Innocence
21 Capítulo 20 - Happiness
Notas iniciais
Edward POV.
Assim que tomei os lábios de Bella nos meus, percebi que eu nunca tinha me sentido daquela forma, somente ao beijar alguém, como eu me sentia com ela.
Nossos lábios dançavam em um ritmo alucinante, sem se preocupar com o fôlego ou com nada a nossa volta. Eu me peguei lembrando-me da noite que nossos filhos tinham sido feitos e senti falta de estar com Bella, de ficar ao lado dela.
- Bella... – sussurrei, entre seus lábios.
E talvez tenha sido um erro fazer isso, já que Bella me empurrou e se afastou, seus orbes castanhos arregalados.
- Edward... Eu... – Então, antes que eu pudesse dizer ou fazer qualquer outra coisa, Bella se afastou e subiu as escadas, deixando-me ali.
Bella POV.
Era errado.
Completamente errado.
E eu só percebi isso quando Edward murmurou meu nome.
Era errado porque eu queria, porque eu o amava...
E era errado porque ele nunca iria me amar.
Eu tranquei a porta do quarto e adormeci, decidida a ignorar Edward até que ele se esquecesse daquele beijo – embora eu nunca fosse capaz de esquecer.
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Eu acordei sentindo-me um pouco enjoada e achei isso um pouco estranho, até me lembrar que havia comido muito doce na festa de casamento de Rose. Levantei-me e apoiei-me na mesa de cabeceira. Olhei o relógio; eram mais de duas da tarde.
Tomei um banho quente e demorado, mas o enjoo não passou. Vesti uma roupa qualquer e resolvi descer; talvez houvesse algum remédio na cozinha que pudesse me ajudar.
Só que, assim que pisei na sala, vi Edward, sentado no sofá e assistindo a um jogo que passava na televisão. Corei imensamente e senti meu coração acelerar assim que me lembrei de tudo o que tinha acontecido na noite passada. Então, antes que ele pudesse perceber que eu estava ali – se é que já não tinha percebido e estava me ignorando – fui calmamente até a cozinha e comecei a procurar pelo remédio que minha médica tinha me receitado.
Estiquei a mão para pegá-lo – já que ele estava na parte de cima da prateleira – e o puxei. Só que um copo veio junto e acabou caindo no balcão, cortando minha mão no processo.
- Droga! – xinguei.
- Bella?
Eu olhei para cima e vi Edward surgir na porta da cozinha com uma expressão preocupada no rosto. Assim que viu sangue em minha mão esquerda, ele veio correndo até a mim.
- Você está bem? – perguntou, já pegando minha mão e examinando-a. Incapaz de falar, apenas assenti. – Não foi um corte profundo. Sente-se aqui que vou limpar para você.
Permaneci calada enquanto Edward limpava o corte e colocava um curativo. Somente o toque delicado de suas mãos na minha me deixavam tão mais apaixonada... Eu queria muito que pudesse ter a chance de ser feliz com ele, mas tinha medo.
- Pronto – murmurou. – Como conseguiu se cortar, Bella?
Eu ri.
- Bom... Eu estou um pouco enjoada, provavelmente por causa de todos os doces que comi ontem. Eu vi o remédio e me estiquei para pegar. Só que quando puxei, o copo veio junto...
Edward revirou os olhos.
- Eu não entendo como você consegue ser tão desastrada – sorriu. – Me chame, ok, Bella? Quando quiser pegar algo no alto, por favor.
- Tudo bem – concordei.
- Bella... – começou. Imediatamente congelei. – Sobre ontem...
- Edward – suspirei –, vamos esquecer, ok?
- Mas...
- Por favor? – pedi. – Só...
- Ok – suspirou. – Eu vou pegar o remédio para você e fazer algo para comermos.
- Eu posso fazer o almoço, Edward – ri. – Tenho certeza disso.
- Tudo bem. – Ele estreitou os olhos.
Eu fiz uma moqueca e uma salada, apenas. Edward e eu comemos em silêncio, sempre olhando um para o outro. Eu sabia que estava sendo covarde de não querer conversar com ele, mas era que eu só não queria ouvi-lo dizer que sentia muito por ter me beijado...
Ia doer demais.
Edward POV.
Eu sentia algo por Bella e sabia disso. Era mais do que sentimento de amizade ou de gratidão, ou simplesmente por ela estar carregando meus filhos... Eu a queria bem, a queria por perto...
