Inimizade Amorosa

18 Outro beijo roubado


Notas iniciais
Olá! Como estão? Assim, nem sei mais como posso agradecer a vocês, porque tipo, vocês são perfeitas de mais! Sempre fico muito feliz com seus reviews, principalmente porque sinto que vocês estão sendo sinceras... E adivinhem?? CHEGAMOS AOS 100 REVIEWS!!! Muuuito, muito obrigada gente!! :D Enfim, queria agradecer a Samm por ter favoritado, Muito obrigada!! E espero que vocês gostem desse cap e não fiquem bravas comigo... Se bem que tenho certeza que vão ficar bravas, enfim, Boa Leitura!

Fomos o caminho inteiro conversando, mas sobre nada definido. Sempre mudávamos de assunto, ou voltávamos para outro, até que no meio do caminho, decidi perguntar uma coisa que fazia minha língua formigar de curiosidade.

- Daniel, porque você contou para sua mãe que me beijou? –perguntei olhando para calçada.

- Am? –ele respondeu se fazendo de desentendido.

- É... Porque você comentou com ela? –voltei a perguntar, agora olhando para ele.

- Mas eu não falei nada pra ela... Não que me lembre... –ele respondeu indiferente. – Por quê?

- Hum... –senti meu rosto corar. Como eu ia explicar?- Ela comentou comigo que sabia que... Er... ah, deixa quieto. –falei sem saber como falar aquilo sem passar vergonha. Poxa, a mãe dele perguntou quando o namoro ia começar! Como eu vou falar isso? Vai que ele zoa com a minha cara e responde algum tipo de data? Eu em.

- Agora quero saber... –respondeu ele.

- Olha! Só faltam duas quadras pra chegarmos! –comentei desastrosamente tentando fugir do assunto.

- É, e o que minha mãe falou?

- Que você dança bem... Se bem que você pisou no meu pé na aula passada... –falei olhando para os lados.

- Que legal. –ele disse indiferente ao que eu falei- Isa, o que minha mãe disse? — perguntou já impaciente.

- Que... Ela perguntou quando íamos começar a namorar, pois até beijo já tinha rolado, e estava estampado na sua cara que você gostava de mim... –respondi olhando para o chão. E é claro que aumentei a parte de estar estampado na cara dele... Quem mandou ele me fazer passar vergonha? Agora ele passa também.

- Ela não disse isso... –ele disse batendo a mão na própria testa.

- Disse... –confirmei quase rindo da sua careta.

- Deixa ela, nunca mais conto nada... –ele disse fingindo estar bravo. Mas... Espera, ele não vai negar?

Depois disso o silêncio permaneceu até chegarmos ao clube. Fiquei esperando ele falar algo em sua defesa, do tipo: “Ah, ela que quer quê eu goste de você”... Mas nada. Quando entramos no clube, ainda faltavam alguns minutos pra aula, então fomos andando devagar para a sala de aula.

- Isa! Daniel! –falou uma voz masculina quando passamos na quadra de tênis. E lá estava ele, Cadu. Ai Jesus amado, socorro, e agora? Eu tinha falado pro Daniel que gostava do Cadu, mas isso é totalmente mentira... E não quero ter que fingir gostar dele, ainda mais porque Cadu pode achar MESMO que eu gosto, e isso me deixaria em maus lençóis. Ai, socorro...

- Fala... –respondeu Daniel sem muita animação enquanto cumprimentava Cadu com um toque.

- Oi... –falei dando um beijinho em seu rosto e logo após virando meu rosto para o chão.

- O que vão fazer? Assim... Os dois, aqui? –perguntou Cadu com uma cara interrogativa. Impressão minha, ou ele insinuou que eu vim aqui pra “ficar” com Daniel?!?!

- Nada de mais... –respondi sorrindo falsamente, fazendo questão de não dizer o que viemos fazer aqui para que ele ficasse com uma pulga atrás da orelha. – Falando nisso, já estamos atrasados, não é Daniel? Vamos? –perguntei olhando em seus olhos, demonstrando que não queria ficar ali mais nenhum segundo. Quem Cadu acha que é pra insinuar algo? Odeio gente assim.

- É... A gente ta... Atrasado... –falou Daniel meio em dúvida olhando atentamente para mim.

- Tchau. –falei para Cadu já saindo de lá.

– Tchau... Depois a gente combina algo pelo Facebook! –ele respondeu e eu dei um sorriso em resposta. Daniel me seguiu até a sala de aula, e quando chegamos lá, e ela estava fechada, ele se virou confuso para mim.

- Você não gosta dele...? –perguntou.

- Er... É... –respondi olhando para o chão. Não, não gosto. É o que eu queria ter falado.

- Então porque quis sair de lá correndo?

- Por que... Você viu o que ele insinuou?! Odeio pessoas assim. –desconversei.

