Inner Beauty 2
17 Do jeito que está!
Notas iniciais
Valew pelos reviews gente, fico contente que tenham gostado!
Vai ter mais comedia pra frente! heheheh
Um agradecimento especial a Patt Soares pela recomendaçao! E claro a todo os reviews *3*
Boa leitura e desculpem os erros!
Capitulo 16
Do jeito que está
Minha vergonha me fez comer no quarto, inventei que estava passando mal, pelo menos ali qualquer coisa que acontecesse só eu veria. Mas quando eu não ia ao problema ele vinha até mim, devia ser quase meia noite quando ouvi as batidas na minha porta.
–Kailyn, posso entrrar...?!-Esse maldito sotaque o que ele queria agora.
–Estou dormindo, a gente conversa amanha Oliver!- Respondi sem gritar muito.
–Sabe que eu não estou ouvindo não é?! Meu aparelho não é a prova de água!-Argh, ele está me culpando?!
–Se vira!-Rangi os dentes cobrindo a cabeça com a coberta, mas ele não estava afim de me deixar em paz e entrou sem permissão.
–Sua mére quer que eu durma com seu irmão na sala, pra gente assistir um filme!-Sentei na cama pra tentar ver ele mais estava tudo escuro.
–E o que....-Ele passou as mãos na parede procurando a tomada.
–Pronto! Podemos conversar agorra! Eu não posso durmir assim?!
–Por que não!? É uma coisa totalmente normal...-Ele negou com a cabeça vindo pra perto de mim.
–Eu não posso!-Falou sério.
–Por quê? Você ronca?-Ele engoliu seco olhando pros lados.
–Quem derra fosse...Eu...-Pigarreou se aproximando mais.-...As vezes...Só as vezes converso! Minha mére dizia que era só tocar em mim que eu falava...Algumas pessoas dizem que é por que eu não tenho muito com quem conversar!Mas isso é idiotice!-Devia ser engraçado.
–Bom eu sinto muito, mas eu não acho que meu irmão se incomode, agora me deixe dormi!-Voltei a deitar ignorando ele.
–Seus pais sabem sobre sua trágica experriência com seu ex?-Maldito, levantei pegando minhas coisas.
–Onde você vai!?
–Assistir o filme com vocês, seu insuportável, quando acabar você vem pro meu quarto e eu fico lá!
–Ohhh mercima chérie!! Seu segredo está salvo comigo!-Chantagista, você vai ver só quando eu descobrir algo de você.
Certo isso era muito constrangedor, ele tinha me visto nua e aposto que sentido um pouco também quando grudei nele, mesmo com meu pijama sentia que estava tudo a mostra cada vez que ele me olhava, e tinha certeza que pensava em algo do tipo por que corava. Ele estava sentado no sofá no sofá ao lado do meu irmão com o camaleão dele no joelho, sentei muito sem graça do lado dele, mas se eu fosse pensar, a culpa não era dele realmente. Como ele mantinha uma certa distancia do meu irmão me aproximei pra sussurrar pra ele.
–Desculpa.....-Sem jeito ele me olhou franzindo o cenho, com a boca cheia de pipoca.
–Diga de novo, eu não ouço direito sem o aparelho.-Disse depois de mim, ahh é verdade.
–Eu estou te pedindo...Desculpas.-Ele fixou seus olhos nos meus lábios e sinceramente isso me incomodava.
–Não precisa, eu tenho um monte lá no dormitório e amanhã a gente vai embora não é?! Um dia sem ele não faz muita diferença!-Revidou tranqüilo voltando seu olhar pro filme.
–Ótimo...E esqueça o que viu!!-Falei sentindo minhas bochechas arderem ele apenas sorriu alisando o bichinho.-Você trancou o Napoléon?!-Cutuquei ele perguntando.
–Sim, deve estar descansando depois de ver uma histérrica dar crise de loucurra enquanto ele só queria passear!-Mirei ele brava.
–Está me chamando de louca?-Dick me fitou dizendo shhh e fingi que eu não falaria mais.-Esta me chamando de louca?-Repeti a pergunta sussurrando pra ele.
