Pov Narrador

— Alguma reclamação? — questionou audaz, acariciando os traços finos e delicados do rosto do inimigo.

Ele observou o estado em que ela o deixou; jogado naquele chão, quase sem forças para conversar, o sobretudo jogado para o lado de qualquer maneira, a camisa destroçada, sem botões e as calças e roupa íntima estavam uma bagunça e ele nem queria parar para imaginar sua cara e cabelos como deveriam estar.

— Nenhuma. — a apertou em seus braços, apoiando o queixo na curvatura de seu pescoço. — Nenhuma mesmo.— suspirou profundamente, aproveitando o tempo para se recompor, pois bem sabia que aquele era só o começo…

A mão do rapaz acariciou os fios lilases, enquanto o rosto embrenhou-se entre eles afastando-os com a ponta do nariz, beijando-lhe ternamente a curvatura do pescoço, escorregando os lábios para os ombros. A respiração ainda se regularizava, seus tendões ainda se contraiam espaçadamente e o gosto da satisfação formigava em sua língua.

Queria saborear mais daquela Miyako devassa, antes que a mesma voltasse a si e caísse em autojulgamento. Passeou com os lábios através do decote, explorando toda superfície sedosa, motivando gemidos manhosos, cobiçosos da acariciada.

As mãos masculinas, livraram-se das habituais luvas e uma delas subiu sorrateira, pelos braços da garota, os dedos desceram as alças da camisola expondo pouco-a-pouco, os montes macios de rijos mamilos róseos foram expostos, os quais precisou de tempo para contemplar.

— Perfeitos... Você é tão cheirosa, tão macia. — o tom enaltecedor era presente no timbre baixo e rouco do apreciador. A ponta do nariz deslizou pela superfície admirada, os lábios degustaram-na, enquanto a mesma transpirava feromônios.

— Sou toda sua.— respondeu a apreciada, em um tom sensualmente melodioso. — Quero você me desfrutando… usufruindo o máximo de mim.— instiga conduzindo a mão do jovem para sua coxa, quedando a cabeça levemente para trás entre arquejos de aprazimento.

— Oh Kami! O que está acontecendo com você hoje? — a pergunta saiu abafada contra o decote, eriçando ainda mais a pele feminina, enquanto a mão afagava as coxas macias, subindo para onde a garota ansiava em ser tocada.

— É que quando estou sozinha, meu corpo queima com a falta do seu.— segurou os seios com ambas as mãos, os juntando pelas laterais, como se os service. — E quando estou no banho, eu tenho devaneios com a sua boca me banhando de saliva, deslizando pelo meu corpo.— denota sem filtros, enquanto movia os montes macios passando os mamilos pelos lábios do rapaz. o tentando.

— Ah! Garota! — completamente afetado, chiou entre os dentes abocanhando um dos seios, já sentindo sua excitação ressurgir imponente, a mão escorregou por entre as pernas femininas tocando banhando-se nos fluidos viscosos, tocando o tecido encharcado de sua calcinha.— Wow! “Ela” está encharcada! — exclamou extasiado.

— É por sua causa. — respondeu melindrosa, provocativa. — Porque “ela” quer você cuidando muito bem dela. Assim… — assanhada esfregou sua feminilidade contra o toque do gênio, colocando a mão sobre a dele o induzindo a afastar o tecido da peça íntima e tocá-la da forma que melhor a estimulava, controlando todo o ato a sua maneira. — Hm… Assim… — seu timbre soava como o miado de um filhote de gato. — Assim… Seu toque me enlouquece demais.— ronronou feito felina.

Ele sentiu-se maravilhosamente usado como um objeto para dar prazer a ela, nunca pensou que ser conduzido daquela forma poderia resultar em tamanha satisfação. Inoue estava tão natural quanto nos momentos em que se tocava sozinha em seu quarto para ele, como se seu recato tivesse sido drenado completamente de uma hora para outra.

Embriagado, quase não sabia como responder ou reagir mediante a tal conjuntura. A garota sentada sobre suas coxas norteava toda situação, de forma que ele só conseguiu dedicar-se a servi-la esmerando-se em dar-lhe prazer, mal podendo conter sua própria excitação.

