Inimigos naturais
3 Preocupação
P.O.V. Rebekah.
Elijah está desaparecido á um mês. Eu procurei por ele durante todo esse mês de tudo o que foi jeito e por tudo o que é lugar.
Bruxas, híbridos, vampiros etc. Os feitiços não funcionaram, os híbridos e vampiros perderam o rastro ele simplesmente sumiu.
De repente uma coruja branca pousa na janela e bica o vidro.
—O que é isso?
Ela ficou bicando o vidro e piando.
Abri o vidro e vi que amarrado na pata do bicho.
—Coruja correio?
Peguei a coisa e fechei a janela, mas a coruja ficou lá piando e piando como se quisesse alguma coisa.
—O que?
Acho que ela quer comida. Dito e feito, dei um pedaço de bolacha pra ela e o bicho foi embora.
Abri o papel e comecei a ler. Era uma carta de Elijah.
Presada família, quero que saibam que estou bem e que não corro perigo. Entretanto, dei minha palavra ao homem que me acolheu que não diria onde estava pela segurança dos seus entes queridos. Em breve estaremos juntos outra vez.
Com amor, Elijah.
—Nik!
—O que?
—Ele está bem. Aqui, leia.
—Elijah e suas promessas. Isso não explica essa letra do século 14.
—Uma coruja entregou a carta.
—Cartas. Que coisa mais Elijah.
P.O.V. Hermione.
Eu sabia que ele estava sofrendo de saudades da família. E eu sou uma boa moça, sou piedosa demais.
Ele mandou uma carta para os parentes, mas ainda sente a falta dele.
—Ei.
—O que?
—Tenho um presente. Vamos lá pra fora não é permitido usar a tecnologia dentro da escola.
Eu estendi a mão para ele.
—Vamos?
—Não é uma emboscada é?
—Você é paranoico. Se quisesse te machucar já teria machucado á tempos.
—Onde vamos?
—Lá pra fora. Aqui onde estamos a tecnologia não funciona, mas lá fora funciona.
P.O.V. Elijah.
Ela ainda estava com a mão estendida.
—Vamos?
—Vamos.
Ela me guiou pelos corredores do enorme castelo e logo estávamos numa Torre.
—Onde estamos?
—Torre de Astronomia. Aqui o sinal é melhor. Toma. É pós pago, ligue pra sua irmã, seu irmão, sua família. Divirta-se.
Ela me estendeu o aparelho.
—Obrigado.
—Disponha.
Ela estava saindo.
—Onde vai?
—Vou lá pra fora. Não quero ficar ouvindo a conversa dos outros, é falta de educação.
Liguei para os meus irmãos e conversamos, estava tão distraído que me esqueci que a senhorita Granger me esperava lá fora e quando dei por mim o dia já raiava.
—Tenho que desligar. Amo vocês.
—Nós te amamos.
Quando saí vi que ela estava adormecida na sacada. E como estava inconsciente ela se virou e caiu. A queda com certeza a mataria.
Felizmente eu estava lá para pegá-la.
—Obrigado.
—Disponha.
—Eu também sou assassina. E isso vai me assombrar até o dia em que eu morrer, eu ainda sinto... aquele desespero.
Vi a corajosa senhorita Granger chorar como uma garotinha.
—Porque você matou?
—Eu não queria, mas eu não tive escolha. Era ou ele ou eu.
—Matou uma pessoa?
—Matei muitos. Houve uma guerra, uma guerra terrível.
—Guerra?
—Um bruxo terrível, o bruxo das trevas mais poderoso que eu já vi. Matou os pais do Harry quando ele ainda era bebê e tentou matá-lo no berço, mas por ironia do destino ele sobreviveu. E anos depois matou aquela criatura.
—Mas e a guerra?
—Comensais da morte. Os soldados do Lorde das Trevas como ele se denominava, eles odeiam os mestiços e odeiam mais ainda pessoas como eu. Os nascidos trouxas. Chamam a gente de sangue ruim. Sangue de lama.
Ela arregaçou a manga e me mostrou a cicatriz onde se lia:
—Sangue Ruim.
Ela novamente escondeu.
—Quem fez isso?
—Bellatrix Lestrange. A tia do Draco Malfoy. Mas, ela brincou comigo antes usou-me como isca para pegar o Harry, usou a mais terrível e dolorosa das maldições imperdoáveis.
