Tua insistência em querer pisar nos teus semelhantes me enoja

Despejas veneno pela boca sem dar-se conta

Tuas palavras afiadas como facas, ferem mortalmente

Após o momento, faz-se de inocente

Querendo assumir um papel angelical

És a fonte de todo o mal

Carregas ódio, rancor e ressentimento em tua alma

Obrigas teus entes queridos perderem a calma

Para sentir-se superior a simplicidade

Não queres encarar a triste realidade

A juventude te abandonou há muito tempo

Sem um alento para repousar

Procuras no sofrimento uma forma de atacar

Do teu dicionário foi retirado a palavra gratidão

Me pergunto se ainda tens um coração

Abatido pela vida, queres de qualquer jeito voltar a ser jovem

Sem escapatória, és pego de surpresa pela tua memória

Ela também te abandonou

Esqueceste o amor no coração

Tua alma provará da verdadeira paz

Quando fores para a eternidade.

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