Innocence

27 Capítulo 26 - Pain


Notas iniciais
Hei, hei, leiam a n/a com atenção, por favor :D.

Edward POV.


Eu sentia um aperto enorme no peito enquanto me aproximava de Katy. Bella tremia, ao meu lado, lançando olhares a todo o momento para o andar de cima.

- Eu preciso ver meus filhos... – sussurrou.

- Nós vamos, Bella – murmurei. – Juntos.

Eu mandei uma mensagem de texto para o meu pai rapidamente, certo de que não seria capaz de falar alguma coisa naquele momento. Katy parecia bem, só desmaiada. Então, puxando a mão de Bella, eu segui para o andar de cima, ao mesmo tempo que escutava um choro.

Thomas.

- Thomas... – Bella sussurrou, enquanto lágrimas escorriam de seus olhos. O aperto em meu peito se intensificou e eu segui mais rapidamente até o quarto.

Abri a porta e vi o Thomas grudado na grade do berço, seus olhos castanhos arregalados, enquanto lágrimas escorriam de seus olhos. Bella chegou a ele antes de mim e o pegou no colo, começando a olhá-lo de cima a baixo.

- Ele está bem – sussurrou. – Só assustado.

Mas eu não estava bem.

Porque ao olhar para o berço de Sophie, percebi que ele estava vazio.

Terceira Pessoa POV.

Os olhos brilhavam ao olhar para o quarto que havia feito com tanto amor e carinho, desde que descobrira que ela era idêntica ao pai, planejando cada detalhe, cada passo, cada segundo.

E agora saber que ela estava ali, deitada, dormindo...

Ela era mãe.

Algo que sonhou durante tanto tempo, que desejou com todas as suas forças...

Finalmente acontecera.

Com passos cautelosos aproximou-se do berço, com um sorriso enorme no rosto, para ver que Sophie Cullen dormia serenamente. Ela sabia, porém, que assim que a bebê despertasse choraria, sentindo falta dos pais. Com o tempo isso passaria, ela tinha fé nisso.

- Vou ser uma ótima mãe, Sophie. – Fez uma careta ao pronunciar o nome dela. – Você não pode mais se chamar Sophie... Não quero que ninguém te reconheça. Hmmm... Eu sempre quis ter uma filha para chamar de Rebecca. O que você acha?

E então riu, sem conseguir acreditar em tamanha felicidade.

Bella POV.

- Bella, coma alguma coisa, por favor.

Balancei a cabeça, enquanto grossas lágrimas desciam de meus olhos. Não sabia quanto tempo havia passado desde que havíamos descoberto que Sophie... minha bebê, minha filha... Eu não suportava pensar na palavra.

Nossa casa estava rodeada de policiais. Todos eles conversavam com Edward e Katy – que havia acordado pouco depois do acontecido no quarto. Tentaram conversar comigo também, mas eu mal conseguia falar. Thomas estava no meu colo, os olhos abertos, e parecia que ele sabia que algo havia acontecido com a irmã. Não conseguia me separar de meu filho.

Eu precisava de meu bebê, precisava da minha Sophie.

Os Cullen estavam ali também. Rose tinha o Luke no colo e lançava olhares para mim a todo o momento.

- Mama... – Thomas sussurrou, segurando em minha blusa.

- Oi, bebê – sussurrei, limpando minhas lágrimas.

- Thomy qué mamá.

Eu respirei fundo e assenti, levantando-me e seguindo até a cozinha. Eu não estava em condições de amamentar Thomas naquele momento. Por isso, peguei o leite que eu tirava diariamente e aqueci um pouco para ele. Sentei-me, então, à mesa da cozinha, e o acomodei.

Fiquei ali, com meu coração angustiado, alimentando meu filho, sem saber direito o que eu podia fazer. Eu não sabia onde minha filha estava, se estava bem, se ela estava com frio...

- Bella...

Levantei os olhos e vi Emmett ali, o rosto sério. Solucei, baixo, e tentei esconder isso. Thomas estava quase dormindo e eu não queria assustá-lo.

- Eu só vou colocar o Thomas no berço e volto, ok? – murmurei.

Não esperei por sua resposta. Retirei a mamadeira da boca dele e o coloquei em pé, enquanto me dirigia até o quarto.

