(In)fortúnio
2 A missão,1: Aloha, 'Uhane!
Notas iniciais
Atenção!
Aqui temos neste capítulo um Spoiler explícito sobre a história (mais ou menos algo que diz a respeito da metade do anime) então cuidado!
Enfim, divirtam-se.
Capítulo 2 – A missão, parte 1: Aloha, ‘Uhane!
- Bom, explicarei então os detalhes — Stein iniciou seu discurso, enquanto se balançava em sua cadeira giratória — Vocês partirão amanhã e a missão desta vez será no Havaí, em um pequeno vilarejo chamado ‘Uhane’ localizado na cidade de Maal. Parece que eles estão tendo problemas com um morador que anda se comportando de maneira... incomum, digamos. — Ele relatou, expressando seriedade em suas palavras.
- Incomum? Como assim? — Maka indagou.
- O que sabemos por enquanto é que o garoto está muito agressivo, relatado ainda como algo estranho à natureza dele. A solução temporária encontrada pelos moradores foi de trancá-lo em um quarto, visto que a situação parecia começar a sair do controle. Médicos tentaram ajudá-lo mas todos acabaram feridos. No momento ele se encontra em quarentena naquele quarto. Ninguém fazia idéia do que estava acontecendo com ele. Foi aí que a Shibusen entrou em ação. Após algumas pesquisas, obtivemos provas de algo suspeito por trás do ocorrido: Em relatórios foi descrita a existência de uma espécie de aura roxa cercando a alma do menino, algo completamente anormal. Os efeitos disto estão, por enquanto, em fase de análise. Algumas testemunhas comentaram sobre a presença de ondas alma poderosa surgindo no ar repentinamente e um minuto depois sumindo. A partir disto, formulamos a hipótese de que o comportamento do menino deve provavelmente estar relacionado a uma bruxa e muito provavelmente a uma bruxa específica, que obtivemos a informação de ser possivelmente a moradora da floresta próxima ao vilarejo. — Ele explicou. — A bruxa se chama Ampulae. Estamos quase isentos de informações a respeito dela, porém devo desde já adverti-los que ela poe ser perigosa e vocês não devem subestimá-la. Infelizmente, os feitiços dela ainda são desconhecidos. Sendo assim, tenham cautela. Vocês deverão descobrir quais os planos dela e confirmar seu atual paradeiro. Assim feito, devem executá-la. Já temos ameaças o suficiente neste mundo, não precisamos de mais uma. Estamos entendidos? — Ele Perguntou.
- Claro. Deixe com a gente. — Soul afirmou sorrindo, parecendo tranquilo. O resto do grupo assentiu. Terminadas as explicações os adolescentes foram até os respectivos lares para se preparem devidamente para a viagem.
No dia seguinte o grupo se encontrou no aeroporto localizado nos arredores de Death City em uma cidade vizinha.
- EU AMO O HAVAÍ! — Liz gritou entusiasmada. Ela estava vestindo uma camiseta estampada com flores coloridas e uma saia vermelha curta (A/N:Esteriótipo detected! Só faltou o colar de flores brega).
- Liz! Não estamos saindo de férias! – Kid exaltou e suspirou, envergonhado pela atitude da parceira.
- Sério Liz, que roupas são essas? — Maka cobriu o rosto com a mão, indignada.
- Vocês são dois estraga prazeres! — Liz resmungou, colocando a língua para fora.
Soul observava a cena se divertindo, Patty brincava em silêncio com sua nova pelúcia de girafa comprada em uma loja do aeroporto e Tsubaki se ocupava tentando manter Black*Star calado por alguns minutos.
- E então, gente... — Maka resolveu iniciar uma conversa — O que vocês acham desta missão? — Ela indagou, aparentemente incomodada.
- Por que pergunta? Está preocupada com algo? — Kid perguntou, notando o incômodo por parte dela.
- Estou apenas com um mal pressentimento. Intuição, sabe? — Admitiu.
