Notas iniciais
Olá!
Eu sei amores que demorei e peço desculpas por isso ç.ç
Quero dar um agradecimento especial a LiliHale, Jee Fernande,
Akane Zoldyck, Survive e Looking For eu fico muito contente de ler as recomendaçoes e claro todos os reviews que me mandam!
Agradeço de coraçao a paciencia *.*

Capitulo 32

Outro nivel

Eu até que tentei falar com a Eloise, mas simplesmente só dava na caixa de mensagens, fiquei me perguntando o que afinal ela queria comigo?! Acabei desistindo, deixei um recado qualquer no celular dela e coloquei um ponto final nisso.

Arrumei o lado do meu quarto me preparando para a aula do dia seguinte, essa era a parte boa de estar na faculdade, as aulas eram adequadas aos horários dos professores ou seja, tinha dias da semanas em que não tínhamos aulas, porém em contrapartida tinha dia que as aulas eram a tarde inteira.

-Tá legal, qual o seu preço?-Perguntou uma voz que sinceramente eu não gostava atrás de mim, era a insuportável da minha parceira de quarto.

-Hã?!-Questionei me virando pra ela, coisa boa não devia ser.

-Não se faça boba, certo?! Quero saber quanto quer para convencer aquele pirralho pra aceitar meu projeto?-Eu particularmente não acreditava no que estava ouvindo, ela estava querendo me comprar pra influenciar o Oliver? Eu precisei fazer uma expressão bem sarcástica imaginando a cena dela usando toda sua artimanha pra cima do francês e ele sendo bem seco com ela dizendo ‘não’, só assim para chegar ao ponto de vir me pedir.

-Deixa eu adivinhar... Ele te dispensou não foi?-Ela fechou mais a cara ainda.

-Disse que se eu quisesse falar com ele precisava falar com você antes e que aceites, entregas, informações, recados e reclamações devem ser passados a você...Sem exceções! Na verdade só fala com ele quando o projeto for aceito e ele der a ordem a você para chamar!-Soltei uma gargalhada, isso é tão típico dele.

-Se ele disse está dito, não posso fazer nada sou só estagiaria minha cara.-Eu confesso que falei isso com um sorriso maldoso dentro de mim gritando de vitória, ela contornou em volta de mim respirando fundo.

-Pensa bem Kailyn, posso te transformar na garota mais popular dessa universidade, te dar privilégios que poucos têm aqui!-Me levantei da cama bocejando, agora tinha voltado ao colegial como se esse tipo de coisa fosse importante.

-Não obrigada!-Infelizmente ela veio atrás de mim.

-Então vamos falar de dinheiro!-Eu mereço, será que eu pareço tão comprável assim? Parei no meio do caminho colocando a mão na frente dela.

-O que ele decide está decidido, não adianta tentar me comprar querida!-Mesmo que no fundo eu precisasse de dinheiro.

-Você não está dando a seriedade que isso significa, meu pai disse que se eu não bolar um projeto que seja aceito, ele vai cortar mais do que a minha mesada, vai tirar meu carro e não pagará mais nada além do essencial de sobrevivência!-Quase fiquei com dó.

-Filhinha eu vivo só com esse essencial e ainda tenho que pagar meus próprios livros que certas pessoas fez questão de estragar a metade, está é com sorte!-Revidei pra ela rindo.

-Sabia que posso transformar sua vida em um inferno, não é?!-Mais?! Qual seria a novidade, mas nessa situação eu não tenho medo.

-Se fizer isso conto ao Oliver e ai sim seu projeto nunca será aceito!-Ela deu uma bufada pensando melhor, se tocou não é patricinha?!

Aquilo deu o assunto como encerrado, mesmo desgostosa ela seguiu seu rumo e eu fui atrás francês querendo saber sobre aquela conversa de tudo ter que passar pra minha mão antes de ir para a dele. Obvio que aquela hora ele devia estar no laboratório e assim que cheguei lá o notei de jaleco conversando com um rapaz os dois olharam pra mim e ele fez um aceno para eu esperar lá dentro, o rapaz parecia ser da espécie dele por que também usava jaleco e diferente dele estava todo bagunçado.