A boca masculina tomou o mamilo rijo, uma vez mais, em sua boca, a língua o contornou e refez tal movimento por mais vezes antes da suave sucção. A mão continuava a estimular a vulva ardente, guiada pela garota, que respondia com gemidos melodiosos. Os dedos perpassam pelos lábios íntimos, deslizando-se na lubrificação, ao penetrar um, percebe que pode escorregar o segundo e se deliciar com o calor e a viscosidade pulsante do interior feminino, movendo-os enquanto o polegar volteava e pressionava com leveza o clitoris inflado de excitação.

Não demorou muito para que Inoue começasse a sentir seus tendões repuxando-se em chamas, sua mão livre puxou as madeixas escuras fazendo com que a cabeça do rapaz acompanhasse o movimento, libertando seu seio. As bocas se encontraram vorazes, as línguas se deliciaram ágeis e cálidas.

Inoue grunhiu em meio aos beijos regados de desejo, enquanto a mão de seu amante não parava de estimulá-a intimamente, no ponto perfeito, da forma ideal. Ele fazia tão bem, o gosto se sua boca era tão delicioso, ela queria tanto dele…

O ir e vir dos dedos pela viscosidade de seu íntimo, o estimular do polegar em seu ponto sensível e a calidez dos beijos explodiram em uma química perfeita que a fez estremecer violentamente e travar petrificada enquanto se atingia o topo de suas sensações. A boca se libertou do beijo para expressar-se escandalosa em um gemido, a mão quase arrancou os cabelos indigos.

Ken sentiu-se ensandecer enquanto a “inimiga amante’ se amolecia em orgasmo em seus braços. Não poderia mais resistir aquela cena foi demais para ele. Cativou-a pelos quadris a levando para seu painel de controles, o mesmo era levemente inclinado como uma escrivaninha, mas o gênio foi imperceptível ao ativar o formato mesa, para que fosse mais confortável, aproveitando também para desativar os teclados de comando com função touch.

Miyako ainda estava desnorteada, enternecida com o orgasmo que tivera, não processava as informações adequadamente, mas teve forças para retribuir quando ele a beijou. As pernas que encontravam-se nas laterais dos quadris masculinos cruzaram-se contra seu traseiro. O gênio não resistindo mais, segurou seu membro, afastando a calcinha da garota para a lateral e a penetrando sem aviso. Ambos gemeram escandalosamente.

Guiado pelos apelos corporais o rapaz afastou-se quase saindo de dentro de Inoue e deslizou com pressão dando um delicioso impacto entre os pubis, arrancando mais gemidos da garota.

As mãos de Miyako seguraram firmes nas laterais do painel, enquanto suas pernas foram movidas pelo gênio dobradas a altura de seu cotovelo passando por sobre o antebraço do rapaz que segurava forte nos quadris da violacea impulsionando as estocadas cada vez mais vorazes, enquanto os seios dela se balançavam com o atrito.

— Hm… Delicia, assim...— murmurava a garota em apelos cobiçosos. — Quero te sentir mais… mais fundo… mais rápido! Ai, Ken, você é tão gostoso! — confessou com a fala baqueada devido aos impactos das estocadas.

— Você é deliciosa, tão apertada, molhada… Eu sinto como se estivesse esmagando, mastigando o meu… Hm… — aprofundou mais as arremetidas e a boca da garota mordeu-lhe a curvatura entre o ombro e pescoço, expressando sua lascia.

As bocas se buscaram sedentas, as línguas sorvendo-se sôfregas, agitadas. Os movimentos os fazendo querer mais e mais daquela deliciosa loucura. A racionalidade de Kaiser estava completamente deixada de lado, somente as sensações importavam.

O beijo fora rompido e a garota induzida a deitar-se sobre o painel, refrescando-se ao contato da superfície fria com a pele ardente de suas costas. Os olhos de Miyako fecharam-se a espera do próximo movimento, enquanto Kaiser baixou sua perna direita e manteve apenas a esquerda erguida e sustentando-a com um braço pela patela.

Os movimentos de penetração reiniciaram, a garota sentia-se tocada em ângulos diferentes de seu âmago, afetada em aflição, deliciando-se com ritmo frenético, os braços se cruzaram frente ao peito e as unhas arranharam a si mesma, enquanto a cabeça movia-se lado a lado lentamente e os gemidos se propagavam.

Ken já não sabia mais diferenciar seu imenso torpor de seu assombro por toda a calidez exacerbada de sua amante. Só… Era linda enquanto se contorcia, estremecia, suava, gemia, mordia o lábio, arranhava-se, as mãos acariciavam as próprias formas, transpassando pela barriga, cintura, estimulando os seios, os dedos correndo pelo colo e pescoço, como se buscasse um alívio desesperado.