–Medindo pela sua cautela em conduzir veiculos eu dirria que você zangada é pior que uma vaca com a doença da vaca louca!-Cretino!
–Ahh que ótimo, outra comparação a um animal!?
–Eu verria isso como um elogio!
–Certo então não iria se incomodar se eu te chamasse de rato de laboratório!-Ele me fitou rindo.
–Não faz sentido, mas sinta se livre, me chamam de coisa pior mesmo...-Murmurou pra si colando o Chaplin no ombro.
–Okay, se eu fosse um animal em qual categoria estaria?-Ele me mirou mordendo o canto da boca pensativo.
–Inachis io! Acho estarria por esse rumo!-Ina..O que?! Será que ele acha que todo mundo entende essa linguagem cientifica?
–E o que seria isso uma cobra?!-Ele gargalhou alto.
–Não, Inachis io é uma borboleta tonta!-Ohh....Hey, isso é legal!
–Por que ela?!
–Ela possui dois lados diferrente, um lado onde ela se esconde completamente de cor apagada e sem graça e outrra cheia de corres vivas se tornando-a a mais única e belas que as flores que poliniza!-Eu não tinha palavras, fiquei imaginando esse bicho parecia realmente bonito.
–Sério?!-Ele fez que sim sorrindo.
–E ela também tem uma péssima dirreção de vôo quando estressada!
–Ainda sim é a coisa mais gentil que já me disse, dá pra superar o fato de ter me visto nua!-Ele voltou a ficar roxo de vergonha.
–Se não parrar de falar nisso fica difícil esquecer!-O mirei com o canto do olho, estava passando a mão no Chaplin. Eu deveria estar mesmo carente, por um momento assustador que fosse senti vontade de estar no lugar do bicho...E não é que ele estava certo, quando o silêncio se fez eu precisava seriamente de conversar.
–Oliver voc...
–Vocês querem parar com os cochichos?! Estou tentando ver o final do filme?!-Disse meu irmão zangado.
–Certo, certo! Já calei...-Revidei, que garoto mais ranzinza. Eu não vi mais o que aconteceu, antes do final do filme chegar eu já tinha apagado ali no sofá mesmo.
Aos poucos os sons aumentavam ao ponto de me fazer abrir os olhos devagar, mas tudo parecia escuro, mirei um pouco pra cima e notei que estava agarrada a um braço, mexi o corpo me afastando daquela de seja lá de quem era e quando finalmente levantei o rosto pra cima fitando os lados, notei um garoto deitado sobre um colchão na sala.
–Non,c'est bon...–Disse o dono do braço que agora tinha soltado e ele se mexeu, detalhe..Ele estava dormindo. Olhei no relogio e marcava cinco e meia, caramba estava cedo. Eu poderia me levantar e ir pro meu quarto, mas era aquela coisa de carencia que me fez olhar novamente pros lados pra ver se ninguém estava vendo e mais uma olhada pra ver se realmente estava dormindo e me fez dessa vez passar meu braço em volta do pescoço dele.- Oui, venez plus près ....-Disse colocando o braço em volta de mim e me puxando...Espiei ele, mas parecia ainda dormi, sabe que é até bonitinho ouvir ele falar enquanto dormi? E parece tão inofensivo... Certo, talvez ele tenha razão, estou a um ponto critico de carência.
Acordei com alguma coisa me empurrando com força, girei o rosto e notei meu irmão com uma expressão zangada.
–Anda, acorda! Já é sete horas e papai disse que é pra todos estarem na mesa ou o café não será liberado!-Resmungou e eu afundei o rosto no colchão...Espera, cadê o francês?
–Cadê o Oliver?-Ele me fitou desconfiado.
–Já está na mesa!-Me levantei espreguiçando.
–Por que não dormiu com a gente aqui!?
–Você gruda no que encontra e ele conversa, eu não queria me tornar seu travesseiro e muito menos ouvir os murmúrios dele!
–Ele não conversa tanto assim!-Que exagerado.