Sentei na banqueta esperando eles terminarem, cara era assustador ver aquele garoto de quinze anos bancando uma de chefão pra marmanjos de vinte. Abaixei a cabeça para não rir e logo então me deparei com um inseto enorme andando no chão e sem pensar duas vezes pisei em cima dele com toda força ouvindo até o estralar do corpo dele....Eca, vou ter que lavar meu sapato.

-Alguns artigos falam sobre a diferença no potencial reprodutivos dessa espécie de acordo com o clima, se pudesse manter em cativeiro e fazer uma diferenciação na temperatura dai provamos se isso é verdade ou não!-Ouvi o rapaz de cabelos bagunçados dizendo pro Oliver que concordou entrando no laboratório

-Sabe que qualquer interferência deve ser descrito e isso exige total atenção não é?!-Que papo de nerd.

-Eu sei, por isso precisa ser um tipo de área restrito!-Ele fez que sim se aproximando de mim.

-Olá chérie, já está terminando aqui...-Eu fiz que sim e de repente o cara começou a procurar algo pela sala, ele olhou sobre uma caixinha de vidro aberto, mas não estava lá pelo jeito.-O que foi?

-Bedict...Estava aqui á um minuto e sumiu...?!-Bedict? Que droga é essa? Uma namorada imaginaria...?

-Você perdeu a cobaia?!-Ele olhou apavorado para o francês.

-Eu juro, estava aqui! Você viu Oliver!...Você...-Apontou para mim.-...Não viu nenhum Melanoplus differentialis voando por aqui?-Um o que?! Será que esses garotos pensam que todo mundo entende sobre nomes científicos.

-O que seria isso?-Oliver deu uma risadinha para mim se aproximando.

-É um gafanhoto chérie!-Quando ele disse isso eu não sai correndo por que acho que o bicho em baixo do meu pé era esse tal ai, no desespero puxei o Oliver esperando o cara voltar a procurar o bicho.

-Oliver...-Chamei ele sem abrir a boca.-...Eu sei onde está a cobaia...-Ele me fitou surpreso procurando nos lados.

-Onde?!-Apontei para baixo.

-Debaixo do meu pé....-Sussurrei fazendo cara de desesperada, mas que droga!-...Acho que matei o bichinho dele....-Ele me fitou espantado e quando ergui o pé por uns instantes ele fez uma cara de quem tinha se encrencado confirmando.

-A porta estava aberta, pode ter fugido não?!-Ele fitou o francês desesperado e correu lá para fora e eu já virei desesperada para ele.- Kailyn!!! Por que você fez isso???!

-Como eu ia saber que isso tinha dono!?!?

-Pior que dono, esse inseto só é encontrado em picos de montanhas! Por que você matou ele!?-Fitei ele chorosa.

-Eu vi um inseto andando pela sala, não tinha nenhuma coleira dizendo que era domesticado, como eu ia adivinhar?-Ele negou com a cabeça.

-Limpa isso chérie antes que ele volte e vá pro meu quarto!-Eu fiz que sim pegando a chave da mão dele e corri para lavar o pé, ainda bem que eu o tinha pra estar do meu lado.

Que belo começo como estagiaria de iniciação cientifica, não acredito que pessoas gostam de brincar com insetos.

-Não brigue comigo, não tinha como eu saber!-Falei assim que ele entrou.

-Dá próxima vez que ver qualquer ser vivo pense antes de matar, mas eu consegui consertar, tem um entomólogo amigo que vai dar outro para o Josh....-Eu fiz de inocente encolhendo sentada ali.

-Desculpa...Eu só vim falar com você por uns instantes, Karen estava dizendo que disse a ela que eu recebia tudo antes de passar pra você...-Comentei e ele sentou na cadeira do computador girando ela ficando de frente para mim.

