Inner Beauty
53 Arrependimento tardio
Notas iniciais
MAs vamos lá!
DEsculpe os erros e boa leitura!
Capitulo 53
Arrependimento tardio
Olhando pela janela a cidade começando a ficar para trás eu comecei a pensar na tolice que havia cometido, eu achei que minha idéia fosse cabível, mas quem eu estava querendo enganar com toda essa coragem falsa? Eu não ia conseguir fazer aquilo com o David, por mais ódio que sentisse, por mais motivos que tivesse, eu não tinha coragem de quebrar as regras que meu pai me ensinara quando criança... “fique com raiva, mas nunca seja cruel”...E agora? Agora eu não tinha meus irmãos pra consertar a burrada que tinha feito, eu não tinha amigos pra recorrer ou que confiasse o suficiente pra me ajudar e por um minuto eu comecei a cogitar o que tinha feito para estar nessa enrascada.
Mirei David, ele não parecia muito diferente de antes, eu deveria ser muito tapada pra cair na lábia dele. Eu lembro que tinha acabado de completar doze anos e minha única amiga e prima Kailyn se mudou pro interior, eu estava triste, zangada, frustrada e como o ditado com a mente fazia pronta pra oficina do diabo. Não sendo dramática, no entanto, Kailyn era a única garota que sinceramente eu me simpatizei e sendo minha prima de segundo grau isso se aprofundou e quando não estava com meus irmãos estava com ela. Nesse tempo Karl já havia saído de casa e só tinha o chato do John e o nerd do Stuart pra brincar, o que não era tão divertido com eles.
Em pouco tempo eu já era a garota mau humorada do fim da sala que as outras garotas não gostavam e os garotos tinham medo, já era facha preta, então quem os culpava por isso. E como se tudo já não tivesse dando errado acabei encontrando David me observando enquanto fugia do colégio pra ficar mais atoa do que dentro da sala, claro que não dei moral nos primeiro contatos, um garoto de dezesseis anos dizendo palavras pra uma guria de doze, não me cheirava bem e eu devia ter continuado com esse pensamento.
Ele me testou usando um dos idiotas da sua gangue pra me atacar, eu mesmo pequena naquela época havia conseguido e parece que isso aguçou o gosto dele.
Eu era esperta, forte, rápida e com gostos similares ao dele e claro o mais importante como toda adolescente boba eu não tinha medo de nada. Com palavras bem escolhidas, como dizer que era diferente das outras ou que meu potencial era incrível e que era mais forte que maioria dos garotos dele, David conseguiu me embromar ao ponto de com o tempo eu confiar nele. Na minha mente ele era o líder de uma gangue que como nos filmes eram vistas como ruins mais na verdade só fazia coisas justas...Como enfrentar pessoas más.
Ele tinha razão, eu adorava estar ali, todos me respeitavam e gostavam de mim, era a única garota, mas David desde o primeiro dia havia dito que aquele que encostasse em mim pagaria as conseqüências, e sinceramente eu não tinha medo. Nos dávamos muito bem, nossas idéias geralmente se combinavam e quando todos voltavam pra casa ele fazia questão de dar um passeio ou marcar um encontro, de pouco em pouco eu confesso que acabamos nos envolvendo criando um vinculo e logo em seguida um pacto de sangue.
Então olhando pra ele dirigindo o carro agora me perguntava por que de repente as coisas começaram a dar errado, sua ambição, seu jeito de tratar as pessoas, pra mim ele tinha surtado, mas isso seria muita inocência da minha parte, a verdade era que sempre esteve ali dentro, eu que era boba demais pra ver...Só que ai...Já era tarde demais.
Quando vi do que ele era capaz eu me revoltei, armei para pegar um por um, afinal nem eu dava conta de bater em vinte caras de uma só vez....Alguns eu havia batido no galpão esperando somente o David chegar, já tinha ligado pro John dando as informações do lugar pra virem busca-lo, mas o improvável aconteceu...David estava furioso e nada que eu desferisse nele funcionava.
Foi a primeira real surra que havia levado, ele acabou me espancando sem dó e eu maus conseguia fugir, quando me encurralou já coberta de sangue desesperada, eu lembro dele dizendo “Isso é pra você aprender a não trair seu dono”, seus olhos faiscavam vindo já pra cima de mim e depois de quase uma hora de bancadaria se não fosse meus irmãos chegando pra variar, bom...Eu acho que teria cicatrizes mais evidentes pelo corpo. Sim por isso sempre que pensava nele meu corpo tremia, naquele dia eu jurei que me tornaria forte o suficiente pra nenhum homem conseguir encostar a mão daquele jeito em mim...Evidentemente eu falhei.
–Vamos, ao menos sorria!-Disse ele colocando uma musica.-Vai ser como nos velhos tempos...-Eu nem quis mais olhar pra ele.-...Já está tudo armado por lá, vamos ganhar uma bolada de uma vez só, dai começamos nosso ramo de novo!-Nosso?!
–O que pretende? Assaltar um cassino?-Ironizei mórbida.
–Eu tenho um contato por lá, se fizermos um serviço pra ele vai nos dar essa bolada!
–Não use mais o plural, até parece que estou indo por que querer!-Revidei zangada e ele me olhou do mesmo jeito.
–Qual é Lisin?! Preferia ficar e ser uma mera assistente de time de baseball dando uns pegas no seu capitão?-Ele caçoou, e sim eu preferia.-Dá um tempo e esqueça, deixei passar dessa vez por que estava longe e tudo bem durante esse tempo ter uns ficantes ou namoricos qualquer...Mas agora fidelidade não é uma opção!-Disse sério e eu ri, “namoricos” até parecia meu pai falando.
–Claro, você iludiu uma garotinha e agora acha que é dono dela por isso.-Ele bufou de raiva.
–Chega de drama, okay?! Estou começando a me irritar com esse seu jeitinho de não gostar de nada, devia me agradecer por não guardar rancor, por não me zangar por ter se envolvido com outro garoto, eu fui seu primeiro tudo e também vou ser o ultimo!-Franzi o cenho não entendendo.
–Como assim meu primeiro tudo?-Alargou o sorriso tocando minha mão e eu soltei.
–Seu primeiro namorado, o primeiro que te beijou, seu primeiro amor, fui com você no primeiro encontro, vou ser seu primeiro marido e o primeiro de muitas coisas que viram...-Seu modo malicioso me fez rir.
–Esqueça, não vou me casar com você, até por que você pode ter sido o primeiro em muitas coisa, mas não foi em outras...-Revidei no mesmo tom só que com sarcasmo e droga, ele não gostou nem um pouco.
–Você....-Eu continuei rindo até uma bofetada acertar meu rosto com força... argh que dor.-...Você me paga por isso só n..-Ele parou de falar olhando no retrovisor constantemente.-...Mas o que?!-Olhei pra trás me virando na poltrona e entende mais ou menos o medo dele, lá vinha um carro em alta velocidade e naquele ritmo alcançaria a gente.
Será que eram agiotas ou algo assim? Ou será que...não sei, será?
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Notas finais
Então, nao sei se consigo posta o outro hj, bem vamos ver, estou meia cheia aki D:
Bjuss
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