Inimigos Íntimos
40 Posse
POV Narrador
Nem Miyako poderia negar que chegaram a um momento já esperado por muito tempo. Por mais errado que a garota julgasse ser, seu corpo queria pertencer ao inimigo com total apelo, de forma que chegara a enlouquecê-la, tirar-lhe o sono.
Ali, naquela tarde fresca, com o céu cor-de-rosa ganhando tons de lilás, as cores se misturavam refletidas nos lençóis, em seus corpos, seus olhares, espelhando um para o outro em breves momentos em que os beijos eram quebrados para que buscassem o ar.
O toque do gênio deslizou pela pele da garota, que mesmo já tendo sido vista nua por ele antes, ainda sentia-se envergonhada com o momento, estando mais retraída do que em seu estado normal, trêmula, pela ansiedade e um certo medo do que fariam, mas certamente nada que a fizesse voltar atrás.
Ken, por sua vez, apreciava cada suspiro que arrancava da garota, ao percorrer seu corpo com suas mãos, boca, rosto. Sua palma deslizava por toda extensão, desde o colo, passando pelos seios, contornando o umbigo com seus dedos, seguindo para as coxas, deixando-a ansiosa por receber um toque mais íntimo, enquanto ele abria um sorriso largo ao estudar as expressões do rosto dela.
Quando presa em um beijo, Inoue era lasciva, o agarrava de volta, deixava seu lado selvagem aflorar, mas quando exposta a análise, deitada, de barriga para cima, recebendo toques, sendo observada diante de tanta iluminação, a garota se mantinha um tanto acuada, os braços esticados nas laterais de seu corpo e as mãos agarradas aos lençóis.
Ken sorria com as reações da garota, a mesma que há pouco não se importava em expressar seu prazer em gemidos escandalosos, mostrava-se tão insegura quando exibida para si, não ousava abrir os olhos, mordia o lábio inferior tentando reprimir quaisquer gemidos.
— Miyako, abra os olhos. — ele queria que ela o olhasse nos olhos.
— Não posso. — foi sincera, quedando o rosto para direção oposta.
Segurou-lhe a face trazendo-a para posição anterior.
— Olhe para mim. — inclinou-se, repetindo o pedido rente aos lábios da garota.
Miyako abriu os olhos, os âmbares dilatados, cintilantes, refletindo as cores da tarde. O rosto enrubesceu ainda mais e ele admirou, linda! Tomou-lhe os lábios em um beijo cálido e demorado, de forma que quando as bocas se separaram, uma leve linha de saliva ainda as unia.
Os índigos de Ichijouji, brilharam de encanto e desejo, observando os lábios da garota entreabertos, molhados, refletindo a luminosidade, um pouquinho de saliva escorrendo pelo canto da boca. Sua respiração quente e ofegante colidia-se com a dele, os âmbares da violácea abriram-se timidamente.
— Não feche os olhos… — sussurrou para ela, que assentiu com a cabeça.
A mão que estava pousada sobre a coxa da garota, voltou a se mover passeando por suas curvas, ora brincando com os mamilos rijos, afundando-se na maciez dos montes afáveis, oras deslizando pelos flancos e quadris, as pontas dos dedos passeando pelas virilhas chegando em proximidade mínima de onde ele sabia que ela queria ser tocada.
Miyako se contorceu, na ânsia de que aquela tortura acabasse, moveu sua pélvis contra a mão que agora passeava entre suas coxas, mas apenas recebeu um sorriso pervertido de Kaiser, que se divertia com suas reações.
— Você quer?
— Sim.
— Então seja paciente, temos todo o tempo do mundo. — falou tranquilamente, embora também estivesse se controlando.
Não que o gênio não a quisesse penetrar de uma vez por todas, estar finalmente dentro dela, mas desde que decidira por tomá-la para si que ele andou fazendo “suas pesquisas” sobre o assunto. Por mais que seu corpo a quisesse de imediato, seu orgulho dava as cartas, e ele queria brincar com aquele corpo à espera de suas torturas, à mercê de seus desejos, fazê-la se contorcer e implorar para ser dele.