- Fique tranquila, Maka. Nada vai acontecer — Soul colocou a mão no ombro dela em uma tentativa de confortá-la.
- Obrigada, Soul — Ela sorriu para ele.
- Você não precisa lutar, Maka! Deixe isso com o Deus aqui! — Black*Star gritava palavra egocêntricas como usual. Maka virou os olhos, indiferente. Minutos depois os passageiros foram convidados a embarcar.
- Hora de ir! — Liz exclamou ao ouvir o chamado e logo o grupo já se encontrava dentro do avião. Era a hora de decidir os assentos. Liz e Patty, Black*Star e Tsubaki sentaram juntos, naturalmente. Maka imediatamente anunciou em tom decidido que não sentaria ao lado de Soul.
- Por quê? — Ele perguntou, indignado.
- Porque eu te conheço bem. Você provavelmente irá roncar se dormir e eu realmente desejo tentar evitar escutar isso — Ela disse, expressando obviedade e frieza.
- Eu não ronco! Isso não é o tipo de coisa que caras maneiros fazem. — Ele protestou, sentindo-se ofendido.
- Reclame do que quiser, Soul, mas eu irei sentar com o Kid de qualquer maneira – Ela conlcuiu. A jovem já estava decidida.
- O SOUL VAI SE SENTAR SOZINHO, HEHEHE! BEM FEITO! — Patty exclamou, gargalhando. Soul balbuciou irritado.
Algumas horas depois Soul já estava dormindo e roncava ruidosamente, incomodando todos os passageiros do avião.
- Posso compreender o por quê de você se recusar a sentar ao lado dele — Kid comentou para a loira, explícitamente atormentado pelo ruído e arduamente tentando ignorá-lo. A rejeição de Maka por um assento ao lado do parceiro era, agora, mais do que compreensiva. Se na distância que eles se encontravam de Soul já era possível escutá-lo tão claramente imagine só se ela estivesse ao lado dele!
Após longas horas de viagem eles finalmente chegaram ao destino.
- Vocês vão na frente e eu vou acordar os três dorminhocos — Liz anunciou para Black*Star, Tsubaki e Patty, enquanto levantava-se de seu assento. Eles seguiram em frente e Liz primeiramente foi despertar Maka e Kid e , ao se aproximar deles, se deparou com uma cena melosa, típica de clichês românticos: Maka repousava a cabeça sob o ombro de Kid e a cabeça dele encontrava-se apoiada sob a dela. –Awwn — Ela murmurou docemente , encantada com tamanha fofurice.
“Eu PRECISO registrar esse momento”, Ela pensou enquanto remexia a mala em busca de uma câmera fotográfica. Encontrada a máquina ela logo tirou várias fotos dos dois em diversos ângulos e quando satisfeita, guardou a câmera que agora estava carregada de recordações vexaminosas!
“Um dia eu mostro isso pra eles!” ela observou em pensamento enquanto ria baixinho. Em poucos minutos Kid, Maka e Soul já estavam acordados e os quatro adolescentes foram ao encontro do resto do grupo.
Eles pegaram um ônibus para ‘Uhane e após trinta minutos de viagem já chegavam no vilarejo. Era aquele dotado de um cenário privilegiado: Pequenas casinhas de madeira posicionadas em frente a um azulado oceano, pessoas repousando em redes de balanço suspensas, cada uma destas sustentada por dois coqueiros robustos. Pouco quilômetros a frente era possível avistar uma extensa floresta recheada de árvores e arbustos que formavam combinações de tonalidades esverdeadas das mais diversas.
- Caramba! — Liz exclamou, fascinada com a belíssima vista com a qual ela de deparava — Que lindo! — Os olhos dela reluziam.
- Devo concordar com você. — Maka estava atônita diante de tamanha beleza.
- Eu preciso dizer: Esse lugar com certeza merece minha presença! — Black*Star anunciou. Tsubaki assentiu, maravilhada.
