(In)fortúnio
3 A missão, 2: O que está acontecendo comigo?
Notas iniciais
Antes de tudo, um AVISO IMPORTANTE:
Considerem esse enredo acontecendo no meio da história do anime. E cuidado porque contém, de certa forma, SPOILER!
Ofereço a vocês o resumo desse capítulo em apenas quatro palavras: ESTOU SENTINDO UMA TRETA!
HAHA, enfim, sei que ninguém riu (só eu) mas eu precisava dizer.
Tenham uma boa leitura (:
Capítulo 3 – O que está acontecendo comigo?
– MAKA! — Kid gritou desesperado e rapidamente correu até ela para ajudá-la. – Por favor me diga que você está bem — Ele disse preocupado enquanto se aproximava.
– Eu tô bem, eu acho... — Ela se examinou em uma busca infrutífera por qualquer indício de traços incomuns. O corpo, assim como a alma, pareciam intocados. Ela se perguntava se o feitiço havia mesmo a afetado.
– Tem certeza? — Kid aproximou o rosto do dela a fim de procurar qualquer ferimento.
– Kid... — Maka murmurou enquanto uma vermelhidão tomava conta do rosto dela. Ele logo notou que as faces de ambos estavam muito próximas entre si e corou infinitamente, se afastando com rapidez.
– Desculpe — Ele sorriu timidamente.
– Não tem problema — Ela respondeu, acanhada. Eles se mantiveram alguns segundos em um silêncio embaraçoso.
– É sério Maka! Não precisa se preocupar comigo, eu tô bem! — Soul anunciou de repente, ruvinhoso, interrompendo o momento. Ele aparentava estar com o corpo e alma intocados também.
– Mas que notícia maravilhosa, hem? – Kid provocou, revirando os olhos. Ele ficou irritado devido a essa interrupção desnecessariamente irônica de Soul.
– Eu não estava falando com você, ô engomadinho. Vá a merda. – Soul vociferou.
– Quem você pensa qu- Kid estava prestes a responder no mesmo tom agressivo quando Liz o interrompeu, apoiando a mão no ombro dele, para acalmá-lo.
– Deixa pra lá, Kid. – Ela disse.
– Tanto faz. Tô indo para casa. – Kid falou e então saiu balbuciando insultos, tentando conter a raiva. O resto do grupo preferiu ficar quieto e seguí-lo, exceto por Maka, que resolveu ficar para tentar entender qual a razão de tanta agressividade por parte do parceiro.
– Isso era mesmo necessário, Soul? — Ela questionou, irritada.
– Foi ele que começou. — Ele respondeu em tom grosseiro e sem nem mesmo olhar para ela.
– Normalmente você ignora essas besteiras! Você tá assim porque a gente falhou hoje? — Ela perguntou, preocupada.
– Não é nada desse tipo, Maka. Eu só estava afim de xingá-lo, só isso. — Ele disse despreocupadamente. Ela bufou insatisfeita com a resposta mesquinha. Ele então a olhou, exalando uma repentina irritação.
– Espera aí, você tá defendendo ele, é isso? Que gracinha — Ele pronunciou, em tom irônico. — Sério Maka, me deixa um pouco sozinho, vai embora. Por que não acompanha o Kid, vá se agarrar com ele ou fazer o que bem entender junto com ele? Não é isso que você quer? Adivinha só... Você está livre pra ir! Vai logo, vai. — Ele disse, aumentando o tom de voz.
– S-soul, por que você tá falando desse jeito comigo...? — Ela perguntou, se sentindo um pouco intimidada diante repentina exasperação por parte dele.
– VAI EMBORA MAKA! — Ele vociferou. Kid e os outros olharam pra trás ao escutaram o berro a fim de entender o que estava acontecendo ali.
– Idiota! — Maka vociferou a Soul, tão irritada quanto chateada e correu chorando em direção a casa temporária do grupo.
– O que esse babaca fez agora? — Kid resmungou, extremamente irritado.
- Espere, Maka! — Ele a chamou mas não obteve resposta e então correu atrás dela para alcançá-la.
Liz, Patty, Black*Star e Tsubaki resolveram ficar onde estavam pois muita gente só iria incomodá-la naquele momento. O mesmo valia para Soul que estava alterado por alguma razão e precisava de algum tempo sozinho. Neste ponto, ele já estava longe, em algum lugar no meio da densa floresta, refletindo sobre a atrocidade que havia cometido.