Diante das palavras dele, Miyako fez uma expressão de birra, virando o rosto para direção contrária e o rapaz escorregou apenas as pontinhas dos dedos sobre os lábios íntimos, embebidos em fluidos. A garota arqueou as costas e gemeu, o fazendo alargar seu sorriso de satisfação, observando como ela fica linda sentindo prazer, um prazer que ELE a está proporcionando.
Ardiloso, tira a mão, afinal aquele leve toque fora apenas para deixá-la querendo mais, e tinha funcionado muito bem.
— Canalha… — murmurou Inoue, quando suas costas esticaram-se sobre a cama novamente.
— Oh! Assim você fere meus sentimentos. Porque está tão brava? — acaricia-lhe a parte interna das coxas, onde os fluidos íntimos já haviam alcançado. — Tão molhadinha...
— Não diga esse tipo de coisa. — protestou constrangida com o comentário.
— O que aconteceu com a gata selvagem que estava me puxando os cabelos, me arranhando, dizendo que me queria, ainda agora? Ficou tímida, foi?
— Não seja estúpido. Isso é real demais. — e talvez ele não tivesse entendido, mas o que ela queria dizer era que agora era mesmo pra valer, não um devaneio, e estava excitante, sim, mas também era assustador.
— Eu vejo… — acariciou os lábios dela com os seus. — A valente Inoue Miyako está morrendo de medo, quem diria...— sorriu contra a boca dela. — Você fica linda assim com medo, me deixa mais louco para entrar nesse seu corpo delicioso. — as mãos dele seguiram para a feminilidade da garota, dando-lhe a carícia por que ela tanto ansiava, os dedos correram pelos lábios íntimos, o polegar pressionando o clitoris com suavidade.
Ela gemeu contra a boca dele e abocanhou seus lábios, o beijando afoita, desejosa, mordendo-lhe o lábio inferior, como forma de pedir mais daquele toque, mas ele foi cruel, e novamente retirou sua mão e riu-se, ainda debochado, levando um doloroso puxão de cabelos.
— Me diz, o que você quer?
— Vai se ferrar! — respondeu, desaforada.
— Que menina má. Vai ser muito castigada. — posicionou-se sobre ela, beijando-a intensamente.
Inoue sentiu o peso de seu inimigo sobre si, seu membro se movendo em espasmos contra parte de seu baixo ventre e barriga. Um calafrio de medo e ansiedade percorreu por seu corpo. Ele a penetraria agora? Estava beijando-a de uma forma que… Seria agora? Ela queria, mas estava com medo.
— Você vai? — perguntou ofegante, ao separar o beijo. — Vai fazer agora?
— Fazer o que? — perguntou, somente para vê-la constrangida. — Enterrar ele bem fundo dentro de você? — mexeu-se de uma forma que seu membro escorregou contra a vulva, os sexos molhados se chocaram em um contato quente.— Você quer, agora. — a voz dele saiu afetada de prazer.
— Oh, Kami! — arfou esbaforida. — Eu, eu não sei…
Ele deslizou o corpo e começou a distribuir beijos, lambidas e mordidas pelo pescoço da garota, seguindo para o colo e alcançando os seios, nos quais fez questão de se demorar muito, mordiscando o recheio, apalpando a maciez, esfregando-os, amassando-os contra seu rosto, circulando a aréola com a língua, tomando um mamilo em sua boca, recebendo um enlace de pernas e cabelos, seus ouvidos sendo presenteados com os mais sonoros gemidos.
— Sua pele é tão macia, tão perfumada, fininha… — mordia dando longas sugadas, marcando o local. — Vou te deixar toda marcada, porque eu não consigo resistir ao seu gosto, sua textura. Eu esperei demais para te ter toda pra mim.
