Notas iniciais
Oi gente bonita!
Milhões de desculpas pela demora para sair esse capítulo. A inspiração simplesmente sumiu de uma hora pra outra, mas agora aqui está. Espero que se divirtam e esperem a partir daqui muitas coisas ~quentes~ huhuhu. Enfim, boa leitura!

Capítulo 6. Mundo novo

A primeira solução que veio a tona em meio ao desespero foi encontrar um esconderijo temporário para Maka. Como a biblioteca era descomunal, foi simples colocar o plano em ação. Ela logo se apertou em um cantinho qualquer entre as estantes e Kid então disparou-se para fora do cômodo grandioso. Enquanto descia as escadas, respirava fundo e se preparava piscicológicamente pois deveria recepcionar as parceiras de forma mais natural possível. Quando as encontrou foi logo cumprimentá-las, tentando parecer tranquilo.

– Demorou pra descer, Kid! Aconteceu alguma coisa? — Liz perguntou, curiosa.

– Na-nada, eu só estava… — Ele fez uma pequena pausa, raciocionou severamente para encontrar alguma desculpa convincente e por fim anunciou. — …Arrumando meu quarto. Isso. Ele estava muito bagunçado, então fui arrumá-lo. — Sorriu amarelo, fingindo naturalidade, porém suando mais do que desejava fazê-lo.

Liz franziu o cenho, suspirou e estampou um sorrisinho discreto no canto do boca.

– Tudo bem então. Não queriamos te atrapalhar, pode voltar lá. A gente dá um jeito com as compras. — Ela concluiu e então sinalizou a ele com a mão para que voltasse para onde anteriormente se encontrava.
Ele agradeceu com alívio explícito em sua fala e disparou-se para longe das parceiras. Quando a imagem dele desapareceu da vista delas, Patty se aproximou do ouvido de sua irmã, colocando as mãos em volta da boca em uma tentativa de isolar o som.

– Ele não sabe mentir, né, mana? — Sussurou. Liz apenas sorriu e assentiu.

Kid voltou para a biblioteca e foi logo ao encontro de Maka.

– Como foi lá embaixo? — Ela indagou, tomada pela curiosidade e ânsia.

– Acho que deu certo… Ou não… É difícil dizer, estamos falando de Liz e Patty. — Falou, levemente agoniado.

– É… Bem, vamos considerar que deu certo. Nem tem nem como nos preocuparmos mais com isso, temos um problema maior agora. Como vou sair daqui despercebida? — A loira questionou. Ambos ficaram refletindo por alguns segundos, até que Kid de repente teve uma ideia que pareceu a ele engenhosa.

– Já sei! Espere aqui. — Ele instruiu e correu em direção a algum cômodo da casa. Em poucos minutos ele voltou com o Belzebub, o skate voador, em uma de suas mãos, com postura jubilosa. — Já falei para as meninas que meu pai me chamou para conversar e que deveria ir sozinho. E que iria com o Belzebub pois chegaria lá mais rápido. — Ele disse e ofereceu-lhe uma piscadela, explicitando as verdadeiras intenções dele.

A loira logo entendeu a finalidade do discurso inventado e concordou que poderia funcionar. Oras, havia janelas na biblioteca, haveria melhor maneira de fugir sem ser percebida do que aquela? Kid então subiu no objeto voador e Maka se acomodou atrás dele. Em pouco tempo eles estavam longe da mansão e atmosfera já esbanjava certa tranquilidade. Ele pousou no telhado de uma casa qualquer, próxima do lar de Black*Star e Tsubaki.

Desejava ainda conversar mais um pouco e se despedir com calma da amada e preferiu fazê-lo em um lugar onde provavelmente ninguém os veria, considerando que encostou o “veículo” em um ponto cego da visão de qualquer pedestres. Ambos se sentaram lado a lado e, para disfarçar constrangimento, evitaram ao máximo os olhares, e para isto, direcionaram a visão para o belo céu estrelado que coloria aquela noite escura e intensa.
Estavam, porém, de mãos dadas, uma forma que ambos encontraram de demonstrar na ausência de palavras uma aceitação mútua em aumentar a intimidade entre eles e, conseqüentemente, fortalecê-la progressivamente.

Aos poucos, ambos começaram a se sentir mais confortáveis com a presença do outro e passado um tempo já se encontravam aptos a conversar.

– Admito que nunca pensei que realmente conseguiria ficar desse jeito com você algum dia… — Kid comentou com um sorriso ameno estampado no rosto.

– É, eu também nunca tinha imaginado nós juntos.. Mas sabe, na verdade… Eu estou feliz que tenha acontecido — Ela sussurou de forma audível, o olhar direcionado para o chão.