Eu queria dizer para ela para tentarmos ter algo, mas Bella não parecia querer conversar sobre isso – o que me levou a crer que, de mim, ela só queria amizade, pelo bem dos gêmeos.
Não falamos sobre o beijo durante o resto dia, embora eu realmente quisesse conversar com ela sobre isso.
Bella, depois que comemos, foi para a sala e eu fui junto. E nós assistimos a um filme, até Bella se levantar, dizendo que estava com desejo de comer pipoca. Nós fizemos e comemos.
E parecíamos uma família.
Quando pensei nisso, me dei conta de que realmente queria isso. Queria que Bella e eu fôssemos uma família...
Será que, algum dia, ela me daria a chance de dizer isso a ela?
Bella POV.
A semana se passou rapidamente, sem que Edward e eu mencionássemos o que tinha acontecido no domingo. Eu não me permiti ter esperanças, como sempre; talvez, assim, fosse mais fácil conviver com esse aperto constante que eu tinha no coração.
Na sexta, na parte da tarde, fomos a mais uma consulta com a minha obstetra. Eu estava quase completando cinco meses e estava louca para saber o sexo dos bebês.
Só que eles não colaboraram – como sempre.
E eu me senti ainda mais ansiosa, sabendo que minha consulta só seria quando, de fato, completasse os cinco meses, e eu não sabia se poderia esperar tanto.
Rose me ligou na sexta mesmo, da sua Lua de Mel.
- Vocês já sabem o sexo dos bebês? – perguntou, animada. E eu ri, porque era extremamente hilário imaginar que ela estava me ligando, da sua lua de mel, para saber dos bebês. – Eu estou tão curiosa!
- Eu também – suspirei. – Mas os bebês ainda não colaboraram, então, vamos ter que esperar.
- Ah, tudo bem – murmurou. – Na semana que vem eu volto e vai ter um jantar na casa minha e de Emmett, ok? Eu quero muito ver sua barriga.
E eu concordei, embora preferisse mais ficar em casa agora. Eu sentia dores nas costas, nas pernas e meus pés viviam inchados. Dores de cabeças e desconfortos eram constantes também, mas eu sabia que tudo valeria a pena quando tivesse meus dois bebês nos braços.
Eu realmente não via a hora de tê-los perto de mim.
_
Quase onze da noite. E eu realmente não conseguia dormir. Estava com um desejo enorme de comer batatas fritas, minha boca enchia d’água só de imaginar isso, mas eu sabia que não tinha nenhum pacote de batatas e nem batatas aqui. Edward e eu só iríamos fazer compras amanhã.
Respirei fundo mais uma vez, antes de me levantar e seguir até o closet que havia em meu quarto. Escolhi uma roupa sem olhar se realmente combinava com os sapatos e peguei minha bolsa, já indo até a sala.
Eu poderia até acordar Edward – e tinha certeza de que amanhã ele me xingaria por não ter feito isso –, mas ele trabalhava durante toda a semana e eu não queria atrapalhar seu sono.
Fui até a garagem e sorri ao me lembrar de Edward tentando me convencer a deixá-lo me dar outro carro; ele não gostava nem um pouco que eu andasse na caminhonete e tentava evitar isso sempre, levando-me até o trabalho e me buscando, todos os dias. Só que, agora, era extremamente necessário.
Tentei ligá-la uma, duas e três vezes. Até que, por fim, desisti. Depois de ficar parada durante todo esse tempo, ela tinha que ter dado problema.
Bufei, irritada, e fui até a sala, procurando pelo número de um táxi.
- Bella?
Eu me virei, assustada, e encontrei Edward com seu pijama. Ele parecia bem acordado e confuso ao me ver toda arrumada.
- Não queria te acordar, desculpa – murmurei.
- Algum problema? – indagou, aproximando-se. – Por que você está vestida desse jeito?
- Ah, eu estou indo comprar batatas – expliquei. Edward ergueu uma sobrancelha, sem entender. – Estou com desejo e aqui não tem... Então, não querendo te atrapalhar, resolvi ir com minha picape, mas ela não está pegando... Vim aqui pegar o número de um táxi...
- Bella! – sussurrou. – Eu já te disse para me chamar.
- Você trabalha a semana inteira, Edward... Eu só queria deixar você descansar.