— N-não, por favor, não me deixe marcas, não terei como explicar para a minha família… — choramingou entre gemidos, a verdade é que estava adorando ser devorada com tanta fome, e cada palavra de desejo que ele deixava escapar, cada elogio quanto a textura de sua pele, seu perfume, a estava levando a loucura.— Ken, por favor… — puxou os cabelos índigo.
— Não deixarei marcas evidentes. — afundou-se novamente contra os seios macios.— Eu só quero saborear muito esse corpo delicioso que eu desejo há tanto, tanto tempo...
Ficou por um longo tempo naquela tortura, mas depois seguiu trilhando seus beijos, mordidas e lambidas, descendo pela barriga, explorando de uma lateral da cintura à outra, se demorando na região umbilical, deixando a violácea mais ansiosa, escorregando pelas virilhas, abocanhando o interno das coxas, intercaladamente, sugando-as, levando a menina à loucura.
Miyako pôde sentir a respiração quente do rapaz colidindo-se contra sua feminilidade, suas pernas se fecharam instintivamente.
— Kyah! Não faça isso, Ken, é constrangedor demais!
— Eu vou te fazer engolir seu constrangimento, se engasgando de prazer. — sorriu vitorioso e continuou a tortura.
O gênio precisou se esforçar para manter as pernas da violácea abertas, segurou-as bem firme, e aproximou seu rosto de onde almejava, vislumbrando sua feminilidade impecavelmente depilada, lisinha, rosada, o clitóris intumescido e a protuberância de fluidos.
Miyako sentiu-se, de certa forma, aliviada por estar sempre com a depilação em dia, e sua higiene íntima ser totalmente impecável, não se permitia ter odores naquela região pois desde ter se tornado mocinha, suas irmãs a orientam com sabonetes e lenços umedecidos que são como desodorantes íntimos, se tinha que passar por um momento tão constrangedor, ao menos passaria com orgulho de si mesma.
Ken se concentrava em levar sua “inimiga” às nuvens, a princípio deixando que ela sentisse apenas sua respiração quente, em seguida a pontinha de sua língua foi deslizada pelos lábios íntimos, contornando-os bem lentamente, repetidamente, vez ou outra escorregando por sobre o clitóris opado, fazendo a garota se contorcer.
Para ela aquilo estava, além de constrangedor, um tanto desconfortável e estranho, mas as várias escorregadas daquela língua quente e molhada, naquela região tão sensível, parecia ir se tornando cada vez mais aprazível, quando ela se deu conta já estava delirando com o ato, ansiando por aquele contato.
Ele já estava pronto para avançar mais um passo, circulou e deu leves sugadas em seu clitoris, fazendo-a gemer alto, em seguida iniciou um estímulo com a mão, massageando toda a vulva e dando atenção especial ao pequeno e sensível órgão, enquanto sua boca vagou até a entrada íntima e se colocou contra ela iniciando um brando movimento de penetração.
A garota de cabelos lilases, rugiu e se arqueou, contorceu-se toda, arrancando os lençóis onde mantinha suas mãos cravadas, os quadris tomaram vida própria movendo-se em um rebolado na boca do gênio. Aquilo estava indescritivelmente delicioso, ela queria mais fundo, mais rápido, um pouco mais para a direita, gemia, arfava, arquejava, não conseguia falar, mas seu corpo falava por si.
Kaiser estava orgulhoso de si, de todo o prazer que estava dando à garota, a forma como ela já estava despudorada, quase o sufocando contra sua feminilidades, movendo os quadris, serpenteando, se contorcendo toda, gemendo seu nome.
— Ai, Kami! Ken… O que você faz comigo, garoto? Vai me levar a loucura… Sua boca é tão quente, sua língua se movendo dentro de mim dessa forma… Oh céus! — ela estava despudorada, sem noção nenhuma de suas palavras, mas ele as ouvia muito bem, sentindo-se cada vez mais incentivado por elas.