SOUL’S P.D.V
Alguém me mate, por favor. Que merda foi essa que eu acabei de fazer? Eu gritei e falei coisas desnecessárias para a menina que eu amo. Eu a fiz chorar... Isso não foi nada maneiro, eu sou mesmo um idiota. Mas que merda... O que eu faço agora?
– Você está perdendo aquela garota para o filho do Shinigami, não está? A razão disso é óbvia: ele é mais forte que você. Permita-me lhe ajudar com isso. Posso lhe oferecer poder. Assim, logo sua querida parceira correrá rapidinho para os seus braços.-
(A/N: Usarei –text here- para representar as falas do Little Ogre, o demônio que vive dentro do Soul.)
– Quem é que... — Questionei a mim mesmo... Ah, essa voz. A criatura que me atormenta toda hora. Achei que só conseguia te ouvir em momentos de ressonância com a Maka. Por que consigo te ouvir agora? –Indaguei curioso.
–Não é natural? Eu faço parte de você. Mas isso não importa agora. Apenas aceite minha proposta e tudo ficará perfeito para você! -
Eu ri das besteiras que a criaturinha estava dizendo
– Pfeh! Aí está você falando idiotices, como sempre! Gostaria que me deixasse em paz, se não se importa. Eu pretendo fazer as coisas do meu jeito. Sério, vá embora, as pessoas vão começar a achar que eu sou louco se me verem falando sozinho! — Falei.
– Mas a insanidade não é ruim, meu caro. A razão, sim, é prejudicial. É característica dominante dos medíocres e debilitados. Não creio que seja desejo seu ser um destes seres fraco a vida toda. -
– Eu não sou fraco. — Apenas comentei. Eu estava tentando não ceder a provocações dele.
– Se não é, diga-me então: por que foi incapaz de proteger sua parceira mais cedo? -
Cerrei os dentes diante de tal pergunta. Eu não tinha uma resposta.
– Que tal parar de ser tão irritante? — Anunciei, já irritado.
– Vê? É por isso que lhe digo. Mas não é preciso que as coisas funcionem assim. A realidade não é necessariamente amarga. É um processo íntimo e mutável. Alimente-a com o combustível certo e verá resultados. E é para isso que estou aqui. Eu sou a fonte e cabe a você me aceitar. Você deve refletir sobre isso. -
– Não enche. — Ordenei. Minha cabeça já estava doendo.
– Vamos, aceite. Logo eu... quer dizer, você terá controle sob a situação. Invista no poder. Deixe-me guiá-lo pelo caminho da escuridão que lhe é o mais conveniente. —
O demônio estava me incomodando demais, mas, por um ínfimo momento, devido a um motivo inexplicável, acabei aceitando as sugestões dele.
– Quer saber? Dane-se! É isso que você quer? Beleza. Me diga o que devo fazer — Eu disse, sorrindo maleficamente. Algo parecia tomar controle da minha consciência naquele momento. Eu estava ignorando a lógica. Eu podia sentir a excitação do demônio mesmo sem vê-lo, mas a felicidade dele não durou muito porque logo me dei conta do que eu havia dito e retomei a minha consciência.
- Mas... Que merda que eu tô falando? Volta pro inferno, criaturinha irritante! Me deixa em paz!- Exaltei e então a presença dele sumiu de repente da minha mente. Agora eu estava em paz comigo mesmo. Ao menos, achava que estava. O que estava acontecendo comigo? Porque eu cai nos joguinhos dele? Eu só queria esquecer tudo aquilo... Talvez eu deveria apenas pedir desculpas a Maka pela minha grosseria. Ela vai me perdoar. É, é isso que eu iria fazer.
GERAL P.D.V
Maka se atirou em uma das camas. Ela estava chorando e fungando constantemente. Kid logo a alcançou, se aproximou e começou a afagar os cabelos dela gentil e suavemente afim de confortá-la.
– Por favor não chore — Ele murmurou baixinho, entristecido. Ela levantou a cabeça para o olhar, algumas lágrimas escorriam pelo rosto dela.
– As vezes ele é tão cruel comigo, sabe? — Ela falou, gaguejando sílabas devido ao choro, então o abraçou, em busca de conforto.
Ele corou, envergonhado, porém logo aceitou o caloroso abraço. Eles se mantiveram naquela posição por um tempo, em silêncio. Ambos desejavam que aquele momento durasse para sempre.
Quando ela se acalmou, eles se afastaram um pouco.