- OLHEM PARA ESSAS CASINHAS! — Kid apontou para uma, exaltado — ELAS FORAM CONSTRUÍDAS EM PERFEITA HARMONIA COM A SIMETRIA! — Ele anunciou, lacrimejando.
- Esse lugar é com certeza MANEIRO! — Soul disse, radiante. Todos concordaram que aquele lugar parecia bem interessante!
- E komo mai. Nou ka hale! — Um senhor de idade se aproximou, cumprimentando em uma língua peculiar. Ninguém compreendeu o que ele dizia, exceto por Kid e Maka que haviam brevemente estudado a língua local nativa antes da viagem.
- Ele disse: Pode entrar, a casa é sua — Ambos explicaram em coro. Soul levantou as sobrancelhas, surpreendido.
- Nossa, vocês são realmente dois nerds! — Ele brincou. Os dois apenas ignoraram o comentário.
- Aloha, senhor Alilil! — Maka cumprimentou o senhor docemente. — O professor Stein nos falou sobre o senhor. Você nos proverá um lar temporário e suprimentos, estou certa? — Ela indagou.
- É isso mesmo. Deixe-me levá-los a suas acomodações. Por favor, venham comigo — Ele educadamente pediu e assim o grupo o seguiu até o lugar.
Eles entraram em um pequena casinha de três cômodos: Quarto, banheiro e cozinha.
- Desculpe-me a pergunta mas... — Liz disse, relutante. — Nós ficaremos TODOS aqui? — Ela indagou.
- Desculpe-me se for pequeno, mas o vilarejo não é grandes coisas então não temos muito espaço sobrando.. É o que podemos oferecer por ora. — Ele explicou, constrangido.
- Não se preocupe! Era apenas por curiosidade. Fique tranquilo — Ela se apressou em responder.
- Bom, vou deixá-los se acomodarem devidamente. Por favor, me encontrem em trinta minutos na minha casa, que, a propósito, é a do lado (direito) desta. – O grupo assentiu. Ele se despediu e então saiu.
- VAMOS TODOS FICAR AQUI? É SÉRIO? – Liz exaltou assim que sentiu segura o suficiente de que o senhor não a escutaria aos berros.
- Pelo amor de Shinigami-sama! Nós todos teremos que aguentar os roncos monstruosos do Soul a noite INTEIRA! — Maka se desesperou.
- Eu já te disse que eu não ronco! — Soul anunciou teimosamente.
- SIM, VOCÊ RONCA! — todos exclamaram em coro.
Como sempre, ele resmungou algo sobre isso não ser “maneiro”. Kid revirou os olhos e suspirou.
- Teremos que aprender a conviver no mesmo quarto — Ele concluiu. Todos suspiraram em descontentamento, tentando conformar-se com a situação, exceto Black*Star que estava satisfeito e insistia que ficar no mesmo quarto que ele deveria é ser uma honra para todos. Todos simplesmente ignoraram a tentativa falha do menino de impor algumas bobagens.
Passados os trinta minutos eles deixaram a casa para encontrar o senhor Alilil. Ele explicaria em detalhes o que havia acontecido ali no vilarejo.
- Vamos começar então — Ele iniciou a conversa, enquanto se sentava em uma poltrona em frente ao sofá em que estavam acomodados os adolescentes.
- O pobre menino que está causando problemas chama-se Hinomaru e deve ter a idade de vocês, mais ou menos. Ele vive aqui desde o dia em que nasceu... Os adolescentes aqui, em uma certa idade, passam por uma espécie de ritual de iniciação da vida adulta e uma das tarefas é pescar ou caçar e entregar a caça para o chefe alfa daqui, que é, no caso, eu. Esta caça serve de jantar para os moradores. Ele desejou realizar essa tarefa na floresta. Algumas horas depois ele voltou, demorando mais do que o esperado por mim e meus companheiros, que organizamos o ritual dele. E ainda, ele voltou sem nenhuma presa. Logo percebemos que... digamos... ele não era exatamente a mesma pessoa que entrou naquela selva. — Ele falou com tristeza explícita em seu tom de voz.