Ele parou por várias vezes quando notou que a garota estava prestes a alcançar seu ápice e os tremores já começavam a abater o corpo dela, as pernas estavam bamboleando, trêmulas e apertavam-se mais contra si, quando ela estava quase a alcançar o paraíso.
O gênio cumpriu bem sua palavra de que iria torturá-la, de fato Miyako estava prestes a explodir, os tendões de suas coxas ardiam e repuxavam e a queimação em seu baixo ventre a estava matando.
Ken Intercalava os movimentos de seus dedos com a sucção, trocando, entre o ponto sensível e a entrada íntima.
— Oh não, por favor, não para, mais um pouco, está tão gostoso...— cantarolava em choramingos, a voz manhosa suplicante o fazia querer torturá-la muito mais, mas ele não poderia, também estava excitado demais com o ato.— Assim… Isso mesmo, nesse lugar, dessa maneira, não pare!
Mas ele parou a deixando furiosa, entretanto dessa vez não fora para provocar sua ira e sim por ter outros planos. Abandonou a posição em que estava e deitou-se ao lado dela, deixando-a confusa.
— Venha aqui. — ele a chamou, mas ela o olhou mais confusa.
— Aqui, onde? Eu já estou aqui.— sussurrou oscilante, ainda sob os efeitos do “quase orgasmo”.
Ele puxou o corpo dela, colocando-o sobre o seu e ordenou.
— Quero que se sente sobre o meu rosto, apoie as mão na cabeceira.
— Kyahhhhhhhhh! Não, não, não...— escondeu a cabeça no peito dele, completamente vermelha. — Sem chances! Jamais faria algo tão constrangedor assim!
— Não há nada de constrangedor, eu já vi tudo de você em todos os ângulos.
— Não diga esse tipo de coisa. — esfregou o rosto de um lado para o outro.
— Vamos lá. Onde está a Miyako corajosa e desafiadora que eu conheço?
— Não para isso, não posso, não posso, não me peça.
— Não era você que agora a pouco estava me pedindo mais, para não parar? Estava gostoso?
— Pare!
— Estava muito gostoso, eu sei que estava, vai ser muito mais. Venha, faça como eu te pedi.
— Hmm! — choramingou envergonhada, ela queria muito, mas a vergonha a deixava travada cada vez que se imaginava naquela situação.
— Vamos, Miya. — ele capturou-lhe o lóbulo da orelha, o mordiscando, as mãos subindo e descendo pelas costas bem desenhadas, fazendo movimentos circulares pelo traseiro arredondado. — Eu sei que você quer muito, não se contenha...— ela grunhiu em resposta, se arrepiando toda, ele já tinha usado todas as táticas de sedução para convencê-la e nada funcionou, então decidiu pelo “famoso método Kaiser” de conseguir as coisas. — Levante-se e sente-se agora! — deu-lhe um tapa caprichado, que fez com que a marca de sua mão ficasse no local.
Miyako arregalou os olhos e com o susto do momento o obedeceu prontamente, se posicionando sentada sobre a face do gênio, quando se deu conta, já estava da forma constrangedora que tanto temia. O rapaz, por sua vez, não perdeu tempo e se pôs a estimulá-la com sua boca, língua, a fazendo perder a timidez.
Ela era tão linda quando ficava tão despudorada, Ken a admirou naquele ângulo, toda sua, sua dona, os seios visto daquele local se assemelhavam a frutos suculentos, a forma como se balançavam, ao passo que ela já começava a rebolar e serpentear contra sua boca. E para ele foi irresistível o momento em que ela começou a estimular os próprios seios, os apertando, gemendo insanamente, aquela visão tinha uma beleza erótica indescritível e seu corpo reagiu bruscamente.
Quando se deu conta, Ichijouji já estava se tocando, pois seu membro pulsava tanto que chegava a doer a base, as veias queimavam como se fossem romper a pele e a região pélvica queimava, os testículos formigavam, sensíveis. Sua boca gemeu contra a entrada dela, os movimentos foram intensificados com sua língua, enquanto sua mão subia e descia em um movimento molhado pelos fluidos pré-seminais.