-Bem, é muito simples...Lembra que disse a você que eu e a sociedade entramos em um acordo em que eu não ficava perto dela e em troca fornecia a ela conhecimento cientifico....?!-Eu não recordava disso, porém fiz que sim para não dá uma de burra.- É isso, enquanto eu faço aparte teórica como corrigi os trabalhos e tudo mais, você fica com a socialização com as turmas! Eu passo as coisas para você e você passa para eles!-Franzi o cenho, do jeito que ele era senti que isso não seria boa ideia.

-Ai você não aceita eles e eles vem para cima de mim!

-Isso não vai acontecer chérie!?

-Por que não?!

-Por que eu sempre estou certo e ninguém reclama quando alguém está certo....-Meu Deus, as vezes eu esqueço que ele é gênio arrogante e nem um pouco modesto.

-Eu ainda...-Nesse momento meu celular tocou e assim que olhei no visor vi o nome da minha prima, apontei o dedo pra ele esperar um pouco.- Eloise?!

-Até que enfim!! Estou tentando falar com você tem um tempão!-Disse do outro lado toda nervosa, nem me preocupei, minha prima adora um drama.

-É eu estava ocupada, mas diga o que seu capitão fez dessa vez?-E teria outro motivo para aquele desespero.

-Como sabe que tem haver com o capitão?-Eu só não ri por que na certa ela ficaria brava.

-Digamos que você é bem previsível...-Ela soltou um suspiro meio raivoso.

-Tá, tá que seja, olha só...Preciso da sua ajuda e a do seu namoradinho mais novo...-Olhei pro Oliver que me fitou confuso provavelmente por minhas bochechas terem ficado coradas do nada, virei o corpo pro outro lado pra ele não ouvir bem o que eu ia falar.

-Ele não é meu namorado....-Murmurei para ela que soltou uma risada.

-Ele está perto não é?! E não entendi por que falou baixo se não é seu namorado!-Questionou com um tom irônico e curtidor.

-Diz logo o que você quer Eloise!!-Falei zangada, mas que insistência!

-Certo, quero que você me leve para Princeton e ele dê um jeito de me colocar lá dentro, o diabo daquela universidade só permite entrada com aviso prévio, mas eu quero dar um flagra naquele tampinha cretino!-Particularmente dizendo....Eu não entendi nada.

-Vamos por partes, por quê?-Ela suspirou de novo do outro lado.

-Essa semana eu estava falando com ele no telefone, Kailyn era uma e meia da manhã e ouvi gritinhos de meninas do outro lado, ele me disse que estavam no outro quarto, sendo que da ultima vez que nos vimos havia sete ligações de uma mulher chamada Joane ou algo do tipo! Eu preciso ir até lá sem ele saber!-E você liga umas quinze vezes, grande coisa, mas sete ligações de uma só mulher era meio estranho.

-E você quer que eu vá ai para te levar até lá?!

-Exato! Eu não tenho carteira e como estou nas ultimas semanas da fisioterapia, ainda não estou cem por cento pra fazer loucura desse nível! Daí a ideia é VOCÊ me levar no carro do seu pai!-O que?! Meu pai me mataria!

-Enlouqueceu?! Meu pai me fuzilaria se eu pegasse o carro dele, quanto mais ele vai ir para ai do nada!-Ela fez um som esquisito rindo.

-Relaxa, eu já pensei em tudo, não sei se hoje, masss....Eu já falei com titio e a titia Kailyn! Eles vao convidar vocês para vir, inclusive seu namoradinho, você só precisa convencer ele a ajudar a gente a entrar em Princeton! As visitas precisam ser informadas, porém se eu avisar o capitão deixa de ser surpresa!-Ahhh agora saquei!

-Você quer que eu dirija e ele ajeite sua entrada na universidade, assim pega ele no flagra!?-Ela gritou dizendo que sim.

-Isso!!! Você pegou a ideia!

