ela havia descoberto que teria um menino, mas ainda não tinha escolhido o nome.

Edward, obviamente, havia voltado a trabalhar. Eu iria começar minha residência em setembro. Edward e eu, então, iríamos contratar uma babá. Eu ficava meio apreensiva quanto a isso, mas Edward me prometeu que só contrataríamos quando achássemos alguém de confiança.

Enquanto isso, em meio aos pesadelos, eu aproveitava minha vida com meus filhos o máximo que podia. Esme sempre vinha aqui e ainda tínhamos empregada, então eu não ficava tão cansada.

E os bebês estavam a cada dia mais espertos!

Eles já conseguiam ficar sentadinhos, não por muito tempo, mas quando Alice e Rose descobriram... nunca vi alguém tirar tantas fotos.

O Thomas seria alguém completamente bagunceiro. Ele não conseguia ficar muito quieto e nem no colo. Gostava de ficar no carrinho, podendo mexer com seus brinquedinhos e observar tudo a sua volta.

Já a Sophie era mais quietinha... e manhosa. Ela adorava ficar no colo, principalmente no de Edward. Eu amava vê-la apoiar o rostinho contra o ombro de Edward e suspirar, colocando a mãozinha no rosto. Era algo extremamente lindo de se ver.

Eu tinha me despedido da loja da mãe de Jake. Começaria minha residência logo depois que minha licença-maternidade começasse, então não teria como, mesmo, voltar para lá.

As coisas estavam indo... estranhas entre Edward e eu. Nós nos beijávamos e dormíamos juntos –só dormir –, mas não falávamos de nossos sentimentos ou sobre o futuro.

Esse assunto parecia ser bastante proibido, o que era bem estranho.

Respirei fundo, olhando tudo em minha volta, logo depois de voltar mais uma vez do quarto das crianças. Estava parada na sala, porque, mais uma vez, tive um pesadelo.

Nele, Edward e as crianças iam embora, e eu ficava sozinha.

- Bella?

Virei-me, completamente cansada, e vi Edward, vestindo seu pijama, e me olhando preocupado.

- Algum problema? – indagou.

Eu suspirei.

- Nada – menti. – Já estou indo me deitar, você pode ir.

- Qual é o problema? – insistiu, aproximando-se. – Pensa que eu não sei que você anda assustada demais? E que acorda de madrugada e não dorme mais? Bella, você tem que me dizer se tem algo errado.

Eu mordi o lábio inferior, cruzando os braços.

- Eu... – suspirei. Estava cansada de guardar aquilo só para mim. – Eu estou tendo pesadelos, desde aquele dia... E eles me atormentam, me fazem perder o sono... E eu fico com um aperto no coração...

Edward suspirou e cruzou a distância que nos separava, puxando-me para seus braços.

- São só pesadelos, Bella – murmurou. – Eu estou aqui, nossos filhos também. Tudo está bem.

- Eu sei – sussurrei. – E é isso que me assusta. Eu tenho medo.

- Não tenha, por favor. Foi só um sonho, nada vai acontecer. – Ele segurou meu rosto entre suas mãos e eu quis muito acreditar nas palavras dele. – Vai ficar tudo bem. Eu te prometo isso. Agora vem, vamos dormir.

Eu apenas assenti, certa de que aquelas palavras não eram suficientes para liberarem o aperto que eu sentia no peito.

_

Dois meses depois.

Seis meses.

Meus bebês estavam com seis meses.

E hoje haviam comido pela primeira vez.

Foi uma bagunça total, mas maravilhoso. Nós tiramos fotos e agimos como uma grande família, como deveríamos ser.

_

Eu nem tinha acreditado que o tempo havia passado tão rápido. Parecia surreal que Rosalie já estivesse grávida de sete meses e que os gêmeos estivessem com quase sete meses. O que significava que, na próxima semana, eu começaria minha residência.

Fizemos um almoço em minha casa, bem tranqüilo, com todo mundo reunido. Os gêmeos ficavam a cada dia mais espertos e lindos.

Rose não veio, nem Emmett, porque ela estava com sete meses e o bebê estava querendo nascer, então o médico recomendou repouso.

Mesmo assim ela tinha me convencido a sair no dia seguinte, para comprar o que faltava para o enxoval. Seríamos rápidas e iríamos de carro, apenas nós duas. Eu estava apreensiva; seria a primeira vez que saía sem as crianças. Elas iriam ficar com Esme.