- Não entendo... Se você gosta do cara, você tem que demonstrar, não fugir quando o vê...

- Ma-mas... É que... eu... –é que eu gosto de você, não dele. É o que eu queria falar, mas cadê a coragem? – É complicado... –falei encostando-me à parede.

- Você é quem está complicando... –Daniel falou se encostando do meu lado- Se você gosta dele, demonstre. Assim você vai ser correspondida, já que ele gosta de você... Qual o seu problema com conselhos? Nunca vi você seguindo nenhum. –falou.

– Mas é que é sempre o mesmo conselho... Demonstre, demonstre, demonstre... Só que Ele não gosta de mim, ele só quer “ficar” comigo, ou se preferir, me “pegar”, ai credo... -respondi me sentando no chão mesmo. Quando me dei conta estava desabafando com Daniel, sobre ele mesmo, porque me referi a ele, não a Cadu.

- Não acho que Cadu seja assim... –respondeu se sentando ao meu lado. – Bem, não sei, faz tempo que não tenho uma conversa de verdade com ele... –terminou olhando nos meus olhos. Suspirei e virei para o outro lado.

- Bem que eu queria estar falando do Cadu... –murmurei para mim mesma bem baixinho.

- O quê? –Daniel perguntou, mas, antes que eu respondesse Giovane, o professor de dança chegou.

- Ah, vocês já estão aqui? Vamos entrando... –disse abrindo a porta. Daniel e eu nos levantamos do chão e eu dei aquele assunto por encerrado.

Passado alguns minutos as outras pessoas foram chegando (incluindo Beck e Maria Manuela), e a aula começou. Em meio à dança Daniel e eu não conversamos muito, mas não foi como na aula passada, em que não conversamos por não querermos a presença do outro, dessa vez foi porque estávamos concentrados em não errar nenhum passo. Digamos que e meio a guerra que declaramos um contra o outro, aquele era um momento de paz, onde os dois já estavam cansados de brigar sem propósito algum. Isso é bom, acho. Mas ainda estou esperando ele desmentir o que eu falei, sobre ele gostar de mim.

– Levantem as cabeças. Olhem para seus parceiros, não o chão! –repreendeu Giovane. Virei meu rosto para Daniel, mas não foi nada fácil manter o olhar para ele. Até porque, isso é meio constrangedor, um ficar olhando para o outro, principalmente se algum sente algo um pouco mais forte que amizade.

– Prestem atenção aonde pisam! -repreendeu Giovane de novo. Quando ele falou isso, a prima insuportável, Oops, Maria Manuela, caiu de joelhos no chão.

– Arrgh! Cuidado Henrique! -reclamou se levantando.

Logo depois Giovane ainda passou mais duas outras músicas, uma agitada, e outra calma, que tinham os passos mais simples, e a aula acabou. Peguei minha bolsa, que havia deixado encostado na parede para dançar, e segui sozinha pelo clube, acho que não vou me perder mais uma vez, aprendi o caminho. Não me despedi de Daniel e Beck porque eles estavam conversando com Maria Manuela, e outros amigos que não conheço, e achei chato atrapalhá-los. Quando estava passando por uma árvore esquisita, que o tronco era coberto de raízes dela mesma, escutei um “Psiu”, e decidi fingir que não era comigo. O “Psiu” se repetiu por mais duas vezes, até que um vulto saiu de trás da árvore.

- Ah! –gritei assustada, fazendo o vulto cair na gargalhada.

- Ué, cadê seu namorado? –falou o vulto, que agora consegui identificar como Cadu. Eu ainda mato esse garoto.

- Não tenho namorado! Que droga Cadu, você me assustou! –falei em tom bravo. E depois as pessoas não entendem porque eu digo que todo Carlos é psicopata... Pelo menos, todos que eu conheço.

- Ta, foi mal, mas essa era intenção... Achei que depois de ter te entrado aqui com seu namo... Colega, não sairia assim sem ninguém... –ele debochou. Respirei fundo pra não falar nenhuma besteira. Quem ele acha que é pra falar assim comigo? Nem próximos nós não somos!

- Olha, Daniel está ocupado com uns amigos dele e da irmã, e ao contrário do que você pensa, não viemos aqui pra “ficar escondido”, somos só amigos. E além do mais o que você tem a ver com isso? E vê se me dá licença, minha mãe já deve estar me esperando... –eu disse tentando continuar o caminho até a saída, mas Cadu bloqueou minha passagem.

- Calma, eu só estava brincando... –ele disse com cara de coitadinho. Coitadinho, sei, disso ele não tem nada. – E você sabe que isso me interessa sim... –disse sorrindo, um sorriso que derrubaria qualquer garota, até eu, mas estava nervosa de mais pra ficar derretida por algo tão boboca.

- Ta, mas minha mãe está me esperando... Licença? –falei tentando continuar andando, mas este me impediu novamente.

