Infinity
1 Chapter One - Who is Frank?
Notas iniciais
A diferente de todos da escola. Eu. Será só eu? Lógico que não! Tem o Mikey, o Gerard, o Bob, o Ray, Frank e Lindsay. Taí o grupo de estranhos numa escola... normal?
- Mikey, seu vadio — sento ao seu lado. — Onde estava? Te procurei por toda parte! Nem o Ge sabia.
- Estou me escondendo da Alicia.
- Na sala de aula? Na mesma sala de aula dela? — arqueio uma sombrancelha. — Sua inteligência me impressiona.
- Ah, cala a boca! — faz um barulho esquisito com a boca. — Merda, você tem razão... Merda, você tem razão! Que merda!
- Vá se foder, Mikey — dou uma tapa no ombro dele.- Devia ter me escondido no banheiro... Idiota — bate na testa.
- Percebeu isso agora? — o olho.
- Já falei pra calar a boca — me olha sério. O sinal toca, e começa entra os alunos. — Vai ficar aqui mesmo?
- Você acha que me separarei de você? Como assim? — perguntei indignada.
- Ata, calei — abre a sua mochila. — Vish, olha quem é o professor!
Olho para frente.
- Não pode ser... Professor Brian? Ai, que merda! — debruço na mesa. — Ele é chato! Não dá pra falar nem um 'ai' na aula dele que ele manda pra coordenação. Neurótico.
- Se ele lembrar da gente, ele nos separa. Se lembra como foi ano passado, não?
- Claro. O nosso grupo era do capeta — rio. — Coitado dos professores... Ele foi o que mais sofreu, não é?
- Com toda certeza — põe seu caderno em cima da mesa. — Quem mandou ser chato?
- Pois é. Falando em grupo, cadê os outros? Cadê a Lyn-Z pra contar como foi seu final de semana super cool, diferente do meu que é super cuu e ficar me enchendo a paciência a cada 5 minutos? Sinto falta disso.
- Bom dia, classe! — diz o professor.
- Bom dia — todos respondem desanimados. É cômico quando ele faz isso.- Não estão animados para a aula de literatura? Como pode?! — dá aquele sorriso de orelha a orelha. Ele só vê um bando de gente sem interesse algum e com cara de cu. É a pura e dura realidade, minha gente. — Enfim. Continuemos. Hoje iremos debater sobre o livro que eu passei há duas semanas para vocês lerem. Todos leram? — a metade da turma levanta a mão. Eu li, Mikey leu, Gerard leu, e os nerds. Só li porque eu aprecio literatura e o livro é interessante. — Quase ninguém leu... Então tratem de ler, porque depois de amanhã terá uma prova sobre ele!
- O quê?! — foi o que a outra metade, que não leram, disseram.
- Foi o que vocês ouviram — ele se senta na cadeira. — Eu mandei ler, não leram porque não quiseram.
- Ainda bem que nós lemos, Mike — junto as mãos num sinal de amém.
- Pois bem, peguem o livro. A Menina que Roubava Livros — ele pega o seu. — Bem, esse livro se passa na época da Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Quem narra a história é a Morte, que recolhe as almas durante o livro, e conta como ela se sente ao ver a pessoa morrendo e ao recolher das almas. Durante sua passagem pela Alemanha, ela encontra a pequena Liesel Meminger quando vai recolher a alma do seu irmão, que morreu a caminho da cidade fictícia Molching, onde sua mãe os deixaria nas mãos de seus novos pais, Hans e Rosa Hubberman. Ao longo dos quatro anos que viveu com os Hubberman, roubou diversos livros e aprendeu lições com eles. Eles acolheram um judeu, Max, para poder ajudá-lo, devido à uma antiga promessa feita por Hans Hubbermann, à sua mãe. Hans Hubbermann tenta ajudar outro judeu durante uma caminhada e é advertido pelo soldado alemão que o agride. Hans, então, pede para que Max vá embora, pois os soldados viriam atrás dele e então o pegariam. Um bombardeio na vizinhança fez com que Liesel fosse a única sobrevivente, tendo no final encontrado Max, também seu amigo* — põe o livro em cima da sua mesa. — Alguém quer falar?
- Por que a mãe não ficou com a Liesel? — pergunto.- Porque a mãe de Liesel era comunista e estava sendo perseguida. Para proteger sua filha, ela a envia para a casa dos Hubberman... — o debate foi rolando. Os que não leram e não estavam interessados nem um pouco, faziam várias perguntas, e falaram que iam ler. Esse livro é interessante. Apenas o fato de saber que a Morte que conta a história, e que o autor da obra, Markus Zusak, cria uma personalidade para ela.