- Como assim? — Kid indagou, atento as explicações.
- Primeiramente, parecia depressivo e um pouco assustado. Ele murmurou algo sobre ser uma pessoa inútil e nos ignorou completamente, dirigindo-se diretamente a casa dele. A princípios não o seguimos pois pensamos que era apenas um sentimento temporário, resultante do fracasso nele na caçada. Iríamos deixar ele descansar o resto da noite para tentar novamente no dia seguinte. Tudo parecia correr bem, porém, horas depois daquilo, eu e alguns moradores ouvimos um grito agudo originado da casa dele. Sem pensar duas vezes, corremos direto até lá para ajudar com seja lá qual fosse o problema. Quando chegamos, nos deparamos com uma cena anteriormente impensável por nós: O menino estava segurando uma faca e a apontava para a própria mãe, ameaçando atacá-la. Não conseguimos, a princípio, acreditar naquilo! Ele era um bom menino, uma ação daquelas não seria nada natural vindo dele... Nós tentamos arrancar a faca da mão dele, enquanto ele se debatia e xingava a pobre moça, que chorava descontroladamente. Até hoje ela se encontra em estado de depressão devido a situação do filho. Depois ela relatou para nós o motivo do menino ter reagido daquela forma. Me parece que ele estava prestes a pegar um salgadinho no armário e ela apenas disse para que para não ficar só comendo porcarias e tentar jantar de vez em quando. Algo tão banal... Mas o menino de repente saiu do controle e pegou a faca e então a ameaçou. Enfim, depois de tirarmos-a dele, o jovem se acalmou por uns instantes. Achávamos que não aconteceria de novo, mas aqueles acessos de raiva depois foram ficando cada vez mais frequentes, até que não conseguindo mais contê-lo e fomos obrigado a trancafiá-lo no quarto dele. Ele estava enlouquecendo! — Alilil exaltou e então suspirou para se acalmar, a tristeza explícita em suas palavras. Assim que sentiu-se pronto, continuou a explicar — Tentamos pedir ajuda a médicos nada deu certo. Ele piorava cada vez mais e nós estávamos temendo o pior. Até que um pessoal apareceu e nos ofereceu ajuda, nos disseram que iam analisar a situação e mandar profissionais para tentar cuidar do problema. Eu, apesar de não conhecê-los, como protetor alfa e desesperado por suporte, decidi aceitar a ajuda. Eles examinaram o menino, circularam pelo local recolhendo amostrar e então me instruíram e lhes receber e explicar a situação devidamente. E agora aqui estou eu — Ele concluiu. — Vocês podem ajudar de alguma forma? — Ele indagou, esperançoso.
- Tentaremos fazer o possível. Primeiramente, precisamos ver o menino — Kid instruiu.
- Venham comigo — Alilil disse e os levou até a casa de Hinomaru.
- Com licença, Sra. Kapu, — Alilil requisitou educadamente, adentrado o cômodo principal — Estamos aqui para ver seu filho. Essas pessoas talvez possam ajudá-lo — Ele explicou em voz suave.
- Você disse o mesmo nas últimas vezes, não? Gostaria que isso fosse verdade. Mas que seja, vão em frente. — Ela falou com uma voz vazia e visivelmente depressiva. Ninguém ousou dizer uma palavra, apenas seguiram para o corredor que dava para o quarto de Hinomaru. Eles pararam em frente a porta e indagaram quem iria entrar para examinar o menino. Fazê-lo todos de uma vez não seria uma boa ideia, poderiam assustá-lo.
- Eu vou — Maka anunciou decidida. Soul propôs acompanhá-la, por segurança. Ela concordou com a proposta e então ambos entraram no quarto, fechando a porta e acendendo a luz que se encontrava anteriormente apagada.
