Inner Beauty 2

67 Especial Michael III - Prima Sophie e Eu


Notas iniciais
UHUUUUU!! Aleluia senhor! Até que enfim a Mai resolveu dar as caras!! hehehhe Oi pessoas que eu adoro, primeiro de tudo.... Eu sinto MUIIIITTTTOOO ter demorado tanto, foram meses turbulentos e o bloqueio criativo grudou em mim de um jeito fora do comum x.x Segundo... Chegamos ao fim de Inner 2... Eu to meia desolada, vai ver foi por isso que o bloqueio bateu, eu nao queria terminar ç.ç Terceiro: EU AGRADEÇO de coração todo o carinho durante toda a fic e a paciência que tiveram comigo; Eu sei que sou uma autora negligente e tudo mais, porém ainda sim tiveram disposição de comentar e me dar recomendações e não sabem o quanto isso me alegrou nesses dias de dificuldades. Bom vamos aos agradecimentos Primeiro de tudo eu quero agradecer a Looking For que tomou conta da minha pag de att do Nyah esses dias de tantos reviews e recomendações! Garota tu não sabe o quanto me alegrou ler todas elas! Por isso eu quero lhe agradecer imensamente! Também quero agradecer Tonomi e Geovana Danforth pelas lindas recomendações. A demais nos notas finais. Boa leitura e desculpem os erros!

Especial Michael III

Prima Sophie e Eu

Quando ouvi a mamãe dizer que os tios Oliver e Kailyn iam ficar aqui em casa eu não pensei duas vezes antes de correr atrás do meu pai desesperadamente. Aproveitei que ele estava no banheiro se barbeando sem a mamãe no quarto e garanti minha segurança.

—Não vou cuidar da prima Sophie! Prometa que não vai me obrigar a brincar com ela ou ter que FICAR com ela! —Ele deu uma de desentendido me encarando.

—Que isso Michael? Sua prima é um amor de criança! —Neguei no mesmo instante.

—Diz isso por que não teve que cuidar dela! Ela é teimosa, birrenta, chorona e não fica quieta um minuto! Sem contar que as brincadeiras dela não tem graça! —Riu voltando o olhar pro espelho.

—Ela é bebezinha Michael, é normal gostar dessas brincadeiras sem graças.

—Pai eu não vou ser babá dela! —Revidei sério. —Além do mais os primos sempre ficam tirando com a minha cara dizendo que eu vou casar com ela, é um saco!

—Mas não é você que diz que a tia Kailyn é bonita? Então, provavelmente ela vai se parecer com a mãe quando crescer. —Ele não pode estar falando sério.

—Beleza nenhuma compensa a chatura dessa menina. Por favor, pai! Me livra dessa! —Lavou o rosto pensando.

—Michael a quanto tempo você não vê sua prima?

—Graças a Deus uns três anos! Por quê?

—Porque agora ela não é mais uma bebezinha, vai poder brincar com ela com coisas mais divertidas e...

—EU-NÃO-QUERO! Não gosto dela, não quero vigiar ela e principalmente não quero brincar de boneca com ela!!! —Ele tornou a pensar suspirando.

—Está bem, está bem. Dessa vez você está livre.

—YAHOO!! —Comemorei pulando. —Obrigado pai!!! —Abracei ele que claro, não ficou muito contente, mas o que vale é que concordou.

E quando meu pai fala, dificilmente minha mãe descorda, o que quer dizer que se ele me liberou não tem volta. Eu adoro o tio Oliver, ele é engraçado e tem uns jogos muito legais, a tia Kailyn é linda, lembra aquela mulher do titanic e apesar não ser tão divertida, ainda sim é muito gentil, agora a prima Sophie é simplesmente um saco, ela não cansa, corre de um lado pro outro, fica pegando insetos em toda parte, isso quando não come eles e não desgruda de mim por um segundo... É insuportável! Então, não, eu não quero ficar perto dela.

[............]

Eu não tenho lá muitos amigos no colégio, talvez tenha bem mais amigos no reformatório — apesar do Montanha já ter saído — porém ficar amigo do Paulo foi um alivio para mim. Quero dizer, era chato ter só o idiota do Martin para conversar e depois bater nele e nos amigos babacas dele.

—Olha Michael! A Geovana da minha sala vai dar uma festa e me deu um convite, quer ir junto? —Ele me mostrou um convite rosa, festa de menina? Argh.

—Eu tenho que ver com a minha mãe, esses dias vão ser dias da família e geralmente ela não me deixa fazer compromisso nenhum, principalmente por que meu avô precisa de mim para se gabar. —Ele não entendeu mas tudo bem. —Quem é Geovana?

—É a garota mais rica da minha sala, eu só vou pelos docinhos. —Faz muito sentido. —Ali! —Apontou para um grupo de garotas que conversavam. —É aquela morena de saia rosa, ela é a Geovana. —Acenou para ela que assim que me viu fez cara feia. Bela coisa, muita gente não vai com a minha cara aqui.

—Vou pedir a minha mãe, se ela deixar, eu vou. —Esse concordou e vimos que a aniversariante se aproximava da nós com uma cara que se fosse homem eu já tinha socado.

—Oi Paulo, ele é seu amigo? —Apontou para mim com nojo.... Eu quebro esse dedo hein?!

—É sim, eu tava convidando o Michael para ir comigo na sua festa.

—E quem disse que eu quero ele na minha festa, eu convidei você e não ele! —Paulo ficou sem graça e eu me levantei.

—E por que eu não posso ir? —Perguntei zangado.

—Olha para você garoto, lá não é lugar para gente como você! —É o que?

—Que historia é essa de ‘gente como você’. —Fez careta.

—Você é esquisito e feio, veste essas roupas rasgadas, é mal educado, briguento, ninguém gosta de você E EU NÃO QUERO VOCÊ NA MINHA FESTA! Se você levar ele Paulo, você também não entra! —E deu as costas para mim pisando forte.

Ahh não vai ficar assim, mas não vai MESMO!

Pela primeira vez fui para a secretaria com gosto, apesar da razão ter sido boba, um litro de cola escolar no cabelo não dever fazer tão mau assim, se não as crianças do primário estariam mortas. Aquela enjoada mereceu cada gota de cola, talvez mais.

—Pode me dizer por que você fez isso? —Pro meu azar quem me buscou foi meu pai, o diretor aprendeu que com ele eu levo bronca e com a mamãe não.

—Ela falou mal de mim! Disse que eu era feio, esquisito e ninguém gostava de mim! Foi necessário! —Não sei por que ele se calou e ficou sem jeito.

—Tem outros meios para se resolver esse assunto sem violência, e desse jeito as pessoas não vão mesmo gostar de você.

—Eu não ligo, antes isso do que ouvir desaforo. —Me olhei no retrovisor... Passei as mãos nos cabelos que não eram muito macios, eu tinha olhos castanhos, vários arranhões no rosto e dois dentes tinha caído, um de baixo e um de cima, mas outros já estavam nascendo. —Pai... Eu não sou feio, sou?

—Claro que não, você se parece comigo. —Entortei o rosto.

—Isso não quer dizer muita coisa, a mamãe te acha bonito não é? —Ele riu.

—É a única pessoa que me acha bonito... Hern... Digo, não que isso queira dizer que outras pessoas não nos achem bonitos, o que...