-É...Mas eu não vou fazer isso! Tenho aula e sei muito bem onde suas maluquices dão, bronca e castigos longos!-Revidei na mesma hora.

-O que!? Larga de ser traíra e os favores que você me deve! Depois de tudo que eu fiz é assim que me agradece?!-Perguntou indignada, EU devia estar indignada.

-Não seja cínica Eloise, eu também já fiz um monte de coisas para você! E no meu caso me ferrei nas maiorias das vezes!

-Hey! Isso não é verdade, você ferrava por que sempre foi muito azarada!-Não é bem mentira, mas isso não era desculpa para me enfiar em outra encrenca.

-Ora essa, mas você me metia nelas por isso caia nisso!-Ela não gostou muito obviamente e depois de um tempo calada ela voltou.

-Kailyn, isso é importante e se você não me ajudar vou ter que usar o método Dick Taylor pra conseguir!-Se vinha do meu irmão, coisa boa não era.

-Método Dick Taylor..?! E o que seria isso?

--Chantagem, conto pro tio que você está dando uns amassos no gêniozinho ai!-Por que todo mundo insistia com isso, foi ele quem pediu!

-Sério!? Digo pro tio sobre suas fugas anoite pra casa do capitão!

-E eu digo pro tio sobre sua noite no carro do Mike!-O que!?!?!?

-Primeiro, foi na casa não no carro, segundo você fez o juramento de que não ia dizer, lembra?!-Ela fez um som como se tivesse pensando.

-Tudo bem, então eu conto quem foi que estourou a chaminé no natal!-Ela não seria capaz!

-Eloise!!! Eu tinha oito anos! Pensei que o papai noel não conseguiria entrar com a minha casa de boneca por um buraco tão pequeno, eu não sabia o que estava fazendo!-Ela gargalhou do outro lado.

-Seja como for, eu conto! Então, vai me ajudar ou não?!-E eu tinha outra escolha?

-Taaa!! Eu vou dar um jeito!

-Own eu sabia que podia contar com você! Até lá então!-Como se eu já não tivesse problemas suficiente.

Desliguei o telefone furiosa mirando o garoto com a sobrancelha arqueada com um sorriso de lado.

-Como assim papai noel entrar na chaminé com uma casa da boneca...?!-Perguntou confuso querendo rir, eu merecia.

-Eu tinha oito anos tá legal! Achei que o buraco era pequeno!-Ele caiu logo na gargalhada como quem tinha ouvido uma piada.

-Esperra...Esperra...-Recompôs o folego depois de uns cinco minutos rindo.-...Você achou que papai Noel entraria pela chaminé com uma casa de boneca...?!-Engoli seco deitando na cama, que droga.

-Eu tinha OITO anos, todo mundo quando é criança acredita que papai Noel existe, até o Dick quando era mais novo...-Ele tornou a rir descontroladamente.

-Até parece, eu só vim ouvir falar dessa lorrota de papai Noel quando eu tinha cinco anos e isso por que o prédio que agente morava tinha o costume de colocar “Feliz Natal” em pisca-pisca ao longo dele!-Quando ele me contou isso fiquei cabulada...Como assim aos cinco anos?

-Aos cinco?! Seus pais só vieram comemorar o natal com você quando completou cinco anos...!?-Ele franziu o cenho parando de rir.

-Nós nunca comemoramos o natal...-O que?! Levantei mirando aquela expressão tão impassível.

-Nunca comemorou o natal, tipo montar a arvore de natal, pregar meias perto da chaminé, preparar uma ceia em família ou ir ao shopping sentar no colo do papai Noel e fazer um pedido?-Ele franziu mais o cenho negando.

-Por que eu faria uma idiotice dessa?! Fazer pedidos a um estranho, matar um pinho só pra enfeita-lo...Eu nem conheço outros parentes além dos meus pais não faria sentido fazer uma ceia!-Mesmo que ele dissesse isso da forma mais natural do mundo eu senti pena do Oliver nesse momento.

