Inimizade Amorosa

5 Conflitos de mais pra uma cabeça só.


Notas iniciais
Olá!! Desculpem a demora, a criatividade estava pouca, e eu não queria escrever qualquer coisa, então demorei mais um pouco... Só que em compensação ta bem grandinho esse cap... Bem espero que gostem, a antes eu queria agradecer por todos que sempre comentam, sério, eu fico muito feliz sabendo que vocês estão gostando! Mas um agradecimento especial pra Duda Sansão, que fez um comentário fabuloso!! Bem, enfim, boa leitura!! Ps: esse cap ta meloso.. kk

- Er... Me desculpe, você me assustou. –desculpei-me me recompondo. A última coisa que eu queria era ver Carlos novamente... É, a sorte não está comigo...

- Tudo bem, é que eu atrapalhei você e seu... –ele disse se referindo ao Daniel que estava rindo feito louco por causa do meu grito.

- Meu nada. É só uma pessoa incomoda e enxerida que está viajando com a minha família. -falei e Daniel parou de rir no mesmo instante.

- Uma pessoa enxerida que você ama, né? –ele falou sorrindo sacana. E que sorriso lindo e irritante!

- Não, você se confundiu, eu não fiz aqueles poemas pra ninguém, fiz apenas por fazer, mas se você quiser acreditar na impossibilidade de eu gostar de você... Bem acredite, quem estará te iludindo é você mesmo. –menti com raiva. – Mas, em, o quê ta fazendo aqui Carlos? Veio pegar umas ondas? –eu disse voltando minha atenção para Carlos que nos observava com cara de besta.

- Ah, não, é que eu trabalho naquela barraquinha de água de coco, daí te vi aqui e vim cumprimentar, porque não é todo dia que encontramos uma preciosidade aqui em Meia-Praia. –ele disse me cantando. E na frente do Daniel! Se bem que ele não liga mesmo...

- Ah... –eu disse sorrindo fraco e abaixando a cabeça.

- Ei cara, teu chefe ta te chamando. –Daniel avisou Carlos.

- Ah, obrigada. A gente se vê depois Isa... Am, e será que você poderia me dar o número do seu celular? –Carlos perguntou com aquela cara de fofo-maníaco. Bem, eu não ia dar, de maneira alguma, mas uma pequena parte de mim falava: “Dá logo o telefone pra ele, o que tem a perder? E além do mais, o Daniel vai ver!” E a outra dizia: “Não faça isso! Utilizar as pessoas para fazer ciúmes é um ato muito medíocre!”.

- Toma aqui. –eu disse entregando o celular dele com o meu número já salvo, e sorrindo simpaticamente. Ele sorriu de volta e foi para a barraquinha. Fechei a cara ao reparar que Daniel estava me observando minuciosamente.

- Quê foi? –perguntei inocentemente.

- E aquela história de: “Não sou nenhuma rapariga pra ficar com qualquer um que eu conheço”? –ele perguntou com uma pontinha de deboche na voz.

- Acontece, que eu quero conhece-lo melhor, mas isso não significa que eu vá ficar com ele... –respondi indiferente, mas então reparei uma coisa.

- Como só você ouviu o chefe do Carlos chama-lo? E desde quando você sabe quem é o chefe de Carlos? –perguntei arqueando uma sobrancelha.

- Não tenho culpa se vocês estavam concentrados em ficar ai namorando e não ouviram! –ele se defendeu quase imediatamente de um jeito desesperado.

- Tem certeza? –falei sorrindo sorrateira. Ele sentiu ciúmes de mim!

- Tenho sim, e já que eu sou uma nada pra você, será que você poderia fingir pelo menos que eu não existo e não me encher o resto do dia? –ele disse chateado, enquanto se levantava da areia. Fiquei lá com cara pensativa, e me culpando por ter feito Daniel ficar triste, enquanto ele ia saracotear por aí atrás de garotas. Fui rude ao mentir dizendo que ele era um simples nada na minha vida... Deveria ter dito algo mais simpático, ou ter mentido, sei lá. Sou uma inútil, nem ser legal com o cara que estou apaixonada eu sou!