—Não precisa continuar, eu já entendi tudo. —Virei o rosto, então eu sou mesmo feio? Mas eu me acho tão normal...

—Michael, a beleza é relativa, para algumas pessoas certas características são lindas, para outros não, alguns preferem as morenas, outros as loiras, outros acham bonito os carecas... Vale de pessoa para pessoa, então não existe essa concepção de feio ou belo, para cada pessoa você é uma coisa... Para mim você é um garoto muito bonito. —Sorri sem jeito, o que também não quer dizer muita coisa por que me pareço com ele.

—Valeu.

Nossa família era bem grande, tanto da parte do papai quanto da mamãe, a diferença é que a família da minha mãe era MUITO mais unida. Tipo, todos os anos haviam reuniões, festas, comemorações, principalmente no aniversário do meu avô que se acaso alguém faltasse ele ficava emburrado como um bebê.

Porém apesar de sermos unidos existiam uma divisão, uma parte da família era o que eles chamavam de cérebro e o outro de força, obviamente eu to na parte da força, enquanto a parte da tia Kailyn era o que eles diziam serem os inteligente —Mas na verdade nem eram tanto.

Isso dava mais um motivo para ficar longe da prima Sophie, que no caso faz parte do outro lado da família, mesmo sendo uma chata e nenhum pouco inteligente. Da ultima vez que a vi ela mal sabia falar o meu nome, ficava me chamando de Mitch o tempo todo.

Só que dessa vez eu tinha sido liberto ou seja... Não vou precisar aturar ninguém... Ou não.

—Por que ela tem que ficar no meu quarto? Por que não pode dormir com os tios? —Resmunguei ao chegar em casa e me deparar com minha mãe arrumando o colchão de ar ao lado da minha cama, advinha quem vai dormir nessa coisa desagradável?

—Ela sempre dorme no seu quarto, por que dessa vez vai ser diferente? —Sentei na cama.

—Se você convida eles nada mais justo que dar SEU quarto para dormirem! —Me olhou ranzinza.

—Qual é o problema? Nunca encheu o saco por conta disso. —Bufei virando o rosto.

—Não gosto dela, ela é um grude mãe!

—Ela gosta de ficar com você, que tem de errado nisso?

—Tem que eu não gosto! Ela é menina, meninas não sabem brincar e quando brincam são de coisas chatas...—Mamãe não me deu uma bronca.

—Seu pai já me contou o que conversaram... —Se levantou séria. —... Vai ser do seu jeito dessa vez Michael, mas te aviso uma coisa: se você ou seus primos fizerem essa menina chorar, você vai ficar encrencado mocinho e eu to falando de uma punição nível não vai sentar por um bom tempo! —Engoli seco concordando, antes de sair do meu quarto se virou suspirando. —...Seja gentil, a Sophie perdeu a bisa tem pouco tempo, agora me sinto mal por que eles pensaram que ela ficando perto de você ia se sentir melhor. —Encolhi os ombros concordando.

—Vou ser legal com ela, prometo. —Mães não são mães sem chantagens emocionais.

—Acho bom.

Enquanto minha mãe estava toda empolgada com a vinda da tia Kailyn eu e meu pai ficamos quietos em um canto conversando abobrinha sobre jogos e os garotos do reformatório. Falando sério, ultimamente eu tenho mais conversado com meu pai do que com minha mãe, é como se ele me entendesse melhor.

—CHEGARAM! —Ela gritou depois de abrir um pouco a cortina vendo o carro deles estacionar na porta.—Michael e Dillan, venham rápido! —Que diferença faz ficar aqui na sala ou na porta? Eles vão ficar aqui por uma semana mesmo. —Michael você tomou banho? —Fiz cara feia.

—Ainda é cinco horas da tarde, por que tomaria?

—Como para que? Para ficar apresentável, olha só esse rosto moleque... —Ela passou a língua na mão esfregando logo em seguida no meu rosto. Depois olhou para o meu pai que ficou ereto.

—Eu tomei banho! —Bateram na porta no mesmo instante... Vai começar.... Se prepara Michael!

Respirei fundo quando mamãe abriu a porta e a tia Kailyn que continuava linda entrou com o tio Oliver com sempre vestido como um garçom de restaurante chique. Eles abraçaram minha mãe, apertaram a mão do meu pai e a melhor parte, ninguém aperta minha bochecha, eu ganho um beijo da tia e um abraço do tio... Agora sim, que venha a Felicia estranguladora de animais e grude em pessoa.

—Ué, cadê minha princesa? —Perguntou minha mãe procurando ela atrás deles que olharam e ficaram surpreso. Tomara que sua princesa tenha ficado presa em um castelo no famoso ‘tão tão distante’.

—Argh de novo não, Sophie! —Gritou minha tia, bom demais para ser verdade, ela veio. —Anda Sophie seus tios querem te ver! —Ouvi um suave “já vou” vindo de fora.

—Filha não é para trazer o Jean-Jean Vievy, ele está com sono! —Jean o que? Não demorou muito para uma menina de vestido preto aparecer na porta carregando uma gaiola com um sapo enorme dentro.

Espera...? Cadê a minha prima bebê? Quem é essa garota?

Okay, eu fiquei pasmo ao ver ela, primeiro por que estava quase do meu tamanho —Para não dizer vergonhosamente quase maior que eu — segundo por que ela não era tão nova quanto esperava que fosse, terceiro, meu pai tinha razão ela era idêntica a tia Kailyn, tirando os olhos que eram escuros. Mas tinha sardas bem clarinhas no rosto, cabelo longo vermelho amarrado e acho que dessa vez não vai me chamar mais de Mitch.

—Sophie eu disse para não trazer esse sapo! Deixa no carro! —Brigou minha tia, encarei minha mãe que fez uma cara de nojo.

—Mas e se eles quiserem conhecer o Jean-Jean Vievy? Ele é da família! —A voz da prima era bem baixinha e falava parecendo que mordia a língua, era estranho. —Veja Jean-Jean, essa é a tia Eloise! —Minha mãe deu um salto para trás por que o bicho soltou um “Quark”, eu comecei a rir e meu tio puxou a Sophie.

—Ma petite, o que eu já falei sobre o Jean? —Ele tirou a gaiola da mão dela e tio Oliver deu um empurrãozinho.

—Tudo bem Oliver, é um animal estranho, mas garotas com gostos estranhos são minhas prediletas! —Disse meu pai dando um abraço nela e um beijo na testa, olha só ela gostou.

—Apoiado, se o Jean é da família, é muito bem vindo! —Acrescentou minha mãe abraçando ela até a pegar no colo enchendo ela de beijo. —Como minha princesa está linda, e essa roupa? Que fofa! Me conte o que fez nas férias! A madrinha preparou um montão de coisas para você comer e passar figuinha na sua mãe que morre de medo de engordar!—Sophie abaixou o rosto sorrindo e era engraçado por que era tão pálida que dava para ver o rosto dela ficar, tipo, MUITO vermelho.

Minha mãe levou ela para a cozinha e fiquei ali parado ao lado do meu pai e frente aos tios que brigavam em cochichos sobre o sapo.

—Ela nem me cumprimentou.... —Murmurei sem pensar no que disse, antigamente ela voava em cima de mim e ficava repetindo ‘Mitch’ um bilhão de vezes por segundo.

