Innocence
5 Capítulo 4 - Proposal
Edward POV.
- Você está louca? – gritei. – Bella é minha secretária!
- Sim, o que torna tudo mais fácil – respondeu calmamente. – Ela é uma mulher adorável, estudiosa, trabalhadora, sabe cozinhar, é agradável. E ficará adorável com uma barriga grande, também. Nosso filho será bem cuidado por ela até ele nascer. E nós não correremos o risco de ela querê-lo depois do nascimento.
- Tanya, eu... – murmurei incrédulo.
- Ela é a melhor escolha, Edward – insistiu. – Olhe, se aproxime um pouco dela mais, ok? Converse com ela. Você verá todas essas qualidades, querido.
- Tudo bem – bufei.
Ela me deu um beijo no rosto e saiu do carro.
Bella, carregando um bebê meu e de Tanya?
Ela nunca concordaria com isso.
Eu nunca concordaria com isso.
Bella POV.
Alice, Rose e Esme me ajudaram a arrumar a cozinha, mesmo eu não querendo. Conversamos e rimos, e quando terminamos, Alice e Jasper e Esme e Carlisle se despediram. Emmett passaria a noite aqui, então desejei a eles uma boa noite e fui para o meu quarto.
Acordei cedo, fui para a faculdade, e almocei correndo, já indo para o hospital. Organizei tudo por lá, e deixei as fichas dos pacientes na mesa do Edward. Estava saindo quando ele chegou.
- Boa tarde, Edward – sorri.
- Boa tarde, Bella.
- As fichas dos pacientes estão na sua mesa – avisei, já indo até a minha mesa.
- Obrigado – disse-me gentilmente.
Sorri para ele, e voltei a prestar atenção em meu trabalho.
Na hora do intervalo, Edward me surpreendeu, saindo da sala, parecendo extremamente cansado. Ele se apoiou em minha mesa, suspirando pesadamente.
- Algum problema? – indaguei, preocupada.
- Todos – murmurou.
- Eu posso ajudá-lo com alguma coisa?
Edward levantou o rosto e me fitou. Reprimi um suspiro, reparando no quanto seus olhos eram verdes, e como ele era muito bonito. Eu nunca o tinha visto assim tão de perto.
- São só alguns problemas, Bella – disse-me. – Nada com que você deva se preocupar.
- Tudo bem – sorri. – Qualquer coisa, é só me falar.
- Obrigado.
Depois disso, ele voltou para a sala dele, já começando a atender os próximos pacientes. No fim do expediente, ajeitei minhas coisas o mais rápido que pude, já correndo até o estacionamento.
- Até amanhã, Edward – despedi-me rapidamente.
- Até.
Entrei na minha caminhonete, dirigindo rapidamente até o apartamento. Rosalie não estava, então eu não tinha que fazer nada para o jantar. Apenas comi alguma porcaria, e fui direto para o quarto, onde estudei e fiz alguns trabalhos. Deitei cedo naquela noite, o que era um milagre.
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Hora do almoço. Não tinha muito tempo, por isso comprei alguma coisa, e fui comendo até chegar ao hospital. Organizei tudo, como todos os dias, e deixei na mesa de Edward. Liguei para confirmar as consultas, descobrindo que a primeira paciente não iria poder vir. Tentei colocar alguém no lugar dela, mas ninguém podia vir nesse horário.
- Boa tarde, Bella. – Acabei me assustando com Edward me chamando e dei um pulo. Ouvi sua risada. – Desculpe-me, não queria assustá-la.
- Está tudo bem – afirmei. – Edward, a primeira paciente cancelou, e não há ninguém para cobrir o horário.
- Ah, tudo bem – disse. – Às vezes acontece.
Ele se apoiou na minha mesa novamente, suspirando pesadamente.
- Algum problema?
Edward POV.
Eu havia tentado esquecer o que Tanya me falara. Prometi que não iria me aproximar de Bella apenas para saber se ela seria uma boa barriga de aluguel. Ela nunca aceitaria.