Dormi cedo naquele dia, então. E acordei cedo na manhã de segunda-feira, pronta para aproveitar minha última semana de folga. Na outra semana eu começaria uma residência. Amanhã, Edward e eu começaríamos as entrevistas que, ao longo desses meses, fomos selecionando.

Arrumei-me rapidamente, despedindo-me de meus filhos com o coração na mão. Rose iria dirigindo, mesmo com todos nós dizendo para ela não fazer isso. Ela queria dirigir pela última vez, já que depois só quando o bebê nascesse e ela se recuperasse do parto.

Fomos dirigindo calmamente, então. O trânsito estava bastante tranqüilo e Rose dirigia com cuidado, sempre prestando atenção. Sua barriga já estava mais do que evidente. Minha melhor amiga conseguia ficar ainda mais linda grávida.

- Rose... – murmurei, alguns minutos depois. – Diminui, estamos quase chegando ao shopping...

- Eu... Bella!

- O que foi? – perguntei, ansiosa.

- Eu... Eu não consigo frear!

Eu abri minha boca para responder, mas não consegui. No momento seguinte tudo o que senti foi um impacto.

E dor.

_

Abri meus olhos e tudo o que vi foi uma fumaça. Minha cabeça latejava muito. Tentei movimentar meu corpo, quando escutei um gemido de dor, e vi Rose deitada, as mãos na barriga.

- Rose... – murmurei, conseguindo engatinhar até a ela. Meu corpo doía bastante e minha cabeça rodava, mas Rose estava grávida e precisava de mim.

- Bella... – Seus olhos azuis estavam cheios de lágrimas. – Meu bebê, Bella. Ele vai nascer. Me ajuda.

Senti meu coração parar. Olhei ao redor, procurando por alguém que pudesse ajudar. Algumas pessoas começaram a se aproximar e dizer que já tinham chamado o resgate, mas o resgate podia demorar, e Rose precisava de mim.

- Você confia em mim? – perguntei.

- Confio – sussurrou.

- Vou fazer seu parto.

Foi difícil, extremamente complicado. Eu nunca havia realizado um parto antes, mesmo tendo estudado. Rose só estava grávida de sete meses, o bebê estava querendo nascer desde antes, e, se não fosse pelos remédios e repouso, ele já tinha nascido. Ela vinha tendo contrações sempre, e, agora, não teria mais jeito. Eu faria o que tudo o que pudesse.

E, então, consegui. Peguei o bebê em minhas mãos, ao mesmo tempo em que o resgate chegava.

- Por favor, me ajuda, Bella. – Rose sussurrou, sem forças. – Não... não...

- Fique acordada, por favor. – Um paramédico pegou o bebê de minhas mãos, enquanto outro me afastava de Rose. Percebi que o bebê não chorava. Meu coração se apertou. – Eu...

Mas a dor foi tomando conta de mim e, então, tudo se apagou.

Edward POV.

Fui para casa, almoçar, com o objetivo de ficar com meus filhos. Bella havia saído com Rosalie, e eu não sabia a que horas ela estaria em casa.

Almoçar com meus filhos e com minha mãe era algo que me deixava completamente feliz. Eles agora comiam, além de mamarem, e eu amava alimentá-los.

O telefone tocou, no meio do almoço, e minha mãe foi atender. Continuei com os gêmeos, alimentando-os, junto da empregada. Então, minha mãe voltou, sem rosto mais branco que tudo.

- O que foi, mãe? – perguntei, preocupado.

- Eu... Rose... Bella... Elas... Sofreram um acidente.

Senti meu coração se apertar, já me levantando.

- O que aconteceu? – murmurei, procurando manter a calma.

- Eu não sei bem. Elas acabaram de serem encaminhadas para o hospital que você trabalha. Seu pai que ligou avisando, porque eles nem pensaram nisso. Parece que o bebê de Rose e Emmett nasceu...

- Vamos para lá, mãe – sussurrei. – Agora.

Eu só pedia a Deus para que tudo estivesse bem.

Bella POV.

Eu sentia meu corpo pesado e um bip irritante soava em meus ouvidos. Tentei me mover um pouco, mas parecia difícil. Respirei fundo e abri os olhos.