– Ele provavelmente estava irritado por perder a luta e eu ainda fiz a idiotice de provocá-lo. Dê a ele um tempo que ele irá se desculpar. — Ele sorriu e então se deparou com olhos esmeralda brilhantíssimos.
“Que belos olhos” o jovem pensou consigo, admirado. “Espera, não é hora de pensar nisso!” ele chacoalhou a cabeça de leve afim de espantar os pensamentos.
– Quer saber? — Kid disse de repente, parecendo animado. — Vamos nos distrair pra esquecer tudo isso. Quando o pessoal chegar a gente joga algum jogo! Que tal? — Ele sugeriu.
– Parece divertido — Maka respondeu sorrindo. Kid sorriu de volta. Momentos de silêncio depois disso ele correu o olhar pelo rosto dela e percebeu que uma única lágrima estava prestes a escorrer dos olhos da loira.
Então, de repente, o jovem aproximou o rosto do dela, agora expressando seriedade, o que a fez corar. Ele estava a olhando nos olhos, analisando-a, de perto. “Hã? Ele vai... me beijar?” Ela indagou em pensamento, encabulada. Mas o que ela deveria fazer em uma situação daquelas? As expectativas não duraram muito porque pouco depois daquilo, Kid apenas limpou uma lágrima. Nada além daquilo. "Ah, era só uma lágrima. É claro. Já devia imaginar que não sou lá o tipo dele.” Ela pensou, sentindo-se tanto aliviada quanto desapontada.
– Maka, eu não quero vê-la chorando nunca mais. — Ele anunciou, sério. Ela sorriu timidamente. — Vê? Você fica no mínimo infinitas vezes mais linda sorrindo — Ele a elogiou e então pousou a mão suavemente sobre a bochecha dela, o que a fez enrusbecer.
– Obrigado, Kid — Ela disse e então os olhares despropositadamente se encontraram. Foi quando notaram o quão próximos entre si seus rostos ainda estavam.
– Kid... — Ela murmurou baixinho e ambos coraram.
– Maka... — Ele sussurrou o nome dela em tom delicado, acompanhando um repentino desejo implícito de tê-la naquele momento.
Logo, provavelmente sem plena consciência de seus atos, Kid começou a se aproximar cada vez mais da jovem, encurtando ainda mais a já pequena distância entre eles. Ela pareceu aceitar, fazendo o mesmo. Uma sensação fervorosa mesclada com ânsia de repente os dominou as entranhas, a fervura via-se fluindo por todo o corpo e não oferecia uma trégua. Por fim, um intenso desejo de ambos os lábios se tocarem se mostrou recíproco. Os corações palpitavam velozes e a sensação de quentura se intensificava a cada movimento da aproximação. Os lábios estavam prestes a se encontrar quando repentinamente um barulho de porta rangendo ecoou no quarto, interrompeu o momento e os surpreendendo, fazendo-os bruscamente pular assustados para direções opostas. A primeira reação de ambos foi o susto porém logo estavam fingindo que nada havia acontecido ali, forçando expressões tranqüilas.
– Black*Star está aqui pra te alegrar, Maka! — O garoto do cabelo azul entrou já berrando, frenético.
– Estamos interrompendo algo? — Liz perguntou enquanto entrava no quarto.
– N-não, estávamos apenas conversando — Kid respondeu, tentando mentir da forma mais natural possível. Ambos estavam bastante vermelhos.
– Entendo — Liz aparentou desconfiada, mas fingiu estar convencida pela resposta.
– Você está bem, Maka? — Tsubaki perguntou com preocupação.
– Eu estou bem agora, Kid me ajudou a ficar calma — Maka respondeu sorrindo. Tsubaki se sentiu feliz por isso e agradeceu Kid em pensamento por fazer a melhor amiga se sentir melhor.
O grupo passou um tempo jogando qualquer coisa e mais ou menos meia hora depois Soul chegou. Todos se mantiveram em silêncio quando ele adentrou o quarto.
– Você poderia vir comigo por um momento, Maka? — Ele pediu, um pouco acanhado devido aos olhares perfurantes direcionados a ele.
Maka, conhecendo o parceiro melhor do que ninguém, decidiu acompanhá-lo, percebendo que era agora seguro ter uma conversa tranquila. O resto do grupo confiou na decisão dela. Eles foram até o pequeno jardim na frente da casa.
– Eu queria pedir desculpas — Soul murmurou em baixo volume. Ele parecia arrependido.
– Não precisa pedir desculpas, Soul — Ela disse e então de repente o abraçou.