A garota se contorceu, retorceu e congelou, apertando sua cabeça entre as pernas, de forma quase dolorosa, ele estava de olhos bem abertos e viu quase como em câmera lenta, quando ela arqueou as costas, os cabelos lilases esvoaçavam lentamente para trás, um gemido sonoramente delicioso saiu de sua boca e todos os músculos dela se contraíram em pequenos espasmos, não tardou para que experimentasse seu néctar de ninfa virgem.
Ken, também não se conteve. Tudo aquilo… Aquela visão, aquele momento, as sensações, tudo se revirou dentro de si, despejando um furioso orgasmo contra suas mãos, ao passo que um gemido demorado escapou de seus lábios. Inebriado ainda pôde acompanhar o quedar do corpo da moça para a lateral.
Respiraram fundo buscando o ar, maravilhados com o orgasmo delicioso que tiveram, só depois de regularizar sua respiração foi que a garota se deu conta do que e como fizeram, aquilo foi ousado demais, algo que ela não imaginava fazer nem com seu marido, após anos de matrimônio, sentiu-se uma pervertida por ter se colocado naquela posição.
— Meu Kami-sama! Eu sou uma pervertida...— murmurou mais para si, embora cada fibra de seu corpo ainda se deliciasse com as sensações pós orgasmo.
— Você é, sim. Não uma mera pervertida, mas a mais gostosa de todas…
— Não comece a dizer essas coisas…
— Você me deixou louco, rebolando daquele jeito na minha boca “Ai, Ken, que delicia é assim mesmo, não para, sua boca é tão gostosa” — a imitou fazendo uma voz infantil, tentativa de voz feminina.
— Eu não disse nada disso! — virou-se dando um tapa no braço do gênio, tendo a visão de que ele também tinha chegado ao seu orgasmo, ficando furiosa. — Porque fez isso?
— Por que? Porque eu não sou de ferro, não consegui resistir a excitação que senti com você sentada na minha cara, rebolando e gemendo manhosa, não deu para aguentar.
— Eu estou aqui, poderia ter feito isso para você.— falou murcha em tom magoado.
— Ah, é isso? Não por isso, teremos muito tempo.
E ela apoiou-se em um dos cotovelos e sorriu sapeca, já estava perdida em títulos de pervertida mesmo, o olhou de cima a baixo, podia ser uma virgem, mas já leu e assistiu muitas coisas para não saber o que fazer.
Ele surpreendeu-se quando ela o beijou, assumindo a posição, ficando sobre ele, quebrando o beijo para retribuir as torturas que lhe foram feitas antes eoh! Como ela amava aquele corpo delicado, com definição na medida certa, nada de gominhos ridículos, até porque não combinavam com o rostinho de anjo que ele possuía. Era tudo na medida certa, na medida que a agradava muito.
Inoue deslizou os lábios pela pele alva do garoto, mas ao contrário dele, que a devorou vorazmente, ela foi doce, delicada, mas sensual o bastante para fazer com que ele se deixasse entregue às suas carícias.
O gênio jogou a cabeça para trás murmurando coisas sem sentido, enquanto se deliciava com as sensações que a boca da garota lhe proporcionavam, passeando por seu pescoço, orelha, deslizando para o tórax. Paralelo a isso, os seios da violácea escorregavam por seu corpo, lhe proporcionando um delicioso contato com o recheio afável, tanto quanto com os mamilos intumescidos, aquela mistura toda o estava levando ao paraíso.
Entregue ao mar de sensações maravilhosas em que estava jogado, Kaiser nem se deu conta de que aquela boca sapeca, já lhe mordiscava abaixo do umbigo, descendo sorrateira e decidida a alcançar um local que já estava em euforia. Não! Não que ele não quisesse experimentar o que ficou claro que ela tinha intenção de fazer, longe disso, ele queria muito. Só de pensar em ser engolido por aquela boca… Mas, a questão era que, não era o momento, pois agora estava pronto para ela, e ela para ele.