—Humm...? Te incomoda? —Quando notei que meu pai tinha ouvido o mirei sem graça fingindo não me importar. Olhei no relógio imaginário no meu pulso depois me voltando para ele.

—Cinco e quinze, eu não lembro de marcar consulta com você Dr. Cooper. —Meu pai gargalhou me dando um peteleco, tendo a atenção dos meus tios.

—Diga Michael, como está escola? —Perguntou o tio Oliver e sorri largo.

—Taquei cola no cabelo de uma garota ontem! —Eles olharam meu pai depois pra mim. —Fora isso nenhuma novidade.

—Por que fez isso? —Tia Kailyn se abaixou na minha altura.

—Ela me tirou do sério! Imagina tia, disse que eu não poderia ir na festa dela por que lá não era lugar para GENTE como eu! Como assim ‘gente’ como eu? Por acaso sou um avatar para ser diferente das outras pessoas? E tem mais, falou mal das minhas roupas, só que eu estava de uniforme tia, o que ela tinha na cabeça? Que eu fosse vestido de uniforme no aniversário dela? Ou talvez que fosse a única roupa que eu tivesse? —Tio Oliver se aproximou fazendo cara feia.

—E você jogou cola no cabelo dela? Devia ter tacado fogo! —Meu pai tomou a frente fazendo que não.

—Oliver, por favor, não piore a situação, não fique dando essas ideias que ele ouve e faz. —Meu tio riu.

—Eu to brincando, não faz isso não. —Eles falam como se eu tivesse três anos.

—Não sou doido tio, eu sei. —A minha tia sorriu me dando um beijo na testa.

—Não dê ouvidos querido, nós é que não devemos nos misturar com gente como essa garota. —Concordei e ela me deu outro beijo, ela tem um cheiro tão bom... —...Você está tão crescido... —Fechei o sorriso na hora encarando meu pai.

—Esse tipo de coisa não devia ser dito nem pra mim nem pra você, é maldoso, por que eu não cresci nada faz um ano!—Meus tios gargalharam e meu pai me abraçou.

—Continua esperto como sempre, mas será que dessa vez consegue me vencer no 007? —Sorri largo, essa era a melhor parte do tio, ele era um adulto com gostos de criança, é sério, ele gostava de desenhos, filmes de super heróis, video game, jogos de tabuleiros... Tudo que pensar que agrada uma criança, certamente agrada o tio.

—Vai morrer com seu maldito punhal na mão dessa vez! —Corri para a sala e ele veio comigo.

Foi simplesmente perfeito, as mulheres fazendo coisas de mulheres para lá e eu, papai e tio Oliver jogando video game na sala... Se bem que jogar com meu pai é um saco, ele sempre, SEMPRE ganha, nem tio Oliver sendo um gênio vence ele... Estranho.

Tem uma parte boa quando eles vem para cá, mamãe tenta agradá-los mais do que tudo e isso reflete na comida que passa de algo para aliviar a fome a deliciosos pratos desses que vemos em programas de culinária.

—Para o Canadá? E ele foi numa boa? —Ouvi minha mãe perguntar quando entrei na cozinha.

—Quem foi pro Canadá? —Falei pegando um prato no armário.

—Seu tio Dick, foi chamado para fazer um estágio lá com tudo pago, dá pra acreditar?! —Minha mãe contou com um entusiasmo enquanto a tia concordava. —E a brutinha?

—Ahhh eu sei lá Eloise, eles vivem terminando e voltando, da ultima vez tinha terminado, mas ele fez o Oliver sair de casa as duas da manhã por que a Undine não queria atender ele e nem falar com ele, sinceramente é uma novela essa historia deles. —Que baboseira. —Querido, quer ajuda da titia? —Demorei entender até ver que ela se referia a comida.

—Não, por que iria querer? —Olhei estranho para mamãe, ela sempre dizia: Se vira moleque!

—Por favor, Kailyn, Michael já é grandinho para se servir, até faz o próprio café! —Sorri largo, acenando que sim.

—Por que o seu café é horrível e o papai só funciona na base da chantagem! —Respondi sentando para comer, a tia Kailyn disparou na risada, até o sorriso dela era bonito, os dentes dela são mais brancos que a parede da casa.

—Meu café não é tão ruim assim! Eu fazia para os meus irmãos e eles adoravam! —Fiz careta.

—Eu aposto que sim, o seu café é ruim, mas não tão ruim quanto o da vovó... —Eca, é como comer borra de café pura. Minha tia continuava rindo.

—E você aprendeu sozinho? —-Neguei.

—Claro que não, o pessoal do google me ajudou! Também aprendi a fazer um chocolate quente que sem querer me gabar é melhor do que o de qualquer um nessa casa! HÁ! —Apontei para minha mãe que concordou.

—Fique diabético com seu chocolate moleque.

—Eloise! Você fala assim com ele? —Eu e minha mãe nos olhamos, e que outro jeito ela falaria? Minha mãe riu.

—Michael posso te chamar de bebe? —Fiz careta.

—NÃO!

—E que tal chuchuquinho da mamãe? —Neguei na mesma hora, o que é isso? Humilhação gratuita?

—NÃO!

—E que tal a mamãe dar banho no nenenzinho dela? —Eu olhei para as duas com nojo.

—Também não!!! Tia não dá ideia, estamos muito bem, obrigada! —Tia Kailyn gargalhava alto como se aquilo fosse uma piada, se mamãe me chamasse assim perto dos outros seria humilhante.

—Eu entendi. —Tio Oliver chegou na cozinha carregando a prima que estava de pijama com os cabelos amarrados para cima toda sorridente.

—Prontinho, limpinha, cheirosa e entregue! —Ele colocou ela no colo da tia que sorriu.

—Seu primo já banha sozinho, por que a doninha não resolve começar a fazer isso também?

—Eu posso banhar com o Jean-Jean vievy? —Argh... O sapo? Chega arrepiei.

—De quem foi a maldita ideia de comprar aquele sapo mesmo? —Ela perguntou... sei lá pra quem.

—“Vamos dar um bicho de estimação para ela querido, ela vai se sentir melhor”... —Tio Oliver imitou a voz da tia e eu comecei a rir por que ele ficou se remexendo quando uma mulherzinha. — “Kailyn meu amor, isso é uma péssima ideia, ela não pode despejar a dor dela em um animal, se não, não irá superar direito”... “Está decidido, vamos dar um bichinho a ela!”. —Eu gargalhei mais alto ainda, ele era demais, por que meu pai não pode ser engraçado assim? —Aí está sua resposta!

—Veja que lindo minha princesa, papai ta doidinho pra ir dormir com o Jean-Jean vievy na sala! —Eu olhei para minha mãe que ria também.

—Deixem disso, Sophie trás um sapo e dai?! O Michael normalmente trás a policia e não é pra elogiar.—Mostrei a língua para ela e os tios começaram a rir.

Não demorou muito para estar todo mundo assentado a mesa jantando. O melhor era sempre as conversas do tio Oliver, eu não sei como ele encontravam uma piada em cada pedacinho da conversa.

E agora vinha o problema, dormir naquele colchão desagradável, isso se a encosto deixar, quando ficava aqui antes ela enchia as paciências durante horas! Se bem que... Ela não falou comigo nenhuma veizinha.

—Não se preocupe Jean-Jean Vievy, veja... —Ela tinha uma coisa esquisita na mão que tinha uma luz azul na ponta e ficou a pontando para todo lado.