—Maldições Imperdoáveis?
—Cruciatos, Avada Kedavra e Imperius. As três maldições imperdoáveis. A primeira é a da tortura, a segunda é a da morte e a terceira é aquela que te força a fazer coisas que você não quer fazer. Tira sua vontade de você.
—É como a compulsão.
—Vampiros fazem isso?
—Sim.
—Que coisa terrível. Ninguém merece uma coisa dessas, aposto que você nunca foi fantoche de alguém.
—Não.
—Mas, já deve ter feito muita gente de fantoche.
—Sim.
—Começo a sentir pena de você. Condenado a vagar pela terra sozinho, atravessando gerações, vendo seus amados morrerem. Bebendo o sangue dos outros, espalhando a morte por onde vai. Que coisa terrível.
—Não é tão terrível assim.
—Você conhece o feitiço do verdadeiro eu?
—Não.
—Vou mostrar pra você. Hoje, na hora do almoço.
Ela saiu e ficou tendo aulas. Pedi para o diretor para que assistisse as aulas.
Aquele professor de poções é um homem detestável. E tive o desprazer de conhecer o tal Draco Malfoy. Garoto mal caráter.
Na hora do recreio todos os alunos se reuniram no enorme salão, depois de comer fomos para uma sala que apareceu sozinha.
—Bem vindo á sala precisa senhor Mikaelson. Também conhecida como a sala vai e vem.
Assim que entrei me vi cercado de espelhos.
—O que é isso?
—O que pouca gente sabe é que os espelhos são portais e podem ser usados para as mais diversas finalidades.
Ela colocou os espelhos duma maneira que formou uma caixa de espelhos.
—O que está fazendo?
—O feitiço do verdadeiro eu.
Ela se deitou no chão no meio do círculo de espelhos e começou a falar:
—Ouçam os guardiões da torre do norte, pelos poderes da mãe e da terra, eu invoco a ti. Eu invoco a ti. Pelos poderes do três vezes três façam com que ele veja, façam com que ele veja. Pelos poderes do três vezes três façam com que ele veja. Ouçam os guardiões da torre do Norte, ouçam os guardiões da torre do norte, pelos poderes da mãe e da terra. Eu os invoco, eu invoco a ti Manon. Eu invoco a ti Manon!
Ela estava fazendo um feitiço de invocação?
Um trovão rebombou e de repente a tempestade sumiu.
—O que você fez?
—Enfeiticei os espelhos. Todos que olharem para eles verão a face de suas almas. Experimente.
Olhei para o reflexo dela no espelho e ela tinha cortes no rosto e a cicatriz do braço aparecia no mesmo lugar. Só que sangrava.
—O que você vê é o que eu sou. Tente você.
Quando me olhei no espelho eu vi. Eu era cheio de cortes, queimaduras, feridas cheias de pus e sangue. Meu terno não passava de um trapo velho e sujo, eu vi um monstro. O monstro que eu era.
—Credo. Você é horrível.
Dava pra sentir o cheiro. A minha alma é podre e fede.
—Que cheiro horrível.
—Eu sou um monstro. Eu vejo isso agora.
—Me desculpe. Se eu soubesse que ia ser tão ruim e que ia feder, não teria feito. Pensei que só ia funcionar em mim.
—Como assim?
—Eu nunca fiz nada contra um vampiro antes.
—Contra?
—Forma de dizer. Eu só lancei outros encantos para outros bruxos, pensei que você ia ser imune ou menos ruim. Quer dizer, eu quase me deixei ser enganada, você é pior que feitiço do glamour.
—Feitiço do Glamour?
—Uma ilusão tão poderosa que pode deixar qualquer um louco.
—Isso é ilusão?
—O que?
—O espelho.
—Não. O que você vê é o que você é sem tirar nem por essa é sua alma senhor. Eu tenho que sair daqui, se não vou vomitar.
E ela realmente vomitou. O fedor da minha alma fez ela sentir-se enjoada e vomitar.
—Me desculpe.
Em um movimento de sua varinha o chão estava limpo.
—Obrigado.
—Pelo que?
—Por me mostrar a verdade. Foi como um tapa na cara e doeu, mas eu precisava ver isso.
—Sei. Vamos, acho que isso foi demais até pra mim.

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