Quando eram meio-dia e meia voltamos para a casa de praia e tomamos uma ducha para poder ir almoçar. Logo depois do almoço fomos visitar os santuários de Nossa Senhora do Bom Socorro e o da Santa Paulina.

Para irmos no da Nossa Sra. Do Bom Socorro tivemos que subir um morro que tinha tantas curvas que chegou a me deixar enjoada, mas em compensação ao chegar lá nos deparamos com uma linda vista. A igreja era rosa claro, com branco, e tinha umas escadinhas que levavam você ao telhado e de lá a vista era mais maravilhosa ainda... Como estávamos em um morro, dava pra ver os outros morros menores, e as cidades que rodeavam. A vegetação deixava a paisagem mais incrível, com um misto de verde, amarelo, e rosa, que junto com o céu azul límpido ficava melhor ainda, e também dava para ver o mar. Não ficamos lá muito tempo por causa do tempo corrido, então logo seguimos caminho para o santuário da Santa Paulina. Lá era tudo muito maior, e no começo tinha algumas lojinhas vendendo roupas, chapéus, óculos escuros, pulseiras e etc. Logo depois tinha o antigo local de onde foi à casa da Santa Paulina, mas a casa não estava lá, só tinha uma estatua na frente e alguns murais com coisas prescritas sobre a vida dela.

Depois se encontrava uma linda igreja que para subir tinha no mínimo (não lembrei de contar) uns dez lances de escada. A igreja era cinza com vidros azuis, muito bonita. Aproveitamos que a missa estava no começo e assistimos a ela. Logo depois comemos um sorvete italiano que estava à venda em frente às outras lojinhas. Mas para o outro lado tinham um posto médico, e a antiga igreja que era realizada as missas antes da construção da atual. Também tinha uma réplica do antigo casebre em que a Santa Paulina cuidava dos doentes. Tudo muito bonito e interessante. Acabamos saindo de lá só as cinco, e como minha mãe e a mãe do Daniel queriam conhecer Brusque, fomos até lá comprar roupas. Comecei a achar estranho o modo que Daniel estava agindo, porque além de não estar falando comigo, não estava falando com mais ninguém, só estava dentro de seu silêncio, com seus próprios pensamentos.

- Isa, Dani, cuidem do Tomás, ok? –perguntou Cecília, mãe do Daniel.

- Tudo bem. –ele respondeu indiferente.

- Hum, não vai dar, eu quero ver uns pijamas, já que o meu eu tive que por pra lavar hoje... –eu disse, e fui às lojas também. Acabei comprando dois pijamas, um com um shorts e uma regata que tinham desenhos de corações (como se eu fosse meiga...), e o outro uma blusa e uma calça, com pandas. Logo depois fui a correria ver um biquíni novo, já que as lojas iam fechar as seis, e só faltavam cinco minutos para isso.

- Todo mundo pronto? –meu pai perguntou quando já estávamos no carro.

- Sim. –minha mãe respondeu por nós, e então seguimos viagem de volta a Itapema, Meia-praia. Foi só quando chegamos em casa que eu lembrei do meu celular, e para minha surpresa tinham trinta mensagens não lidas. A maioria era de Bianca perguntando sobre como ta a viagem, se eu to brigando muito com o Daniel, se tem muitos gatinhos aqui e etc. Mas o restante era de um número desconhecido, que falou que era Carlos. Respondi a Bianca contando tudo que já havia acontecido e ela teve a capacidade de rir da minha cara e ainda dizer que eu e o Daniel fomos feitos um para o outro. Acabei me estressando e parei de falar com ela... Já o Carlos eu respondi falando que estava ocupada e que amanhã eu conversava com ele, o que era mentira, já que eu não estava ocupada e não ia responde-lo amanhã.

Fiquei por um tempo na sala vendo televisão com Tomás, papai e Hélio, mas acabei me cansando e fui para o quintal brincar com Mona. De lá comecei a ouvir uma canção que vinha do quintal da frente, onde Daniel se encontrava.

“Porque é tão difícil você entender...

Está tão claro, e bem na sua frente...

Que eu amo você...” ele cantarolou essa parte calmamente.

“Eu já tentei te dizer, mas você não deu chances...

Mas já está impossível esconder...

Que eu amo você...” ele cantou calmamente de novo, mas com o ritmo no violão um tanto mais acelerado.