Impelido a dar mais satisfação a sua ‘inimiga”, Kaiser iniciou um toque suave com os dedos sobre o clitoris, pressionando, massageando, valendo-se do excesso de lubrificação do local, não cessando as estocadas. O resultado dos estímulos o fez sorrir largamente.

Inoue arqueou as costas, agarrando-se com firmeza ao tecido de sua camisola que se embolara abaixo dos seios e sua respiração pareceu travar e os âmbares se reviraram, a mesma começou a colapsar em um orgasmo, quase o matando de prazer ao sentir o brusco latejar e comprimir contra seu sexo.

Descomedido, movido pelas sensações, ergueu ambas as pernas femininas, apoiando-as em seus ombros uma de cada lado, intensificando as penetradas, enquanto beijava-lhe e mordia-lhe a panturrilha.

— Está gostando assim? — a pergunta sai entre os dentes, a garota não consegue responder apenas gemer impactada, as costas movendo-se escorregadias de suor pela superfície do painel. — É assim que você quer? — puxou saliva ensandecido, os cabelos índigos completamente grudados ao suor que banhava seu rosto e chegava a goticular.

O ambiente era tomado pelos sons do atrito entre seus corpos que a certa altura assemelhava-se a um contínuo aplauso. O ir e vir frenético do membro do rapaz atolando-se profundamente no núcleo feminino gerava um ruído aquoso, ao passo que cada penetrada deixava seus sexos mais visguentos e o atritar dos púbis gerava uma satisfação explosiva os fazendo querer mais.

O movimentar gracioso dos seios de Inoue, fez Kaiser salivar mais uma vez, tendo ânsias de tomá-los em sua boca, desfazendo o contato e enlaçando-a pelos quadris, fazendo-a erguer o tronco e saciando seu desejo.

Por um breve momento a garota sentiu uma refrescância correr em sua vulva, com o pausar do ato. Sentada novamente, deliciou-se com a sucção em seu seio, correu as unhas pelo couro cabeludo de seu amante respirando o mais profundamente que conseguia, restaurando suas forças.

— Olha o que você faz comigo, garota. — um resmungo aprazível sai dos lábios masculinos, enquanto o mesmo arfa contra o colo da violacea, ouvindo os batimentos tão descompassados quanto os seus.

Tinha consciência da forma primitiva e animalesca que a estava possuindo, poderia repreender-se por tamanho indecoro, estar fazendo aquilo sobre seu painel de controles, semelhante a um tarado com as calças semi baixadas e o corpo banhado em suor, mas foi obrigado a admitir que a experiência estava o levando às alturas.

Tanto quanto Miyako poderia se sentir a pior das vadias, mas não estava interessada em auto piedade ou auto julgamento, sabia que um final se aproximava para, seja lá o que fosse aquilo que eles tinham, queria extrair cada gota de prazer, aproveitá-lo a cada segundo e ser aproveitada, ter prazer e dar prazer a ele sem que o amanhã importasse.

— Eu quero fazer muito mais com você. — era uma tardia resposta ao que ele havia dito momentos atrás. — Quero que você acabe comigo, me deixe sem energia e banhada com seu sêmen. — o provocou despudorada.

Kaiser estremeceu com as palavras absurdamente descaradas,a tomou em seus braços e a colocou no chão virando-a de costas, as mãos, uma massageou-lhe os seios e a outra desceu para intimidade empapada, baixando a calcinha molhada, que antes estava afastada para a lateral, começando a estimulá-la.

— Não me provoque assim, Miyako. — a boca correu para orelha da garota, mordiscando-a, enquanto o membro ereto era imprensado contra o traseiro feminino.

— Ah eu provoco… Eu provoco muito. — a voz saiu pornografica entre arfadas, enquanto rebolava contra a ereção do rapaz o instigando. — Eu acho que você quer me castigar… — novamente aquele tom miado como o som de uma gata manhosa, estava presente. —Porque você não me pune, bem...— cantarolou indecente, a última palavra. — forte e fundo!

Ele a induziu a curvar o tronco contra o painel onde antes estava sentada, de forma que os seios esmagaram-se molhando-se com os fluidos que jorraram de suas atividades, o rosto deitou-se sobre a superfície fria, de forma que seu traseiro se empinou para o inimigo e sua feminilidade foi penetrada sem aviso começando a ser perfurada assedentadamente.