Só que, ao olhar para aqueles orbes castanhos, falei. Contei do sonho de Tanya, falei que o útero dela era incapaz de abrigar uma criança, e da necessidade dela de achar alguém que pudesse abrigar nosso filho por nove meses. Não fui capaz, porém, de lhe dizer que Tanya pensara em Bella como uma candidata.
- Uau – murmurou Bella, quando eu terminei de falar. – Eu não sei o que dizer Edward, mesmo.
- É complicado – suspirei. – Eu quero poder me casar com Tanya, construir uma família com ela, mas... arrumar uma barriga de aluguel? Não sei. Isso parece... estranho.
- Às vezes, na vida, temos de fazer sacrifícios. – Disse-me gentilmente. – Eu não posso julgar sua noiva. Pensar que não é capaz de dar filhos ao marido, por si própria, deve ser doloroso. Ainda mais alguém que sonha em ter um filho.
- Eu sei. Só que... nós poderíamos adotar. Eu realmente não me importo. Iria amar muito essa criança também.
- Claro que iria – confortou-me. – Só que, às vezes, sua mulher não vá conseguir amá-lo. Talvez ela só seja capaz de aceitar um filho biológico.
- Eu pensei nisso também. Passei todos esses dias pensando nos prós e contras, sabe? Só que, sei lá, não consigo me imaginar admirando uma barriga, onde meu filho estará, em uma mulher que nem mesmo é a mãe, entende? Fora que vai dar o maior trabalho. Conseguir permissão para registrar o bebê como meu e de Tanya; fazer com que a mãe que vai carregar o bebê, assine documentos que farão com que ela não queira o bebê depois... É muito complicado, e eu não sei se amo a Tanya ao ponto de passar por tudo isso com ela.
Respirei fundo, sentindo-me aliviado por ter falado com alguém de todos os meus medos. Bella não era da família, não era uma grande amiga, mas eu sentia que podia confiar nela.
- Eu não posso chegar e te dizer para não fazer isso, Edward – disse-me. – Você pode se arrepender, claro, então, acho que você deveria conhecer a candidata que a sua noiva escolher, e fazer as coisas aos poucos.
- Aos poucos?
- Bom, vai demorar um mês para vocês se conhecerem bem – continuou. – Depois ela vai fazer exames, para descobrir sobre doenças e tudo o mais. Isso vai demorar um ou dois meses. Depois vocês vão ter de contratar um advogado, para cuidar dos papéis, contratos, e conseguir fazer com que, na certidão de nascimento da criança, fique o nome seu e de Tanya.
- É mesmo – suspirei.
- E ainda mais alguns dias até a mulher poder receber o embrião.
- Eu sei de tudo isso, sei que vão demorar alguns meses – assenti. – Mas e se esses meses não forem suficientes?
- Isso só o tempo poderá lhe dizer, Edward – sorriu.
- Obrigado, Bella.
Ela sorriu, e naquele momento, a próxima paciente chegou. Passei o resto do dia atendendo as pessoas, tentando não pensar na conversa que eu tivera com Bella. Será que se ela fosse a escolhida, teria me dito tudo aquilo? Será que ela seria capaz de carregar em seu ventre, um filho que não fosse seu?
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Nos dias que se seguiram, Bella e eu nos aproximamos muito. Nos intervalos conversávamos sobre alguns assuntos. Não tínhamos chegado ao pessoal, ainda, falávamos mais sobre a profissão, essas coisas. Mas eu já podia ver que ela era uma grande pessoa.
Tanya continuara a me ligar – eram raras as vezes que nos víamos. Ela vivia dizendo que já falara com diversas garotas, mas que nenhuma delas a havia conquistado como Bella.
E eu já aprendera, também, a ler as reações de Bella.
Quando ela corava, ela ficava completamente adorável e mais linda. As caretas que ela fazia, o som de seu riso. Alguns dias, eu a encontrava completamente cansada, e acabei descobrindo que ela estava em dois empregos, porque precisava pagar a faculdade.
- Você deveria ter me dito – avisei-a.
- Não mesmo – riu. – Eu posso me virar.
- Seus pais não a ajudam?