“Vem, esqueça tudo que eu já fiz,

e vamos viver feliz....

É só assim que me sentirei bem, ao seu ladooo

Porque...

Eu amo você...” – ele finalizou com a voz um pouco rouca.

- Que linda! –eu disse surgindo de trás da parede, e o assustando. – Foi você que compôs? –perguntei.

- Sim. –ele respondeu indiferente e ficou olhando para as cordas do violão as ajustando como se estivessem erradas.

- Olha... Desculpa pelo que falei hoje mais cedo, eu só estava um tanto brava ainda por você ter lido meu diário... –eu disse me desculpando pela minha grosseria.

- O.k. –ele disse sorrindo fraco sem nem mesmo olhar para mim.

- E então, pra quem é a música? –perguntei me sentando no degrau do quintal, ao seu lado.

- Pra ninguém, fiz por fazer... –ele respondeu ainda sem me olhar.

- Não, ninguém faz uma música dessas só por fazer, tem que ter alguém especial no meio... –eu disse provocando-o pra ver se ele me falava pra quem era a música, mesmo eu sabendo que ficaria triste ao ouvir o nome da pessoa que tem o coração dele, que, claramente, não sou eu.

- Digo o mesmo dos seus poemas. –ele disse agora olhando para mim. – Vamos fazer um trato, eu te digo pra quem é a música se você me disser pra quem é os poemas... –ele disse agora sorrindo sacana.

- Então quer dizer que a música é para alguém mesmo? –eu disse fugindo do assunto.

- É, e só vou falar pra quem é se você falar logo pra que é aqueles poemas...

- Hum... Já disse que não são pra ninguém... –me defendi.

- Ah, vamos Isa, fala logo quem é essa pessoa por quem você está apaixonada, talvez eu até te ajude a ficar com ele, pode ser algum amigo meu, não sei... –ele disse sendo bonzinho de mais pro meu gosto.

- Hum... Então a música é pra alguém que eu conheço, e você quer minha ajuda pra ficar com essa garota? –perguntei um pouco abalada.

- Seria isso mesmo. Tenho certeza que você é a única que poderia me ajudar, já que a música é para...

- Crianças, vão se trocar, vamos ao boliche. –disse meu pai abrindo a porta e interrompendo Daniel. Ai que raiva!

Meio inconformada ainda, eu fui ao quarto, peguei uma regata azul escura, um short claro e meus all stars, e fui ao banheiro me trocar.

- Anda exagerada! Eu quero tomar banho! –gritou Daniel atrás da porta. Eu estava acabando de secar meus cabelos.

- Já vou. –respondi passando perfume, e destrancando a porta.

- Nossa! A gente só vai ir jogar boliche... –Daniel disse quando abri a porta. Que milagre foi esse? Ele gostou do jeito que eu estava arrumada?- Não precisava ficar todo esse tempo no banheiro! –ele terminou de falar. É, esquece.

Fui para o quarto e fiquei lendo “Ficar e morrer, ou, Fugir e amar”. Eu já estava na parte em que Juniper foi punida por seu chefe por não ter impedido o assalto do tal diamante, e ela alegava que pelo menos tinha prendido o vilão, mas o chefe gritava que o seu novo vilão era Sebastian, e que ela deveria ir atrás dele. Ele por outro lado estava no duto de ar da sala do chefe de Juniper ouvindo tudo e sorrindo consigo mesmo porque poderia rever Juniper. É, até que não estava tão chato esse livro.

Depois de uns vinte minutos saímos da casa e fomos para o centro da cidade. Existia um boliche no mesmo shopping que eles haviam ido ontem, então acabamos comendo no mesmo lugar.

Depois de fazer nossos pedidos todos estavam conversando, menos eu e Dona Aurora. Ela estava concentrada em sua revistinha de caça-palavras e eu no meu livro. Reparei que hoje não tinha música ao vivo, se fosse ter, seria só mais tarde. Depois de uns dez minutos em que eu não conseguia me concentrar no livro, o fechei irritada.

- O que foi meu bem? –perguntou Dona Aurora.