Delicadamente coloquei-o no berço, assim que cheguei, e o cobri, beijando sua testa logo em seguida.

- Eu te amo, Thomas – murmurei. – Mamãe te ama.

Fui, então, para o berço ao lado, onde minha filha, minha pequena Sophie dormia todos os dias. As cobertas estavam reviradas, o que significava que ela estava dormindo. Peguei o cobertozinho de bichinhos que ela tinha e me sentei na poltrona, abraçando-o forte.

O cheirinho dela ainda estava ali e aquilo foi suficiente para me fazer chorar ainda mais. Abafei os soluços no próprio cobertor, desejando que aquilo fosse só um pesadelo, que minha filha logo estaria ali comigo; eu precisava disso, precisava dela.

- Onde você está, Sophie? – murmurei.

E implorei a Deus para trazer minha pequena de volta.

Edward POV.

Eu não conseguia acreditar.

Parecia impossível.

Minha filha, minha princesa, meu anjo...

- Sr. Cullen. – Um dos policiais se aproximou de mim.

- Alguma informação nova? – perguntei, ansioso.

- Infelizmente, não – suspirou. – Eu só quero avisar que grampeamos o telefone, então, qualquer telefonema...

- Eu sei – interrompi-o. – Fique a vontade, eu só quero minha filha de volta.

- Faremos o possível, senhor.

Eu o vi se afastar e respirei fundo; nunca, em toda a minha vida, tinha sentido um aperto como aquele no peito.

Katy disse que estava sentada, no sofá da sala, esperando que voltássemos, quando ouviu um barulho na porta da casa. As crianças estavam resfriadas e tinham dormido cedo. Katy disse que o barulho não durou, então ela logo se acalmou. Alguns minutos depois sentiu um pano em seu rosto e ela não se lembrava de mais nada.

E minha filha tinha sumido.

Tinha sido seqüestrada.

E eu a queria de volta.

Faria o que a pessoa pedisse, daria todo o meu dinheiro.

Eu só queria a minha Sophie de volta.

Terceira Pessoa POV.

Enquanto observava o sono da garota, em momento algum saiu do lado dela. Sua respiração, indo e vindo de forma calma, era algo que simplesmente não tinha preço.

Sentiu seu celular vibrar no bolso e suspirou quando viu que era sua mãe.

- Vou me atrasar, mãe. – Foi tudo o que disse. – Estou em uma reunião importante agora, mais tarde te ligo.

Desligou o telefone e guardou-o novamente.

Naquele momento nada poderia ficar mais perfeito. Ela tinha sua filha, sua Rebecca. Tudo iria, agora, ficar bem. Todo o espaço que havia parecia ter sido preenchido.

Um resmungo alto tirou-lhe de seus devaneios e ela sorriu, percebendo que sua pequena logo estaria acordada. Correu até a cozinha onde, com todo o cuidado do mundo, esquentou sua mamadeira, e levou de volta ao quarto.

Então, assim que abriu os olhos, Rebecca começou a chorar.

- Mama... Mama... Papa... – Chorou, enquanto seu rostinho virava de um lado para o outro.

Desde que nascera dava para perceber que ela seria grudada com os pais, que não iria suportar ficar na presença de estranhos.

- Shhh... – murmurou a mulher, pegando a menina no colo. – Mamãe está aqui, meu amor. Tudo vai ficar bem, ok? Eu prometo isso para você.

- Papa... Mama...

Ao pegar na testa da pequena, ela percebeu que a menina estava um pouco quente, e imediatamente se lembrou de que ouvira os pais comentaram que os bebês estavam resfriados.

- Vou pegar um remédio para você, Becca. Vamos, florzinha.

E, sorrindo, saiu do quarto, enquanto a menina ainda berrava, completamente assustada.

Edward POV.

Meus pais e irmãos ficaram ali o tempo todo comigo, mas, em algum momento, eu lhes disse para irem embora; quando eu tivesse notícias, os avisaria.

Como os policiais passariam a noite ali, disse-lhes aonde tinha tudo disponível e fui para o meu quarto e de Bella.

Ela não estava lá.

Dirigi-me até o quarto que ela ocupava outrora. Como não a achei lá, supus que estaria no quarto das crianças.