Dizer que Kid sentiu-se feliz diante daquelas palavras seria diminuto para descrever qual foi realmente a sensação que ele vivenciou em pensamento naquele momento. Ele sorriu calorosamente para ela enquanto a olhava diretamente nos olhos com intensidade profunda, mostrando-a tamanha satisfação que ele agora experienciava. Diante disto, Maka sentiu um ardor subir-lhe o rosto, mas, como estava passível da timidez extrema, decidiu o olhar diretamente e devolver o sorriso recebido com outro ainda mais carinhoso e acolhedor, fazendo-o corar como nunca. Poderia no mundo existir algo mais dotado da perfeição do que aquela expressão angelical que diante dele estava?

– Não é justo, Maka. — Ele disse, colocando uma das mãos no rosto em uma tentativa de esconder o rubor descontrolado que agora ocupava as maçãs do rosto. Ela olhou-o com ar de indagação. — Você é tão linda… Por sua causa, vou ter que virar uma pessoa egoísta… Não quero dividir com ninguém tamanha perfeição… — Ele falou em tom doce. A loira sentiu-se constrangida por receber tamanho elogio, mas desejava responder àquele pedido.

– Não precisa se preocupar, Kid… Eu… serei sua se você quiser… — Ela murmurou baixinho, expressando leve timidez.

– Promete? — Kid indagou com seriedade, exigindo comprometimento. Ele se aproximou dela, o rosto dele estava muito próximo da face da jovem, os olhos dourados e exigentes do jovem a fitavam.

Ela apenas assentiu, um tanto constrangida todavia decidida a comprometer-se e, ao notar-se tão próxima do amado, fechou os olhos, ansiando o que desejava que viesse a seguir. Kid rapidamente compreendeu o que ela queria e então, afim de cumprir o requisitado, se aproximou ainda mais dela, até que os lábios dele foram suavemente pressionados contra os dela. Ambos então reduziram o mundo a eles e somente a eles, se concentrando agora em apenas satisfazer o desejo mútuo por se conhecerem ainda melhor.
A medida em que se aprofundavam nas carícias, a libidez da situação se tornava explícita. A vontade de continuar a experimentar era persistente e os dominava as estranhas. Kid avançou aos poucos o corpo até se encontrar totalmente colado ao dela. Tamanha era a volúpia da situação que o fazia cada vez mais se sentir luxurioso, fazendo-o instintivamente pressionar o corpo contra o dela, de forma que forçou-a aos poucos a se curvar. As sensações, dominadas pela lascividade, cada vez mais se intensificavam, o ardor insistia em percorrer-lhes o corpo. Porém, quando percebeu que estava avançando apressadamente, o jovem resolveu recuar. O mais sensato era fazê-lo, afinal, eles haviam acabado de entrar em uma nova dimensão do relacionamento e, além do respeito que devia a amada, era de acordo que ambos avançariam nas intimidades vagarosamente. A paciência, assim, devia persistir, para ambos os lados. Os jovens então se afastaram aos poucos e voltaram a conversar. A atmosfera logo foi tornando-se mais descontraída, até que, em certo instante, Kid recordou-se de algo importante.

– Aliás, senhorita… Está lembrada de uma certa aposta, aquela que fizemos antes dessa nossa última missão? — Ele perguntou, com um sorriso maroto no rosto. Ela rapidamente lembrou-se do que ele estava falando, ela havia perdido e estava pendente o que ela devia fazer para recompensá-lo. — Bem, eu já decidi o que eu quero! — Exclamou sorrindo.

– O que vai ser, então? — Maka indagou, temendo a resposta.

– Bem… Eu estava aqui pensando… Já te conheço há um bom tempo e sei bem que você nunca aceitaria que eu te desse algo sem você fazer ou dar outra coisa em troca… Então… O que vou pedir é que… aceite um presente meu. Eu.. Não comprei ele ainda, mas quando o fazer, quero que o aceite sem hesitar. — Ele concluiu, expressando seriedade no olhar. Maka o olhou e riu.

– Qua-qual a graça? — Ele indagou, confuso e um tanto encabulado. Ela então afagou a cabeça dele gentilmente e suspendeu o riso.

– Nada, eu só fiquei surpresa. É que.. Eu esperava você pedir para eu fazer alguma coisa que me fizesse passar vexame. — Ela explicou e levou uma mão na cabeça, mostrando-se encabulada.

– Eu.. não faria isso, Maka! — Ele afirmou.

– É claro que não… Você é completamente diferente do idiota do meu parceiro. — Declarou sem maldade (apesar do apelido “carinhoso” que foi denominado ao albino).

– Falando no Soul, Maka… Como ele está? — Kid indagou. Maka explicou a situação e o efeito verdadeiro do feitiço. Ele acompanhou a conversa com atenção. Terminadas as explicações, ela suspirou.