-Pelo menos ganhava um presente de natal?-Ele negou de novo.

-Meu pai tinha um acordo comigo, se eu fizesse os trabalhos e tarefas sem errar qualquer questão ai ele me dava um livro!-Livro?! Só isso?

-Livros Oliver?! Eles não davam brinquedos pra você?

-Não, mas eu comprava meus vídeo games com minha mesada!-Ele contou isso em um sorriso tão largo que aumentou minha raiva dos pais do Oliver. Bati a mão do meu lado mirando ele que veio sem protestar nada.

-Mas eles nem comemoravam o nascimento de cristo em dezembro...?!

-Meus pais são ateístas, eles jamais fariam isso!-Revidou com um sorriso curtidor, sinceramente isso não me surpreende.

-Você não?!-Ele suspirou deitando e olhando para o teto.

-Não quero falar disso...Mas o que vocês fez com a chaminé?!-Mudou de assunto, eu não entendi por que ele desconversou.

-Eu também não quero falar disso...-Mais um me chantageando seria demais.-...Nunca acreditou em alguma lenda ou coisa do tipo quando criança...?!-Deitei ao seu lado.

-Bom, quando eu era pequeno perguntei aos meus pais da onde vinham os bebês...Disseram que vinham de montanhas e eram trazidos por harpias, até os seis anos eu realmente acreditei nisso...-Até pra inventarem historias eles eram estranhos.-...Mas ai eu percebi que se todo ser vivo precisava reproduzir então não fazia sentido outro animal fazer isso, tão pouco ter inteligência para isso! Foi quando pesquisei e descobri da onde realmente vinha os bebês...Mas nunca entendi por que meus pais mentiram para mim!-Virei para ele incrédula.

-Oliver TODOS os pais fazem isso, é complicado explicar a uma criança!

-Eu sou um gênio, não sou qualquer criança e para piorar eles nem me deixaram ver!-Certo isso me deu um pouco de medo, do que ele estava falando.

-Ver o que?

-Como se faz!-HAN?!

-Ver eles fazendo ‘aquilo’? Eca Oliver para que ia querer isso?!-Ele me fitou indignado.

-Como você espera aprender sem ter visto? Boa parte dos mamíferos só aprendem sobre reprodução ao ver o mais velho fazer!-Ele virou pensativo para mim.-....Aliás você....-Neguei no mesmo instante, eu já imaginava pergunta.

-Você ficou doido?! Jamais eu se quer tive vontade de ver meus pais fazerem ‘isso’!-Ele me fitou mais confuso ainda, ele pirou?!-Oliver vai por mim, ter negado foi a melhor coisa que seus pais poderiam ter feito por você!-Ele deitou o corpo enquanto eu estava senta olhando para ele assustada, ou ele era inocente ou não louco.

-E como você espera que obtenhamos experiência?-Ohh Deus!

-Sei lá! Vai ver um filme pornô, mas pelo amor de tudo que é sagrado, não invente essa historia de verem seus pais....Eca!-Ele me fitou cabulado.

-Jamais! Esses filmes mostram uma maneira obscena e errônea de se discutir sexualidade! Chérie...-Ele me lançou um olhar curioso.-...Foi assim que aprendeu?-Virei o rosto no mesmo instante, não sabia se estava roxo de raiva ou rosa de vergonha, ele tinha mesmo me perguntado aquilo?

-Eu não vejo essas porcarias!-Oliver arqueou uma das sobrancelhas.

-Por isso saiu um desastre! Você não tinha qualquer experiência teorrica!-Sentou me dizendo aquilo como se fosse a coisa mais natural do mundo.

-EU não vou discutir minha vida sexual com você..!-Assim que virei o rosto envergonhada o troço gargalhou auto voltando a deitar na cama colocando a mão na barriga.