- No que eles podem. Meu pai é policial, não ganha muito, e minha mãe é professora. Eles me ajudam um pouco, mas eu realmente tento me virar. É só mais um ano, depois a residência médica, e pronto.
- Se precisar de ajuda, é só me falar – disse-lhe. – Faculdade de medicina não é nem um pouco barata.
- Faz parte – deu de ombros. – Eu tenho bolsa, também.
Bella não quis muito falar nesse assunto, e logo mudou. Ficávamos conversando apenas uns quinze minutos por dia, mas eu já me encontrava cada vez mais próximo dela.
E, então, me decidi.
Tanya estava certa; Bella seria uma ótima escolha.
Depois de me despedir dela naquela noite, fui até a casa de meus pais. Agradeci por Rosalie e Jasper não estarem ali. Eu queria conversar com minha família primeiro.
Nenhum ali concordou, apesar de meu pai ter me dito que me apoiaria. Minha mãe achou um absurdo isso, dizendo que eu não amava Tanya ao ponto de fazer isso. Emmett disse que eu era louco, mas que não se surpreendia tanto. Alice faltou pouco me matar, ainda mais quando eu disse que estava pensando em chamar Bella para carregar meu filho e de Tanya no ventre.
- Você vai se arrepender – avisou-me.
O clima no jantar foi péssimo, e eu logo tratei de sair de perto deles, indo para o jardim. Sentei-me em um dos bancos e suspirei pesadamente, perguntando-me se eu tomara a decisão correta.
- Edward. – Eu virei a cabeça lentamente, vendo minha mãe ali, com um sorriso triste no rosto. – Posso me sentar, filho?
Assenti, dando-lhe espaço. Ela se sentou ao meu lado, e fitou o céu.
- Sabe – começou –, eu tive uma irmã, Elizabeth. Você não se lembra dela, ela faleceu quando você ainda era pequeno.
- Como? – perguntei suavemente.
- Elizabeth tinha um coração enorme. Ela ficava feliz em simplesmente ajudar as pessoas. Um dia, eu estava grávida de Alice, ela veio até a mim, dizendo-me que carregaria o bebê de um casal.
“Eu lembro-me de tê-la fitado, sem conseguir acreditar que minha irmã iria fazer isso. Ela me disse que uma amiga não podia abrigar o bebê, e ela não agüentava mais ver o casal sofrendo, então, aceitou quando eles lhe ofereceram.”
- O que aconteceu?
- Elizabeth recebeu o embrião seis meses depois, depois das papeladas, dos exames, de conversas e conversas com psicólogos e advogados. Apesar de achar uma loucura, eu a apoiei, acompanhando cada momento da gravidez. Era um menino. Ele nasceu saudável, e Elizabeth aceitou bem o fato de ele não pertencer mais a ela, ficando extremamente feliz por ter ajudado um casal.
“Ela virou madrinha da criança e participava de todos os momentos da vida dela. Eu acabei confessando que era uma coisa linda o que ela havia feito. Sacrificar nove meses de sua vida, para se dedicar a um bebê que não seria seu... Achei lindo, mesmo. Só que a vida não foi justa, e minha irmã morreu em um acidente de avião, enquanto voltava da casa do afilhado.”
- Por que está me dizendo tudo isso, mãe? – indaguei-a.
- A gravidez de substituição é um ato lindo, querido – murmurou. – Um ato de amor incrível. Eu lembro-me da dedicação e a preocupação de Elizabeth enquanto a barriga dela crescia. Ela não aceitou o dinheiro do casal, nem mesmo que eles pagassem as consultas médicas. Ela me disse que gostava de fazer bem para as pessoas, gostava de vê-las felizes. E, é por isso, Edward, que eu peço que você pense muito bem.
- Eu passei todos esses dias pensando – admiti.
- Pelo menos, vá com calma – pediu. – Eu conheci a Bella, e ela é realmente adorável, mas pense direito, converse com ela, veja se ela realmente vai aceitar, porque serão nove meses, Edward, e ela faz faculdade, trabalha... Ela não é o tipo de garota que vai desistir de seu sonho apenas para poder dar a Tanya o que ela quer. Bella tem um coração bom, é adorável, e linda, também, só que ela tem sua vida. Você não pode querer acabar com isso apenas para ceder aos caprichos de Tanya. E você é tão novo, Edward. Só tem vinte e sete anos. Ainda tem muito pela frente.