– É, e até agora não houve mudanças. Ele está como antes. Eu todo dia me sinto triste pela situação em que ele se encontra. E sabe, a rotina não é a mesma sem ele. Acho que estou com um pouco de saudades. — Disse, um sorriso solitário ocupava-lhe o rosto. Kid a olhou com expressão de cãozinho sem dono.

– Assim fico com ciúmes, Maka… — Ele declarou.

– Bobo. Não precisa. — Maka sorriu de leve e o afagou a cabeça.

– Mas, brincadeiras a parte… Espero que o feitiço seja revertido logo. Eu queria poder ajudar de alguma forma. — Ele disse, cerrando os dentes.

– Eu me sinto da mesma forma… — Maka comentou e então suspirou, claramente agoniada.

– O que podemos fazer por ora é esperar. — Kid anunciou e então envolveu o braço em volta das costas da loira, afim de confortá-la.

– Vai dar tudo certo, viu? — Ele falou com um sorriso ameno no rosto. Ela assentiu e o abraçou, em busca de segurança. Um tempo depois, ambos se afastaram, quando Maka recordou-se que deveria alertá-lo sobre algo.

– Kid, devemos tomar mais cuidado a partir de hoje, já que resolvemos ficar juntos. O Soul está sensível… Se ele nos ver, não sei o que aconteceria com você. Lembra lá na missão, quando houve aquele acidente e ele perdeu a cabeça? Imagina então se ele por algum infortúnio nos ver fazendo qualquer outra coisa juntos, e desta vez com os dois concordando em fazer… — Ela instruiu, um calafrio percorreu-lhe o corpo.

– Naturalmente. Não se preocupa Maka, é só sermos o mais discretos possível a partir daqui. Não se esqueça que nós dois temos sensibilidade a almas e podemos captar presenças. É só começar a prestar mais atenção, certo? Manteremos nossa relação em sigilo não somente dele, mas de todos os nossos amigos. Pelo menos enquanto o feitiço não for revertido é melhor que seja assim. — Ele explicou.

– Estou de acordo. Alias, Kid, é melhor eu ir para casa, está ficando tarde e não quero levantar suspeitas. — Disse.

– Entendo. Então… Nos encontramos amanhã na aula? — Ele perguntou.

– Ué, achei que era você que não era muito afim de assistir aulas… — Ela comentou com um sorriso maroto e olhar acusatório.

– Se for pra te ver, irei em todas as aulas e as assistirei inteiras, até o fim de meus dias na Shibusen. — Ele falou docemente e a afagou a face de forma gentil e carinhosa.

Ela respondeu com um sorriso encabulado. Por fim, despediram-se com um selinho e então Kid a levou em um beco próximo a casa de Black*Star. Ele permaneceu lá escondido até vê-la entrar em casa em segurança e assim feito foi voando com o Belzebub em direção ao lar, suspirando de amor, extasiado pelo sentimento tão sincero e prazeroso que ocupava-lhe o pensamento.
A viagem para casa, ao mesmo tempo que era dolorosa, por ser necessário afastar-se da amada (ainda que por pouco tempo), também era deleitável, pois as recentes recordações forneciam a ele uma disposição incrível de continuar a existir. Não era diferente com Maka, que pela primeira vez era capaz de ficar no mesmo ambiente com Black*Star e não dar a mínima ao que acontecia em sua volta.

Tsubaki, notando como a amiga estava avoada, aproximou-se dela discretamente, enquando Black*Star estava longe, parecendo estar coberta de curiosidade.

– Maka? Aconteceu alguma coisa boa? — Ela indagou com inocência.

– Não… é nada. Er… Preciso ligar para o Soul, ver como ele está… Com licença.- Desconversou, pois lembrou-se das condições impostas para a manutenção do sigilo da relação entre o casal rescém-formado e então direcionou-se ao telefone.

Ligou para o parceiro e ele naturalmente também, conhecendo tão bem a amiga, suspeitou da alegria que persistia em exalar explicitamente dela. Maka deu uma desculpa qualquer e, por sorte, Soul pareceu se convencer facilmente que não era nada de muita importância. Por sorte, ele parecia estar no momento estável, o que fez ainda mais a alegria da loira. Por fim, após uma longa conversa amigável e descontraída, a jovem finalmente se aprontou para descansar.

Aquela noite, tanto para Kid quando para Maka, certamente seria longa. Tanto a ansiedade quando o constrangimento não permitiram que eles dormissem tão facilmente. Porém, não era de todo ruim, afinal, quando finalmente descansassem, o dia de amanhã os traria um mundo novo e repleto de mistérios que deveriam ser aos poucos por eles desvendados.


Notas finais
É isso gente! Aos poucos quero desenvolver a relação entre eles. No próximo capítulo têm eles lá na Shibusen! Como será que eles vão se encarar? Hehe. Bem, o que acharam? Por favor comentem, estou sentindo falta de comentários nessa fic
:(
Até a próxima!