-Oh mon Dieu! Cela ne peut pas être sérieux! Por favor chérie, você tem tudo menos uma vida sexual ! Na verdade você não pode se quer ser considerada sexualmente ativa ...!-Que vontade de acertar um tapa nele...Hey por que não?! Dei um soco no ombro dele que mesmo assim não parou de ir.

-Eu realmente odeio você!-Quando falei isso olhando diretamente em seus olhos que saiam lágrimas de tanto rir ele parou sorrindo largo...Ele acha que estou brincando?

-Deve ser por isso que esta cheia de vontade de me beijar...Non?!-Eu fiquei estática com a pergunta antes de cair na gargalhada me jogando na cama.

-Você realmente pirou, da onde tirou isso francês?!-Ele deu uma breve risada.

-Sei tudo sobre comportamento...Mas se não quer admitir!-Ele estava jogando verde pra ganhar outro beijo?! Por que foi o que pareceu...Mirei ele pelo canto do olho que sorria calmo. Oliver devia ter uns cinco centímetros a menos que eu e que estando daquela forma nem faziam diferentes.

-Minha família vai pra casa de uns parentes esses dias, toparia ir conosco?!-Ele franziu o cenho me encarando.

-Isso foi um convite...?! Por que não pareceu!-Sorri pra ele afirmando.

-Vai ser pouco tempo, vamos ver minha prima e passar um tempo juntos, sua presença foi requisitada...!-Ele girou os olhos pensativo mordendo o lábios inferior, Oliver tinha uma pele branca e por pouco pálida por provavelmente passar a vida inteira em um laboratório, mas sinceramente combinava com ele, seus olhos tinha uma cor indecifrável, as vezes parecia cinza claro, as vezes preto era difícil dizer...Aos pouco vi ele movendo a boca vagarosamente e...Mas que droga por que eu estava lembrando do ultimo beijo por conta disso!?!?!!? Ele estralou o dedo na minha frente e só então vi a bobeira que tinha dado.

-Está me ouvindo?-Virei pro outro lado respirando fundo...Você não quer beijá-lo, você não quer beijá-lo, você não quer beijá-lo! Pronto.

-Você vai ou não?-Ele deu uma leve tossi.

-Eu já disse que sim, já que não vamos demorar, não é?!-Me virei de novo e ele ainda me fitava estranho e logo sorrio de lado quase dizendo um “eu sabia” quando puxei ele de uma vez colando meus lábios aos seus....O que droga estava acontecendo.

De repente eu estava ali já não segurando ele, o garoto estendeu a mão até minha nuca me fazendo por pouco me arrepiar, quando vi estava sentindo o sabor doce de uma língua encontrando com a minha e mãos percorrerem até meus cabelos sentindo todo meu corpo estremecer...Assim que abrir os olhos por um pouco de ar me dei conta da maluquice que estava fazendo...Kailyn Taylor você acabou de agarrar o melhor amigo do seu irmão e ele se quer precisou pedir pra isso...Eu sou uma pedofila!

Pulei dali recuperando a postura enquanto ele soltava o mais sarcástico dos sorrisos.

-Você me odeia mesmo não é?!-A pergunta foi cheia de ironismo, mas o que eu podia responder.

-Olha eu...

-Tá, tá! Temos muita coisa pra fazer estagiaria se quisermos viajar essa semana!-Disse correndo até o computador.

Eu ia me desculpar, mas quando o dia acabou eu não lembrava do motivo pelo qual pediria, ele estava contente com a situação cômoda de ganhar um beijo conseguindo me deixar constrangida. Tudo bem eu confesso, apesar das conversas tensas que temos acho que tínhamos uma liberdade que poucos amigos tinham...Amigo certo?!

Notas finais
Tá só uma breve explicaçao...As frases em françes do oliver nao sao traduzidas pq quem narra é a Kailyn e ela nao sabe francês, ou seja pra entender a confusao dela precisa nao saber frances! AMs quem quiser é só colocar no google!
Até o proximo e muito obrigada a todos pelo carinho *.*