- Você também trabalha a semana inteira – riu. – E, ainda por cima, está grávida de quase cinco meses. Então, você fica aqui quietinha e eu vou comprar batatas fritas, ok?
- Tudo bem – suspirei.
- E eu não quero a senhorita andando naquela picape. Ela não é segura.
E eu tive que rir.
Sentia-me tão bem quando Edward me tratava dessa forma e cuidava de mim. Eu me sentia bem. Voltei até o meu quarto e tornei a colocar a roupa que estava vestindo antes. Fiquei na sala, assistindo a TV, enquanto Edward não voltava.
Eu corri – o máximo que uma grávida consegue correr – até a porta assim que ouvi o barulho dela sendo aberta. Edward riu com a minha animação e eu me senti imensamente bem; parecíamos estar em um momento tão... família.
Eu coloquei todas as batatas para fritar e fiquei ali, feito uma criança quando descobre algo novo e de seu interesse, ouvindo Edward rir atrás de mim.
- Sabe – começou –, não é aconselhável que grávidas comam muitas frituras. Você pode ficar enjoada.
Eu me virei, com um biquinho, e Edward se aproximou ainda mais.
- Mas eu estou com desejo – sussurrei, como uma criança. – Você não quer que os bebês nasçam com cara de batatas fritas, quer?
- Você fica tão... – Edward me puxou para seus braços e, de repente, eu me vi incapaz de fazer ou falar qualquer coisa. – Você fica tão mais linda assim, com esses brilhos nos olhos, esse sorriso... toda vez que fala de nossos filhos.
Edward se aproximou de mim ainda mais, e antes que eu me desse conta, seus lábios estavam colados nos meus.
Eu me deixei levar pelo beijo, colocando-me a ele o máximo que minha barriga permitia. Nossas línguas dançavam em perfeita sincronia, movendo-se em uma dança única e perfeita.
- Edward... – murmurei entre seus lábios. – As batatas.
- Bella... – suspirou, quando me afastei. Eu retirei as batatas, desliguei o fogo e as temperei. – Olhe para mim, por favor.
- Edward... Não vamos falar sobre isso, por favor? Eu... Eu não quero...
- Você não quer... – incentivou.
- Eu não quero que você fique comigo só por causa das crianças – confessei, ainda sem olhá-lo. – Não quero obrigá-lo a isso.
Senti a mão de Edward em meu queixo, forçando-me a olhar para ele.
- É isso que você pensa? Você realmente acha que eu só quero ficar com você por causa dos bebês?
- E é, Edward – ri, sem humor. – Eu sei que é. E não quero isso.
- Eu te quero, Bella – afirmou. Eu olhei em seus olhos, surpresa, esperando ver algum tipo de brincadeira ou malícia ali, mas só havia brilho em seus olhos. Edward parecia estar sendo tão sincero.
- Quer? – indaguei, como uma boba.
- Sim – sorriu. – Só vamos tentar, por favor? Eu te quero. Eu quero tentar com você. Só... por favor.
Eu sentia meu coração batendo acelerado no peito e abri a boca diversas vezes – pensando em dizer não, que nunca daria certo, que ele não me amava como eu o amava, e que nada nunca seria o suficiente. Só que ao olhá-lo, vendo que ele parecia tão sincero...
Eu somente me aproximei um pouco mais e colei meus lábios nos dele, demonstrando com aquele beijo o que eu não era capaz de falar com palavras.
Que eu o amava.
E independente de qualquer coisa, sempre o amaria.
- Ah, Bella... – Edward sorriu contra os meus lábios. – Eu prometo te fazer muito feliz, meu bem.
E eu sorri.
E senti.
Senti os bebês chutando.
E pela expressão de Edward, ele também sentiu.
- Parece que os bebês também ficaram contentes – ri.
E nós ficamos ali, o resto da noite, juntos.
Edward POV.
Eu não sabia exatamente o que sentia por Bella, embora tivesse a certeza de que era algo muito forte.
Mas agora eu e ela estávamos juntos e iríamos tentar ter algo. E eu me sentia bem. Sentia-me tão feliz que era capaz de sair gritando isso para todo mundo.
Porém, Bella pediu para que guardássemos segredo por enquanto, até termos absoluta certeza. Aceitei, embora estivesse um pouco relutante. Depois que ela comeu as suas batatas fritas – e eu a acompanhei, claro – fomos dormir. Juntos. Abraçados, na minha cama, eu com as mãos em sua barriga, abraçando-a de lado, e Bella encolhida contra mim.