Era aquele um verdadeiro abraço de urso: Macio e acolhedor. Ele pareceu surpreso e corou infinitamente. Primeiramente ele hesitou em corresponder ao abraço mas, ao sentir aquela sensação gostosa e calorosa proveniente da garota amada que o envolvia, não resistiu e logo cedeu. Palavras não eram mais necessárias e envoltura íntima existente naquele gesto carinhoso já foi o suficiente para Soul se sentir melhor e, acima de tudo, perdoado. Maka tinha consciência que ele tinha os motivos dele e simplesmente perdoou o tão querido parceiro.
– Por que eles estão demorando tanto? — Kid indagou demonstrando impaciência.
– Por que você se importa? — Black*Star questionou.
– Talvez ele esteja com ciúmes — Liz disse, soltando um risinho discreto.
– Kid e Maka, embaixo de uma árvore, se b-e-i-j-a-n-d-o! — Patty cantarolou infantilmente.
– Isso é sério, cara? — Black*Star perguntou, com ingenuidade. Kid corou infinitamente.
– Eu não estou com ciúmes! Não é nada disso. Só estou preocupado. Vocês sabem, o Soul pode surtar de novo e falar besteira pra ela. — Ele tentou mentir.
– Você não é bobo, Kid. Você sabe que ele não faria isso duas vezes seguidas — Liz disse e então sorriu.
– Por acaso você está insinuando alguma coisa? — Kid questionou, desafiando-a. Obviamente, ele sabia a resposta.
– Não, não! Eu estou falando besteiras, Sr. Simetria. Desculpa aí! — Liz disse em tom brincalhão e atou as mãos em sinal de rendição. Ele ignorou a provocação e torceu para alguém mudar de assunto. Neste exato momento Soul e Maka entraram no quarto.
“Salvo pelo gongo!” Kid pensou, aliviado.
– E então, se acertaram? — Tsubaki perguntou, um tanto preocupada.
– Sim. — Soul respondeu, sorrindo. — Foi mal por antes, Kid — Ele anunciou, olhando para Kid com expressão de arrependimento.
– Já passou — Kid respondeu, sereno.
O clima logo tornou-se descontraído e o resto da noite foi baseada em alguns jogos e, quando a hora de dormir chegou, em o grupo tentando conter o ronco monstruoso do Soul para ser possível dormir.
O dia seguinte começou tranquilo. Eles não sentiram nenhuma presença estranha, a situação de Hinomaru estava estável e o chefe do vilarejo os ofereceu um período de descanso. O único problema naquele dia foi a saúde de Soul que o deixou debilitado, ele acordou com um pouco de febre e decidiu permanecer na cama em repouso. Apenas Maka ficou acompanhando ele, sentada ao lado da cama em que ele estava deitado. O resto do grupo havia saído.
– Você vai ficar bem aqui sozinho, Soul? — Maka perguntou, preocupada com o parceiro.
– Eu só estou um pouco cansado, relaxa — Ele disse, sereno, com olhos pesados e cansados.
Ela colocou a mão dela sobre a testa dele pare medir a febre ao mesmo tempo que aproximou o rosto para analisar o quão cansada estava a expressão dele, o que o fez se embaraçar. A vermelhidão, que já era coloração dominante nas bochechas dele devido ao fervor da febre, aumentou expressivamente devido as ações dela.
– Você não está mais com febre — Maka disse e suspirou aliviada. — Isso é bom — ela então sorriu serenamente para ele. Ele corou ainda mais.
– Você pode ir com o pessoal, assim que eu melhorar um pouco eu te alcanço — Soul anunciou, tentando se livrar do momento embaraçoso, antes que ela notasse qualquer coisa.
– Tudo bem... Por favor melhore logo — Ela disse e então saiu do quarto.
“Eu não sou bom o suficiente para ser o parceiro dela... Eu já fui um cara legal, agora veja minha situação: Primeiro eu grito com ela, agora sou um inútil descansando em uma cama por causa de nada” Ele pensou e suspirou, depressivo.
“Não, espera!” Ele chacoalhou a cabeça afim de espantar os pensamentos “Por que pensamentos tão depressivos? Eu não era, eu SOU um cara legal.” Ele concluiu e por fim fechou os olhos e resolveu focar o pensamento em nada.
Assim que Maka saiu da casa ela se deparou com Kid, que estava sozinho no jardim.
– Oi Kid, cadê os outros? — Ela indagou enquanto se aproximava.