As mãos se enlaçaram aos cabelos lilases e a trouxeram para um beijo, rendendo-a, ao passo que o rapaz trocara as posições ficando sobre ela, ainda preso naquele beijo luxurioso. As mãos agarraram as pernas dela, as abrindo com firmeza, e seu corpo se encaixou em meio a elas. Os dedos escorregaram pela feminilidade encharcada.
As bocas separaram-se e a garota arfou profundamente, seu peito chegando a doer de ansiedade, os dedos dos pés contraídos pela expectativa. A hora havia chegado, ela sabia, não tinha como voltar atrás e nem queria, era um ponto sem retorno, queria se perder na loucura, se inundar na insanidade daquele desejo, pertencer a ele, ciente de todas as consequências que poderia vir a sofrer.
Ele ergueu o tronco e se viu entre as pernas da garota que tanto desejara de forma doentia, que noites de sono e lágrimas já havia lhe roubado. Mordeu o lábio inferior ao admirar sua valente inimiga, assim rendida, exposta para ele, a mercê de seus desejos, com os âmbares reluzentes, esperando seu próximo passo. Era uma visão tão perfeita e realizadora que deveria ter um meio de guardá-la para a eternidade.
— Então? — a garota arfou com dificuldades. — O que está esperando, faça logo. — fechou os olhos apertando-os, pendendo a cabeça para o lado, aguardando o seu destino.
— Assim não. — sussurrou ele, segurando em seu membro, pronto para penetrá-la, a voz saiu rouca.
— Você quer dizer... Vai colocar…? — ela iria mencionar sobre o preservativo, mas ele já tinha pensado sobre isso. — Você tem?
— Tenho, mas…
— Mas?
— Eu queria… Queria sentir você de uma forma natural, isto é, se…
— Tudo bem. Eu também quero te sentir.— respondeu ainda de olhos fechados, as bochechas corando mais.
— Então, abra os olhos. Olhe para mim. — pediu, enquanto empurrava sua glande contra os lábios íntimos, deixando que ela escorregasse pela umidade, arrancando um gemido de ambos.— Eu quero que veja bem esse momento, como me enterro bem dentro de você e te faço minha para sempre.
Ela obedeceu e abriu os olhos, se dando conta da maravilha que estava perdendo, a beleza do garoto que tinha inclinado sobre si, os cabelos lisos caindo para frente e o rosto alvo completamente corado, transformado pelo desejo. Sim, ela tinha feito isso com aquela criatura inexpressiva que por vezes a mesma já julgou ser um androide. Quem era o senhor do submundo digital, agora? Era só um garotinho lindo, cheio de desejo.
— Eu te quero tanto… — ela falou inebriada com o momento, correndo os dedos pela face corada do gênio. — Kami, isso é tão errado.
— Eu te quero mais. — enterrou-se levemente, olhando-a nos olhos, e ela grunhiu de dor com a investida, seu corpo pareceu repeli-lo.— Não deveria ser tão difícil, você está tão molhada…
— Dói muito...— choramingou com a segunda investida, mas dessa vez pareceu entrar um pouco mais e ela sentiu-se ardida, sendo rasgada.
— Quer parar? — ele perguntou entre dentes, também estava tendo um esforço muito maior do que imaginava, se aquele aperto chegava a ser meio doloroso para ele, imaginava o quanto era pior para ela, embora não quisesse ter que parar.
— Não, continue. Vá até o fim, acabe logo com isso… Eu quero muito.
Ele assentiu e forçou passagem novamente, e dessa vez o hímen se rompeu e ela soltou um grito de dor, abafando-o contra o ombro do gênio, ao passo que suas unhas cravaram-se nas costas dele, descendo arranhando, expressando toda sua agonia, seus olhos lacrimejaram.