Poderia ficar mais perfeito?
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Os dias começaram a passar, assim como as semanas, e logo um mês e duas semanas haviam se passado desde que Bella e eu resolvemos tentar. Bella havia completado seis meses e nós ainda não tínhamos conseguido descobrir o sexo. Sempre que íamos um bebê atrapalhava de ver o sexo do outro. Dra. Susan já havia feito várias piadinhas sobre isso, até que, por fim, Bella e eu desistimos de perguntar. Esperaríamos pelo nascimento dos dois.
Então, depois que contamos isso a nossa família, começamos a organizar o quarto dos bebês, com a ajuda de Esme, Alice e Rose. Resolvemos colocar tudo em branco e um tom esverdeado, assim, caso fossem duas meninas, não ficaria parecendo um quarto masculino.
E quando o quarto deles ficou pronto... Eu me vi pegando naquelas roupas pequenininhas, imaginando meus filhos ali dentro... E Bella chorou – o que se tornou algo constante –, dizendo estar ansiosa. E quando ficamos sozinhos, nós dois nos abraçamos e ficamos ali, olhando para o quarto que seria de nossos bebês.
Bella POV.
Seis meses e duas semanas... Minha barriga se encontrava imensa e eu realmente não conseguia mais dormir como antes. Os bebês se mexiam bastante, assim como pressionavam minha bexiga. Acho que eu passava mais tempo no banheiro do que em qualquer outro lugar.
Como agora eu dormia no quarto de Edward, tentava fazer mais silêncio possível. Quando via que eu não iria conseguir dormir, dirigia-me até a sala e cochilava no sofá.
E quando Edward descobriu isso...
- Bella, pelo amor de Deus! – disse-me. – Por que você vem dormir na sala?
- Eu... – suspirei. Era sábado e Edward havia me acordado quando me viu no sofá. – Eu não estou conseguindo dormir muito bem por causa dos bebês, então, para não atrapalhar seu sono, eu venho para cá e fico assistindo TV. O barulho dela acalma os dois.
- Ah, Bella... – suspirou.
Edward me fez prometer que não faria mais isso. E ficou misterioso o resto do dia.
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Na terça, acordei e arrumei-me para ir trabalhar, sentindo-me mais cansada do que nunca. Tentei disfarças as olheiras com maquiagem e desci para a sala, sabendo que Edward já estaria preparando o café da manhã.
Estranhei quando vi que onde antes havia uma estante na sala, com duas poltronas na frente, estava vazio. Como previsto, encontrei Edward na cozinha.
- Como se sente? – perguntou, vindo me dar um beijo. Eu sorri para ele.
- Cansada – ri. – Mas eu não vejo a hora de esses dois nascerem.
- Eu também – sorriu. Ele se abaixou, como sempre fazia, e beijou minha barriga, colocando suas mãos ali. Os bebês se agitaram, como sempre, e isso nos fez rir. – Porque esses dois não querem deixar o papai saber o sexo deles.
- Edward... – sorri. – Por que a estante e as poltronas sumiram da sala?
Ele sorriu.
- Hmmm... Surpresa. – Beijou-me nos lábios mais uma vez e me fez sentar. – Agora coma, senhorita, que nós dois temos que trabalhar.
Edward vinha insistindo diariamente para eu parar de trabalhar, tirar minha licença, mas eu lhe disse – e ele me fez prometer – que tiraria a licença assim que completasse sete meses e duas semanas. Teria mais um mês de trabalho e, depois, poderia descansar.
Ele me levou até a loja, como sempre, e disse que me pegaria na hora do almoço. Eu estava proibida de dirigir a minha caminhonete. E não foi só Edward que disse isso. Meus pais também, assim como Esme, Carlisle, Rose, Emmett, Alice... E até Jasper.
Eu estava mais trabalhando no caixa, já que não precisava ficar andando muito como antes. Todos estavam sendo muito compreensivos comigo. Até a mãe de Jacob insistia para eu tirar licença.
A manhã foi intensa. Era novembro, logo seria Natal, e as pessoas começavam as compras cedo. Estava começando a esfriar, também. Edward agora insistia e me enchia de casacos antes de sair de casa.