- Nada... Só muitas coisas na cabeça. –declarei olhando para o chão. Em momento algum eu tinha me dado conta do quanto sou patética. Gosto de um cara que em mim vê a grande oportunidade de ficar com alguém que eu conheça, alguém que eu presumo ser Bianca, e isso me dói. Bom, porque Bianca? Porque ela é a única pessoa que conversa comigo, porque eu sou amiga dela e vice-versa. Ou poderia ser Roberta, mas o Daniel sabe que a minha amizade com ela ele já havia conseguido estragar, e agora estava prestes a estragar minha amizade com Bianca. Enfim, sou patética também porque deixo praticamente escrito na minha testa que gosto dele, e ele já reparou. Deve, também, ter reparado que minha aproximação com Carlos foi uma tentativa inútil de fazer ciúmes. Sou patética por ter pensado, por apenas um segundo, que ele fosse falar que a música era para mim. “Mas pode ser, não é? Ele ainda não disse pra quem é” uma parte de mim ficava me falando isso, enquanto outra já estava cansada de me ver iludida por Daniel, gritava: “Acorda! Porque ele gostaria de uma menina sem sal, e rude como você?!”.

- Pode falar pra mim, prometo que vai ser nosso segredo! –disse Dona Aurora sorrindo amigavelmente. Mas mesmo ela sendo gentil e tudo, acho que seria estranho se eu contar pra ela que no momento amo Daniel da mesma forma que o odeio.

- Não é nada... De verdade. Minhas pernas só estão cansadas das caminhadas de hoje pelos santuários. –menti, se bem que isso também estava me incomodando.

- Ah, que bom. Achei que fosse algo relacionado ao meu neto... Sabe, o modo que você olha triste para ele, e o modo que ele não percebe que a faz sofrer... –ela disse sorrateira. Quase cuspi meu refrigerante, mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa o garçom veio trazer nosso pedido. Enquanto comia percebi que minhas bochechas estavam terrivelmente vermelhas.

- Isa, porque você ta toda vermelha? Viu o Carlos de novo? –provocou Tomás. Espera... Como ele sabe sobre Carlos??? Ontem ele estava entretido de mais na conversa do meu pai pra saber o nome do menino que estava conversando comigo, e hoje de manhã ele estava no mar na hora em que Carlos foi lá falar comigo...

- Na-na-não... –respondi surpresa.- Como...? Quem te falou? –perguntei.

- Ah! Então você admite que estava pensando no Carlos?! –ele exclamou feliz, e Daniel bateu com a mão na cara... Isso! havia sido Daniel que contou ao Tomás! E como o Tomás é criança e não sabe guardar segredo, está me enchendo o saco.

- Hum... Quem é esse Carlos? –perguntou minha mão rindo.

- Nin-nin-nin-ninguém... –gaguejei. Parabéns Isabela! Só deu na cara que Carlos é alguém.

- Quer dizer que eu perdi minha norinha? –exclamou a mãe de Daniel fazendo cena. Só posso dizer que corei mais ainda com o comentário.

- Nossa... Coitado do meu filhinho, Isa. –brincou o pai de Daniel. Ai mereço!

- O que tem eu? –falou Daniel entrando na conversa.

- É como dizem... Quem foi ao vento... Perdeu o acento! –exclamou meu pai e todos, menos eu e Daniel, começaram a rir. Espera... meu pai me comparou com um acento... E os outros ainda acharam graça?!

- Ha, ha. Muito engraçado. –exclamei irritada.

- Mas eu não vou perder a Isa não... Pelo menos não pro Carlos... –Daniel murmurou baixinho, mas como estava do meu lado eu ouvi, e me virei assustada para ele.

- Ou você acha que é capaz de você odiar mais o Carlos do que a mim? –Daniel perguntou sério olhando para mim.- Porque é só isso que você sente pó mim, não é Isa? Ódio. –ele disse desgostoso e se virou pra conversar com Tomás não dando chances para que eu o respondesse. Dei graças a Deus por ninguém estar reparando na nossa conversa, e me levantei par ir ao banheiro.

Chegando lá, me tranquei, e comecei a chorar. Nada digno de se fazer, eu sei, mas eu já estou cansada de não saber agir na frente dele, e ele que sempre gozou de mim espera que eu aja como se ele fosse meu amigo de infância... Se bem que ele é. Que Droga! Sou uma idiota apaixonada que não consegue lidar com seus sentimentos, e além disso, só sabe fazer com que este (o que possui seu coração) fique triste com ela. Me odeio! Ah!