– Ah, oi Maka! — Kid fechou o livro que estava lendo e a cumprimentou assim que notou a presença dela. — Eles foram comprar um refrigerante em uma lojinha por aí. Eu não quis ir porque queria ler meu livro. — Ele explicou, indiferente.
– Desculpe se te interrompi. — Maka disse, embaraçada.
– Sem problemas. É sempre um prazer conversar com você — Ele respondeu gentilmente.
Eles então permaneceram por alguns minutos em silêncio admirando a paisagem. Em terra, grãos de areia refinados eram banhados pela água salgada. Em mar, a beleza azulada marinha refletia os raios solares com movimentos graciosos.
– Então — Maka quebrou o silêncio. — Parece que eu não fui afetada pelo feitiço...- ela comentou.
– Sim, isso é bem estranho. Mas... — Ele se interrompeu e refletiu por alguns segundos. Maka o olhou em dúvida. — Acho que o Soul foi afetado. Não deve ser coincidência essa mudança de comportamento da parte dele... — Kid concluiu.
– Mas eu vi a alma dele! Não havia sinal de vestígios roxos a envolvendo! — Maka falou, começando a se desesperar.
– O processo pode ser lento, Maka... — Ela então começou a andar em círculos, forçando o raciocínio.
– Que merda... — Ela falou e então acelerou o passo.
– Calma, Maka! Ficar assim não vai ajudar! — Kid solicitou ao ver a inquietação da loira. — Para de andar desse jeito — Ele então a puxou pelo braço para contê-la. Porém, nesse instante, ela tropeçou por um descuido qualquer e ele, que estava a segurando, foi junto, caindo em cima dela.
– Maka, acho estou um pouco me- Soul se interrompeu ao ver os dois naquela posição sugestiva. — Que merda é essa? — Ele retoricamente perguntou, já exalando irritação.
– Não é o que parece, Soul — Maka anunciou rapidamente e Kid começava a se afastar dela.
– Desgraçado, sai logo de cima dela! — Soul, tomado pela cólera, ignorou a parceira e furiosamente avançou para atacar o jovem shinigami.
A primeira tentativa do Soul de socá-lo foi falha pois ele se desviou e, afim de conter o garoto descontrolado e um segundo possível ataque, segurou com força ambas as mãos dele, impedindo-o de move-las.
– Foi um acidente, Soul. Para pra pensar! Eu nã- — Kid tentou se explicar mas não pode continuar o discurso pois Soul livrou uma das mãos e tentou um segunda investida com força. Como foi um ato inesperado e Kid se encontrava despreparado para tal, ele acabou sendo atingido bem no meio da cara. Surgia, de repente, um pequeno vestígio púrpura envolvendo a alma de Soul. Ele já estava partindo para socar o moreno novamente, mas se interrompeu ao ouvir Maka
– Pare Soul, por favor! — Ela gritou implorando e estava com olhos assustados, chorando. Ele então segurou o próprio punho, contendo-se, grunhiu qualquer coisa e foi correndo direto para a floresta densa para se isolar e evitar mais problemas.
“Me desculpe Maka, eu não sei o que está acontecendo comigo... Eu não queria fazê-la chorar de novo...”, ele pensou, enquanto corria para se afastar.
– Puta merda, isso doeu mais do que eu esperava — Kid disse enquanto passava a mão no ferimento do rosto para limpar o sangue. Maka correu até o banheiro da casa e pegou um pano com álcool afim de limpar o machucado. Minutos depois o resto do grupo chegou e Kid explicou o que havia acontecido.
- Ele não está agindo normalmente. Está claro que o feitiço está fazendo efeito e quando estávamos lutando consegui notar um pequeno vestígio púrpura na alma dele -, Kid explicou.
– Talvez se descobrirmos por que o feitiço não afeta a Maka há chances de descobrimos uma cura. Podemos perguntar ao Shinigami-sama — Tsubaki sugeriu.
Todos concordaram com a ideia. Kid pegou um espelho pequeno no bolso e eles estavam prestes a ligar para o Shinigami-sama quando de repente a sensação da presença de uma alma bruxolesca surgiu.
– Agora não... — Liz murmurou.
Maka, sem pensar duas vezes, correu direto para a floresta afim de encontrar o parceiro que estava neste momento vulnerável e sozinho. E se a bruxa o encontrasse primeiro?
Notas finais
Se quiserem saber o que vai acontecer com o nosso querido Soul e o que a bruxa fará... Comentem! Por favor gente: Ao fim de um capítulo, comente. Como já disse antes, a opinião de vocês é de valor imprescindível.
Até a próxima, queridos!
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