- Hee, Hee! — O menino balbuciava vocábulos incompreensíveis. Ele estava na cama em posição fetal e olhanva vagamente para o teto. Era perceptível o arregalo e a vermelhidão nos olhos. Ele parecia estar rindo de forma bizarra e maliciosa.
-Eu posso ver, Soul — Maka anunciou. — O arroxeado em volta da alma dele. E no meio da alma só há escuridão. A cor de uma alma saudável é azulada.... Isso é bem perturbador — Ela disse, relativamente trêmula.
- Loucura — Soul rapidamente concluiu devido aos sintomas do menino. Ele colocou a mão no ombro dela, afim de acalmá-la.
- O qeu voceius tão fzend aqiu? SAIAM! — O menino disse, embaralhando palavras e apontando para Soul e Maka. Ele de repente se levantou e começou a se aproximar dos dois, balançando-se de um lado para o outro e rindo de maneira bizarra. — Eu vuo mtar vocês! — ele exaltou e ameaçou levantar-se para atacá-los. Como a situação só pioraria se permanecessem ali eles rapidamente saíram do quarto e fecharam a porta.
- E então? — Liz perguntou impaciente. Maka estava tão chocada que se manteve calada. Soul olhou para Liz como se dissesse algo.
- Eu explico depois — Ele então direcionou o olhar ao senhor Alilil — Se nos der licença, nós iremos caminhar ao redor do vilarejo enquanto discutimos sobre a situação do garoto. Tudo bem? — Ele perguntou, educadamente.
- Usem todo o tempo necessário — Alilil assentiu, compreensivo. Eles então saíram da casa para caminhar e discutir.
- O que aconteceu lá? — Liz perguntou.
- A loucura aconteceu — Soul disse, seriedade explícita no olhar. — Mas não está espalhando naquele garoto de forma lenta como o natural, na situação em que o mundo se encontra atualmente. Parece que algum feitiço da tal bruxa Ampulae pode ter certa ligação com essa infestação na alma dele. Ela está cercada por uma aura roxa, que é estranha ao corpo dele. E como Maka disse, a própria alma já não é mais azulada, está negra. Isso indica loucura. — Soul explicou.
- Talvez esta aura está forçando ou servindo de catalisador para infestação? — Kid sugeriu. — Talvez. Só descobriremos perguntando diretamente a tal bruxa. — Ele concluiu.
Enquanto isso, Maka se encontrava pensativa, alheia à conversa.
- Poderia vir comigo por um instante, Maka? — Soul solicitou e puxou-a gentilmente pelo braço. Ela assentiu e então ambos se afastaram um pouco do grupo para conversar em particular. — Aconteceu algo semelhante conosco quanto lutamos com Chrona, não? — Soul murmurou a ela em segredo.
- Sim, exceto pela parte do sangue negro, que parece não se manifestar nele. — Ela respondeu.
- Como imaginava. Vamos voltar — Ele concluiu e então voltaram para perto do resto do grupo.
- O que houve? — Black*Star perguntou, curioso.
- Nada demais — Soul respondeu. Black*Star apenas aceitou a resposta, assim com Kid, Tsubaki, Liz e Patty, consideradas as circunstâncias.
- Bom, vamos procurar pistas que possam levar à bruxa — Tsubaki disse, quebrando o silêncio.
Eles passaram um tempo rodeando o vilarejo em uma busca infrutífera por pistas. Devido aos falhos resultados, decidiram procurar quaisquer indícios dentro da floresta onde vivia a bruxa. A mata era de beleza vívida e exuberante, cercada por enormes coqueiros e outras belas espécies de árvores. O ar exalava um odor floral e os pássaros assobiavam canções da natureza. O grupo se maravilhou com o ambiente que os cercava. Eles exploraram a selva arduamente porém encontraram dificuldades em conseguir pistas que colaborassem para um resultado. Ao sol poente já estavam isentos de energia e então decidiram parar a busca e continuá-la somente no dia seguinte. Quando eles estavam a um passo de entrar na casinha temporária na qual se acomodaram, a sensação repentina das ondas de alma de uma presença bruxolesca foi imediatamente detectada por Maka e Kid.
