Ink Dream

2 Capítulo um- Apenas um sonho literário


Pai! — acordei gritando. Imediatamente ele se pôs alí ao meu lado, passou a mão em meus cabelos e disse: — Calma filha, tudo ficará bem! Sempre acreditei e confiei nele, mas naquele dia algo me soava diferente, não tive certeza de que meu estivesse correto.

Dedo Empoeirado entrou em meu quarto correndo e questionando: — Meggie o que houve? Você está bem? Teve algum sonho ruim? Gwin te mordeu?
Calma Dedo Empoeirado- respondi sorrindo.

Era impressionante como Dedo Empoeirado me fazia rir sempre, meu pai que sabia disso e sentia ciúmes disse ironicamente: — Você é um excelente heroí hein! Se Meggie estivesse sendo atacada por uma cobra e dependesse de você para salva-la, com certeza ela já teria morrido envenenada. De tão \"rápido\" que você chegou aqui.
Sorri, tentando amenizar aquela situação, porém Dedo Empoeirado não deu um sorriso à meu pai.
Antes que os dois brigassem ou algo do gênero, pedi ao meu pai que fosse buscar um copo de leite para mim. Acredito, que ambos tenham entendido minha atitude, tanto que meu pai prontamente atendeu meu pedido e Dedo Empoeirado esperou que meu pai se retirasse completamente do quarto para me dizer: — Meggie querida irmãnzinha, agora que estamos apenas eu e você aqui, diga me o que houve?

Bom, é que tive um pesadelo- respondi olhando para a parede branca do meu quarto.

Meggie, você sabe que pode confiar em mim, conte me tudo por favor e olhe para mim quando for falar; pois caso você não se lembre eu conheço seus trejeitos como ninguém e sei que quando você mente ou esconde algo o primeiro- alvo do seu olhar é aquela velha parede branca.- Disse Dedo Empoeirado seriamente.

Tudo bem — disse olhando para ele, mas com tom de voz indiferente. Continuei dizendo à ele: — Sabe, meu pesadelo foi terrível e muito real. E algo me diz que não era apenas um pesadelo, confio em você e em papai. Mas tenho certeza que vocês vão dizer que tudo ficará bem , mas desta vez eu sei que não ficará.

Meggie você não está sendo muito pessimista não? Você só tem 13 anos menina- disse Dedo Empoeirado com um tom de preocupação em sua voz.

Não, não estou- respondi rispidamente. No meu pesadelo estavamos: eu, você, papai e seu bichano Gwin; nós corriamos por uma estrada má pavimentada e atrás de nós haviam dois homens com cara de poucos amigos. Um possuia uma navalha na mão e o outro apesar de não portar nenhuma arma, tinha um olhar tão cruel, tão frio e gélido. E os dois gritavam que queriam um certo livro e chamavam papai por um apelido que eu nunca ouvirá.

Dedo Empoeirado soltou uma risada, mas estava nítido e, seu olhar e em seu tom de voz o quanto ele havia ficado preocupado e incomodado com tal descrição do meu terrível sonho. Fez se um silêncio em meu quarto durante um meio minuto, até que Dedo Empoeirado disse: — Seu pai odeia apelidos, se eu fosse você não contaria essa história a ele.

Bom você está certo Dedo Empoeirado- disse olhando para a parede novamente. Dedo empoeirado repetiu meu gesto e também se pôs a olhar para aquela velha parede branca, talvez alí tivesse se tornado um lugar para pensar, fingir, mentir e tentar esconder as verdades um dos outros. E era nítido o quanto Dedo Empoeirado havia ficado um pouco pertubado com tudo que eu havia falado.

De repente meu pai entrou no quarto trazendo uma bandeja com: um copo de leite gelado com açucar e um potinho com uma dúzia de COKKIES. Agradeci e ofereci um gole de leite e um biscoito por educação, nenhum dos dois aceitou. Porém quando meu pai percebeu o quanto Dedo Empoeirado estava olhando de forma inexpressiva para a parede, papai resolveu brincar comigo para descontrair o ambiente e fazer com que Dedo Empoeirado saisse daquele \"transe\" em que havia se enfiado dede minha \"revelação\".
Papai pegou o copo que estava na minha mão e começou a fingir que iria beber todo o leite que estava nele. A brincadeira de papai realmente tirou Dedo Empoeirado do \"transe\", mas o rouxe de volta a realidade de uma maneira um pouco egoísta.

Meggie que tal nos contar por qual apelido seu pai era chamado em seu sonho? — Disse Dedo Empoeirado olhando dentro dos meus olhos e com um tom de voz desafiador.

Nunca fui de resistir a desafios, mas aquele era preciso ser resistido.

Hey, Meggie! Responda minha pergunta antes que eu conte seu sonho à seu pai- Dedo empoeirado disse rispidamente.

Meu pai logo se incomodou com a maneira de seu amigo me tratar, e disse: — Se minha filha não quer contar, a respeite. Afinal de contas, que diferença faz um simples sonho de uma menina?

Dedo Empoeirado riu de maneira ironica e disse:- Querido Mo, você mais do que ninguém sabe o quanto sonhos são especiais, principalmente quando envolvem apelidos e homens nos perseguindo, pricipalmente se um deles tiver uma navalha.

- Cale-se! — Esbravejou meu pai e complementou com : — Que droga, homem! Você não sabe o quanto não gosto que fale sobre homens sanguinários, navalhas ou apelidos nesta casa?

-Sim, eu sei. Mas quem começou com este assunto foi sua querida filha.-Disse Dedo Empoeirado com tom esnobe.

Meu pai então deixou o copo de leite que ainda estava em suas mãos e pediu que eu contasse meu sonho de maneira que ele pudesse entender o que Dedo Empoeirado falava. Após a explicação meu pai apenas indagou:- Diga-me pelo amor dos céus, que apelido era este?

Lingua Encatada, eu respondi sem olhar para nada nitidamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.