—É uma lanterna? —Ela me olhou assustada, depois sorriu abaixando o rosto.

—Não... É a arma do Dr.Who... —Han?! Deitei na cama.

—O que é isso? —Ficou espantada.

—Ouviu isso Jean-Jean Vievy? O primo Michael não conhece o Doutor! —Franzi o cenho me sentando.

—Que Doutor?! —Sophie pulou na cama de ar ligando o que pra mim ainda é uma lanterna com a luz azul.

—Ninguém sabe o nome dele, todos o conhecem apenas como doutor, mas ele é um... —Ficou sussurrando, olhou para os lados se aproximando de mim. —...Alienígena... —Fechei a cara.

—Ahhh tá, ele aparece em um dos filmes da Barbie? —Agora ela fez uma careta.

—O que é barbie?

—A boneca! Sabe.... Príncipe, cavalo branco, olhos azuis, cabelo loiro, esses bagulhos de meninas... —continuou me olhando estranha.

—Eu e Jean-Jean Vievy nunca assistimos isso... O doutor aparece por lá? —Mexi os ombros.

—E como eu vou saber?! É coisa de menina!

—Por quê? —Hein?!

—Por que o que?

—Por que é coisa de menina? Por que não é de menino? Por que algumas coisas são de meninos e outras de meninas? —Eu fiquei procurando uma resposta, mas desisti, eu tava de barriga cheia, pensar agora não dava certo.

—Os adultos decidem assim, a gente só segue o ritmo... eu acho. —Ela voltou para a cama dela sorrindo, mas não se deitou, ficou sentada na beirada olhando para porta como se aguardasse algo. —Não vai dormir?

—Não posso, o papai e a mamãe ainda não vieram... —Ela nem terminou de falar direito e o tio apareceu na porta.

—Pronta pra dormir ma petit? —O que droga é isso? —Sua mãe não quer Jean-Jean vievy no quarto do Michael.

—Mas ele não consegue dormir sem mim! —O sapo?? E o sapo por acaso sente?

—Não, não, sem choro, ele vai ficar na sala, o que o papai ensinou quando comprou ele? —Ela abaixou o rosto.

—Nem todo mundo gosta de dele e eu tenho que aceitar isso. —Respondeu ela fazendo um bico.

—Isso mesmo, seu primo pode não gostar dele. —Ela ia entregando o sapo no vidro pra ele, mas a carinha de choro dela me deu uma dó.

—Tudo bem tio, duvido que ele faça mais barulho que minha mãe com meu pai nos dias de reconciliação.—Tio Oliver me olhou com um meio sorriso sem graça.

—Você ouve tudo?

—A maior parte da disputa, o engraçado é que o papai não ganha, mas ela acorda de bom humor e ultimamente isso é o que tá valendo! —Ele piscou algumas vezes confuso.

—Disputa?! Que tipo de disputa você acha que acontece lá dentro? —Como assim?

—Ora, queda de braço é claro! —Ele mordeu os lábios.

—Queda de braço?!

—É claro, mamãe é competitiva e que outro esporte permitiria eles fazerem tanta força sem sair do quarto? Tem que ser queda de braço.

—Você tem toda razão! Não tem outra explicação... Mas o Jean-Jean Vievy, vai pra sala! —Ela soltou um ‘ahhh’ penoso. —Deitando mocinha, amanhã você vai procurar o doutor com o Jean.

—Papai o que é barbie? —Ela perguntou e ele logo em seguida olhou pra mim.

—Lembra aquelas bonequinhas que a sua avó te deu de aniversário e você cortou o cabelo delas, jogou massinha de modelar nelas e fez um Slitheen? —Ela fez que sim animada. —Então, aquilo lá é uma barbie, é a marca da boneca.

—Sli o que? —Meu tio riu.

—Slitheen, é um alienígena, ela é fã de Dr.Who...

—Ohh o primo Michael não conhece papai! —Ela o interrompeu e o tio apenas acenou.

—Certo, meu anjo, agora deita e vai dormir que eu aposto que seu primo está com sono e você está atrapalhando ele. —Ela apenas abaixou a cabeça e concordou deitando. Ele deu um beijo na testa dela e a cobriu. Vi meu pai na porta com um copo de leite na mão com um sorriso torto no rosto.

—Quer um beijinho também encrenqueiro? —Mostrei a língua pra ele me virando, o sistema em casa era outro bem diferente.

[...........]

Isso não quer dizer absolutamente nada, apenas que esse tal de Dr. Who não é tão menina quanto eu pensei, ou que talvez a prima tenha crescido e gostado de algo menos bebe, e isso não quer dizer absolutamente nada. Não significa que agora eu gosto dela, ou que quero brincar com ela ou que vou deixar ela mexer no meu video game, não, mesmo o papai me olhando da escada com aquele olhar de “Eu sabia que ia se arrepender...”, isso aqui não significa nada.

—Michael?! —Eu tava terminando o café quando o tio chegou. —Tem medo de inseto? —Bebi meu leite negando.

—Claro que não!

—E minhoca?

—Oliver! Por favor, não mete meu sobrinho nessa lambança sua com a Sophie. —Minha tia brigou fazendo careta sentando ao meu lado e me dando um beijo na testa. —E eu não quero a Sophie mexendo na lama de novo.

—Deixa de frescuras, eu vou dar luvas a ela e eu só quero que o Michael fique de olho para ela não se machucar. —Eu tava meio perdido no que queriam de mim.

—Fazer o que? —Ele sorriu.

—Coletar a comida do Jean-Jean Vievy. —Arregalei os olhos.

—Tipo vivo? —Meu tio sorriu afirmando.

—Ele não gosta de comida morta, então sim. —Eu quis muito dizer não, mas fiquei sem graça de recusar e o tio ficar bravo comigo. Também fiquei curioso... Nunca vi um sapo comer assim de perto.

—Tudo bem. —Me levantei, do que adiantou pedir ao pai se não consigo dizer não pro tio Oliver?

—Não filho, não é agora, ela nem mesmo acordou, alias me espanta o fato de você estar acordado, são seis da manhã. —Tornei a sentar.

—Eu corro com o papai de madrugada, logo logo eu consigo comer mais do que ele! —Os dois se entreolharam e depois riram.

—Isso mesmo, logo, logo, por volta de uns dez ou quinze anos... —Disse mamãe entrando na cozinha me caçoando.

—Animador, é assim que você motiva seu filho?! De acordo com as cartilhas do papai isso é bullying! —Ela deu uma risada me dando um beijo na bochecha.

—Acho que o que você fez com a menina no colégio também é bullying e não ouvi um protesto seu. —Bufei.

—Como a senhora costuma dizer quando briga no encontro de pais da escola: Justa causa! —-Meus tios e ela gargalharam.

—Falando nisso, quero bater um papo com a mãe dessa garota. —Engoli seco, mamãe não bate papo com ninguém, ela simplesmente bate.

—Papai já resolveu tudo. —Ela fez cara feia.

—O resolver do seu pai é o mesmo que nada. —Melhor deixar essa historia para lá.

[...........]

Quando eu vi que todos os meus primos tinham acabado de chegar na casa do vovô e ali estava eu vigiando a prima Sophie, eu já senti que algo ruim estava para acontecer. A roupa esquisita que ela estava vestindo junto com luvas e uma coisa que parecia um cata-ventos indo atrás dos insetos, ficou obvio que eles iam pegar no pé dela.