— Você quer ser punida,é? — agarrou-a pelos quadris continuando a arremeter fundo e forte dentro dela, olhando para baixo e tendo a enlouquecedora visão de seu membro atolando tão fortemente que a bolsa testicular batia contra a vulva encharcada. — Eu vou te dar o que você quer. — chiou entre os dentes só conseguindo ouvir os gemidos obcenos da garota. — E vai ser com muita força.

E uma mão foi para os cabelos lilases os segurando com firmeza, enquanto a outra segurava-se na tênue cintura que mais parecia que se partiria a qualquer momento. Miyako até queria poder falar o quanto aquela invasão estava deliciosa quase a levando a mais um orgasmo, mas o atrito não a deixava formular nenhuma frase apenas gemer extasiada saboreando sua punição.

O gênio oras a estocava vorazmente hipnotizado com a visão que tinha, oras debruçava-se sobre ela sem deixar de se movimentar, mordendo-lhe as costas, nuca, e orelha, livrando´se das madeixas grudadas de suor.

— Você está gostando assim, não é? — mordia a orelha da inimiga, mantendo o ritmo que a fazia gemer melodiosa e sensual. — Você é uma garota muito insaciável, muito pervertida. — os gemidos de Inoue se tornavam mais manhoso, ela já conseguia sentir as queimações do seu orgasmo e com aquela voz rouca lhe provocando ao ouvido, enquanto escorregava indo e vindo deliciosamente dentro dela, não iria demorar para atingir seu ápice. — Está gostando da sua punição? Me diz.

— Oh! Kami...— foi tudo que ela conseguiu responder.

Kaiser tinha mais planos para a punição, novamente desfez o contato recebendo um gemido frustrado em protesto, o que só o fez alargar o sorriso. Puxou sua cadeira e a pegou ainda de costas sentando-se e encaixando-a em seu membro.

Miyako não controlou um grito demorado enquanto era invadida naquela nova posição, suas pernas foram bem abertas e ela sentiu como se seu útero fosse empurrado quando sua vulva colou-se a base.

— Você quer mesmo ser punida, não? — a voz do gênio saiu entrecortada de tanto prazer, as mãos agarraram a cintura exígua, começando a impulsionar os movimentos.— Vamos, mova-se. Senta com força, me mostra esse seu fogo.

A cabeça de Inoue girou, abriu os olhos minimamente notando o quanto suas lentes estavam gordurosas, embaçadas, não era possível ver quase nada, mas não era como se precisasse. Caprichou em atender as ordens do imperador e começou a subir e descer lentamente e rebolar com pressão na base, esfregando bem seu púbis e se deliciando com os gemidos masculinos.

— Ai, é tão delicioso, eu te sinto tão… tão fundo me dilacerando toda.— confessava extasiada.

— E você gosta assim? — as mãos masculinas desenhavam as formas da garota, massageando-lhe os seios, a boca beijando-lhe as costas, enquanto ela rebolava e se movia lenta e torturantemente o fazendo a sentir toda por dentro, canto a canto.

— Sim, você me enlouquece toda. — começa a intensificar os movimentos mais uma vez. — Eu quero tudo de você, quero muito!

Novamente as mãos do gênio seguram a cintura da garota e aceleram os movimentos a fazendo quase gritar, de forma que ela já sente sua boca seca a um leve ardor na garganta, fora o calor excessivo em seu corpo e a pegajosidade do contato entre suas peles.

— Você gosta assim, não é? — a fazia subir e descer de forma que seu membro passava queimando pelas paredes e batia fundo dentro dela freneticamente. — Com força, com muita força? — mas ela não respondia só sabia gemer escandalosa. Maldoso, Kaiser sabia que o corpo feminino estava começando a entrar em espasmos de mais um orgasmo, parando os movimento para ouvir as súplicas dela. — Responde. É assim que você gosta? — a segurou firme impedindo os movimentos.

Inquieta, aflita buscou forças onde não tinha para dar a maldita resposta, precisava alcançar seu ápice naquele momento. — Sim, eu gosto assim, continue por favor. — suplicou ansiosa.

Kaiser sorriu com a resposta, também já estava no seu limite e a segurou firme deixando-a se mover, dando a ela os movimentos desejados. Ela praticamente pulava sobre seu membro, sua feminilidade o engolindo vorazmente, os fluidos jorrando, os gemidos se propagando, o suor minando, os cabelos já molhados, escorridos, grudados e ela chegou antes e Kaiser pode senti-la esmagá-lo em seu núcleo enquanto o mesmo se contraia e convulsionou, acompanhando-a de pronto, seu pênis adensando e se adstringindo em espasmos e derramando-se junto com ela.