- Obrigado, mãe. – Abracei-a gentilmente, apreciando o carinho. – Mas eu realmente já pensei. Pretendo conversar com Bella por esses dias, fazer-lhe a proposta. O sonho de Tanya era se casar grávida, e ela já não vai poder ter isso, então não posso negar que entre carregando nosso filho.
- Eu sei, meu bem. – Ela acariciou meus cabelos, e eu fechei os olhos. – Mas e se você perceber que não ama a Tanya ao ponto de sacrificar tanto por ela? Por Deus, Edward! Sua noiva mal te vê, ela prefere ficar entrevistando milhares de mulher, do que ficar perto de você.
- Vai passar essa parte, mãe. Quando ela tiver nosso filho nos braços, ela vai poder se dedicar mais ao nosso casamento.
- Eu não acredito nisso, e realmente fico triste que você acredite. Tanya está obcecada com a ideia de ser mãe, ela precisa de tratamento.
Suspirei pesadamente, sem saber o que dizer.
- Não vou mais lhe falar mais nada, Edward – sussurrou. – Vou entrar. Pense direitinho, ok?
Eu somente assenti, deixando-me mergulhar em pensamentos.
Bella POV.
Os dias se passavam e logo fazia dois meses que eu trabalhava para Edward. Era mês de novembro, e meus pais não poderiam vir me visitar nas três semanas que eu ganharia de férias nas festas de fim de ano.
Eu queria realmente ir para Londres. Eu nasci em Nova York, vivi aqui até os dez anos, e depois fui para Londres com meus pais. Voltei para Nova York para fazer faculdade.
Gostava de Londres, sentia um pouco falta de lá, mas eu trabalharia nas festas de fim de ano, e não podia desperdiçar dinheiro. Além do mais, não tinha dinheiro para ficar comprando passagens de avião.
Então, nos dias que se seguiram, dediquei-me inteiramente ao trabalho e a faculdade. Aproximei-me muito da família Cullen. Rosalie levava Jasper, Emmett e Alice para jantar no nosso apartamento muitas vezes por semana. Em algumas das vezes, Edward aparecia, em outras, Esme e Carlisle. Passei a ir jantar na casa deles também.
Entre a faculdade, o trabalho e esses jantares, eu não tinha muito tempo para muita coisa. Estava um pouco cansada de ficar sozinha, mas também não queria arrumar algum namorado agora.
Na primeira semana de dezembro, chegou um garoto novo na faculdade. Ele estava cursando direito, e era dois anos mais novo do que eu. Ele se aproximou de mim, pedindo ajuda para chegar às aulas, e acabamos nos tornando amigos. Jacob era um cara legal.
Também, com o passar dos dias, Edward e eu nos aproximamos. Uma parte de mim dizia que eu deveria me afastar, porque não podia me apaixonar. Não pelo meu chefe, um cara noivo, que pretende ter um filho em breve. Mas a outra parte gostava da companhia de Edward, e eu gostava dele como amigo.
Como as férias de três semanas estavam chegando, organizei-me bem. Eu iria trabalhar para Edward na parte da manhã também, e passaria a trabalhar como recepcionista durante mais tempo. Ficaria a véspera de natal como recepcionista. Todos queriam uma folga, mas eu não. Rosalie iria para a casa dos Cullen. Insistira para que eu fosse, mas eu recusei. E eu não queria ficar à toa e sozinha em casa, então trabalhar me faria bem.
Foi com grande felicidade que entreguei a última prova e saí do campus, completamente relaxada. Eu estudara muito e tinha certeza de que me saíra bem. Agora eu só retornaria em janeiro e ficaria estudando até junho, quando, finalmente, me formaria, e me dedicaria somente aos dois anos de residência.
Edward percebeu minha animação, e eu acabei conferindo algumas respostas das provas com ele. Ele riu quando viu que fiquei feliz por ter acertado todas que havia conferido.