Perto da hora do almoço, eu sentia que minha cabeça fosse explodir. Com insistência de todos que trabalhavam na loja, saí um pouco mais cedo, e fiquei esperando por Edward em uma lanchonete ali perto. Pedi que avisassem a ele, quando ele fosse me procurar, e fiquei ali, tomando um suco. Eu estava exausta. Precisava dormir. E minha cabeça também estava me matando.
Encostei-me na cadeira e me ajeitei um pouco, dando mais um gole em meu suco. Respirei fundo e comecei a acariciar minha barriga, sentindo meus bebês quietos. Eles bem que podiam ficar assim durante a noite...
Não demorou muito para que Edward chegasse e me obrigasse a comer. Logo em seguida ele me deu um remédio e disse que havia tirado o resto do dia de folga. Portanto, nós iríamos para casa.
Edward dirigiu como sempre, ora brincando com minha barriga, ora pegando em minha mão, ora sorrindo para mim. Eu me sentia cada vez mais apaixonada por esse homem e era em momentos como esse que eu queria lhe dizer que o amava. Só que eu tinha medo; medo de que ele não dissesse que me amava de volta.
Quando chegamos a nossa casa, havia uma movimentação estranha. Eu olhei para Edward, confusa, e ele apenas sorriu.
- O que foi? – indaguei-o.
- Você vai ver – riu.
Edward conversou algo com um rapaz que estava perto de um caminhão. Eu esperei, impaciente, como Edward havia pedido. O que tinha acontecido? Por que os olhos de Edward brilhavam de uma forma tão intensa e tão linda?
- Pronto, Bella. – Ele se aproximou. – Entre.
Quando eu entrei, ofeguei. No local onde antes tinha uma estante e duas poltronas, agora tinha um piano de calda, preto e lindo.
- Nossa – sussurrei. – Eu...
- Eu toco piano – murmurou ele. – Mas faz tempo que não toco, admito. Então, quando você disse que não estava conseguindo dormir, porque os bebês não paravam de se mexer, eu pensei em comprar um. Assim, todas as noites, eu posso tocar para você e para eles. Para os três.
As lágrimas vieram antes que eu me desse conta e eu me virei para Edward, abraçando-o e o beijando. Ele retribuiu ao beijo.
E tudo começou a mudar.
O beijo começou a ficar mais intenso, assim como as mãos de Edward começaram a explorar mais do meu corpo. Elas desceram até os botões de minha blusa e as desabotoaram, revelando meus seios volumosos e minha imensa barriga. Eu não consegui segurar o gemido quando Edward tirou meu sutiã e beijou meus seios, chupando um de meus mamilos com carinho e desejo.
Eu tinha sentido tanta falta de estar daquele jeito com Edward.
- Edward... – gemi.
Ele me calou com um beijo e me pegou no colo. Eu não sei ao certo quanto tempo andamos, mas logo senti-o me colocando em sua cama. Eu sorri para ele, e, incrivelmente, ele sorriu de volta.
A camisa de Edward foi desabotoada também, assim como sua calça, e logo ele estava com uma boxer verde a minha frente. Eu mesma retirei a minha calça e voltei a beijá-lo, enquanto ele me acariciava com suas mãos.
Os beijos, gemidos, toques foram se tornando mais exigentes, assim como intensos. Logo, nós estávamos nus, e, devido a minha barriga, Edward me deitou de lado, posicionou-se atrás de mim, e me penetrou por trás.
Ambos soltamos um gemido alto. Edward me ajudava a me movimentar, movimentando-se também, e nós dois gemíamos.
Eu tinha sentido tanta falta dele... Tanta falta de estar com ele daquele jeito.
Parecia impossível aquilo estar acontecendo de novo; eu nunca, nunca mesmo, poderia imaginar que um dia iríamos fazer amor novamente.
E quando o ápice chegou, eu me senti bem. Meu coração acelerado, os bebês se mexendo, as mãos de Edward ainda em mim.
Eu me senti vida.
Senti-me bem.
E dormi; como há muito tempo não dormia.
Edward POV.
Estar com Bella daquele jeito havia sido completamente perfeito. Eu sorri feito um bobo, deslizando para fora dele e colocando minha boxer, enquanto a observava dormir.
Ela parecia tão serena, tão intensa... E eu simplesmente voltei a me deitar, abraçando-a e beijando seu ombro de leve.
Não demorou muito e eu adormeci, com a certeza de que, daqui para frente, tudo iria melhorar.