Fechei-os imediatamente, por causa da claridade, e depois abri-os, piscando até me acostumar.

- Bella! – Um suspiro de alívio veio da cadeira ao lado.

Eu me virei e vi Edward, seu rosto retorcido em uma máscara de dor e preocupação.

Eu franzi o cenho para ele, tentando me lembrar do que tinha acontecido.

- Eu... – sussurrei. Minha garganta doeu. – Eu...

- Shhh... Está tudo bem – sorriu. – Agora tudo está bem.

E, então, me lembrei. O acidente, o bebê, Rose...

- Rose? O bebê? – O bip ficou mais frenético e eu tentei me acalmar, mas parecia impossível.

- Graças a você todos estão bem. O bebê ficou alguns dias na UTI, porque não conseguia respirar sozinho, mas agora ele já está bem. Rose já está acordada e muito animada com a chegada do filho, mesmo tendo vindo dessa forma. Emmett também está animado. E todo mundo está louco para te ver, agradecer.

- Eu... eu não me lembro muito bem das coisas.

- Você ficou desacordada por umas duas horas depois do acidente. – Edward suspirou. – A bolsa de Rose estourou, por causa da queda, e ela começou a ter contrações. Ficou sofrendo por duas horas, até você acordar e trazer o Luke ao mundo. O resgate chegou e assumiu tudo. Você desmaiou e ficou desacordada até hoje. O acidente foi há quase uma semana...

- Deus! Eu... Eu preciso ver o Luke, nossos filhos...

- Nada disso – cortou-me. – Agora a senhorita vai tratar de descansar, porque sofreu vários machucados e ficou sob efeito de analgésicos por alguns dias. Por favor, Bella, não me faça te dopar.

- Edward...

- Eu vou trazer os gêmeos para cá amanhã, depois que você acordar, eu prometo. Agora descanse, vou chamar seu médico. Por sermos próximos, não posso cuidar de você.

Eu ri um pouco, embora estivesse preocupada.

- Vai ficar tudo bem, Bella. Descanse. – Escutei-o murmurar, já fechando os olhos de novo. – Eu estarei aqui quando você acordar.

E eu fechei os olhos e me permiti dormir novamente.

Terceira Pessoa POV.

Os olhos examinavam cada detalhe da enorme casa que se encontrava naquele bairro. Ela não queria sentir aquilo que sentia, não queria. Mas sentia.

E não podia fazer nada quanto a isso.

A casa era linda; talvez algo que sonhara para ela um dia. E Isabella...

Isabella tinha tudo o que ela queria.

Isabella tinha filhos. Até a amiga de Isabella tinha um filho.

Por que todos tinham, menos ela? Alguém que tanto desejava, alguém que lutou contra isso com todas as forças. Buscou os melhores médicos, fez diversos exames e escutou opinião de todos.

E nada dera certo.

Por quê?

Era ruim sentir isso? Querer ser mãe, cuidar de alguém?

Não era.

Então, por quê? Por que ela não podia ter algo que tanto queria?

Suspirou pesadamente, sentindo as lágrimas escorrerem pelo seu rosto perfeitamente maquiado.

Ela teria filhos.

Teria.

Nem que fosse a última coisa que fizesse no mundo.

Notas finais
N/A: Eu sei, eu sei. Fui um ser que não cooperou com vocês e terminou o capítulo logo nessa parte. Mas... fazer o que, né? Haha.

Enfim, amores. Desculpem pela demora, mas, como muito de vocês sabem, eu viajei nesse final de semana e só cheguei na segunda. Daí até escrever o capítulo, em meio a coisas do colégio... Foi tenso... E acredito que o próximo vai ser também, já que no dia oito viajo para Macacos e volto só no dia dez.

O bebê da Rose está bem, foi só um susto. Graças a Bella, claro. Tudo não se passou de um susto.

SPOILER:

- Obrigada, Bella. Eu nunca vou ser capaz de te agradecer por ter feito o que fez.

-x-

- Então, certo de que será essa a babá que contrataremos?

-x-

- Ansiosa para o primeiro dia de residência?

-x-

- Edward... Vamos para casa, por favor. Estou com um aperto estranho no peito.

-X-

Fim do spoiler.

É... É isso, por hoje. Até o próximo capítulo.

Beijos e queijos.

Deh C.

/ Fla (L)

N/B:...