E eu a encontrei lá. Agarrada ao cobertor de nossa filha, lágrimas ainda escorrendo de seus olhos. Thomas dormia no berço.

- Bella...

Os olhos castanhos que eu tanto amava se viraram para mim e eu vi a dor ali, a mesma dor que eu sentia.

- Ela sumiu, Edward... – Bella murmurou. – E é tudo minha culpa.

- Não. – Imediatamente, protestando, ajoelhei-me a sua frente, e coloquei seu rosto entre minhas mãos. – Se tem algum culpado, sou eu. Você não queria ir, eu que insisti...

- Eu deveria ter dado atenção ao aperto que sentia, Edward – soluçou. – E, agora, eu nem sei se nossa pequena está bem! Eu a quero de volta, Edward.

Eu puxei Bella rapidamente para os meus braços, chorando junto dela. Naquele momento ambos estávamos unidos pela dor, pelo sofrimento.

Ambos queríamos, com todas as nossas forças, que a nossa filha ficasse bem. Queríamos que ela aparecesse. E queríamos que quem tivesse feito isso pagasse.

- E se ela não voltar, Edward?

- Ela vai, Bella. Eu prometo isso para você.

_

Ninguém dormiu bem naquela noite. Se eu consegui dormir por cinco minutos, foi muito. Bella precisou de calmantes e logo minha família apareceu novamente, exceto por Rose, que ficara em casa com o Luke.

Minha mãe e Alice ficaram encarregadas de cuidar de Thomas, que ainda estava um pouco resfriado. Estava melhorando, mas eu temia por Sophie. Ela tinha saído com a roupa do corpo, tinha, provavelmente, saído nas ruas frias...

Eu queria tanto que ela voltasse...

Com o passar das horas, e com a falta de notícias, eu fui ficando mais desesperado. Em todo lugar da casa fotos minhas, de Bella, de Thomas e de Sophie, eram encontradas. E eu nem olhar mais para as fotografias estava suportando.

Em algum momento, meu pai, eu, Jasper e Emmett saímos, com fotos de Sophie, e começamos, desesperados, a perguntar se alguém a tinha visto.

Mas ninguém tinha.

Voltei para casa ainda mais destruído do que nunca, culpando-me a todo o momento.

Era por minha culpa, exclusivamente culpa minha. Bella não queria sair, Bella queria ficar com as crianças. Se tivéssemos ficado, Sophie estaria aqui.

Como eu poderia encarar Bella, Thomas, ou alguém da minha família, se algo acontecesse a Sophie? Como eu poderia encará-los sabendo que tudo tinha sido minha culpa?

Bella POV.

Destruída, cansada, exausta, vazia...

Naquele momento tudo o que me mantinha em pé, era o apoio que eu estava recebendo.

Alice e Esme revezavam para ficar comigo e com Thomas. Quando eu me encontrava mais calma eu me dirigia até o quarto dos bebês, apenas para ficar um pouco com o meu filho. Mas bastava meus olhos varrerem pelo quarto, verem fotografias, bichinhos de pelúcia, roupinhas...

E lá estava eu, chorando outra vez.

Como alguém podia ser tão covarde? Como alguém tinha a capacidade de pegar minha filha, assim?

Eu queria que tudo não tivesse passado de um pesadelo, queria encontrá-la logo, queria que tudo ficasse bem.

Eu só a queria de volta.

Era tão difícil e complicado assim?

Terceira Pessoa POV.

A noite foi difícil. Rebecca teve febre e só chorava. Chorou até cansar e dormir novamente.

Ela achava que com o tempo Rebecca aceitaria que tinha uma nova mãe.

E tudo ficaria bem.

Despediu-se da filha logo pela manhã e rumou para fora do apartamento; não queria que, quando a babá chegasse, a visse.

Tudo, por enquanto, teria que ficar em segredo.

Joyce POV.

Eu nunca tinha sido contrata naquelas condições, tão estranhas. Eu não iria conhecer a mãe da criança, tinha que sair cinco minutos antes das oito, porque era nesse horário que ela chegava e ela não queria que eu a visse...

Talvez ela fosse uma mulher famosa que quisesse manter o disfarce.