- Só mais uma coisa... Amanhã vem aqui no clube de novo, e me diz o que sentiu com isso... –falou e me beijou. ME BEIJOU! E não foi um beijo calmo igual ao do Daniel, foi um beijo mais... Sei lá... Intenso? Só sei que o que eu fiz foi tentar empurrá-lo, mas este só deixou depois de uns segundos. Logo que ele me soltou virou as costas e começou a caminhar pelo clube. Fiquei estática por um tempo tentando processar o que havia acontecido ali, e quando voltei a mim, limpei a boca. Ele queria saber o que senti com aquele beijou, não é? Pois bem, foi o pior beijo da minha vida! No momento que ele me tocou fiquei enojada, foi como beijar um saco de lixo lotado! E tudo que eu mais queria era que aquele beijo acabasse de uma vez por todas (estou exagerando, mas é que é estranho beijar alguém que você não gosta, sei lá, é a minha opinião)... Não que ele seja feio.. Aliás, isso ele NÃO é... Ah, mas... Ah, sou muito contraditória.

- Você é louco?! –gritei quando ele já estava longe. Ele virou para trás e respondeu sorrindo:

- Sim, louquinho por você! –e deu uma risada e saiu da minha vista. “Louquinho por você”?! Que coisa mais clichê! Essa cantada é mais velha que a minha falecida avó.

Balancei a cabeça, voltei a andar até a saída. Quando cheguei ao carro minha mãe estava concentrada na música que tocava na rádio, mas ao ver minha expressão sorriu maliciosa.

- Então, como foi? –ela perguntou. Ainda estava meio no mundo da lua, mas entendi parcialmente o que ela disse.

- Nojento. –respondi.

- Foi tão ruim assim? –voltou a perguntar. Ai que me toquei. Ela estava perguntando coisas sobre Daniel, mas eu respondia como se fosse o Cadu. Ai burrice, tinha que bater agora na minha porta?!

– Ah, não! Mãe, esquece o que eu falei... –disse meio desesperada.

- Ué, por quê? –perguntou.

– Eu... Am... A tarde foi legal, fizemos o trabalho certinho, e depois viemos pra aula, e não aconteceu nada, repito N-A-D-A. –falei em desespero total.

- Então o que foi nojento? –perguntou me analisando confusa. Afundei no banco. Uma das coisas que eu menos gosto é conversar sobre esses assuntos com a minha mãe. Não que ela não seja uma boa ouvinte, ela é, mas o problema é que você conta pra mãe, ela nunca esquece e fica te zoando toda hora, e ainda fofoca pro resto da família. E tenho certeza absoluta se eu falar pra ela que gosto do Daniel ela vai correndo contar para Cecília.

- É que tinha um amigo nosso aqui... E... Ele meio que me beijou... –falei olhando para os lados e vi que o restante do pessoal da aula estava saindo do clube agora.

- O QUÊ?! QUEM TE BEIJOU?! –minha mãe gritou assustada na hora em que Daniel saía do clube. Ai meu Deus, faça com que ele não tenha ouvido... Mas só pra confirmar que ele ouviu, na hora em que minha mãe gritou, ele olhou para o nosso carro assustado.

- Shiiii! –falei. – Não precisa desse alvoroço! Vamos, papai já deve estar preocupado com a nossa demora, né? Vamos? –falei querendo enfiar a cabeça debaixo do banco e nunca mais tirar de lá. Minha mãe soltou uma risadinha, pois viu Daniel e deve ter pensado que eu quis sair correndo porque ele estava lá. Se bem que era isso mesmo... E também porque ele ouviu minha mãe gritando que alguém tinha me beijado. O que ele iria pensar de mim? E se fosse verdade que ele gostava de mim, e agora que ele sabe que outra pessoa me beijou, ele vai continuar gostando? Será que ele vai voltar a me odiar e vamos declarar guerra novamente? Ahhhhh! Que ódio! Odeio o Cadu! Porque ele tinha que ter me beijado? Por que em? O que eu fiz pra ser tão azarada assim na minha vida amorosa? Por que sempre eu? POR QUÊ?!

Notas finais
*Existe uma árvore assim lá no A.R.E.L, de verdade, ela é muito estranha cara! Kkkk Tirei foto, só não posto aqui pra vocês verem porque minha irmã saiu na foto de penetra... kkkk

Beem, o que acharam? A Isa está meio desesperada de mais nesse cap, eu sei, mas ah, sei lá.. kkk Me digam o que acharam..

E hoje tem ENQUETE:

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No próximo capítulo algo de ruim vai acontecer, o que vocês acham que é?

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Quem acertar, ou chegar perto, uma das fanfics será anunciada.. (esqueci a palavra certa kk)

Bem, desculpem se esse cap ficou chato, mas estou de mau humor, então o que escrevo não sai lá muito bom... Beijos!