- Então, o que vai fazer no natal? – indagou-me, enquanto caminhávamos até o estacionamento.
- Trabalhar – ri.
- Sério?
- Sim. E você? Vai fazer o que?
- Ofereci para ficar aqui de plantonista – deu de ombros. – Tanya não está falando comigo por causa desse assunto da gravidez, e minha irmã brigou comigo, então...
- Ah, então nos veremos – mordi o lábio inferior. – Eu vou ficar de recepcionista aqui.
- Claro – sorriu. – E seus pais?
- Meus pais não vão poder vir para cá e nem eu vou poder ir vê-los. Minha mãe fez de tudo para eu ir, mas vou aproveitar essas três semanas e ver se eu junto um dinheiro. Vou gastar muito no ano que vem, principalmente com a formatura.
- Eu já te disse para me procurar se precisar de ajuda, certo? – Vendo que eu assenti, ele sorriu. – Sabe Bella, admiro você, mesmo, por lutar tanto para conseguir se formar.
Corei um pouco, fazendo com que ele risse.
- Eu quero muito poder virar médica – sussurrei. – Bom, até amanhã, Edward.
- Até amanhã, Bella.
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Véspera de Natal. Eu já estava trabalhando. Havia começado cedo, depois de ter telefonado para meus pais, e ter dispensado Rosalie. Eu sabia que o plantão de Edward começaria em meia hora, e não entendia porque, a cada dia que passava, eu me encontrava cada vez mais ansiosa para vê-lo.
Estava mexendo no computador, encaminhando os pacientes para os andares certos e digitando os prontuários de emergência.
- Oi, Bella. – Dei um pulo ao escutar aquela voz, colocando a mão no coração.
- Você sempre me assusta – acusei Edward, rindo. Ele riu também.
- Desculpe-me – pediu. – Juro que não foi essa a intenção.
- Claro, claro.
- Algo para mim? – perguntou, apontando para o computador.
- Estamos precisando de ortopedistas – fiz careta. – Três pernas quebradas e dois braços. E... Tem algumas pessoas que precisam ter os curativos trocados, e outras que precisam ser examinadas. Por enquanto, tudo está bem tranqüilo.
- Ok – sorriu. – Vou trocar de roupa, qualquer coisa me bipe.
Sorri para ele também, voltando a atenção ao trabalho. Ainda bem que as coisas ainda estavam tranqüilas.
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No dia seguinte, eu estava um caco. Tomei mais café que um dia julguei que poderia aguentar. Ainda bem que tinha esse dia de folga. Tudo o que eu precisava, era de dormir.
Caminhei trôpega até o estacionamento, já indo até o meu carro. Tentei ligá-lo, mas ele não funcionava. Bufei irritada, e lembrei-me que Jacob disse que entendia de carros. Resolvi deixar a caminhonete ali, mais tarde – depois de dormir – pediria ao Jake para dar uma olhada nela para mim.
Desci do carro e já ia me dirigindo até a rua. Precisava de um táxi. E de uma cama. Urgente.
- Bella!
Assustei-me completamente, gritando. Edward riu de mim mais uma vez.
- Algum problema? – indagou.
- Sim – bufei. – Meu carro não quer ligar. Vou pegar um táxi, e mais tarde peço a um amigo para dar uma olhada.
- Se quiser, posso te levar em casa. É caminho do meu apartamento mesmo.
- Não quero incomodar – mordi o lábio inferior.
- Deixe de ser boba, Bella – revirou os olhos. – E eu também preciso falar com você.
- Tudo bem – suspirei.
Edward abriu a porta do carona para mim e contornou o carro, entrando também. Eu sorri para ele, enquanto ele saía do estacionamento.
- Então, o que você queria falar comigo? – perguntei, vendo que faltava pouco para chegar ao meu apartamento.
- Antes de dizer, quero que você pense com muito carinho, ok? – disse sério. – Eu pensei muito, Bella, mesmo, e não consegui em ninguém além de você.
- Diz logo – pedi. – Você já está me deixando curiosa.
- Hm... Bella, eu gostaria de saber se você gostaria de carregar o meu filho e o de Tanya.
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