- Vai fazer o que depois da aula? — pergunta Mikey. Estamos no jardim da escola, sentados no banco.
- Não sei. Meus pais estão viajando, tenho aquela casa enorme só para mim. Vai ser uma tragédia se eu não aproveitá-la — olho para o céu.
- Óbvio. Jogaremos Guitar Hero na sala, com o som no último volume, enchendo o saco dos vizinhos — sorri. — Meu sonho isso.
- Que sonho idiota — brinco.
- Não te pergun-
- Tchau, Mikey! — levanto do banco e entro na escola.
- Vaca, nem deixa eu concluir meu fora! — puxa o meu braço. Uma coisa para irritá-lo é não deixá-lo te dar um fora. Ele dá a louca.
- A aula vai começar em 2 minutos. Merda, vou ter que tomar uma coca em 2 minutos? Como faz? — entro na fila da cantina.
- Se vira, você não é a fodona? — eu disse que ele fica irritado.
- Sou fodona porque não te deixei me dar um fora? Ridículo — reviro os olhos. Peço minha coca. — Obrigada — agradeço a moça da cantina.
- Vamos, Michael.
- Pode ficar irritada comigo, não vou te desculpar.
- Então tá. Morra de vontade de falar comigo e de beber minha coca, porque eu não falo mais com você! Dois beijos — saio andando.
Sempre quando eu o chamo de Michael, é porque eu estou irritada com ele. Nós conhecemos um ao outro super bem. Com 15 anos de amizade, queria o quê?
Entro na sala de aula e sento atrás do Gerard.
- Não vai sentar na frente do Mikey? — se vira para trás.
- Não estou falando com ele. Quero distância daquela peste ignorante. Ódio mortal.
- Tá, já entendi — arregala os olhos. — Mas quem senta aí é o Frank — aponta para a mochila jogada de baixo da cadeira.
- Quem é Frank? — aluno novo e ele já conhecia? Não falou nada comigo? Frustrante.
- É aluno novo. Já conheço ele há um mês mais ou menos, e o Mikey também
- E como eu não sabia disso? Os outros sabem disso?
- Ninguém sabe, se acalma. Só não queria contar, apenas isso. Pra quê contar para vocês um mês antes do que agora? Qual é a diferença?
- A diferença é de um mês. Você passou um mês escondendo uma pessoa. UM MÊS, GERARD, UM MÊS!
- Você soube agora e não está morta por isso, então, cala a boca — se vira para frente.
- Mas você vai ouvir a Lindsay falando no teu ouvido até a morte. Até nos seus sonhos, pesadelos, sei lá o quê. Ouça bem o que eu estou falando, sua peste.
Sento na cadeira atrás do Frank. Gerard apenas ri.
- Não sei qual é a graça.
- Você — mostro o dedo do meio pra ele. Essas pestes adoram me irritar, argh! E falando em pestes, cadê esse Frank? Pois é, não sei se ele também vai ser uma peste igual à eles. Tomara que não, pelo amor de Deus, seria uma tortura mais do que já é.
Perdida em meus pensamentos, o Frank entra na sala. Estava brincando com o canudo da coca-cola, mordendo-o e batendo-o contra a minha boca. Ele me olha com uma cara de "Que porra ela tá fazendo?". Paro de fazer isso, levanto e jogo a coca fora.
- Oi — sorrio.
- Oi — retribui o sorriso e senta na sua cadeira. Adoro esse tipo de conversa, vocês não tem noção!
- É amiga dos Way's? — se vira pra mim.
- Sim. No momento não estou falando com o Mikey, mas sou amiga dele também — olho para o Mikey do outro lado da sala, junto com o Ray. — Como sabe disso? — olho para o Frank.
- Ah, eles me falaram — fala como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Pode até ser, mas ele também pode ser tipo Mãe Dináh e saber das coisas, né não?
- Falaram muito?
- Só as idiotices que vocês fazem, que você irrita o Mikey e depois o Gerard te irrita, essas coisas.
- Já deve saber minha ficha toda. E você? Me conta. Só sei o seu nome, porque o Gerard me contou agora.
- Ahn, eu não lembro seu nome — pressiona os olhos.
- Joanne Veeck, prazer — sorrio. — E o seu?
- Frank Iero — vira a cabeça em direção ao professor. Ah, ele tem um piercing no lábio. Muito seduzente. Rio baixo e ele me olha.
- Que foi?
- Ahn, nada, nada... Lembrei de um bagulho — ele se vira. A aula vai começar.
Notas finais
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