Ele a agarrou enlaçando os braços entorno da fina cintura, e gemendo contra as costas banhadas em suor, enquanto ela estremecia, amolecia, os dedos das mão e dos pés se contraíram e travaram e a boca permanece aberta.

Quando ambos respiraram fundo e relaxaram, a cadeira, que não suportou toda a brincadeira, se desmanchou os levando para o chão, resultando em uma crise de risos depois do choque.,Desfizeram o contato entre os corpos e se esparramaram no chão frio. Não estavam exatamente sem roupas, embora estas estivessem desarranjadas em seu corpos.

O contato dos corpos quentes com o piso frios foi refrescante a agradável, Miyako sorriu quase sem formas, mas era engraçado ver ao que se resumia agora o “todo poderoso Kaiser-sama”, completamente despido de sua máscara de superior, tão humano, assolado pela experiência torrida.

Ken estava em êxtase ainda, nem o frio do chão o refrescando, nem o quedar brusco da cadeira, nem as batidas aceleradas do seu coração tinha conseguido dissolver seu torpor, quando recuperou´se minimamente, puxou a amante contra seu peito a aconchegando.

— Hm, o todo poderoso Digimon Kaiser, não se importa em ficar jogado no chão sujo? — rouca e quase sem forças Miyako ainda era ela afinal, não iria deixar de caçoar do inimigo.

— Isso mesmo, ingrata, cuspa no prato em que comeu. — entrou no jogo dela. — E pra sua informação, meu chão não é sujo.

— Ah, não sei não, nos meus tempos de escrava isso aqui dava bastante trabalho. — objetou provocando.

— Era proposital, eu queria te ver toda furiosa. — devolveu a provocação a mesmo nível. — E aproposito, você está me devendo uma cadeira nova.

— É claro, porque eu quebrei essa sozinha, neh?

— A culpa foi toda sua, uma vez que eu estava aqui, inocentemente, te esperando para mostrar algo que eu já nem me lembro do que se trata, e você chegou quase me deflorando.

— Ah, deflorando? Coitado, tão indefeso, quase nem aproveitou.

— Ai meu Kami! — exclamou extasiado. — Isso foi...— procurou uma definição.— Não tenho palavras.— suspirou profundamente.

— Eu tenho. Estamos horríveis, precisamos de um banho urgentemente. — sugeriu a garota, em tom de espanto.

Ela não sentia-se envergonhada ou arrependida, saciada, sim, talvez um tanto louca e até julgava-se ter sido contaminada pela insanidade do amante. Sentou´se meio zonza e engatinhou até o sobretudo de Kaiser que jazia no chão, usou o tecido para tentar limpar suas lentes, mas em nada resolveu. Quando se virou para dizer algo ao rapaz, ele já estava se recompondo, o máximo possível.

Inoue sorriu com a visão de Kaiser com a camisa branca aberta, devido aos botões que ela arrancou, colada no corpo graças ao suor, os cabelos estavam grudados, molhados e o rosto ainda avermelhado. Em seguida ela olhou para si mesma, ajeitando a calcinha ensopada, que agora parecia gelada em contato com sua feminilidade, ergueu as alças da camisola e a desembolou, a mesma grudou-se no suor de sua pele.

— Senhorita. — levantou-se oferecendo a mão para ela, que recolheu o sobretudo e aceitou a ajuda para se levantar.

O gênio procurou por seu bracelete o encontrando em uma gaveta e o levando consigo, não se preocupando em colocá-lo. Enlaçaram os braços, mesmo com a sensação de incomodo pelo contato das peles meladas de suor, seguiram pelos corredores da base em direção ao quarto, pouco tinham o que falar, as memórias dos momentos anteriores ainda os faziam vivenciar sensações, trocando um riso cúmplices como crianças que acabaram de fazer uma travessura.

Ele estava tão admirado com o quão ousada ela era, em um país com uma cultura extremamente machista, onde as pessoas tratam sexo como um ato de procriação e as famílias não dialogam sobre o tema, pois nem os casados se sentem à vontade uns com os outros, eles romperam limites e alcançaram um novo grau de intimidade, ela deixou que ele a conhecesse um pouco mais sem medo de julgamentos.