_
Sete meses. Bella havia completado sete meses de gravidez. O que significava que, agora, os bebês poderiam nascer a qualquer momento. Nós conseguimos, finalmente, convencê-la a tirar licença. Agora ela passava o dia com minha mãe ou com Alice ou Rose. Eu realmente não podia mais deixá-la sozinha.
Era claro que esperávamos que os bebês fossem nascer quando tivessem completado nove meses, mas eram gêmeos, então... tudo poderia acontecer. Bella havia optado pelo parto normal e eu lhe prometi, no dia que eles nascessem, eu estaria ao lado dela como Edward e não como um médico.
Era sexta-feira, à noite, e eu estava analisando alguns papéis de alguns pacientes. Tinha alguns que haviam ficado no meu antigo apartamento e eu pretendia ir lá amanhã para pegá-los.
Despedi-me de Bree e segui rapidamente para casa. Nesse horário, Bella costumava ficar sozinha. Estacionei, aliviado por ver sua caminhonete lá, toda suja, já que estava parada há alguns meses, e entrei em casa.
Bella estava assistindo a TV, vestindo apenas um camisão meu, enquanto seus olhos brilhavam. Ela ria de algo que passava, mas eu não olhei para a TV para saber o que era. Era simplesmente maravilhoso poder vê-la sorrir, a barriga enorme...
- Cheguei – disse, sorrindo.
- Ei, Edward – disse ela, animada. – Vem assistir a esse filme comigo!
Eu me joguei no sofá, puxando-a para mim e a abracei, certo de que era um cara muito sortudo.
Eu tinha Bella. Logo nossos filhos estariam aqui...
Tinha como ficar melhor?
_
- Eu vou até o meu apartamento, ok? Preciso pegar algumas coisas que ficaram lá... Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, é só me ligar.
Eu realmente não queria deixar Bella sozinha, mesmo que fosse só por meia hora. Mas eu precisava e ela não queria que ninguém viesse ficar com ela. Então, antes de sair, beijei sua testa e dirigi para o meu apartamento antigo.
Eu comecei a procurar pelos papéis, assim que cheguei. Não queria demorar e deixar Bella sozinha em casa...
- Edward?
Congelei imediatamente assim que ouvi essa voz… Virei-me e encontrei Tanya, parada, na porta de meu escritório.
- Tanya... O que você está fazendo aqui? Não. Como você sabe que eu estou aqui?
- Olá para você também, Edward – riu. Ela se aproximou um pouco e se sentou em uma das poltronas que havia ali.
- Como você sabe que eu estou aqui e quem te deixou entrar? – perguntei.
- O porteiro – deu de ombros. – E eu venho te seguindo. Preciso falar com você.
- Tanya...
- Edward – sussurrou –, eu estou disposta a te perdoar.
- Por quê? – indaguei, surpreso demais para dizer qualquer outra coisa.
- Porque eu te amo. E eu quero você – disse.
- Tanya... Eu estou com a Bella agora.
- Você não precisa. – Ela se levantou e se aproximou de mim. Surpreso demais, com ela ali, dizendo que tinha me seguido, com ela ali, dizendo-me tudo aquilo, permaneci parado. – Não precisa ficar com alguém só porque esse alguém vai ter um filho, ou dois, com você.
- Tanya... – respirei fundo. – Eu não te amo mais.
- Eu posso fazê-lo se apaixonar por mim novamente, Edward.
Então, ela simplesmente se inclinou e me beijou.
Notas finais
Enfim, amores, eu estou com um pouquinho de pressa agora, então, não vou me demorar aqui na n/a. Só comentem, comentem, que o próximo capítulo... aiai, acho melhor ficar calada.
SPOILER:
- Eu... Eu não te amo. E sinto muito por isso.
-x-
- Está tudo bem com você?
-x-
- Eu te amo.
-x-
Eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam. Era mentira, tinha que ser. Por que ele faria algo do tipo comigo? Como poderia me enganar dessa forma? Mas meus olhos viam. E eu sabia que aquilo me perseguiria para o resto de minha vida.
-x-
Eu cheguei em casa, cansado, louco para ver Bella e poder abraçá-lo. Só que o que meus olhos viram...
- O que está acontecendo?
-X-
Fim do spoiler.
Fortes emoções no próximo, só isso que eu digo.
Beijos e queijos,
Deh C.
/ Fla (L)
N/B: malvaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada! Te mato
mocreia!
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