Infinity
4 Chapter Four - The dog.
Notas iniciais
- Ai, pai, o que custa? É só um cachorrinho! — vou para o lado dele. — Eles são fofos.
- Eles são fofos quando filhotes — pega o seu café e se senta na cadeira. — Mas quando crescem, ficam chatos.
- Pai, eu vou cuidar dele. E o cachorro que eu quero não vai ser um chato quando crescer — sento ao lado dele. — Por favor.
- Qual é a raça? — dá um gole no café.
- Cocker Spaniel — ele quase se engasga com o café. — O que houve?
- Tem noção como essa raça de cachorro é agitada?! Eles quebram tudo, não param de latir, tem um fogo no rabo que só Deus sabe! — arregala os olhos.
- Um poodle serve?
- Serve — pulo da cadeira.
- Obrigada!
- Lembrando, você que vai cuidar dele, dar banho nele, dar comida, levar ao médico, e isso tudo. Nem me peça pra fazer! Vai ser tipo o seu filho.
- Tudo bem — sorrio. Frank aparece na cozinha. — Bom dia, Frank.
- Bom dia, Jo. Bom dia, Thomas [N/A: Eu não falei o nome do pai da Jo, mas tá aí.] — senta-se na cadeira. — Hoje é sábado?
- É. A gente vai ter que ir no shopping — pego meu café e sento do lado do meu pai.
- Por quê?
- Vou comprar um cachorro — sorrio. — Quer café?
- Ah, sim — coça o braço. — Não, obrigado. Vamos que hora no shopping?
- Vamos agora, é melhor, está mais vazio — dou um gole no café.
- Então, eu vou me arrumar. Vou tomar banho no seu banheiro, tudo bem? — se levanta.
- Está bem — acabo de tomar o café. — Vou me arrumar também, pai.
- Na mesma hora que ele? — sorri.
- Escroto — saio da cozinha. Vou para o meu quarto.
O segundo desafio: escolher uma roupa. Não sou muito de me preocupar com roupa. Se está na moda ou não, para mim não faz diferença, desde que eu goste e que eu ache que combine, eu uso. Então, vamos ver o que eu tenho por aqui.
Abro meu guarda-roupa. Pego uma blusa de manga longa preta, uma calça jeans azul escura, meu tênis da nike verde e preto. [N/A: Aquele dos coloridos. Isso não quer dizer que eu seja uma, amém.] Como eu já tinha tomado banho, me vesti ali mesmo. Prendi meu cabelo num rabo de cavalo, passei lápis de olho e uma batom básico, e pronto. Agora só esperar o outro.
- Frank, se você não demorar, agradeço. Estou lá embaixo te esperando — falo perto da porta.
- Tá legal — responde. Vou para a sala esperá-lo.
Falei pra ele não demorar, mas acho que ele ouviu ao contrário. Demorou meia hora, meu Deus. Nem eu demoro tanto assim.
- Pronto — diz ele dando uma última olhada no espelho da sala. — Vamos.
- Até que fim — deixo a revista que eu estava lendo em cima da mesinha da sala, e levanto. — Demora mais do que eu no banho, como pode? — ele ri. — Vem por aqui, vamos de carro, meu amor — seguimos para a garagem, onde eu tiro o meu carro de lá. Botei o CD da Katy Perry pra tocar.
- Tem coisa melhor não? — pergunta com desgosto. O olho.
- Olha só, não fala mal dela. Ela é minha diva, eu a amo. Então, cala a boca, senão quiser levar um tapa — volto a prestar atenção na rua.
- Desculpa — olha para a janela. Ele ficou com medo de mim? Não entendo.
Demoramos uns 40 minutos, mais ou menos, para chegar ao shopping. Como eu disse, ele está vazio. Só começa a encher mesmo depois das duas da tarde.
- Vamos no Pet Shop. Tomara que tenha a cachorrinha ali — o puxo pela mão para a escada rolante.
- E se não tiver? Vai comprar qual? — sobe no degrau da escada.
- Aí eu não sei — subo no degrau atrás dele. — Eu quero um poodle. Mas tem que ser fêmea, não quero macho.
- Ahn. Qual vai ser o nome? — chegamos no segundo andar. Andamos em direção ao Pet Shop.
- Ninna — sorrio. Entro no Pet Shop e vou para o caixa. — Vocês tem poodle fêmea? — pergunto para a mulher do caixa.
- Não sei te dizer — ela me olha. — Pergunte a ele — aponta para o cara parado do lado de umas camas. — Ele que é responsável por isso — ela sorri.
- Obrigada — vou até o cara. — Bom dia. Vocês tem poodle fêmea? — ele me olha. Estou me sentindo uma formiga perto dele. Bicho alto, Jesus.
- Acho que temos. Vamos lá dentro conferir — sorri e me leva até a uma porta. Entramos, e tinha um bando de cachorros latindo. Ai meus ouvidos.
Passamos por várias casas de madeira com grade. [N/A: Esqueci como é o nome disso. ¬¬] Até que achamos uma.
- Aqui, ela é fêmea — o moço aponta para ela. — Pode chegar perto, é filhote. Tem um ano de idade — me aproximo dela.
- Ah, ela é muito fofa — faço carinho na cabeça dela. — Quanto custa?
- Numa faixa de oitocentos, por aí.
- Tudo bem, vou comprá-la — olho para o cara, que tinha o nome de Matthew, que estava no crachá.
- É, desculpe, mas já está vendida.
- E por que me mostrou ela? Era só falar que estava vendida ou me mostrasse outra — o olho séria.
- Você perguntou se tinha um poodle fêmea, não se já estava vendida ou não.
- Ah, que belo atendimento que vocês oferecem — olho para o Frank. — Quer saber? Esse Pet Shop já foi melhor — saio do canil.
- Joanne, me espera! — Frank grita atrás de mim. — Não quer ver outro?
- Não, já basta por hoje — saio da loja e vou em direção a escada. — Nunca vi atendimento pior.
Frank POV's
Como eu podia contar isso a ela? Aquela cachorra que ela escolheu já foi comprada, e pela minha mãe. Podia ter avisado antes para ela, mas eu não sabia, então não foi culpa minha. Só tem uma solução... Dá a cachorra de presente a Joanne. Mas ter que explicar isso à minha mãe vai ser difícil.
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