- Vocês estão sentindo? — Ela perguntou, alerta.
- Sim, é uma bruxa. — Kid confirmou as suspeitas dela.
Soul, Liz, Patty e Tsubaki se transformaram em armas e foram logo para floresta, Kid com seu Beelzebub, Maka e Black*Star correndo agilmente para acompanhá-lo. “Que aura densa e carregada.”, Maka pensou preocupada enquanto se dirigia rapidamente à fonte de tamanho poder.
Eles adentraram novamente a densa floresta que haviam há pouco saído e alguns passos foram o suficiente para eles se depararam com a proprietária da alma que os atraia. A bruxa era magérrima, tinha cabelos negros longos e olhos avermelhados, vestia um vestido colado de cor verde esmeralda metálico e calçava um salto de bico fino preto. Ela sorria maliciosamente e aparentava já aguardar a chegada do grupo.
- Finalmente estão aqui. — Ela anunciou calmamente.
“Desde quando ela percebeu nossa presença?” Kid pensou, cerrando os punhos, com uma ânsia explícita.
- É você que está arranjando problemas por aqui? — Maka questionou, raivosa.
- Direto ao ponto, hem? Isso importa? — Ela indagou, parecia estar se divertindo.
- Fale de uma vez, bruxa ou eu vou acabar com você agora mesmo! — Black*Star ameaçou, irritado.
- Que criança mais ousada! Se querem tanto saber, eu direi. Mas antes, terão que me derrotar — Ela provocou.
- Isso vai ser fácil, fácil! — Black*Star exaltou convencido e logo tentou uma primeira rápida investida. A bruxa desviou facilmente. Ele tentou acertá-la com outros ataques-relâmpago, sem sucesso. Ela então socou a cara dele e o mandou pra longe.
- Deixa comigo, Black*Star. — Kid disse e então começou a atirar com suas pistolas. A bruxa desviou das balas. Maka também tentou atacá-la, em vão.
- Isso tá chato! Vou deixar essa luta um pouco mais divertida. — Ela maliciosamente sorriu — Whasapa Ulex Apulicidae. — Ela pronunciou de olhos fechados. Em ligeiros segundos, uma aura púrpura pôs-se a rodeá-la.
- Um feitiço! Cuidado pessoal, não vai dar tempo de contra-atacar! SE AFASTEM! — Kid alertou, já tomando distância da bruxa.
Maka começou a se afastar mas, por descuido, tropeçou em um galho e caiu no chão. Ela tentou se levantar mas por infortúnio havia perdido muita velocidade e já não era mais possível desviar da neblina púrpura que se aproximava dela em uma velocidade monstruosa, os atingindo.
- Eu vou voltar! Quem sabe na próxima teremos uma luta mais divertida? — A bruxa anunciou e rapidamente sumiu dali, escondendo a presença. Não houve tempo nem rastros o suficiente para alguém do grupo a perseguir.
- MAKA! — Kid gritou desesperado e rapidamente correu até ela para ajudá-la.
Notas finais
Algumas curiosidades sobre a história:
1. Uhane significa alma em havaiano. Aloha é Olá, como devem já saber.
2. A língua nativa no Havaí, obviamente, é o Havaiano. Mas devido a questões de colonização, a língua oficial é o inglês.
3. Não usei a cidade de Honolulu, capital do Havaí, porque acho muito clichê. Essa cidade de Maal citada é fictícia.
4. Eu estimei um tempo de voo pro Havaí. Não me perguntem se está certo ou errado porque eu não tenho certeza! Hehe.
5. O nome da bruxa, Ampulae, assim como a citação do feitiço dela, deriva de uma mescla do nome popular e científico da vespa Ampulex Compressa. As bruxas em Soul Eater geralmente possui um animal-referência. O da Ampulae é essa vespa. Se sentir curiosidade, pesquise um pouco sobre esse interessante animal. (:
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