P.O.V. Hermione.

Nos mudamos para Portland em busca de segurança e fomos atacadas uma semana depois da mudança.

Logo tinha polícia pra tudo o que era canto.

Elijah estava fora da cidade resolvendo uns problemas.

—Detetives Buurkhart e Griffin.

—Hermione Granger e essa é minha filha Jean.

—Por favor, pedimos que venham conosco para a delegacia para prestar depoimento.

—Vão me prender? Eu matei pra me defender e se eu contasse o que ele era... vocês não iam acreditar.

—Não vamos prender você só queremos pegar seu depoimento.

—Tudo bem.

P.O.V. Nick.

Uma moça e sua filha bebê foram atacadas em sua casa.

—Pode falar.

—Você não é um deles.

—O que?

—Um trouxa. Quer dizer... mortal. Eu sinto ela em você, é uma magia antiga provavelmente uma maldição de sangue.

—Você é wessen?

—O que é Wessen? É o que você é?

—Não. Eu sou um Grimm.

—Meu Merlim! Um Grimm? Pensei que estavam extintos, os Grimms existem desde as primeiras linhagens, provenientes de magia de viajantes, caçadores natos, caçar pra você é como respirar, vocês se adaptam a qualquer tipo de vírus sobrenatural e são imunes á compulsão dizem.

Ela abraçou protetoramente o bebê.

—Como assim primeiras linhagens?

—Praga de bruxa. Amara Petrova criou os primeiros Grimms, ela os criou para que protegessem e mantivessem o equilíbrio, mas em pouco tempo eles começaram a ser levados pela ganância e devastaram vilarejos inteiros. Nona contava que os Grimms costumavam matar famílias inteiras, suas histórias nunca pareceram reais pra mim. Até agora.

—O que atacou vocês?

—Lobisomem. Quando o matei ele voltou á forma humana.

—Você parece cansada.

—Ser mãe de um bebê especial não é pra qualquer um. Um bebê milagroso.

Disse ela sorrindo.

—O meu milagre.

O bebê mandou beijos pra nós.

—Teve problemas pra conceber?

—Não. Ela é literalmente um milagre. Um bebê mágico e milagroso.

—Sangue ruim?

—O que?

—A cicatriz.

—Ah! Isso. Eu não sou sangue ruim coisa nenhuma, ambos os meus pais eram bruxos das linhagens reais.

—Bruxos?

—Bruxos.

—E o seu bebê é...

—Metade bruxa.

—E a outra metade?

—Vampira.

—Vampira?!

—Sim. O pai dela é um Original.

—Um Original?

—Um dos primeiros vampiros do mundo.

—Sério isso?

—Muito sério. Eu posso ir? Já está quase na hora do mama e á menos que algum de vocês esteja disposto a abrir as veias pro meu bebê mamar, é melhor deixar a gente ir.

—Tudo bem. Estão liberadas.

—Obrigado.

—Adorei conhecer você detetive Grimm, mas se tentar alguma coisa com a gente, você é um homem morto. Conhecemos um Grimm!

Disse ela animada chacoalhando o bebê pra cima e pra baixo, o bebê começou a dar gargalhadas.

—Vem comigo, vou escoltá-la de volta a sua casa.

—Posso cuidar de mim mesma. Tenho feito isso á um longo tempo. Eu estive numa guerra, eu fui torturada e ganhei a cicatriz que você viu, eu fui violentada. A vida me ensinou a lutar quando sou encurralada. Eu não quero que a Jean passe pelo que eu passei, meu marido não quer que ela passe pelo que ele passou. Ela merece algo melhor do que o que nós tivemos, eu sai do mundo bruxo e vim pra Portland em busca de segurança e estabilidade não só pra mim, mas pro meu bebê.

—Mundo bruxo?

—Outra dimensão.

—Você é claramente britânica.

—Sim. Eu nasci em Londres.

O bebê começou a chorar.

—Aqui o seu mama.

Vi aquele bebê mamar o sangue da mamadeira rapidamente.

—Eu só descobri que tinha magia aos onze anos e então eu fui matriculada na escola da magia e bruxaria de Hogwarts. Espero que não precisemos mais nos ver sob circunstâncias tão ruins.

P.O.V. Hermione.

Voltamos pra casa, fiz um feitiço para concertar o que foi quebrado e fui fazer o almoço.

P.O.V. Nick.

Ela sabia mais sobre os Grimms do que todos que eu conheci.

—Tem certeza de que quer fazer isso Nick?

—Bruxa ou não ela sabe mais do que qualquer outro que eu tenha conhecido.

Nós tocamos a campainha e ela atendeu.

—Pois não? Detetives, posso perguntar o que estão fazendo aqui?

—Nós só queremos conversar.

—Não. Você quer respostas, eu não o culpo.

Ela abriu espaço para passarmos sem nos convidar de fato.

—O que você sabe?

—Eu sei que os Grimms tem a habilidade de ver o que está oculto. Não mais que isso. São caçadores natos, seus sentidos são mais apurados, eles correm mais rápido que uma pessoa normal, se adaptam a doenças, especialmente doenças de origem sobrenatural, seu sistema imunológico as molda a seu benefício, Grimms matam com armas e matam com as unhas, possuem reflexos inumanos. São muito difíceis de matar. Vocês também se curam mais rápido que uma pessoa normal.

Estávamos sentados na sala conversando quando o bebê vem engatinhando, ela senta em frente a televisão e de repente a televisão liga sozinha direto no canal de desenhos infantis.

—O que que é isso?

—Oh! Ela consegue controlar ondas eletromagnéticas.

—Bebê milagroso.

—A Jean é uma bruxa como eu. Ela também é a única mutante classe cinco que já encontraram, a mutação veio do pai dela, já foi comprovado que são os homens que carregam o gene mutante. Ela é mais poderosa do que imagina.

O bebê começou a fazer as coisas flutuarem.

—Jean, querida coloque a gente no chão por favor. Ela ainda é muito pequena, não consegue controlar direito.

Jean achava engraçado. Ela não estava fazendo aquilo pra machucar alguém, estava fazendo porque achava graça.

—Jean Cromwell Blackwell Granger Mikaelson! Pare com isso agora mesmo! Querem um café?

—Nós... estamos bem.

Disse o Hank.

—Vocês querem uma bebida? O meu marido tem uísque ai.

—Não podemos beber, estamos de serviço.

—Tudo bem. Respeito isso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.