Ink - Nerds, Quandrinhos E Explosões...

1 Looner, editora famosa e o começo da história...


Era uma vez um planeta distante, que estava prestes a ser destruido por uma catástrofe natural, então um dos homens bons deste planeta mandou seu único filho para um planeta distante, chamado Terra, onde ele aprenderia a viver como um humano normal, mas um dia, aprenderia a salvar seu mundo de um destino semelhante ao de seu planeta natal. Porém, o que esse homem bom não imaginava, era que o Sol amarelo do planeta Terra daria poderes extraordinários para esse garoto, tornando-o mais tarde, um herói que salvaria o planeta de mais que uma catástrofe natural. Mas sim de muitos vilões que viriam a atormentar seu querido lar…

Bela história não? Acho que vocês sabem de quem eu estou falando, mas infelizmente esta não é a minha história.
Minha história começa há mais ou menos umas horas atrás, quando depois de um rolo gigantesco, fui contratado para trabalhar numa editora de quadrinhos.

Ok, sou meio que um faz-tudo no lugar. desenho até que bem, então faço café, cuido da edição de alguns números, sem contar que meu chefe disse que se eu tivesse alguma idéia legal, eu poderia desenhar e quem sabe até publicar. Mas enfim, não estou aqui para contar sobre estas coisas complicadas da vida de um cara qualquer. Estou aqui para contar a história de toda uma era, um lugar, e como esse perdedor que aqui vos fala herdou o desejo de reerguer todo um império gráfico.

Esta é a história da Ink Editora, e também é um pouco da minha história, mas isso não vem ao caso. Vamos parar logo com a enrolação…

(Som irritante de despertador)
"ACORDA IMBECIL!" soou uma voz nada feliz do andar de baixo.
"*sigh* Estou indo... (ô vidinha miserável...)"
Foram essas as últimas palavras de Adrian Turner antes de tomar um banho, engolir alguma coisa para não comer um cavalo no chinês da esquina, e então ir para sua entrevista de emprego. E assim ele foi até o Prédio de administração no centro da cidade, Avenida central número 667, 35º andar, departamento de recursos humanos, parando porém, para notar um velho prédio do outro lado da rua. O prédio tinha uma placa surrada logo acima da porta de entrada (que há algumas décadas deveria ter sido muito luxuosa, mas isso foi em outro tempo...), que carregava o nome de Ink Editora. Sério, não é brincadeira quando dizem que o lugar estava caindo aos pedaços. Deve ser uma lástima trabalhar por ali. Foi uma tremenda subida, por que desde quando o prédio foi construído, nunca instalaram elevadores nele. E se instalaram deixaram de avisar. Enfim, sempre deixam de avisar estas coisas, ou por que seu cordial escritor é muito desinformado, ou por que o mundo é sempre cruel com pessoas como nosso pequeno herói... Enfim, subiu quase morrendo, mas finalmente chegou onde tinha de chegar com cinco minutos de folga, onde foi falar com a mulher gorda que parece ter algumas trocentas milhões de irmãs gêmeas pelo mundo, e todas elas trabalham em departamentos de recursos humanos. E o melhor de tudo, NENHUMA DELAS tem sequer um pouco de bom humor:
— O que você quer? – Disse a mulher gorda com aquela cara que todos conhecemos de poucos (ou nenhum) amigos.
— Ah, vim aqui por causa de uma vaga de office boy.
— Me dá um minuto, que eu tenho de ver isso…
Vocês viram que ela disse um minuto não é?
Então… Passou-se meia hora, uma hora… duas… e finalmente, depois de ver aquele ser estranho e desajustado subindo e descendo, falando com pessoas das mais diferentes hierarquias sociais daquele prédio, ela finalmente veio até ele e disse:
— Olha, não fiquei sabendo de nenhuma vaga de office boy que tinha sido aberta para contratação. Mas você sobe até o 49º andar e fala com o superintendente da administração do prédio, e veja o que ele consegue te arranjar. Agora sai logo daqui que eu tenho mais o que fazer…
E lá foi… Mais subidas sem nenhum maldito elevador… Enfim, chegando no famigerado andar bateu na porta do escritório e um homem com cara de trapaçeiro atendeu..:
— Olá amigo. Meu nome é Silvester, você deve estar aqui por causa de uma vaga de emprego correto?
— É, sim… mas… bem… – Gaguejou, mas não conseguiu passar disso, dado o cheiro de encrenca que aquele cara exalava...
— Não se preocupe, mas acho que houve um pequeno mal entendido. o que esqueceram de te explicar na ligação, é que existem dois prédios com o mesmo número nesta rua. – Disse ele da maneira mais displicente que pôde.
— Como… Como assim… DOIS prédios de número 667?
— É, amigo. Como o povo daqui era muito religioso na época em que esta cidade foi construida, então não deixaram colocar o prédio do outro lado da rua como nº666. Logo… Já viu a encrenca toda né?

Tudo havia começado a se formar corretamente em sua cabeça, mas o que mais deixou Turner irritado foi o fato de o homem do escritório tratar aquilo como se fosse a coisa mais comum do mundo. Mas foi aí que a informação curcial começou a se conectar em sua mente...

"Ele disse do outro lado da rua...

DO OUTRO LADO DA RUA?!?"

Notas finais
Por favor, sejam legais comigo e não me xinguem muito, pois sou novato nesta coisa de postar fics na net.
Caso gostem, comentem, assim posso saber se devo continuar postando.
Desde já obrigado.
Ah, e o próximo episódio chega dentro de uns dias, pois ainda estou corrido com o projeto da semana cultural do colégio.