Eu entrei numa enrascada, defenderia a prima ou o meu lado da família? Se eu fosse ao encontro da Sophie seria motivo de riso o ano inteiro, se eu ficasse quieto o Miguel e a Drica com certeza iam tirar com a cara dela.

—Opa, opa, opa! —Fiquei na frente deles antes que se aproximassem da Sophie. —Mamãe disse que é pra ninguém fazer gracinhas com ela! —Foi o que deu para dizer, o primo Miguel riu olhando para os demais.

—Olha só, Michael defendendo a namoradinha! —Rangi os dentes, ele podia ser mais velho e mais alto do que eu, mas não me intimidava.

—Ela não é nada minha!!! Só to repetindo o que a mamãe me disse! —Drica tomou a frente fazendo careta.

—Sua mãe não manda na gente! E além do mais, só vamos dar um oi para a esquisita! —Não vão não... Respirei fundo.

—Galera, deixa ela em paz, a mamãe disse que... —Ryan me empurrou pro lado.

—Sai da frente Michael ou se não vamos pensar que você mudou pro lado nerd da família! —Fiz careta.

—Eu não sou nerd! Eu sou do lado forte!!! —Fechei o punho.

Engoli seco assistindo eles passarem por mim indo rumo a ela... Essa não.

Eu pensei em chamar a mamãe ou meu pai lá dentro do casa, mas se eu fizesse isso estaria sendo X9 e fazendo isso estaria traindo o meu lado da família.

—Esperem, não façam isso... —Corri até eles quando jogaram os insetos que ela tinha pego fora.

—Não me diga?! Você ia comer eles? —Perguntou a Drica fazendo cara de nojo.

—Eca que garota nojenta!!! —Gritou Su dando um empurrão nela. —E com esse lado da família que você quer ficar Michael? O comedores de insetos?!

—Eu-Eu não ia comer! É do-do Jean! —Revidou Sophie e eu apenas concordei.

—Jean? Quem é Jean? Seu amigo imaginário? Só pode, não é?—Rangi dentes quando o Miguel disse isso.

—Ele não-não é imaginário... —Ela foi até de trás dos arbustos e tirou o sapo... Espera, essa não foi uma boa ideia... —Vejam, esse é o Jean-Jean Vievy... — Mostrou com um sorriso tímido no rosto. Acho que a prima Sophie ainda não sacou as intenções deles.

—ECAA! Olha que coisa asquerosa Drica! Que nojo! Joga esse bicho fora! —Não precisou a prima Su falar duas vezes... Miguel tomou a casa de vidro do sapo enquanto Drica com uma só mão segurava Sophie.

—Opa!! Perai, o bicho é dela! —Falei ficando na frente dele.

—Afinal de contas você está de que lado? É um sapo nojento, vai passar doença para todo mundo!

—Não!!!! O Jean não tem doenças!! Non, non!! Papa!!! Sont blesser Jean! —Ela berrou chorando e eu comecei a entrar em desespero.

—E então Michael?! Ta do lado dela ou do nosso?—Eu dei um passo para o lado deixando ele passar engolindo seco.

É só um sapo idiota mesmo, não tão machucando ela.

—Eu só to obedecendo as ordens do meu pai, deixem essa coisa para lá! —Falei e ele se virou concordando.

—Está bem, eu vou deixar... —Pra quê que eu fui falar isso. Ele sacolejou aquele aquário de cabeça pra baixo o a droga do sapo foi direto pro bueiro.

Sabe, eu meio que de repente me arrependi de não ter arrancado aquela coisa da mão do Miguel, por que a cena a segui me deu muita, mas muita, muita pena mesmo. A prima Sophie correu até o meio fio e ficou chorando enfiando o braço curto no esgoto tentando a todo custo alcançar o sapo. Meus primos vendo que não era um simples animal de estimação saíram correndo e ficou só eu ali com o coração apertado... O rosto dela estava todo sujo de branco e se arranhando mais ainda enquanto tentava quase que entrar naquele buraco, o prendedor do cabelo se soltou e o cabelo dela estava esfregando no chão. O braço dela estava vermelho e as roupas sujas de terra.

Que beleza, o papai vai me matar. Andei até ela para tentar... Sei lá, eu não sei o que fazer!

—Sophie você vai se machucar...

—Jean! Jean! Jean! —Toquei o braço e levei um tapa em troco. —SAI DE PERTO DE MIM! —Se levantou me olhando raivosa.

—Hey, não fui eu que joguei seu sapo nojento!

—O Jean não é nojento! Você é que é nojento e ruim! —Passou o braço no rosto secando a água, mas sujando mais ainda e voltou a se jogar no chão para tentar mais uma vez.

Não teve jeito nem de eu começar com uma desculpa, a tio Oliver correu até ela e tirou ela dali a força, mas mesmo com ele ali, ela não parava de chorar.

[.....]

O dia foi ruim, ruim do tipo que ia piorar mais ainda por que se o meu pai não me disse nada até agora significava que a bala estava armada em outra pessoa e essa pessoa me olhou tão feio na casa dos avôs que não sei como não me bateu na frente de todo mundo.

—Parabéns, tem o quarto só para você agora! —Disse a minha mãe. Eu me encolhi.

—Não fui eu! Você não ouviu? —Ela bateu o pé no chão fechando a porta... É, eu vou mesmo apanhar.

—Ela não disse quem foi, não se importa com culpado, apenas com o fato de um pivete infeliz ter jogado o animalzinho dela no esgoto e o primo que ela tanto admirava ter assistido tudo sem dizer nada! Como pode? Eu te eduquei pra isso? —Abaixei o rosto. —Ela te odeia agora, sabe disso, não é?

—Só bate, eu já sei que foi errado! —Mamãe apertou o rosto negando.

—Não vou te bater, você não merece ser punido fisicamente, é muito fácil se livrar de uma dor física. Mas vou te dar uma oportunidade de começar a se redimir e me dizer quem jogou o Jean? Foi a Drica? Por que toda vez que a Sophie vem para cá aquela pirralha insiste em fazer ela chorar... —Virei o rosto, não posso dizer. —... Michael?!

—Não vou ser X9... É contra as regras da família. —Ela abriu a boca surpresa.

—Foi por... Foi por causa disso que não se meteu? —Mamãe deu voltas pelo quarto furiosa. —Não vai mesmo me dizer? —Neguei.

—Me pede outra coisa, eu faço, mas dedurar não. —Engoli o choro quando ela se aproximou.

—Quer dizer que tudo bem eles maltratarem sua prima e saírem ilesos? É isso? Tudo bem, mas você vai ser punido no lugar deles. —Levantei os olhos. —Não vai mais em nenhuma reunião de família, sem mesada, sem video game, sem televisão e tendo noção do quanto estou envergonhada de ser sua mãe nesse momento.

—Ma-Mamãe me desculpa! Não foi minha culpa eu JURO! —Eu ia abraçar ela, mas... Ela estava mesmo com raiva de mim, muita raiva. —Eu-eu sinto muito, eu-eu-eu vou fazer as pazes com a prima Sophie! Eu vou! —Ela deu um passo para trás.

—Eu duvido meu filho, você perdeu o carinho da sua prima pra sempre. —Ela ia saindo do quarto quando parou. —... Boa noite Michael.