–Não, talvez só praticamente lê um dicionário de francês por noite, você não ouve por que é sinestésica!-Olhei seca pra ele.
–E você ronca!
–Eu não ronco!!!-Brigou enquanto eu subia as escadas.-Fique sabendo que eu só respiro forte as vezes!
Bom como eu teria que voltar me arrumei como sempre, colocando o óculos e as pintinhas falsas no rosto, vestindo uma roupa sem qualquer estilo. Desci pegando minhas coisa e já deixando na sala.
–Bom dia!-Disse me sentando ao lado das duas pestes.
–Bom dia querida! O café já vai ser servido!-Falou minha mãe sorrindo.-Oliver, querido guarde esse bichinho!-Olhei assustada, mas felizmente era o Chaplin, só que se quer tinha ouvido. Dei um pequeno tapa em seu ombro o fazendo olhar pra mim.
–Oh bonjour ma chérie!-Acenei pro camaleãozinho.
–Minha mãe pediu pra você guardar o Chaplin!-Ele fez que sim com a cabeça e colocou o animal em uma pequena gaiola no chão.
–Ainda não entendi a historia de como seu aparelho estragou...!?-Perguntou meu irmão olhando pra mim desconfiado.
–O que?! Eu não fiz nada!-Falei pra ele ja vermelha.
–Seu irmão não disse que fez querida!-Revidou minha mãe agora me fitando desconfiada também.
–É mas...Conte a eles Oliver que eu não tenho nada haver com isso!-Acenei para ele me ajudar.
–Eu já contei, me distrrair e acabou caindo na pia enquanto escovava os dentes!-Respondeu calmo.
–Sei não, Kailyn está mentindo....-Mas que coisa.
–Ela é muito obvia não é?!-Replicou Oliver rindo com meu irmão que confirmou.
–É só fazer uma pressão psicológica e já da pra arrancar a verdade!- Okay, voltamos as ofensas.
–Eu odeio vocês, já disse isso?!-Eles riram olhando pra mim.
Meu pai parecia uma criança perto deles, enquanto eu e minha mãe não entendíamos quase nada do que diziam. Só que tudo que era bom precisava ter um fim, eu precisava voltar pra faculdade ainda no domingo e ele também, eu estava cheia de trabalhos e aposto que Zack estava doido sem o gênio ali pra supervisionar. Depois de colocar tudo no carro e despedir dos meus pais, o francezinho tirou uma coisa da mochila e até estava embalado ainda me entregando.
–Parra você!-Era o livro de arquitetura básica que eu acabei não comprando.-Eu e seu irmãos fomos na livrarria hoje de manhã e como não deu parra você comprarr....
–Sério?! Comprou pra mim?!-Ele é muito fofo.
–Clarro, eu é que não querro você dirrigindo com raiva!-As vezes eu esqueço que ele é da mesma espécie estúpida do meu irmão!
Durante a viajem notei um sorrio mais livre em seu rosto, acho que mesmo que um dia tinha sido revigorante pra alguém que só pode contar com os pais estando tão longe.
–Talvez eu venha aqui na próxima semana, gostaria de vir?!-Perguntei pra ele que sorriu confirmando.
–Serria bom, não conseguimos terminar o foguete que começamos ontem! E seu pai está afim de aprender sobre a gastronomia francesa!-É, acho que ele podia não gostar da sociedade, mas gostava de estar em família.
Nos despedimos assim que chegamos, mas por algum motivo que ainda era desconhecido por mim, senti que enquanto caminhava pro dormitório todos me encaravam com um semblante estranho. Entrei no quarto aliviada, mas algo ali também estava estranho, minhas coisas estavam em seus lugares, minha cama arrumada e um bolo de chocolate estava na minha escrivaninha.
–Ahh você voltou! Estava mesmo te esperando amiga!-Disse aquele alien incorporado no corpo da minha odiada parceira de quarto...Sim por que aquele sorriso não era normal tão pouco o jeito gentil com o qual falou comigo.
Mas o que droga aconteceu enquanto eu estava fora?
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