Inimigos naturais
5 Problemas á vista
P.O.V. Dumbledoore.
Nada me preparou para essa revelação. Nada, eu jamais imaginaria que a Senhorita Granger seria capaz de possuir Magia Negra.
—Senhorita Granger. Senhorita Granger!
Felizmente o Senhor Potter a pegou quebrando sua concentração.
—O que aconteceu? Eu fiz isso não fiz?
—Fez. Como?
—Isso é culpa da vadia da sua tia! Por culpa dela eu ativei a minha Magia Negra! E devo confessar que eu matei a sua tia de dor!
—O que?
—Ela me lançou a maldição Cruciatos três vezes antes do meu desespero me salvar. Eu era mais forte que ela, o meu feitiço Cruciatos era mais forte do que eu podia imaginar e isso a matou, o cérebro dela fritou dentro da cabeça!
—Mentira.
—É? Você quer apostar?
—Vai usar uma Maldição Imperdoável Granger?
—Eu já usei uma vez dentro da mansão daquele demônio para quem você trabalhava. Só que eu apaguei suas lembranças a de todos vocês.
—É mesmo?
—É.
Depois que o baile acabou fiz uma descoberta incrível. Fiquei chocado.
—Meu Deus!
A família Malfoy veio reclamar do ocorrido.
—Essa menina deve ser expulsa da escola! Essa sangue ruim maldita!
—Eu não vou expulsá-la. Ela não teve culpa do que houve, seu amado filho no entanto... A Hermione tem Magia Negra, muito mais poderosa do que qualquer outro bruxo das trevas, mais poderosa do que Voldemort.
—O que está dizendo?
—A Magia Negra de Hermione vem de Balcoin.
—Balcoin? Essa linhagem foi extinta á séculos.
—Extinta não. Escondida. As crianças Balcoin foram mandadas para o mundo dos trouxas para ser criadas por trouxas e mantidas em segurança.
—Então a Granger não é uma sangue ruim?
—Ela não é nascida trouxa. Ela é filha de John Blackwell e Alexandra Cromwell.
—O que?!
—Ela é mais poderosa do que qualquer outra bruxa que eu já vi. Mais que eu, não duvido nada que ela tenha matado Bellatrix e apagado as memórias de vocês.
—E o que houve com o corpo da minha cunhada?
—Não sei.
—E que provas tem de que ela é mesmo descendente de Balcoin?
—Isso. Encontrei entre os pertences dela.
Era a árvore genealógica da família dela. E ela era com certeza descendente de Francis Balcoin.
—Acha que ela sabe?
—Não sei senhor.
—Vou chamá-la para conversar. Com licença.
Eu a trouxe até a minha sala e assim que ela viu a família Malfoy olhou para eles com desprezo.
—Vieram chorar de medo?
—Senhorita Granger, por favor sente-se.
Ela sentou e sorriu com doçura para mim.
—Eu sinto muito. Não sei o que houve.
—O que a senhorita sabe sobre sua família?
—Sou filha de Jean e Peter Granger, eles são trouxas e trabalham como dentistas. Nasci dia dezenove de setembro de mil novecentos e noventa e sete.
—Sabe o que é isso?
—Uma árvore genealógica?
—Sim. E porque estamos olhando esse negócio?
—Porque essa é a sua árvore genealógica.
—Posso ver?
—Claro.
Ela começou a ler e a fazer perguntas.
—Quem é esse tal Francis Balcoin?
—Francis era o bruxo das trevas mais poderoso do mundo. Ele foi o primeiro a desenvolver magia negra e essa magia é tão poderosa que passou para seus descendentes através das gerações e foi ficando mais forte. Cada geração mais potente do que a anterior.
—Por isso eu consegui resistir á Bellatrix e tirar a vida dela.
—Sim.
—E Cromwell não é o sobrenome da antiga família real do mundo mágico?
—Sim. Você também tem sangue real.
P.O.V. Lúcio.
Ela deu um sorriso irônico para mim.
—Ora vejam só. Aquela quem vocês tanto chamavam de sangue ruim, na verdade tem sangue nobre e é muito mais poderosa do que vocês jamais sonharam em ser. Parece que eu tenho mais poder na unha do dedo mindinho do que você tem no corpo todo Malfoy.
—Sua...
—Olha como fala, eu sou mais forte. Toda a sua violência vai finalmente se voltar contra você. A lei do três vezes três vai pegar você. Soube que está falido e que toda a sua fortuna foi gasta para que você não fosse para a prisão de Azkaban. Você não tem amigos, não tem aliados e nem dinheiro. Todos os bruxos odeiam você e sua maldita família.
—Por favor, vamos nos acalmar.
—Bom, eu não podia estar mais feliz. Parece que a minha mãe Jean que não passa de uma mortal tinha razão, tudo o que você dá, você recebe em triplo. E o que não te mata te fortalece.

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