Minha mãe nunca tinha me tratado assim antes, tínhamos nosso jeito de agir um com o outro, mas jamais foi assim, ela nunca tinha dito antes que tinha vergonha de mim. Abracei meus joelhos chorando, eu prefiro mil vezes uma surra.

—Michael?! —Limpei o rosto. Era o tia Kailyn que agora deve me odiar também. —Hey, levou uma bronca daquelas? —Afirmei com a cabeça. —Ahh não fica assim...

—Eu-eu sinto muito tia, eu não, eu-eu... Eu sinto muito. —Falei tentando engolir o choro.

—Não, não, não fica assim meu amor. —Ela veio até mim e me abraçou. —Aquele sapo era um estorvo mesmo, mais cedo ou mais tarde aquilo ia acontecer e além do mais não foi sua culpa!

—Mas-mas eu podia ter evitado... —A tia me apertou nos braços dela.

—Sabe, nós dois somos parecidos. —Virei assustado para ela.

—No branco dos olhos?! A senhora é linda e eu sou horrível! —Ela riu me abraçando.

—Não diga besteiras, você é um rapazinho muito bonito! Se você perguntar pra Sophie qual primo da família ela acha mais bonito ela com certeza, mesmo zangada com você vai falar seu nome. —Me encolhi.—Enfim, eu não estava falando de aparência, eu me referia a ações que tomou mediante a essas situações. —Balancei a cabeça confuso.

—Como assim? —Ela engoliu seco.

—Essas situações onde você tem que escolher entre seguir a correnteza ou remar contra ela... —Arqueei uma sobrancelha.

—To é boiando nesse rio... —Ela gargalhou.

—Eu também fiz escolhas ruins como essa que fez... —Abaixei o rosto, mas ela não deixou me fazendo encarar aquelas bolas azuis enormes dos seus olhos. —... O importante querido é se arrepender e tentar consertar o erro, foi assim que eu fiz! —Dei um meio sorriso para ela.

—Mamãe disse que tem vergonha de ser minha mãe... —Meus lábios tremeram querendo chorar de novo.

—Argh Eloise, não ligue para isso, ela estava nervosa e você sabe que quando sua mãe perde a paciência coisas boas não acontecem! —Ela me empurrou para trás me fazendo deitar e depois me cobriu. —Esqueça isso, não foi culpa sua e nem eu nem o tio está bravo com você, está bem? —Afirmei.

—Mas a Sophie está... —Tia Kailyn sorriu sem jeito.

—Ela puxou o gênio do meu pai, guarda rancor muito fácil, mas logo ela esquece. —Me deu um beijo na testa sorrindo. —Boa noite querido.

[.........]

Eu tomei a decisão de fazer a prima Sophie me perdoar, ignorando qualquer brincadeira maldosa dos primos chatos. Primeiro eu consigo de volta a amizade da Sophie e depois eu vejo minha situação com a minha mãe.

Mas eu preciso de ajuda.

—Eu não quero me meter nisso! Já briguei com a sua mãe por sua causa ontem e nós dois sabemos que não estou com muitos créditos com ela. —Mirei meu pai bravo.

—Sua função como pai é me dar conselhos! Preciso saber o que eu tenho para conseguir me redimir com a prima! —Ele me fitou surpreso.

—Ahh é isso?! Achei que quisesse que eu brincasse de queda de braço com sua mãe para acalmar ela. —Pensei enquanto ele falava.

—Futuramente, mas agora quero focar em fazer as pazes com a Sophie, por que na semana que vem ela vai embora! —Ele sorriu mexendo no meu cabelo.

—Gostei de ver! Está bem, que tipos de conselhos você quer? —Peguei meu caderno junto a uma caneta.

—Muito bem, o que você faz além da queda de braço para se desculpar com a mamãe? —Meu pai arregalou os olhos. —O que? Não posso brincar de queda de braço com a prima Sophie.

—Com certeza não e nenhuma das coisas que eu faço com a sua mãe! Mas veja você tem dois caminhos a seguir: Primeiro materialista e segundo algo tocante! —Fechei a cara.

—Qual o mais fácil?

—O materialista! Mas é pouco eficaz. —Não to entendendo nada.

—Me explica direito pai! —Ele sorriu.

—Filho você pode tentar comprar o carinho dela com coisas ou tentar ganhar a amizade dela provando que você gosta mesmo dela. —Ahhhh.

—Vou tentar comprar! Ninguém resiste ao meu chocolate. —Meu pai meio que não se convenceu.

—Boa sorte.

Vamos a primeira tentativa. Fiz meu fabuloso chocolate quente que ninguém ousa recusar, a prima estava com o tio no quarto de hospedes ainda inconformada em ter perdido o Jean, mas nada que meu chocolate não resolva.

—Posso entra? —Fui eu entrar e ela se escondeu debaixo da coberta.

—Sophie, seu primo veio te ver. —Disse meu tio lançando um sorriso sem graça pra mim.

—Sophie eu vim me desculpar e como desculpas eu... —Caramba ela meteu o chute no copo que caiu no chão derramando o chocolate.

—Sophie! Que coisa feia! —Brigou meu tio. —Seu primo veio se redimir não está vendo? —Ela saiu de debaixo das cobertas me fitando zangada.

—Mentira!!! Ele não liga pro Jean-Jean Vievy, ele só veio aqui para não apanhar do tio Dillan! —Depois se enfiou debaixo das cobertas de novo.

É, acho que não vai ser qualquer coisa que vai fazer ela acreditar que estou arrependido.

Mas minhas armas ainda não acabaram! Próximo dia, próxima tentativa!

—Bom dia prima Sophie! —Abri a porta do quarto já sabendo que o tio e a tia estavam tomando café lá embaixo. —Eu sei que está zangada comigo, e como prova de que meu pai não me mandou aqui para me desculpar eu... —Coloquei meu skate na frente dela. —...Te dou meu Skate! Ele é novinho e... —Ela pegou ele e jogou pela janela. —Acho que você não gosta de Skate... —De braços cruzados e fazendo um bico, ela me olhava furiosa. —... Eu já disse que eu sinto muito! Eu prometo que a partir de agora eu não vou deixar eles fazerem maldades com você!

—Eu não gosto de você mais! Seu Slitheen duas caras! —Engoli seco, ela não falava mais daquele jeito silencioso, agora estava sendo clara com o que dizia.

—O que eu tenho que fazer pra você me perdoar? Eu te dou meu video game, meus brinquedos o que quiser, mas vamos fazer as pazes, vamos assistir Dr. Who de novo, eu quero saber o que acontece depois que a Rose vai para a outra dimensão! —Eu estava sendo sincero, eu gostei da série e ficar com a prima não era tão chato assim e saber que ela gostava de mim e agora me odeia não me fazia eu me sentir melhor.

—Jean-Jean Vievy! Eu quero o Jean-Jean Vievy! —Fiz careta.

—Mas ele caiu no bueiro Sophie, como é que eu vou atrás dele? Vai ver nem vivo ele está! —Ela rosnou para mim e depois fez cara de choro.

—Ele é meu único amigo e você matou ele... —Olhei para os lados sem jeito vendo ela chorar.

—Vai ver ele não morreu, vai ver ele arrumou uma família, uma vez o cachorro do meu colega desapareceu e tempos depois eles encontraram ele com uma penca de filhotes, vai é o caso do Jean, dizem que esgotos são cheios de sapos. —Ela me fitou.

