Inimigos naturais
7 Adeus á virgindade
Notas iniciais
P.O.V. Hermione.
Foi muito bom. Foi a melhor experiência da minha vida. No começo doeu um pouco eu devo admitir, mas depois foi só amor.
Agora eu estou aqui deitada sob o peito dele ouvindo o oco onde devia estar seu coração.
—É. Isso é muito esquisito.
—O que?
—Estou deitada do lado esquerdo do seu peito e não estou ouvindo absolutamente nada.
—Um dos problemas de se ser vampiro.
—Eu não to reclamando, só que é esquisito. Você tá andando, falando e está clínicamente morto.
Depois de uma manhã romântica nós fomos para o salão comunal tomar café da manhã.
Sentamos juntos, comemos juntos e no horário do almoço eu fui ao banheiro dos monitores. Pena que eu não vi o que veio á seguir até ser tarde demais.
—Me solta Rony! Me solta!
Ele abusou de mim e a vice diretora Minerva me encontrou.
—O que aconteceu querida? Porque está chorando? Meu Santo Deus!
Ela deve ter notado que as minhas roupas estavam rasgadas.
—Não me diga que... que aquele seu namorado vampiro se atreveu á...
—Não. Não foi o Elijah.
—Então quem foi?
—Ronald Weasley.
—Vem minha querida, venha comigo. Vamos te tirar daqui, tomar um banho com água quente. Você vai ficar melhor.
P.O.V. Elijah.
Ela não apareceu nas aulas. O que não é do fetio dela.
Então a vice diretora passa por um corredor com uma Hermione desamparada enrolada numa capa.
Ela deu banho em Hermione que parecia catatonica.
—O Senhor Weasley deve pagar pelo que lhe fez.
—Não diretora. Eu não quero que ninguém saiba, muito menos o Elijah porque se ele souber é capaz de matar o Ron. Depois dessa, vou ter que terminar com o Elijah. Como eu posso estar com ele depois... do que aconteceu.
—Você não tem nada que se envergonhar criança, o Senhor Weasley deve se envergonhar. Olha só ta toda machucada menina.
—Eu tentei revidar diretora, mas ele era mais forte que eu. E agora, eu me sinto imunda, eu me lembro... das mãos dele em mim, me agarrando.
Foi ai que eu me dei conta do que havia ocorrido. O tal Ron Weasley abusou de Hermione.
—Eu vou levar você até o seu dormitório.
—Não precisa senhora. Eu me encarrego.
—Você ouviu?
—Eu ouvi. E tem razão, eu vou matar esse tal de Weasley.
Tive que carregá-la já que ela só sabia chorar.
—Eu sinto muito por não ter estado lá para defendê-la.
—Não foi sua culpa. Tudo bem se a gente só dormir hoje?
—É claro.
Minha pobre Hermione.
—Eu amo você Hermione Granger.
—Como pode me amar depois... daquilo.
—Você não teve culpa. Vem cá.
Ao raiar do dia eu fui atrás do tal Weasley enquanto Hermione dormia.
—Você vai pagar com sangue o que fez com a Hermione.
Eu estava prestes a acabar com a vida dele quando ela veio correndo:
—Não Elijah! Não! Você é melhor que isso. Ele não vale a pena.
Ela estava apoiada numa das mesas.
—Eu vou prestar queixa dele. Por favor, pelo amor de Deus não adicione mais essa cicatriz a sua alma.
Eu arremessei o garoto longe.
—Obrigado. Você fez a coisa certa. Ele vai passar o resto da vida em Azkaban.
—Você está bem?
—Eu to com muita dor, mas estou viva.

Fale com o autor