- Ande mais depressa! –disse uma voz apressada por trás da porta. Reparei que já estava ali a uns quinze minutos. Levantei do chão, limpei um pouco da maquiagem que havia borrado com o choro, e sai de lá como se nada tivesse acontecido. Mas não deu muito certo fingir, porque eles reparam que eu estava a muito tempo no banheiro. Bom, o eles não incluía Daniel porque este estava em uma mesa do outro lado da petiscaria dando em cima de umas garotas muito mais bonitas do que eu.

- Eu... Eu... tive uma emergência de garota. –menti, e pelo que parece minha mãe entendeu e parou de me encher, mas o Tomás não.

- O que é uma "emergência de garota”? –ele perguntou curioso. Me ferrei.

-Hum... Você é muito novo pra entender Tomás. –falei.

- Então “emergência de garota” é quando ficamos tristes e temos que ir chorar no banheiro pra não passar vergonha? –ele perguntou inocentemente, e o pior era que ele estava mesmo querendo ajudar.

- Nada a ver Tomás, eu não fui no banheiro chorar... –falei olhando para os lados.

- Você está mentindo... Você tava chorando! –ele teimou.

- Mais que droga Tomás, eu não estava chorando! –exclamei já irritada.

- Então porque o a sua maquiagem está borrada? –ele teimou novamente. Cara, porque eu tenho que ter um irmãozinho tão esperto?

- Não Tomás... Eu nem sabia que ta borrado. –menti.- Emergência de garota é quando nós mestruamos. –eu disse.

- Eca! Ta, não pergunto mais nada quando não entender. –ele disse com nojo. Me limitei a dar um sorrisinho falso.

Estava sentindo o lanche que comi revirar no meu estomago, e a vontade chorar estava aumentando. Daniel é um insensível! Isso que ele é! O odeio do fundo do meu coração! Argh!

Só acho que não o odeio mais do que me odeio...

Depois de uns cinco minutos pagamos a conta e fomo para o tal shopping, e Daniel chamou uma das novas “amigas” que ele conheceu lá na petiscaria.

Desejei ter Carlos ali também, mas teria uma única diferença, eu estaria fazendo ciúmes, mas Daniel estaria apenas se divertindo. Na ida para o boliche (que ficava na parte de cima do shopping),eu reparei em uma livraria logo na entrada.

- Mãe... Eu acho que vou ficar por aqui mesmo... –eu disse indo pra livraria.

- Ta, mas depois da uma passadinha lá em cima. –ela disse, e eu entrei na livraria.

- Você se importa se eu for dar uma olhadinha nos livros também? –Daniel perguntou à amiguinha dele.

- Não, eu vou junto, quero ver se encontro Romeu e Julieta. –ela respondeu e os dois entraram na livraria logo atrás de mim, mas pude perceber que Daniel não gostou da resposta dela. Fingi que nem tinha percebido esse fato, e fui para a área de romances, e acabei deixando algumas lágrimas escaparem.

- Tu ta chorando? –perguntou uma voz atrás de mim. Virei assustada e dou de cara com Carlos. Sério, agora está mais do que certo que ele está me seguindo...

- Na-não! É a poeira daqui, atacou minha rinite... –menti.

- Ah, que bom. –ele disse sorrindo amigavelmente limpou uma lágrima do meu rosto.

- Isa que posso falar com vo...? –Daniel apareceu de trás da prateleira, mas parou de falar ao perceber minha proximidade com Carlos. É, agora eu tenho consciência que aquela famosa frase faz sentindo: “Tome cuidado com seus sonhos, eles podem se realizar”.


Notas finais
*Gente, eu só narrei, não coloquei falas, na hora em que eles estavam nos santuários, porque se eu fosse falar detalhe por detalhe ia ficar cansativo, e além disso o Daniel estava fazendo birra com a Isa... kkk

E ai, o que acharam?? Dessa vez vou fazer uma enquete. Quem acertar vai ser indicado umas das suas histórias no próximo cap...

------------------------------------------------

Enquete: Qual será a reação do Daniel?

------------------------------------------------

Será uma reação estranha... kkkk