—Eu quero o Jean-Jean... Eu sou a família dele. —Engoli seco. E agora?!

—Se eu encontrar ele você volta a gostar de mim? —A prima apertou as mãos e me olhou como se dissesse ‘eu não sei se posso gostar de você de novo’.

Ai ai, não acredito que vou fazer, eu nem sei como eu vou fazer isso.

—Pai... Se você fizer esse sentimento ruim desaparecer tudo se resolveria. —Ele esfregou minha cabeça com o shampoo.

—Esse sentimento ruim é bom, não se sente melhor acreditando que existe uma esperança de fazer as pazes com a sua prima? —Confesso que sim.

—Não é certeza, mas como eu vou achar aquele animal idiota? Por que ela tem que ser tão esquisita? —Ele riu.

—Eu não entendo você Michael, ficou zangado na escola quando aquela garota te chamou de esquisito e tudo mais, agora que tem alguém que te admira você trata ela da mesma forma que a menina da escola... —Pensando por esse lado.

—A mamãe não ta falando comigo... —Ouvi ele suspirar.

—Ela ainda está chateada por que você preferiu proteger os seus primos do que a Sophie, sabe que sua mãe adora ela.

—Mas eu não posso dedurar eles, seria o mesmo que me expulsar da família.

—A Sophie é da família também e eles não se importaram com isso, não tem que proteger quem faz coisa errada! E se você parar para pensar não tem sentido proteger eles, vivem pegando no seu pé, te irritam e tudo mais, enquanto a sua prima tentou o máximo que pode se aproximar de você e te defenderia se te ofendessem perto dela.

—Eu sei... Devia ser mais fácil! Eu sou criança ainda! Não ta na hora de eu aprender com os meus erros, você devia ter me prevenido antes! —Ele tornou a rir.

—Se quer saber, me orgulha muito ver você tentando consertar seus erros mesmo sem garantia de sucesso, prova que está crescendo no lugar certo.

—E se ela ainda sim não voltar a gostar de mim? —Ele mexeu os ombros.

—É o preço, você ganhou o carinho dela de graça e perdeu, não se consegue isso facilmente de novo. —Respirei fundo deixando o sabão escorrer pelos olhos, qualquer coisa, meus olhos estão vermelhos pelo ardido, não por que fiquei triste de repente por que talvez eu tenha caído a ficha que perdi o carinho da única pessoa que não me achava esquisito.

ARGH! Que cheiro horroroso!!! Tem ratos por toda parte e eu não consigo enxergar quase nada aqui dentro desse esgoto.

—Eca Michael! Eu vou voltar...

—Não! Nem pense nisso Montanha! Você disse que me ajudaria! —O grandão medroso fez careta mirando a lanterna para frente.

—O que estamos procurando o que mesmo? —Ele tapou o nariz e eu também.

—Um sapo. —Olhei para trás e o Montanha estava vomitando naquela água suja que corria rumo a fora. Ele está amarelo. — Ta legal Montanha, cai fora daqui, eu vou sozinho bicho frouxo! —Ele já foi subindo as escadas sem segundas ordens.

—Foi mal Michael! —O jeito é eu me virar mesmo.

Eu andei e andei por aqueles canos de cimento ou sei lá como chama até que o espaço seco acabou e só ficou aquela poça nojenta para eu pisar. Pobre Jean. Mas de acordo com o bueiro que ele caiu era mais ou menos por esse caminho que ele deve ter passado.

Tinha ratos, aranhas e baratas ao montes, se mamãe viesse aqui com certeza estava dando pulos de medo. Continuei andando nem sinal de sapo nenhum, acho que é mais fácil eu encontrar um jacaré do que a droga desse sapo. O túnel não tinha fim, e quanto mais eu andava por ele, mais nojento ele ficava e mais fedorento também!

Quando eu finalmente pensei em desistir ouvir um barulho estranho vindo atrás de mim... No medo que fiquei sai correndo desesperado. Corri o máximo que pode, mas a água suja forte conseguiu me alcançar e derrubar... Tapei a boca no mesmo instante ou ECAAAAA eu não quero engolir cocô dos outros!!!

Consegui e me levantar e estava ficando impossível não vomitar naquele instante. Meu estomago estava embrulhado, eu estava fedendo, mas tudo isso deixou importar quando eu vi aquela criaturinha a dez metros de mim no final do túnel.

—Jean-Jean!!! —Era o sapo da Sophie!!! Eu achei ele!! Eu não acredito que realmente achei o Jean!!! Corri feito um louco atrás do bicho quando ele pulou fugindo de mim para a borda de um rio onde o esgoto caía.—Essa não... —Não tinha 1 Jean-Jean, devia ter pelo menos uns 15 Jean-Jean naquele rio sujo de merda. —Qual é o verdadeiro Jean-Jean? —Vi um saco sujo boiando na água e na indecisão de qual seria o Jean resolvi levar TODOS.

Não voltou aqui nem que ela me odeie por mil anos, já que eu cheguei até aqui tenho que pegar o certo! Eu sei as regras dos sapos, é só não deixar o leite deles ir nos olhos e estamos bem! Ou pelo menos é isso que eu sei.

Peguei todos os sapos que encontrei, alguns tentaram me morder, mas nesses eu dei uma paulada na cabeça, assim eles dormem e vão quietinhos para o saco.

[.........]

Estou louco para ver a cara da Sophie quando eu entregar o Jean-Jean Vievy para ela! Ela vai me perdoar, claro que vai! Não tem como ela não me perdoar depois de eu ter enfrentado um esgoto para pegar esse bicho.

—Sophie!! Eu achei o Jean-Jean Vievy, Sophie!!!!! —Gritei jogando a bicicleta de qualquer jeito e pegando o saco nas costas. A primeira que apareceu na porta foi minha mão colocando a mão no nariz.

—Michael! Que cheiro é esse?? —Eu me olhei.

—Depois de um tempo você nem percebe... —Murmurei cheirando de baixo do braço e pela cara de espanto da minha mãe ela estava pronta para ter um colapso. —...Eu achei o Jean-Jean Sophie!!!! —Gritei levando o saco para frente. Mamãe mirou o saco ainda com aquela expressão. Não demorou muito para a prima correr descendo as escadas junto com os tios e claro meu pai apareceu também, bem espantado.

—Michael...!! —Tá certo que eu estou fedendo, mas acho esse espanto geral exagero.

—Tcharan!!! —Abri o saco e despejei todos os sapos no chão de uma vez.

—Oh minha nossa... —Tia Kailyn segurou a Sophie no colo no mesmo instante que ela vinha correndo com um sorriso enorme para cima dos sapos.

—Veja mamãe! É verdade!! Jean-Jean Vievy arrumou uma família! Uma enorme família! —Meu tio Oliver deu um passo a frente olhando tudo com cara de nojo.

—Nem são da mesma espec... —Minha tia deu um chute na canela dele fazendo careta.

—É claro querida, Jean-Jean encontrou sua família! —Sorri largo, mas parece que mamãe não gostou nada.

—Michael... TIRA ESSES BICHOS DA MINHA SALA AGORA!!!—Ela gritou furiosa e eu fiquei sem entender.

—Nada te agrada mulher?! O que eu vou fazer com esses sapos? —Mamãe rangeu os dentes olhando para o meu pai que estava se segurando para não rir.