Por isso não estranhei a casa vazia, quando cheguei. Li as instruções e fui direto para o quarto. A menina parecia ter chorado muito e estava um pouco quente.

Eu tinha experiências com doenças de crianças, já que tinha duas. Só que eu realmente me assustei quando a menina acordou, aos berros.

Eu fiz de tudo, mas nada parecia acalmá-la. Se eu realmente não estivesse precisando daquele emprego...

Com o passar do tempo a menina foi se acalmando, mas ela ainda estava meio molinha, triste. Não quis comer e ficava o tempo todo chamando pela mãe e pelo pai.

Eu realmente estava estranhando tudo aquilo.

No horário certo, saí da casa, mesmo com o coração apertado. Tomara que, com a mãe aqui, a menina melhore.

Ela é tão linda, coitadinha.

E tão indefesa.

_

Com o passar dos dias fui percebendo que Rebecca não estava se adaptando bem. Pelo telefone a mãe me contou que elas tinham vindo de outra cidade, então julguei que devia ser por isso.

Rebecca tossia bastante, tinha febre, quase não comia.

E aquilo estava, de verdade, me preocupando. Quando comentei com a mãe esse fato, também pelo telefone, ela disse que já tinha ido visitar um médico e aquilo era só uma gripe.

Mas não era.

Eu conhecia aqueles sintomas, sabia o que era aquilo.

E, mesmo arriscando meu emprego, mesmo sabendo que a mãe dela me odiaria por isso, em uma sexta-feira, peguei a menina, agasalhei-a o máximo que pude, e corri até o hospital mais próximo.

Eu fiquei assustada quando todos começaram a apontar para ela como se ela fosse a pessoa mais importante do mundo e decidi correr.

Pelo menos, agora, ela seria bem tratada.

E a mãe seria informada.

Eu não queria um emprego daqueles. Estava difícil arrumar um, mas eu conseguiria.

Estava certa disso.

Edward POV.

Os dias se passaram, mas nada acontecia.

O seqüestrador não entrara em contato, então, aos poucos, os policiais foram saindo de minha casa. Apenas dois ficaram, os demais estavam na delegacia.

E eu estava, simplesmente, um caco.

Thomas foi passar alguns dias, juntamente da babá, na casa dos meus pais, porque aquele ambiente não era nada bom para ele. Bella mal falava, parecia que iria desmoronar a qualquer momento.

E eu estava fazendo o melhor que podia, como havia prometido, mesmo que esse ‘melhor’ não fosse o que eu queria.

Eu queria minha filha, queria-a nos meus braços, queria-a bem.

_

Era uma sexta-feira.

O clima continuava o mesmo.

Bella e eu mal nos falávamos. Nós sempre víamos nosso filho, mas realmente não queríamos que o clima ruim o afetasse.

Estava um silêncio total na sala. Eu estava sentado em uma poltrona, morrendo de dor de cabeça. Bella estava deitada em posição fetal em um sofá. No outro estavam os dois policiais.

Então, o telefone tocou.

O policial atendeu, imediatamente, fazendo sinal para o outro. Ele ficou ouvindo por algum tempo, resmungando algumas coisas, e depois desligou.

- Há uma menina – começou – que dizem ser idêntica a filha de vocês, em um hospital.

Meu coração imediatamente parou, para logo em seguida recuperar a batida com o dobro de velocidade.

Seria ela? Seria Sophie?

- Vamos para lá. – Fiquei em pé imediatamente, assim como Bella. – Agora.

Notas finais
N/A: Ei, amores. Como vão? HAHA. Eu sei que vocês ‘adoram’ esses fins, ok? Então, y.y. UIHSAIUHSAU.

Espero que tenham gostado do capítulo. Vou tentar não demorar muito com o próximo.

Sem spoilers por hoje, também. Não consegui adiantar nada do próximo capítulo :/.

E, infelizmente, esse é o antepenúltimo capítulo da Innocence. Teremos o 27, o 28 e o epílogo. E estou pensando em fazer uns dois bônus. O que vocês acham disso?

Beijos, beijos.

Deh C.

/ Fla (L)

N/B: ah, claro, adoramos finais assim; eles nos livrarão de nossa pena de 23497834 anos por ter assassinado a autora – no caso, você – e torturado. hehe