Uma sensação maravilhosa abateu o rapaz.Estava completamente dentro dela, quente, apertada, o engolindo, espremendo, e era melhor do que todos os momentos de prazer que já experimentara até agora, superior aos seus devaneios e expectativas. Ele estava tão absorto, entorpecido de prazer, que a beijou intensamente.
A princípio Miyako ainda estava entregue à dor e às queimações do rompimento de sua pureza, mas da forma como fora beijada, com tanto ardor, acabou correspondendo e se perdendo naquela sensação, enquanto sentia seu amante tentar os primeiros movimentos, lentos, dificultosos, as bocas ainda grudadas abafando gemidos uma contra outra, sem cessar os movimentos com as línguas.
Naquele momento nenhuma palavra foi dita, quanto as bocas se separavam era apenas para se expressarem com gemidos, sussurros, grunhidos, ele de prazer, ela, a princípio de dor, mas aos poucos um misto estranho de sensações e com bom vagar o prazer veio a alcançá-la.
— Eu não consigo mais manter esse ritmo. — Kaiser a alertava sobre a necessidade que seu corpo sentia em dar mais impacto e velocidade ao ato, seus quadris já se moviam sozinhos.
— Pode se mover a vontade.
— Não dói?
— Sim, mas eu quero.
— Quer? — arremeteu profundamente friccionando seus púbis.— Quer muito, é? — perguntou ao ouvido dela, provocando-a, quase saindo de dentro dela, voltando a se enterrar lentamente, atolando-se o mais fundo que poderia, arrancando gemidos chorosos da garota.
— Oh! Kami! Eu quero sim, que enfie com força, rápido, acabe comigo. — ela moveu os quadris, erguendo a pélvis engolindo o membro do rapaz.— Eu lutei tanto contra o desejo de ser sua, mas fui vencida, então me castiga, porque eu sou uma fraca e não resisto a você. — as palavras apenas saíram, regadas de luxúria, sinceras, brutas e desmedidas.
— Não resiste? Eu não te resisto, tão selvagem, topetuda, desafiadora, tão deliciosa. Você mexe demais comigo, garota. — chiou entre os dentes a penetrando mais fundo. — Quantas noites de sono eu já perdi te desejando, quantos banhos gelados que em nada funcionaram, mas agora...— afastou os quadris e arremeteu com mais vontade, seu membro escorregando pela viscosidade das paredes íntimas de Inoue. — Agora você é toda minha, toda minha! Ninguém pode mudar isso, eu quero me acabar nesse corpo delicioso.
— Se acaba, sou sua… Acaba comigo, me castiga, eu mereço! — os gemidos saíam chorados, estava louca de prazer e só queria sentir mais e mais. A dor tornou-se superável, embora ainda presente.
E ela o enlouquecia com seus pedidos para ser castigada, para que ele fosse mais fundo, com mais força e ele a enlouquecia atendendo a cada um deles, chegando a um momento em que o ruído que a colisão entre seus sexos fazia se assemelhava a palmas, a cama rangia e batia contra a parede, a impressão era de que quebraria a qualquer momento.
— Tão quente, apertada, sinto como se estivesse esmagando, mastigando… Você é muito gostosa!
Kaiser ergueu seu tronco para ter a visão do corpo de Inoue se balançando com o impacto das estocadas, os seios indo e vindo ritmadamente, as gotículas de suor que escorriam pelo seu corpo. Acompanhou uma pequena gota que saíra do vale entre os seios e passara rente ao umbigo, vindo morrer onde seus sexos se atritavam ardentemente, mas os seios… Ah, aqueles seios, naquele ritmo, o fizeram ter vontade de tomá-los em sua boca.
Ele diminuiu o ritmo das estocadas e se inclinou sobre a garota, tomando um dos seios entre seus lábios, acariciando, massageando o outro. Eram tão saborosos, um gosto que nunca antes provara, não era comparado a nada que já tivesse provado. Ao abandonar o seio da garota, rendeu-lhe em um beijo tornando a acelerar os movimentos e ela o envolveu com as pernas, cruzando-as contra seu traseiro o ajudando com os movimentos, rebolando, movendo os quadris de forma frenética.