—Ahhh isso é influencia do seu tio, então... —Ela empurrou o tio Oliver para cima de mim. —...Se virem os dois!

—Ahh eu também quero brincar com eles! —Sophie tentou sair dos braços da tia, só que ela não deixou.

—Nem pensar! Jean-Jean Vievy tem uma nova casa e uma nova família, não pode mais viver conosco! —Acenou pro Oliver. —Se o meu sobrinho pegar uma doença você vai se ver comigo senhor Gasnier!

Eu olhei pro tio que ao me ver caiu na gargalhada quando todo mundo saiu de perto.

—Esses estão mortos...?! —Ele deu um pequeno chute em uns que estava de barriga para cima.

—Estão dormindo, eles tentaram me morder. —Meu tio tornou a rir, engraçado ele não reclamou do mau cheiro. —O cheiro não te incomoda? —Que gozado ele guarda luvas dentro do bolso.

—Um dia te levo no laboratório de zoologia da universidade onde eu trabalho e aí sim, você vai saber o que é cheiro ruim! —Eu abri o saco e ele colocou um sapo. —Não acredito que entrou num esgoto atrás do Jean!

—Como não?! Tem cocô dos outros no meu ouvido! — Ele fez vomito e depois riu.

—Você é incrível Michael! — Ele andou até a ponta da escada. —Amor vou precisar de uns 15 litros de álcool, sabão antibacteriano e muiiiittooo perfume! —Gritou e eu ri.

—Você acha que a Sophie me perdoou? —Afinal eu fiz tudo isso por causa dela.

—Eu acho que nesse exato momento Dr. Who não é ninguém comparado a você para ela! —Uhh isso era bom!

[.........]

Estou zangado! Estou muito zangado! Eu tomei um banho numa poça de esgoto por causa daqueles sapos e o tio Oliver jogou todos eles no esgoto de novo!!! Que absurdo!

O banho que me deram foi de arrancar o couro, esfregaram minhas costas e cabeça com tanta força que até parece que eu to sem pele. Pelas minhas contagens foram no total 5 banhos com produtos diferentes e uma ida no médico que deu uma lista de exames para fazer.

Quando cheguei em casa a noite, outro banho... Eu estava fedendo tanto assim? Por via das duvidas dessa vez quem preparou tudo foi a mamãe que me tacou numa banheira cheia de espuma cheirosa... Desse banho eu gostei, era quentinho.

—Fecha os olhos... —Fechei foi a cara.

—Vou ficar sem cabelo desse jeito! —Ela riu.

—Quem mandou se enfiar num esgoto? —Abaixei a cabeça e ela começou a esfregar meu cabelo.—Michael?!

—Hun?! —Ouvi ela dar uma risadinha.

—Me desculpa ter dito aquelas coisas ruins para você, se quer saber você nunca me deu vergonha, eu só estava zangada. —Tentei abrir os olhos o que me garantiu um ardido no olho. —Eu tenho muito orgulho de você.

—Então não está mais chateada comigo? Nem por eu ter ficado quieto quando maltrataram a prima Sophie?

—Não, acho que você aprendeu a lição, não foi? Pode me perdoar pelo que eu disse?

—Se me deixar ir na festa da família... —Ela riu.

—Se prometer que vai dar uma surra em quem jogou o Jean no esgoto... —Eu ri, mesmo molhado eu abracei ela.

—Eu te amo mãe!

—E você sabe muito bem que seu avô não admitiria que eu impedisse você de vir, você é o neto predileto dele.

—Eu sei. —Ela começou a enxaguar minha cabeça.

—Já parou para pensar nisso cabeça oca? Você é a criança mais amada da família! Até da família do seu pai! Até da parte da família dos inteligentes! E principalmente... Por mim! —Ela me deu um beijo na bochecha.

Ta, eu entraria no esgoto de novo se fosse para ver minha mãe tão feliz assim!

[.........]

A paz reinou na reunião da família. Eu dei um soco na cara do Miguel, minha mãe brigou com a tia Didi e no final ninguém estava ligando para essa competição boba da força e da inteligência. Somos uma família, UMA apenas.

—A mãe do Paulo acabou de me ligar Michael, disse que o proibiu de ir na festa da menina insuportável que não quis que você fosse! E eu liguei para a casa dela e disse para a mãe dela que se eu soubesse de mais uma ofensa que ela fizesse para você a conversa seria comigo. —Eu ri, mamãe não conversa.

—Tudo bem mãe, eu não ligo! Eu sou feio, mas o tio Stuart disse que lá na frente dinheiro é o que importa! —A tia Kailyn, o tio Oliver, meu pai e minha mãe me olharam espantados.

—Eu vou matar o seu tio! —Disse a minha mãe. —Você não é feio! Crianças não mente!—Ela se virou para minha prima. —Sophie... — Eu e ela fizemos as pazes, talvez mais do que isso, por que agora ela não largava do meu pé, o que já não é tão ruim como antes. Ela sabe jogar uns jogos bem legais e gosta de filmes de alienígenas cheios de lutas, minha prima não é chata como as outras garotas e a melhor parte é que bonita como a tia Kailyn. —...Você acha o Michael bonito? —A prima abaixou a cabeça ficando vermelha como o cabelo.

—Acho... —Respondeu e a Kailyn sorriu.

—Conta pra tia Eloise por que você acha o Michael bonito.... —Ela quis se esconder atrás da mãe dela, mas a tia não deixou. —...Conta!

—Por-por que ele parece o-o-o tio-tio Dillan..... —Depois de dizer isso ela se escondeu de vez na tia.

—Perai?! Então você só me acha bonito por que eu pareço com o meu pai?! —Mirei o meu pai que parecia surpreso.

—Isso que eu chamo de bom gosto! —disse minha mãe.

—Eu mereço. —Cruzei os braços. Eu entrei num esgoto por essa garota para ela dizer que uma coisa dessas!

—Ta reclamando de que encrenqueiro?! Herdou o meu charme! —Revidou ele.

—É, mas que a dona Sophie se contente com a cópia por que o original é meu! —Disse mamãe.

—Posso ser a cópia, mas to novinho em folha e intacto! Você já foi usado pela mamãe.—Eles riram.

Quem liga?! Se eu for ter o mesmo final do meu pai, então tá valendo.

Fim do Extras

Notas finais
Imagens Michael: http://tinypic.com/r/j08rbd/8 Sophie : http://tinypic.com/r/a146yf/8 Buaaaa!! E esse foi o ultimo capitulo de Inner 2! Foram longos meses, porém chegou ç.ç Gente Muito obrigada a todos vocês por terem acompanhado a fic! Obrigado a todas as Magnificas 101 Recomendações! Obrigada a TODAS pelos 2016 reviews! E eu de coração agradeço por terem tido paciencia comigo e relevados meus erros ortográficos grotescos. Quero agradecer até mesmo as leitoras fantasmas, sei que alguns só querem ler e nada mais, porém só fato de terem gostado já me alegra muito! Eu espero que futuramente eu possa criar historias que continuem a agradar! Sobre Inner 3, já comecei a escrever, mas não sei se vou dar continuidade! Vou pensar! Quem sabe um dia surpreendo vocês com ela por ai xD Gente muito obrigada e foi um prazer compartilhar essa historia com vocês! Até a proxima fic!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!