Àquela altura, a dor de Inoue já havia se tornado lenda e apenas o prazer dava as cartas, dominando-a completamente. Aquela tarde virando noite, as línguas se movendo no ritmo do sexo quente e prazeroso que faziam, os cabelos grudando no suor dos corpos, se misturando, os lençóis da cama se embolando a volta deles, as almofadas caindo para o chão e as mãos se buscando para enfim se unirem…
Ela estava quase… Ele estava quase… Não demorariam a chegar ao topo, e era como se soubessem que isso era para ambos. E assim foi, com a intensidade que deveria ser. Ele pôde sentir quando o núcleo feminino vibrou e se convulsionou à sua volta, tanto quanto ela sentiu o membro que vibrou e engrossou desaguando-se dentro de si… E toda euforia morreu em um prazer expressado em gemidos sonoros, para em seguida dar lugar ao silêncio e calmaria.
Os dedos do gênio ainda se contraíam em pequenos espasmos, quando ele buscou forças para acariciar a face corada da violácea, uma brisa soprou fazendo um leve assobio, e um beijo sereno foi trocado antes que ele separasse seu corpo e quedasse para o lado da garota.
Permaneceram por segundos, com as mentes em branco, os olhares presos ao teto buscando o ar para encher seus pulmões, até que se olharam ao mesmo tempo, um sorriso involuntário queimando na linha entre lábios e bochechas, o azul escuro do entardecer já cobria todo o ambiente e a brisa fresca fazia-lhes o favor de refrescar os corpos encharcados pelo suor, os corações batiam tão rápidos que parecia que romperiam a caixa torácica.
Estava feito, não importava o quão errado fora, não havia como voltar no tempo e, no presente momento, se ambos pudessem voltar, certamente fariam tudo novamente, talvez nem teriam lutado tanto tempo contra o inevitável, e que inevitável! Como pode a mesma boca que lhe ofende, lhe dar tanto prazer? A mesma pessoa que te leva ao limite do ódio e da loucura, te levar ao prazer sem limite? Ah, se o mundo soubesse! Se todos soubessem…
— Então...— Inoue puxou o assunto. — Já conseguiu o que queria, vai me mandar vestir a roupa e cair fora?
— O quê? Eu consegui o que queria? E você não queria? Da próxima vez eu vou gravar tudo, porque te dá amnésia depois que tem um orgasmo.— virou para o lado contrário, fazendo pirraça e ela riu-se.
— Foi só uma brincadeira. — virou-se, o abraçando, beijando-lhe as costas, estragadas, castigadas pelas suas unhas.
— Não quero mais. Veste a roupa e cai fora. — devolveu a brincadeira e ela riu.
— Na verdade eu preferia tomar um banho. — sugeriu, passando os dedos pelas marcas de suas unhas.
— E aquela famosa dor da primeira vez?
— Se é a sua maneira de perguntar se estou bem, sim, estou bem. Mas o sangue está esfriando e a dor vai começar a voltar, um analgésico seria bem vindo.
— Vou buscar água, tenho analgésico aqui, depois vamos para o banho.
— Ah, e o que aconteceu com o “veste a roupa e cai fora”?
— Você sabe o que acontece com uma criança quando ganha um brinquedo novo?
Ela não teve tempo de dar a resposta, o gênio deixou o quarto para lhe trazer a água e sua mente estava fraca demais para trabalhar, mas era algo tão simples que embora estivesse preguiçosa se forçou a lembrar o que uma criança faz quando ganha um brinquedo novo. Ao se dar conta da resposta ela sentou-se abruptamente, não estava sentindo dores, mas teve a brilhante idéia de se olhar entre as pernas e quando viu o quanto tinha sangrado, teve uma reação típica de sua personalidade:
— KYAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
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